22 Ago 2019 | domtotal.com

Quando cobrar pênalti vira problema


Cazares foi o último a perder um pênalti pelo Atlético
Cazares foi o último a perder um pênalti pelo Atlético (Bruno Cantini/Atlético)

Por Rômulo Ávila

Tinha certeza que o monitoramento feito pelo VAR dificultaria a vida dos goleiros quando o assunto é cobrança de pênaltis. Afinal, o VAR acabou com a chance de o goleiro se adiantar no momento da batida. De fato, algumas defesas foram invalidadas. Contudo, a quantidade de cobranças desperdiçadas recentemente é surpreendente.

O Cruzeiro, por exemplo, deixou escapar a classificação para as quartas de final da Libertadores ao errar dois pênaltis diante do River Plate, no Mineirão. O goleiro Armani defendeu os chutes de Henrique e David. Pela Copa do Brasil, a classificação contra o Fluminense foi conquistada na disputa de pênaltis. Ao todo, somando o tempo normal, foram sete cobranças perdidas.

Na última rodada do Brasileirão, o goleiro Diego Alves, do Flamengo, defendeu duas cobranças na goleada de 4 a 1 sobre o Vasco.

O Atlético é o exemplo mais recente. No duelo contra o La Equidad-COL, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, o time chegou à quarta penalidade perdida na temporada. Das últimas seis cobranças, converteu apenas duas.

O prejuízo com tantos erros é imenso. No Brasileirão, as cobranças perdidas pelo Atlético contra o Fortaleza tiraram dois pontos preciosos do time.

A situação chegou a tal ponto no Atlético que a euforia pela marcação de uma penalidade deu lugar à apreensão. Quando Fábio Santos, cobrador oficial do time, não está em campo o pessimismo toma conta das arquibancadas. O torcedor não confia no batedor e parece pressentir que algo dará errado.

Pênalti é muito mais confiança do que treinamento. No próprio Atlético temos exemplos positivos. Na mesma Sul-Americana, o time conseguiu classificação diante do Unión La Calera nas cobranças de penalidades. Apesar de Victor ter defendido três batidas, o Atlético teve 100% de aproveitamento. 

O ideal é resgatar essa confiança com trabalho psicológico, até porque novas decisões por pênaltis podem ocorrer em breve e serem decisivas para ganhar um título. Foi assim na conquista épica da Libertadores de 2013, contra o Olimpia-PAR.

Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.
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