22 Jul 2019 | domtotal.com

O presidente do Atlético precisa entrar em ação 


O atacante Alerrandro lamente o pênalti que perdeu contra o Fortaleza.
O atacante Alerrandro lamente o pênalti que perdeu contra o Fortaleza. (Rafael Costa / Gazeta Press)

Por Juliano Paiva

Depois do fatídico Cruzeiro 3 x 0 Atlético, o atleticano imaginou que tão cedo não passaria tanta raiva. Na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, no Mineirão, o Galo teve mais posse de bola, mas se mostrou ineficiente no ataque e, pior, sem alma, distraído, acarretando erros infantis que a Raposa soube aproveitar.  

As boas vitórias sobre a Chapecoense e principalmente diante do próprio Cruzeiro, na volta no Horto, pareciam indícios de que o comportamento apático e os erros não se repetiriam por agora. Enganou-se o atleticano que pensou assim. O Atlético conseguiu repetir o “feito” contra o Fortaleza.   

De novo a equipe perdeu a concentração e parecia não estar em campo em alguns momentos. Abriu o placar com gol contra bizarro de Juninho e ampliou com pênalti bem cobrado por Cazares. Daí para frente, muitos gols perdidos escancararam a falta de capacidade gritante de “matar” o jogo. 

Um gol perdido por Alerrandro, outro por Vinicius que manda na trave; Lucas Hernandez, Alerrandro e Cazares desperdiçam no mesmo lance, Geuvânio não consegue driblar o goleiro e o tempo vai passando... 

Eis que o Fortaleza balança as redes duas vezes num intervalo de sete minutos e o jogo muda completamente. O Atlético desaba emocionalmente, o que tem sido comum em situações adversas, e o nervosismo impede até que o time marque o terceiro em dois pênaltis a seu favor. Alerrandro perde o primeiro e Luan erra após a árbitra Edina Alves Batista mandar voltar porque o goleiro Felipe se adiantou. 

Com essa postura e displicência para decidir um jogo, ficou provado que nem o Independência, onde tem ótimo aproveitamento em 2019, será capaz de fazer o Atlético terminar bem a temporada. Terminar bem, para que fique bem claro, é ganhar o Campeonato Brasileiro ou a Copa Sul-Americana. 

O presidente Sérgio Sette Câmara que – acredite se quiser – estava na Europa no dia do clássico no Mineirão, precisa entrar em ação. Se foi ao Velho Continente “em prol do clube”, ótimo, porém o fez no momento mais inoportuno possível porque, pelo jeito, o diretor de futebol Rui Costa não está dando conta do recado. Tão pouco o técnico Rodrigo Santana. 

Então, Sette Câmara precisa se posicionar de maneira firme e o mais rápido possível diante do elenco. Pagar salário em dia é uma obrigação trabalhista. Isso não faz dele um mandatário especial. O presidente precisa ser mais atuante para que o elenco saiba o que é e o que quer a instituição, no caso, o Clube Atlético Mineiro. 

Como todos viram, nem a fanática torcida atleticana tem mais paciência com comportamento tão apático do elenco em determinadas situações. Isso tem que acabar. E, como presidente, o principal responsável é Sérgio Sette Câmara.   

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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