Meio Ambiente

20/02/2019 | domtotal.com

Encontrada no Equador tartaruga gigante considerada desaparecida há um século

Galápagos faz parte da reserva da biosfera e serviu para que o naturalista inglês Charles Darwin desenvolvesse a teoria sobre a evolução das espécies.

(Arquivo) Exemplar da espécie Chelonoidis donfaustoi, descoberta em Galápagos em 2015
(Arquivo) Exemplar da espécie Chelonoidis donfaustoi, descoberta em Galápagos em 2015 (DPNG/AFP/Arquivos)

Um exemplar de uma das espécies endêmicas de tartaruga gigante do arquipélago equatoriano de Galápagos, considerada extinta há um século, foi encontrado durante uma expedição na Ilha Fernandina, informou nesta terça-feira (19) o ministro do Meio Ambiente, Marcelo Mata.

"NOTÍCIA MUNDIAL | Na ilha Fernandina - #Galápagos, a expedição liderada por @parquegalapagos e @SaveGalapagos, localizaram um exemplar da espécie da tartaruga Chelonoidis Phantasticus, que se acreditava estar extinta há mais de 100 anos", apontou o funcionário em sua conta no Twitter.

Mata não deu mais detalhes sobre a descoberta da tartaruga pela equipe do Parque Nacional de Galápagos (PNG) e da Galapagos Conservancy, sediada nos EUA, que apoia a preservação das ilhas encantadas no Pacífico equatoriano.

A Chelonoidis phantasticus, própria da ilha Fernandina, é uma das 15 espécies de tartarugas gigantes de Galápagos, das quais já desapareceram exemplares da Chelonoidis spp (ilha Santa Fe) e da abigdoni (Pinta).

Galápagos faz parte da reserva da biosfera e serviu para que o naturalista inglês Charles Darwin desenvolvesse a teoria sobre a evolução das espécies.

As tartarugas gigantes chegaram há três ou quatro milhões de anos à região vulcânica de Galápagos. Acredita-se que as correntes marinhas dispersaram seus exemplares ao redor das ilhas, e foi assim que 15 espécies diferentes foram criadas - das quais no momento dois estão formalmente extintas -, cada uma adaptada ao seu território.

O outro lugar no mundo onde sobrevive outra espécie de tartaruga gigante terrestre é a ilha Aldabra, no Oceano Índico.

As tartarugas galápagos têm variantes genéticas ligadas à reparação do DNA, com poder de cura que lhes permite ter vida longa, de acordo com o PNG.


AFP

EMGE

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