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15/11/2009 | domtotal.com

Novo endereço da Feira Hippie divide opiniões

Moradores apontam vantagens e desvantagens da transferência dos expositores para o Barro Preto

Marina Schettini

A possibilidade de mudança da feira de Arte, Artesanato e Produtores de Variedades da Avenida Afonso Pena para a avenida Augusto de Lima, entre as ruas Barbacena e Araguari, no Barro Preto, divide opiniões de moradores e trabalhadores da região.

Os que são a favor argumentam que o bairro tem mais comércio que moradores, e o movimento traria mais lucro e lazer para o local. Aqueles que se posicionam contra a novidade reclamam do aumento do trânsito e do barulho, principalmente no início da manhã dos domingos.

A jornalista Silvânia Arriel mora na região há mais de 20 anos. Ela teme a desvalorização dos imóveis residenciais. "Aqui é super tranquilo nos fins de semana, e, se a feira vier para cá, vamos perder isso. Vai ser um trânsito enorme e vai ficar impossível estacionar. Acho que vai até desvalorizar nossos imóveis", afirmou.

O empresário do ramo imobiliário Nilton dos Reis mora na Augusto de Lima há 60 anos, desde que nasceu. Ele vê com bons olhos a mudança. "Vai ser excelente. Não temos muitos prédios residenciais. A maioria dos imóveis aqui é galpão. A feira aqui traria movimento para essas ruas, que, aos domingos, ficam vazias de tudo. E vai desafogar o trânsito do centro", afirmou.

A Feira Hippie emprega aproximadamente 11 mil pessoas e movimenta, em média, R$ 87,5 milhões por ano. A prefeitura contratou recentemente uma arquiteta para elaborar um leiaute para a feira na avenida Augusto de Lima, mas nega que tenha a intenção de mudar sua localização de imediato.

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