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04/06/2018 | domtotal.com

Um oásis em plena selva amazônica

Alter do Chão é uma encantadora aldeia de pescadores a 38 quilômetros de Santarém.

Por Marco Lacerda*

Ainda pouco procurada pelos turistas do Sul e do Sudeste, Alter do Chão ganhou reconhecimento internacional em 2009, quando o jornal inglês The Guardian a colocou entre as dez mais belas praias do Brasil. O motivo? Inúmeras ilhas e extensas faixas de areia branca banhadas pelas águas esverdeadas do Rio Tapajós, cenário que se forma no período da vazante do rio (entre agosto e fevereiro). Mas não é má ideia visitar Alter durante a cheia. No período de exuberância das águas, dá para aproveitar os passeios de barco e as incursões pela floresta. Quando estiver curtindo as praias, fique atento para não pisar em arraias, cujo ferrão é venenoso.

Em plena selva amazônica, Alter do Chão é uma aldeia de pescadores a 38 quilômetros de Santarém, a segunda maior cidade paraense. O pequeno vilarejo se transforma em um concorrido balneário quando as águas do rio baixam e deixam o cenário paradisíaco à vista.

São inúmeras ilhas e extensas faixas de areia branca banhadas pelas águas esverdeadas do Rio Tapajós, cenário que se forma no período da vazante do rio, que acontece entre agosto e fevereiro. As praias de Alter têm águas doces, quentes e em tons de azul-turquesa e são emolduradas por areias branquinhas. Os barcos rústicos de madeira e as barracas cobertas de sapê conferem ao cenário um charme cheio de simplicidade, típico da região Norte do país.

Um dos cartões-postais da vila é a encantadora Ilha do Amor, uma das praias mais queridas pelos turistas. A praia está localizada pertinho do centro de Alter e é acessível por canoa. O local já se tornou parada obrigatória dos cruzeiros que navegam pela bacia do rio Amazonas.

Durante a cheia, Alter do Chão também não decepciona o turista. No período de exuberância das águas, os visitantes podem aproveitar os passeios de barco e as incursões pela floresta.

Outro programa obrigatório é apreciar as delícias da culinária local, à base de peixes e frutas da região, como o açaí. Ao entardecer, a dica é subir nos barcos dos nativos e atravessar o Tapajós em busca do melhor ângulo para apreciar o pôr-do-sol.

Com um Centro de Preservação da Arte e Cultura Indígena reconhecido internacionalmente, Alter do Chão também é um bom local para conhecer a cultura e os artefatos produzidos pelos povos indígenas da região amazônica.

A base para chegar na vila é Santarém. De carro, são 38 km pela PA-457, que é asfaltada. Uma boa época para viajar para a cidade é o mês de setembro, quando as noites seguem no ritmo da Festa do Sairé, que mistura elementos religiosos e profanos. Colorida e alegre, a festa dura uma semana com muita música, dança, competições, ladainha e procissão.

Alter do Chão em imagens nunca vistas:

Marco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do Domtotal.

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