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08/02/2019 | domtotal.com

Brumadinho: número de mortos em rompimento de barragem chega a 157

As equipes ainda buscam 182 desparecidos. Segundo a Defesa Civil, entre os não localizados, 55 são da equipe da Vale, e os demais (127) são moradores e turistas.

O balanço ainda registra a existência de 133 desabrigados, que foram retirados de suas casas, que apresentavam riscos ou foram destruídas, tendo sido levados a hotéis.
O balanço ainda registra a existência de 133 desabrigados, que foram retirados de suas casas, que apresentavam riscos ou foram destruídas, tendo sido levados a hotéis. (Washington Alves/Reuters)

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, na tarde dessa quinta-feira (7), que subiu para 157 o número de mortes em consequência do rompimento da barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, há cerca de duas semanas, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Deste total, foram identificadas 134 vítimas. As equipes ainda buscam 182 desparecidos. Segundo a Defesa Civil, entre os não localizados, 55 são da equipe da Vale, proprietária da mina, e os demais (127) são moradores e turistas que estavam nos arredores da barragem rompida.

Já os localizados totalizaram 393. Destes, 294 são classificados pela Defesa Civil como encontrados da lista da mineradora e 169 de moradores da comunidade. O balanço da Defesa Civil ainda registra a existência de 133 desabrigados, que foram retirados de suas casas, que apresentavam riscos ou foram destruídas, tendo sido levados a hotéis. Três pessoas ainda estão hospitalizadas.

A barragem da mineradora Vale se rompeu no dia 25 de janeiro. Os rejeitos atingiram a área administrativa da empresa, uma pousada e comunidades que moravam perto da mina.

As causas da tragédia ainda não foram esclarecidas. A principal linha de investigação sobre as causas do colapso é o acúmulo anormal de água e a falha no sistema de drenagem.

A Superintendência da Polícia Federal (PF) confirmou que “uma das linhas de apuração aponta para a possibilidade de acúmulo de água e saturação da barragem e para uma possível falha no sistema de drenagem como eventuais causas de saturação da barragem e de seu consequente rompimento”.

Prisões

Nessa quinta-feira, 7, três executivos da Vale e dois engenheiros de uma empresa responsável pelos laudos de segurança da barragem foram soltos. Eles estavam detidos desde o dia 29 de janeiro na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os executivos da Vale que estavam presos são Cesar Augusto Paulino Grandchamp, geólogo, Ricardo de Oliveira, gerente de Meio Ambiente do Corredor Sudeste, e Rodrigo Artur Gomes de Melo gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale. Os engenheiros terceirizados, que atestaram estabilidade da barragem, são André Yassuda e Makoto Mamba.

Prefeitura

Nessa quinta, em entrevista coletiva, o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo, informou que está negociando com a Vale e com um fundo internacional, de origem canadense, um aporte de recursos para reconstrução da cidade. Melo não detalhou, porém, os integrantes do fundo, nem os valores da ajuda

O prefeito também reiterou que continua em negociações diretas com a Vale para o apoio às vítimas do rompimento da barragem e o custeio das despesas de atendimento aos atingidos e de reconstrução da cidade e das estruturas devastadas ou prejudicadas.


Agência Brasil/Agência Estado/Dom Total

EMGE

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