30 Out 2018 | domtotal.com

O Atlético tem um elenco sem sangue, sem vida


O elenco montado por Alexandre Gallo é fraco e parece sem forças para levar o clube à Taça Libertadores da América.
O elenco montado por Alexandre Gallo é fraco e parece sem forças para levar o clube à Taça Libertadores da América. (Bruno Cantini / Atlético)

Por Juliano Paiva

Outubro termina com o Atlético mais longe da próxima Taça Libertadores. Nos quatro jogos do mês, o Galo conseguiu apenas um ponto, no empate em casa diante do América-MG. Perdeu fora para Chapecoense, Fluminense e Ceará. 

No meio do mês trocou Thiago Larghi por Levir Culpi. Ídolo da massa atleticana, o técnico ainda não conseguiu fazer o time jogar. A zaga continua mal, enraizada no chão. Mesmo com atletas altos – Leonardo Silva e Maidana –, a bola levantada na área é um “deus nos acuda”.  Resta ao atleticano bater os joelhos no chão e rezar para que seu time não tome o gol. 

A falta de concentração em alguns momentos também atrapalha muito. A “dormida” de Leonardo Silva, quando o experiente zagueiro quase entrega um gol, evidencia isso. 

E o ataque? Parou! Até outro dia o melhor do país, só balançou as redes adversárias uma vez neste fatídico mês para o Galo. A bola não chega até Ricardo Oliveira. É verdade! Mas ele também não é o mesmo de outros tempos. E seu substituto, Denílson, não inspira a menor confiança. 

E então fica claro que essa conta é da cúpula atleticana, em especial do diretor de futebol, Alexandre Gallo, que montou o elenco. A política de contratação em 2018 se mostrou equivocada, um fracasso. Se os atacantes, camisa 9, titular e reserva, não marcam gols, é porque se errou feio nas contratações. 

E é assim em todos os setores do campo. Qual jogador do atual elenco veste a camisa do Atlético com desenvoltura, sem sentir seu peso, e passa confiança para a torcida? Não tem unzinho!

Ninguém resolve! Tem torcedor que se pergunta, por exemplo, em qual posição joga o uruguaio Terans. Eu também não sei! O dinheiro mal gasto com contratações resultou em time fraco, sem confiança, e longe dos títulos. 

E para piorar os salários atrasados. Ou seja, a política de contratação no Galo se mostrou uma economia porca pois não poupou dinheiro suficiente nem para manter os salários em dia. 

Por tudo isso e mais um pouco, o Atlético tem um elenco sem sangue, sem vida. Levir terá muito trabalho. Ser no mínimo competitivo é uma urgência para a equipe alvinegra. Mas resta pouco tempo, somente sete jogos. 

A Libertadores que parecia certa, hoje escorrega pelos dedos do presidente Sérgio Sette Câmara. E que ironia! Restará a ele montar um time para a Copa Sul-Americana do ano que vem, torneio que o mandatário desprezou em 2018 o chamando de segunda divisão da Libertadores.

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
Comentários
+ Artigos
Instituições Conveniadas