03 Abr 2021 | domtotal.com

Na semana do 1º de Abril o que parecia não era!

O país não conseguiu reverter a piada, de mau gosto, em sua totalidade, e os golpistas de 1964 nunca foram devidamente punidos. O que deu espaço para que hoje tenhamos um militar saudosista da ditadura e asseclas diversos no comando do Governo Federal

Ao fim e ao cabo, o exército sai bem na fita, como na lei da anistia, sem punição por ter apoiado a eleição de um genocida, como se agora fosse uma instituição séria e respeitosa da democracia
Ao fim e ao cabo, o exército sai bem na fita, como na lei da anistia, sem punição por ter apoiado a eleição de um genocida, como se agora fosse uma instituição séria e respeitosa da democracia (Sergio Lima / AFP)

Marcel Farah

Importante lição de história brasileira é aquela que nos adverte que o golpe militar, que derrubou um presidente legitimamente eleito e instaurou uma ditadura sanguinária, ocorreu, em verdade, no dia da mentira. A autoproclamada "revolução", como gostavam os milicos de chamar o golpe de 1964, foi uma grande farsa de 1º de abril.

Contudo, o país não conseguiu reverter a piada, de mau gosto, em sua totalidade, e os golpistas de 1964 nunca foram devidamente punidos. O que deu espaço para que hoje tenhamos um militar saudosista da ditadura e asseclas diversos no comando do Governo Federal. Um erro fatal!

Tão fatal como permitir que em nota o Ministério da Defesa, que fala pelos militares no governo, diga que o golpe, que nos tirou da democracia e deixou o legado do oligopólio das comunicações, da corrupção das empreiteiras, e da hiperinflação, é um fato histórico a ser comemorado. Esse cara deveria estar preso, assim como seu presidente genocida.

Ignorar tal lição histórica é tão prejudicial que hoje ouvimos quem subestime o governo Bolsonaro, acredite no exército como uma salvaguarda, e não perceba que eles continuam promovendo mudanças antes que o povo as façam.

Mudaram os comandos para continuar comandando, a implementação do programa neoliberal. Ameaçam impeachment para garantir cargos e orçamento. Ao fim e ao cabo, o exército sai bem na fita, como na lei da anistia, sem punição por ter apoiado a eleição de um genocida, como se agora fosse uma instituição séria e respeitosa da democracia.

Só podia ser 1º de abril!

O texto reflete a opinião pessoal do autor, não necessariamente do Dom Total. O autor assume integral e exclusivamente responsabilidade pela sua opinião.

Marcel Farah
Educador Popular

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