01 Jul 2019 | domtotal.com

Chuta pro gol, Brasil! 

Dificuldade do ataque da seleção em fazer gols é gritante.

Seleção brasileira terá a Argentina pela frente no super clássico no Mineirão.
Seleção brasileira terá a Argentina pela frente no super clássico no Mineirão. (Lucas Figueiredo/CBF)

Por Juliano Paiva

Para ter chance de avançar à final da Copa América, o Brasil precisa chutar a gol. Os atacantes brasileiros parecem querer entrar dentro do gol adversário, principalmente quando pegam defesas bem montadas. Medo de errar? Talvez! Contra o Paraguai, nas quartas de final, foram apenas 10 finalizações certas, mesmo tendo incríveis 70% da posse de bola.  

A seleção brasileira tem grande dificuldade em furar retrancas. Se a defesa é exaltada por estar invicta na Copa América, o ataque decepciona. Foram dois 0 a 0, diante da Venezuela e Paraguai, e duas goleadas, uma na pior seleção do continente, a Bolívia, e outra no Peru, que desmoronou depois de falha do seu goleiro, atrapalhando toda a estratégia do técnico Ricardo Gareca. 

Resumindo, nos jogos mais difíceis, a seleção brasileira falha no arremate na meta adversário, falha naquilo que faz a alegria do torcedor: o gol. O fato de os atacantes brasileiros terem a responsabilidade de “começar a marcação lá na frente” como diz empolgado o zagueiro Thiago Silva, pode até ser bom para ele e o todo o sistema defensivo, mas atrapalha o ataque. É óbvio que, em certo momento do jogo, a perna “pesa”, falta confiança para o chute e, consequentemente, falta o gol.

E o Brasil utiliza pouco duas estratégias eficientes para se furar uma retranca: o chute de fora da área e a jogada de linha de fundo, fazendo um cruzamento para trás. Se não mudar a maneira de atacar, a seleção brasileira terá dificuldades e aumenta suas chances de ser eliminada, de novo, no Mineirão.   Por pior que esteja a Argentina, e realmente está muito mal, ela tem Messi. Nenhum jogador brasileiro, incluindo Naymar cortado por contusão, chega nem perto do craque do Barcelona. 

Messi pode decidir com uma bola, como fez Maradona colocando Caniggia cara a cara com Taffarel para fazer o gol que eliminou o Brasil da Copa da Itália, em 1990. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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