25 Nov 2019 | domtotal.com

O final de semana dos sonhos dos flamenguistas

Time carioca conquista a América e o Brasil com menos de 24 horas de diferença

Torcida do Flamengo toma as ruas do Rio num verdadeiro carnaval fora de época
Torcida do Flamengo toma as ruas do Rio num verdadeiro carnaval fora de época (Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

Juliano Paiva

O carnaval fora de época da torcida, e sem hora para acabar, é mais do que justificável. O Flamengo teve um final de semana dos sonhos, mágico, inesquecível para sua massa de 42 milhões e até para os rivais. Quem não gosta do Rubro-Negro está tendo horas difíceis. O “secador” não foi páreo para a máquina de futebol que se tornou o Fla de Jorge Jesus.  

E não é todo dia que um time ganha o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores no mesmo ano, tão pouco em dois dias consecutivos.  O sábado e domingo, 23 e 24 de novembro, serão lembrados eternamente.  Ambos os títulos são mais do que merecidos. Dá prazer ver o Rubro-Negro jogar. A busca incessante pelo gol traz de volta o futebol brasileiro que encantou o mundo há décadas.

Quando o Flamengo faz o primeiro gol, quer o segundo, depois o terceiro e segue nessa toada até o apito final do árbitro. Foi graças a esse comportamento que conseguiu a virada épica sobre o poderoso River Plate. Numa tarde em que não jogou bem, o Fla não desistiu, foi insistente, chato e martelou até balançar as redes.

Quando finalmente conseguiu aos 43 minutos do segundo tempo com Gabriel, poderia ter tocado a bola de lado para levar a finalíssima para a prorrogação. Mas, para a alegria de sua nação, seguiu seu instinto e foi premiado com outro erro do River. O gol do título, de novo com Gabriel, artilheiro da Libertadores e do Brasileiro, saiu três minutos depois.

O capitão Everton Ribeiro decretou olhando para a câmara no Estádio Monumental de Lima: “Acabou!!” Será mesmo? Em dezembro tem o Mundial de Clubes da Fifa. A final pode ser contra o Liverpool, como em 1981. Se no futebol o raio caí duas, três, quatro vezes no mesmo lugar, não será nenhum absurdo se o time carioca repetir o feito de 38 anos atrás e derrotar o atual campeão da Champions League.

Seria a glória máxima para o elenco e comissão técnica que já estão na história do clube. Se o Brasileirão já eram ‘favas contadas’, a Libertadores terminou ao estilo Seven, Psicose ou o Sexto sentido. Inesperado, surpreendente, emocionante.  

Aguardemos o Mundial! Até lá o flamenguista seguirá com o seu sono dos justos, aquele bem profundo do qual não quer acordar. Profundo, mas nada tranquilo. Mas quantos dos 42 milhões querem tranquilidade? Se for para ganhar o mundo? Zero! 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.

O texto reflete a opinião pessoal do autor, não necessariamente do Dom Total. O autor assume integral e exclusivamente responsabilidade pela sua opinião.

+ Artigos
Comentários