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19/02/2019 | domtotal.com

Autoridades chinesas defendem proibição do ensino de tibetano

As autoridades destacaram ainda que os mosteiros apresentam 'riscos para a segurança' e estão 'mal preparados' para receber os estudantes.

(Arquivo) Cerimônia budista em mosteiro na região autônoma tibetana de Huangnan
(Arquivo) Cerimônia budista em mosteiro na região autônoma tibetana de Huangnan (AFP/Arquivos)

Autoridades do noroeste da China defenderam a medida que proíbe que os monges budistas ensinem tibetano às crianças, em um contexto de restrições às organizações religiosas em todo o país.

Um condado de Qinghai, uma província com muitos tibetanos, ordenou em dezembro o fechamento dos cursos, que eram oferecidos em mosteiros durante as férias escolares de inverno.

Os cursos ganharam popularidade nos últimos anos entre alguns pais, que os consideravam uma maneira de aumentar a fluência dos filhos em tibetano, um idioma que está perdendo espaço nas escolas.

A região autônoma do Tibete (sudoeste da China), habitada principalmente por tibetanos e na fronteira com a província de Qinghai, já havia proibido que os estudantes participassem em atividades religiosas durante as férias.

O governo provincial afirmou que as aulas de idiomas oferecidas pelos monges eram "ilegais".

As autoridades destacaram ainda que os mosteiros apresentam "riscos para a segurança" e estão "mal preparados" para receber os estudantes.

"De acordo com a lei chinesa, a educação é proporcionada pelo governo. Nenhuma organização ou pessoa pode usar a religião como um meio para obstruir o sistema de educação pública", afirma um comunicado.

O Partido Comunista Chinês desconfia das organizações, incluindo as religiosas, que possam ameaçar sua autoridade.

Nos últimos anos, o governo reforçou a vigilância dos cultos. As igrejas consideradas ilegais foram destruídas, as cruzes retiradas da parte superior dos edifícios religiosos para evitar a ostentação e creches vinculadas a religiões foram fechadas.

Na zona noroeste da região autônoma de Xinjiang, onde a maioria da população é muçulmana, o uso da burca está proibido desde 2017 e as autoridades desestimulam a observação do jejum do Ramadã entre funcionários e estudantes.


AFP

EMGE

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