Meio Ambiente

12/03/2019 | domtotal.com

Fórum sobre meio ambiente da ONU começa de luto por acidente aéreo

Dando início a uma sessão de abertura sombria, o presidente da Assembleia do Meio Ambiente da ONU e ministro do Meio Ambiente da Estônia, Siim Kiisler, pediu aos delegados, muitos vestidos de preto e alguns chorando, que fizessem um minuto de silêncio.

Delegados fazem um minuto silêncio no início do evento
Delegados fazem um minuto silêncio no início do evento (AFP)

Um fórum mundial sobre como lidar com a crise ambiental do planeta começou nesta segunda-feira (11) em Nairóbi, no Quênia, de luto pela tragédia da Ethiopian Airlines que matou 157 pessoas no dia anterior, incluindo pelo menos 22 funcionários da ONU que estavam, em sua maioria, a caminho do evento.

Os delegados chegaram ao complexo e viram a bandeira da ONU a meio mastro, enquanto a exibição normalmente colorida de bandeiras nacionais havia sido removida.

Enquanto se perguntavam em voz alta quem entre seus colegas podia estar a bordo do Boeing acidentado, alguns se abraçaram e consolaram.

De acordo com Maimunah Sharif, chefe da ONU-Habitat, pelo menos 22 funcionários da ONU estavam entre os que morreram quando o avião da Ethiopian Airlines com destino a Nairóbi caiu no domingo de manhã, apenas seis minutos após decolar de Adis Ababa.

"Estou diante de vocês no primeiro dia da Assembleia do Meio Ambiente da ONU, que começou oficialmente hoje, na sequência dessa tragédia", disse aos delegados.

"Não nos esqueceremos desta tragédia, nem daqueles que pereceram. Reflitamos que nossos colegas estavam dispostos a viajar e a trabalhar longe de suas casas e entes queridos para tornar o mundo um lugar melhor para se viver".

Dando início a uma sessão de abertura sombria, o presidente da Assembleia do Meio Ambiente da ONU e ministro do Meio Ambiente da Estônia, Siim Kiisler, pediu aos delegados, muitos vestidos de preto e alguns chorando, que fizessem um minuto de silêncio.

Um membro do secretariado do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) disse à AFP que "ainda está tentando consolidar" o número de funcionários que morreram.

Entre os funcionários da ONU no voo da Ethiopian Airlines estavam alguns que trabalhavam para o Programa Mundial de Alimentos (PMA), para a agência de refugiados da ONU (Acnur), na Organização Internacional para as Migrações (OIM) e na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

"A comunidade ambiental está de luto hoje", disse Joyce Msuya, uma cientista da Tanzânia que é a chefe interina de meio ambiente da ONU.

"Perdemos funcionários da ONU, jovens delegados viajando para a Assembleia, cientistas experientes, membros da academia e outros parceiros".

É a segunda vez em menos de cinco anos que delegados morrem em um desastre aéreo a caminho de uma grande conferência global.

Em julho de 2014, um avião de passageiros Boeing 777 da Malaysia Airlines, voo MH17, foi abatido sobre o leste da Ucrânia enquanto se dirigia de Amsterdã para Kuala Lumpur, deixando 298 mortos, em sua maioria cidadãos holandeses.

Entre as vítimas estavam seis delegados da 20ª Conferência Internacional de Aids em Melbourne, incluindo o especialista holandês Joep Lange.

'Momento crítico'

A assembleia anual do Pnuma reúne chefes de Estado, ministros, líderes empresariais e representantes da sociedade civil para trabalhar em maneiras de reduzir a poluição e construir uma economia global mais verde.

Os delegados em Nairóbi foram informados por uma série de relatórios da ONU que descrevem em termos duros os danos que a humanidade está causando ao planeta, desde a mudança climática até a acidificação dos oceanos e a perda de espécies.

O encontro acontece em um "momento crítico de ação para proteger e reverter a degradação do nosso planeta", alertou Kiisler.

Um briefing na véspera da cúpula disse que o custo da perda de ecossistemas através da agricultura, desmatamento e poluição desde 1995 foi de até US$ 20 trilhões.

Um tópico importante em Nairóbi é o lixo plástico. A humanidade produz atualmente mais de 300 milhões de toneladas de plásticos por ano, e há pelo menos cinco trilhões de peças de plástico flutuando em nossos oceanos.

Espera-se que os delegados trabalhem em direção a um acordo nos moldes do Acordo de Paris de 2015, que faria com que cada país prometesse reduzir o desperdício de plástico até 2030.


AFP

EMGE

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