Direito

12/03/2019 | domtotal.com

PSOL quer saber sobre mandante e motivação do assassinato de Marielle

Freixo e Marielle eram amigos e trabalharam juntos por 10 anos, até ela se eleger vereadora.

Sobre os acusados, Freixo afirmou que ambos estão envolvidos em crimes anteriores.
Sobre os acusados, Freixo afirmou que ambos estão envolvidos em crimes anteriores. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

No dia em que dois suspeitos de terem matado a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista Anderson Pedro Gomes foram presos no Rio de Janeiro, deputados federais do PSOL pediram respostas para a motivação do crime e sobre mandantes, que na próxima quinta-feira (14) completa um ano.

A bancada do PSOL vai se reunir hoje (12) para decidir a coleta de assinaturas e requer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação das milícias no Rio de Janeiro. São necessárias 171 assinaturas.

“Quem matou Marielle não foi apenas quem apertou o gatilho. Quem matou Marielle foi quem planejou a sua morte, foi quem desejou a sua morte, foi quem contratou, foi quem politicamente desejou eliminar Marielle. É muito importante para o país saber quem mandou matar Marielle, qual objetivo político e qual a motivação”, disse o deputado Marcelo Freixo (RJ).

Freixo e Marielle eram amigos e trabalharam juntos por 10 anos, até ela se eleger vereadora. Para ele, hoje é um dia importante, mas não comemorar ou sentir “qualquer felicidade”.

“Não há justificativa para que quase um ano depois, só agora a gente tenha informação de quem executou, mas que bom que essa informação chegou. A gente espera que ela seja acompanhada de provas contundentes e, parece, que elas existem”, afirmou.

Suspeitos

Sobre os acusados, Freixo afirmou que ambos estão envolvidos em crimes anteriores. O deputado afirmou que Marielle pagou com a vida o preço da insegurança e do envolvimento político na segurança pública.

“Não nos cabe apontar para esses mandantes. Não é o nosso papel. Não podemos ser levianos. Cabe a Polícia Civil, em prazo imediato, dar respostas”, disse.

O deputado elogiou a forma como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, conduziu o processo ao afirmar estar do lado da Polícia Civil cobrando a elucidação do caso.


Agência Brasil

EMGE

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