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17/11/2018 | domtotal.com

Desigualdade exacerba fome, desnutrição e obesidade na América Latina e no Caribe

De acordo com o relatório, na América Latina, 8,4% das mulheres vivem em insegurança alimentar grave, em comparação com 6,9% dos homens.

Em dez países, crianças das famílias que representam os 20% mais pobres sofrem três vezes mais chances de ter baixa estatura para a idade do que as das famílias que representam os 20% mais ricos.
Em dez países, crianças das famílias que representam os 20% mais pobres sofrem três vezes mais chances de ter baixa estatura para a idade do que as das famílias que representam os 20% mais ricos. (Free-Photos/ Pixabay)

A fome, a desnutrição, a falta de micronutrientes, o sobrepeso e a obesidade têm maior impacto sobre as pessoas com baixa renda, mulheres, povos indígenas, população negra e famílias rurais na América Latina e no Caribe, segundo um novo relatório pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), UNICEF e Programa Alimentar Mundial (PAM).

O Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional 2018 se concentra em vínculos estreitos entre a desigualdade econômica e social e os níveis mais elevados de fome, obesidade e desnutrição das populações mais vulneráveis da região.

De acordo com o relatório, na América Latina, 8,4% das mulheres vivem em insegurança alimentar grave, em comparação com 6,9% dos homens, enquanto as populações indígenas sofrem insegurança alimentar maior do que as pessoas não-indígenas. Em dez países, crianças das famílias que representam os 20% mais pobres sofrem três vezes mais chances de ter baixa estatura para a idade do que as das famílias que representam os 20% mais ricos.

O panorama também indica que uma das principais causas do aumento da desnutrição em grupos populacionais vulneráveis são as mudanças que os sistemas alimentares da região sofreram – o ciclo da alimentação desde a produção até o consumo. Essas mudanças afetaram toda a população, mas os membros mais vulneráveis da sociedade sofreram os piores efeitos; enquanto muitos aumentaram o consumo de alimentos saudáveis, como leite e carne, muitas vezes precisam optar por produtos baratos com alto teor de gordura, açúcar e sal.

Para responder a crescente desnutrição, a FAO, a OPAS, o UNICEF e o Programa Alimentar Mundial convocam os países para implementar políticas públicas que combatam a desigualdade e promovam sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis.

A cada ano, a obesidade cresce em 3,6 milhões de pessoas

A obesidade se tornou a maior ameaça nutricional na América Latina e no Caribe. Quase um em cada quatro adultos é obeso. O sobrepeso afeta 7,3% (3,9 milhões) de crianças menores de cinco anos de idade, um número que excede a média mundial de 5,6%, indica o panorama.

"A obesidade está crescendo incontrolavelmente. Todos os anos adicionamos 3,6 milhões de pessoas obesas a esta região. 250 milhões de pessoas vivem com excesso de peso, 60% da população regional. A situação é chocante ", disse o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

"Embora a desnutrição persista na região, particularmente em populações vulneráveis, devemos considerar a obesidade e o excesso de peso, que também afetam esses grupos. Uma abordagem multissetorial é necessária, uma que garanta o acesso aos alimentos equilibrados e saudáveis, abordando simultaneamente outros fatores sociais, que também impactam nessas formas de má nutrição, como o acesso à educação, à água, ao saneamento básico e aos serviços de saúde", disse Carissa F. Etienne, diretora da OPAS/OMS. "Precisamos avançar no acesso à saúde universal para que todas as pessoas possam receber as medidas de cuidado e prevenção de que necessitam devido à má nutrição e suas consequências a longo prazo", acrescentou.


Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS, 07-11-2018.

EMGE

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