10 Jun 2019 | domtotal.com

Atlético só tem elenco e técnico para sonhar com a Sula


Elenco atleticano é enxuto e tecnicamente limitado diante dos desafios que se colocam na temporada 2019.
Elenco atleticano é enxuto e tecnicamente limitado diante dos desafios que se colocam na temporada 2019. (Bruno Cantini / Atlético)

Por Juliano Paiva

Terminado o jogo Santos 1 x 2 Atlético no Pacaembu pelas oitavas de final da Copa do Brasil houve quem visse no Galo um candidato aos títulos que ainda disputa na temporada 2019. Verdade que foi um jogo grande do Atlético. O time se comportou bem fora de casa, impondo e buscando o jogo, não apenas se defendendo. 

Mas aquela foi uma partida atípica do Alvinegro de Minas quando joga longe de Belo Horizonte. O Galo fora de casa é mais parecido com o que entrou em campo contra o mesmo Santos pelo Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro, um time preocupado prioritariamente em se defender e que só tenta reagir quando já está perdendo. É um Galo que foge de sua raiz, de suas origens. 

Os próprios jogadores falaram sobre isso. Elias foi um dos que admitiu que a estratégia não é a melhor. “Time tem que jogar”, disse. Mas o Galo não joga ou só o faz quando já é tarde. 

Mas o que leva a isso? Por que o Atlético é tão contido quando joga em outro estado? Seria característica do técnico interino Rodrigo Santana? Pode ser. Ricardo Oliveira, há nove jogos sem marcar, tem sentido na pele. O camisa 9 tem a tarefa de “atrapalhar” os adversários, exercendo função defensiva no alto dos seus 39 anos. 

O comportamento do time neste domingo foi o mesmo diante do Unión La Calera, no Chile, e Grêmio, em Porto Alegre. E, não por acaso, o desfecho se repetiu. Derrotas.   

Como as chances de título do Galo no Campeonato Brasileiro se aproximam de zero diante do imbatível Palmeiras, com a postura atual, sem técnico efetivo e com um elenco bastante enxuto, o atleticano só pode sonhar com a Copa Sul-Americana. E é sonhar mesmo porque nas oitavas de final do torneio continental tem pela frente um carrasco histórico, o Botafogo. Não será surpresa uma queda diante do time carioca. 

Já a Copa do Brasil se mostra um obstáculo quase instransponível quanto o próprio Brasileirão, justamente por ter ainda o todo poderoso Palmeiras e outros times bem melhores e cascudos como o Grêmio.

Eis a realidade do Atlético. Nua e crua. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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