Esporte Futebol Mineiro

14/04/2019 | domtotal.com

Em clássico tenso, Cruzeiro vence Atlético com erros de arbitragem no Mineirão

Galo reclama de pênalti não marcado e de escanteio inexistente em lance que originou o gol da vitória celeste por 2 a 1; empate na finalíssima no Independência favorece a Raposa.

Marquinhos Gabriel comemora seu gol na partida entre Cruzeiro x Atlético válida pela final do Campeonato Mineiro.
Marquinhos Gabriel comemora seu gol na partida entre Cruzeiro x Atlético válida pela final do Campeonato Mineiro. (Gustavo Rabelo/ Gazeta Press)

O Cruzeiro está em vantagem na final do Campeonato Mineiro. Neste domingo, no Mineirão, o time aproveitou a condição de mandante para derrotar o Atlético por 2 a 1, em jogo com gols de Marquinhos Gabriel, Ricardo Oliveira e Léo. Agora, precisa de um empate no próximo sábado para faturar o bicampeonato estadual.

Isso significa que se o título vier, será de modo invicto para o que Cruzeiro, que ainda não perdeu no Mineiro. Já qualquer vitória dará o título ao Atlético, que tem essa vantagem por ter realizado campanha melhor na primeira fase da competição. O clube, mandante da partida decisiva, ainda não definiu se realizará o clássico no Mineirão ou no Independência.

Foi uma final quente e cheia de polêmicas. O Atlético reclamou de um pênalti não marcado no fim do primeiro tempo e também que o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães errou ao marcar escanteio no lance do segundo gol do Cruzeiro. Já Fred teve um gol anulado, por tocar a mão com a bola, o que a arbitragem assinalou a partir do uso do VAR. Além disso, o clima esteve quente entre os times, sendo que 11 jogadores terminaram o clássico amarelados e dois - Rafinha e Adilson - foram expulsos.

O placar pode ser explicado pela postura das equipes. O Cruzeiro foi mais ofensivo, atacando em quase todos os momentos do clássico, embora tenha sofrido com alguns contra-ataques do rival, só recuando nos minutos finais, além de ter contado com uma inspirada atuação de Marquinhos Gabriel.

Já o Atlético, em crise após a demissão de Levir Culpi e por estar em situação complicada na Copa Libertadores, foi cauteloso mesmo quando esteve em desvantagem. Sofreu, ainda, ao perder por lesão dois dos seus principais jogadores - Cazares e Luan -, mas contou com o 12º gol de Ricardo Oliveira em 15 jogos na temporada para seguir vivo no Mineiro.

O Jogo

Enquanto o Cruzeiro entrou em campo com a sua força máxima e sem novidades na escalação, o interino Rodrigo Santana precisou recorrer a Leonardo Silva para compor a dupla de zaga do Atlético ao lado de Igor Rabello, já que Réver segue lesionado. E também apostou em Chará como ponta esquerda, sendo que o colombiano vinha sendo pouco utilizado por Levir.

E o início do clássico foi interessante, com o Cruzeiro tendo a iniciativa de jogo e buscando atacar pelo lado direito da defesa atleticana. Mas a primeira oportunidade clara foi dos visitantes que saíam com consciência para os contra-ataques e tiveram Luan dando trabalho a Fábio logo aos cinco minutos.

O Cruzeiro, porém, era bem mais ofensivo e também teve as suas oportunidades, como em uma tabela entre Rodriguinho e Fred. Só que concentrando as suas ações pelo lado direito, especialmente com Egídio e Marquinhos Gabriel, facilitou a marcação atleticana que teve Luan auxiliando o lateral Guga pelo setor.

Porém, o time perdeu Cazares, lesionado. E isso fez falta para o Atlético puxar contra-ataques, pois Vinicius, o seu substituto, não exibia a mesma velocidade e criatividade do equatoriano. Por isso, o nível do clássico diminuiu na segunda metade do primeiro tempo, com o clima ficando tenso, com quatro cartões sendo aplicados entre os 38 e os 41 minutos.

Mas quando parecia que os times iriam ao intervalo empatados, o Cruzeiro abriu o placar pelo setor que mais insistiu: o direito da defesa atleticana. Aos 45, Fred acionou Marquinhos Gabriel, que avançou e finalizou. A bola desviou em Leonardo Silva, mudou o seu rumo e entrou na meta defendida por Victor.

Para o segundo tempo, o Atlético trocou Luan, lesionado, por Chará, mas não mudou a sua postura defensiva. Só que conseguiu criar duas chances claras nos dez minutos iniciais, ambas com Ricardo Oliveira, sendo que o centroavante, marcou na segunda, batendo de perna esquerda após levantamento de Chará.

Escanteio inexistente

Só que a igualdade durou muito pouco no Mineirão. Pouco depois, aos 15 minutos, Robinho cobrou escanteio, Dedé desviou de cabeça e a bola sobrou para Léo, mesmo caindo, finalizar às redes, recolocando o Cruzeiro em vantagem. O Atlético reclama que não foi escanteio, pois a bola bateu em Marquinhos Gabriel antes de sair para a linha de fundo. 

Como o Atlético não se arriscava e o Cruzeiro passou a não ser tão ofensivo, o clássico esfriou, mesmo com as alterações realizadas pelos técnicos, incluindo a estreia de Pedro Rocha pelo Cruzeiro.

E só esquentou após erro de Igor Rabello na saída de jogo, que culminou em finalização perigosa de Marquinhos Gabriel, que parou em Victor. Na cobrança de escanteio, Fred marcou, mas o lance foi anulado pelo VAR, pois o centroavante acertou a bola com o braço.

Nos últimos minutos, Chará ainda teve a chance de dar o empate para o Atlético. Mas falhou na finalização, garantindo ao Cruzeiro a vantagem da igualdade para o segundo duelo da decisão do Mineiro, sendo que já nos acréscimos Rafinha e Adílson foram expulsos.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO X ATLÉTICO

Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 14 de abril de 2019 (Domingo)
Horário: 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Michael Correia
VAR: Bruno Arleu de Araújo

Gols: Marquinhos Gabriel, aos 45 do 1T, e Léo, aos 15 do 2T (Cruzeiro); Ricardo Oliveira, aos 10 do 2T (Atlético)

Cartões Amarelos: Edílson, Henrique, Lucas Romero, Marquinhos Gabriel, Fred e Rafinha (Cruzeiro); Victor, Leonardo Silva, Fábio Santos, Adílson, Luan, Maicon e Ricardo Oliveira (Atlético)
Cartões Vermelhos: Rafinha (Cruzeiro) e Adílson (Atlético)

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Léo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Romero (Ariel Cabral), Rodriguinho (Pedro Rocha), Robinho (Rafinha) e Marquinhos Gabriel; Fred.
Técnico: Mano Menezes.

ATLÉTICO: Victor; Guga, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Adilson, Elias, Cazares (Vinícius), Luan (Maicon) e Chará; Ricardo Oliveira (Geuvânio).
Técnico: Rodrigo Santana.


Agência Estado/DomTotal.com

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