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11/03/2019 | domtotal.com

Balthus visita Madrid

Retrospectiva apresenta 46 obras do artista que não cabia em rótulos.

Balthus é também um dos pintores mais singulares do seu tempo.
Balthus é também um dos pintores mais singulares do seu tempo.

Por Marco Lacerda*

Está em cartaz no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, uma exposição retrospectiva do artista francês Balthasar Klossowski de Rola (1908-2001), conhecido como Balthus, que fica em cartaz até 26 de maio.

Considerado um dos grande mestres da arte do século 20, Balthus é também um dos pintores mais singulares do seu tempo. Sua obra, diversa e ambígua – tão admirada quanto atacada – seguiu um caminho virtualmente contrário ao desenvolvimento das vanguardas.

O próprio artista mostrou explicitamente algumas de suas influências da tradição histórica, de Pierro dela Francesca a Caravaggio, Poussin, Géricault e Coubert. Numa análise mais detalhada, notam-se também referências a movimentos mais modernos, como A Nova Objetividade, bem como os recursos das ilustrações populares de livros infantis do século 19, como Alice nos País das Maravilhas. Em seu distanciamento da modernidade, que se poderia qualificar de pós-moderno Balthus desenvolveu um estilo figurativo pessoal e único, impossível de ser rotulado.

Com curadoria de Raphael Bouvier, Michiko Kono e Juan Angel López Manzanaes, a exposição, reúne 46 obras, na maioria pinturas de grande formato que cobrem as etapas de carreira de Balthus desde 1920. A seleção inclui algumas de suas obras mais importantes como A Rua (1933), La Toilette de Cathy (1933) e  Os Irmãos Blanchard (1937).

*Marco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do Dom Total.

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