Esporte Futebol Mineiro

25/03/2019 | domtotal.com

Galo completa 111 anos nos braços da Massa

Em apenas três partidas no retorno ao Mineirão, Atlético contou com 128.797 mil torcedores.

Apesar dos resultados ruins, torcida do Atlético não abandona o time
Apesar dos resultados ruins, torcida do Atlético não abandona o time (Bruno Cantini/Atlético)

Fundado em 25 de março de 1908, o Atlético celebra nesta segunda-feira o aniversário de 111 anos de fundação em um momento de retorno ao Mineirão. Foi, afinal, no principal estádio de Belo Horizonte que o time celebrou a data, ainda que com um dia de antecedência, com a vitória por 3 a 1 sobre o Tupynambás, domingo, pelas quartas de final do Campeonato Mineiro.

"Parabéns! Sinto-me orgulhoso de poder vestir essas cores, defender essa camisa, um clube de tanta tradição e conquistas importantes. Fico super feliz por fazer parte dessa historia. Espero escrever novos capítulos de vitórias e dar alegria ao torcedor porque a torcida do Atlético é realmente a mais apaixonada do Brasil e é uma torcida diferenciada", afirmou o goleiro Victor, maior ídolo da história recente do clube.

Em péssimo momento na Copa Libertadores, com duas derrotas nos jogos disputados na fase de grupos, o Atlético começou a recuperar a confiança do seu torcedor ao obter triunfos que o garantiram nas semifinais do Estadual em um cenário de festa no Mineirão.

Em uma tarde de domingo (24) em que o Mineirão também recebeu shows de artistas como Dudu Nobre e o rapper Djonga, 46.924 torcedores acompanharam o triunfo sobre o Tupynambás, no maior público registrado no estádio em 2019. Foi o terceiro jogo consecutivo do time como mandante no estádio, o segundo com triunfo e o terceiro grande público, pois, uma semana antes, 43.137 pessoas haviam acompanhado os 3 a 2 sobre o América, um resultado que assegurou ao Atlético a liderança da fase de classificação. Já em 6 de março, 38.776 espectadores pagaram para ver a derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, na volta ao time ao Mineirão.

Pedro Souza / AtléticoPedro Souza / AtléticoA vitória de domingo, então, assegurou ao Atlético mais uma meta alcançada no Campeonato Mineiro, a de atingir as semifinais, fase em que o seu adversário será o Boa ou a Caldense, que enfrentará o América nesta segunda-feira, no confronto que fechará as quartas de final do Estadual.

As tardes de domingo com o Mineirão cheio representam ao Atlético e ao seu torcedor a volta de uma rotina que parecia destinada a ser apenas uma memória. Afinal, desde o fechamento do estádio em 2010 para reformas visando a Copa do Mundo de 2014 o Mineirão deixou de ser a casa prioritária do clube, algo que era impensável desde a sua inauguração, em 1965.

Depois disso, o Atlético adotou provisoriamente a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, como local dos seus jogos como mandante. E no retorno do futebol a Belo Horizonte, optou pelo Independência como sua nova casa, chegando a construir uma mística de time praticamente imbatível no estádio localizado no bairro do Horto, especialmente com a equipe liderada por Ronaldinho Gaúcho.

Nem assim, porém, o Atlético se afastou completamente do Mineirão, tanto que lá faturou o título da Copa Libertadores de 2013, considerado a maior conquista da sua história, e também a Copa do Brasil de 2014. Mas o fato é que até decidir transferir os jogos da fase de grupos da Libertadores desta temporada para o estádio, não atuava por lá como mandante desde agosto de 2017.

O retorno ao Mineirão também se deu em um momento de impasse envolvendo a construção do seu estádio no bairro Califórnia. O clube já possui os recursos para realizar a obra, em parceria com a construtora MRV e o BMG, além dos valores advindos da venda da metade do shopping center Diamond Mall. Porém, ainda aguarda a obtenção de avais ambientais, estaduais e municipais para iniciar a construção do estádio.

Pedro Souza / AtléticoPedro Souza / AtléticoEnquanto isso, o Atlético passa a usar o Mineirão como palco dos seus principais jogos. E também busca se ajustar dentro de campo. Atendendo o clamor da torcida, o Levir fez duas mudanças na escalação muito cobradas pelos torcedores após as derrotas na Libertadores, tirando o lateral-direito Patric e o meio-campista Elias da formação titular.

A confirmação de que as alterações surtiram, de fato, efeito no desempenho do time só se dará no começo de abril, quando o time voltará a jogar pela Libertadores, em compromissos marcados para semanas seguidas, contra Zamora, no dia 3, no Mineirão, e Cerro Porteño, no dia 10, no Paraguai.

Enquanto isso, o time se concentra na disputa do Mineiro. São nove vitórias consecutivas no torneio estadual, algo que dá mais tranquilidade a Levir para seguir o seu trabalho. E motivos para o seu torcedor celebrar, especialmente nesta segunda-feira, quando festeja os 111 anos de fundação do clube.

"A paixão do torcedor atleticano é única e não tem, não dá para comparar. O Atlético enriquece muito a minha carreira profissional e sinto, agora de perto, vestindo essa camisa, como o torcedor atleticano é apaixonado pelo seu time. Então, é uma honra enorme poder estar fazendo parte dessa história gigantesca e, aos poucos, poder dar alegria ao torcedor", afirmou o centroavante Ricardo Oliveira.


Agência Estado

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