Religião

11/01/2019 | domtotal.com

Presidente filipino ataca bispos com palavrões

Bispos são atacados por se oporem à campanha antidrogas que já matou milhares. Presidente lhes chama de malditos e desfere palavras de baixo calão para caracterizá-los.

"A maioria deles é gay", disse presidente filipino sobre bispos. "Eles devem vir à luz, cancelar o celibato e ter permissão para ter um namorado", acrescentou. (Reuters)

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, insultou os bispos católicos de seu país e garantiu, além disso, que a maioria deles "são gays", em um novo confronto com a hierarquia eclesiástica, críticos de sua campanha de guerra contra as drogas, que deixou milhares de mortos.

Duterte, que começou sua campanha de guerra contra o tráfico e o consumo de drogas ao tomar posse em meados de 2016, continua com um alto nível de avaliação eleitoral, embora tenham aumentado as dúvidas sobre sua iniciativa contra o narcotráfico.

"Eu só posso dizer que os bispos são filhos da puta, malditos sejam!", assegurou o chefe de Estado das Filipinas, durante discurso em ato realizado em uma escola localizada ao norte da capital do país.

Duterte não explicou por que ele insultou os bispos e mais tarde disse que a maioria deles é homossexual. "A maioria deles é gay", disse. "Eles devem vir à luz, cancelar o celibato e ter permissão para ter um namorado", afirmou.

Duterte assegurou no início de seu mandato presidencial que, quando era criança, foi abusado sexualmente por um padre. A Igreja Católica Romana tem sofrido com casos de abuso sexual em vários países, embora não se tenha registrado casos graves nas Filipinas.

Em discursos anteriores, o presidente das Filipinas disse que Deus é "estúpido" e definiu como "absurda" a doutrina da Santíssima Trindade. Um responsável da Conferência Episcopal Católica das Filipinas, Francis Lucas, tentou minimizar as palavras de Duterte e chamou à moderação.

"Temos que ser mais sensíveis às sensibilidades e sentimentos dos outros", disse Lucas, em declaração à Reuters. A campanha de guerra contra as drogas de Duterte continua a ter apoio popular nas Filipinas, embora muitos setores da igreja estejam cada vez mais críticos às mortes causadas pelas forças de segurança.

A campanha iniciada por Duterte acabou com a vida de cerca de 5.000 pessoas no âmbito de operações antidrogas contra traficantes e consumidores de entorpecentes. A Polícia rejeita que as mortes causadas por seus agentes sejam execuções e diz que todas as pessoas foram registradas em tiroteios nos quais a Polícia se defendeu quando ia fazer prisões.

Quase 80% dos mais de 100 milhões de pessoas que vivem nas Filipinas professam a religião católica.


Periodista Digital - Tradução: Gilmar Pereira

EMGE

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