30 Abr 2021 | domtotal.com

Cuca não é o único culpado

No futebol, sete correm para onze, mas quatro não conseguem sustentar a fase ruim de sete

Muitos jogadores do Atlético estão deixando a desejar
Muitos jogadores do Atlético estão deixando a desejar (Pedro Souza / Atlético)

Rômulo Ávila

O técnico Cuca não é o único culpado pelo começo de ano decepcionante do Atlético. É praticamente impossível encaixar um time quando quatro, cinco, seis jogadores estão abaixo do que podem render.

E é justamente isso que está ocorrendo no Atlético: Keno, Arana, Savarino, Guga e Alonso estão devendo muito em relação ao futebol apresentado em 2020. Soma-se a isso, o baixo rendimento de jogadores como Allan, Vargas, Tchê Tchê e Hulk.

Inevitavelmente, essa má fase coletiva contamina até jogadores que vivem um bom momento. É o caso de Nacho, que teve algumas atuações destacadas, mas parece não conseguir manter o protagonismo em razão da fase ruim de vários companheiros.

A vitória sobre o América de Cali deu esperança de dias melhores ao torcedor. Apesar da limitação do rival, o time do Atlético evoluiu, conseguiu trabalhar a bola, criar jogadas e mostrar um pouco do que pode render. Óbvio que ainda falta muito, mas recuperar a confiança é o primeiro passo para um jogador render o que o pode.

O caminho do Atlético ainda é longo, o time está muito distante do investimento feito e Cuca tem o dever de conseguir tirar o melhor dos seus principais atletas. ‘Comer um banco’ vez ou outra pode fazer muito bem.

Não adianta insistir em determinado jogador quando a equipe passa por um momento de instabilidade. No futebol, sete correm para onze, mas quatro, por mais acima da média que sejam, não conseguem sustentar a fase ruim de sete. Cabe ao técnico encontrar meios para mudar isso.

Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.

O texto reflete a opinião pessoal do autor, não necessariamente do Dom Total. O autor assume integral e exclusivamente responsabilidade pela sua opinião.

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