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16/02/2019 | domtotal.com

Milhares de catalães protestam contra julgamento de separatistas

Nove políticos são acusados de rebelião, que implica na existência de um 'levante violento' para conseguiu a separação da região.

Manifestantes com cartaz com o lema
Manifestantes com cartaz com o lema "Autodeterminação não é crime" marcham em Barcelona em 16 de fevereiro de 2019 (AFP)

Duzentas mil pessoas, lideradas pelo presidente regional catalão Quim Torra, se manifestaram neste sábado em Barcelona em protesto pelo julgamento iniciado nesta semana em Madri contra 12 dirigentes separatistas pela tentativa de secessão em 2017 - segundo dados da polícia.

Do palco, a apresentadora do ator estimou em 500 mil pessoas a taxa de comparecimento. Por trás de um cartaz com o lema "Autodeterminação não é crime", sustentado por dirigentes de partidos e associações separatistas, uma multidão de manifestantes lotou o centro de Barcelona, com várias bandeiras separatistas e cartazes pedindo "Liberdade para presos políticos".

"É muito triste o que está acontecendo. É um julgamento político, cheio de manipulações para lhes condenar por algo que não é nenhum crime", afirma Jesús Rodríguez. "Querem apenas prendê-los e, como sabem que votar não é crime, inventam uma violência que não aconteceu", garante o homem de 48 anos.

A existência ou ausência de violência na tentativa fracassada de secessão é o eixo central do julgamento iniciado nesta terça-feira no Supremo Tribunal de Madri contra 12 dirigentes do movimento separatista.

Nove deles são acusados de rebelião, que implica na existência de um "levante violento" para conseguiu a separação da região.

A Procuradoria pede entre 16 e 25 anos de prisão para esses nove, que já estão presos preventivamente, entre eles o ex-vice-presidente catalão Oriol Junqueras.

Em depoimento à Justiça, Junqueras defendeu que o movimento - marcado por um referendo de autodeterminação em 1 de outubro de 2017 - "sempre foi cívico, pacífico" e "nunca, nunca, nunca" promoveu a violência.


AFP

EMGE

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