Foto: Fernando Oliveira/PRF

Vai pegar estrada? Radares móveis estão de volta e vão multar!

Prazo dado pela justiça para retorno da fiscalização termina nesta segunda (23) e PRF deve atuar para evitar acidentes no feriado

Foto: Fernando Oliveira/PRF
Foto: Fernando Oliveira/PRF

Pretende viajar neste feriado? Então fique atento: os radares móveis estão de volta e vão multar.  É que o  Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, negou recurso da União para anular a decisão que determinou a volta dos radares móveis às rodovias.  O prazo dado pela justiça para retorno da fiscalização terminou nesta segunda (23) e a multa para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) caso não cumpra a decisão é de R$ 50 mil por dia.

Confira na íntegra as decisões e a ação do MPF:

No DF, por exemplo, a polícia já aferiu os radares, guardados desde agosto quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou o fim da fiscalização por radar. Ao comentar a respeito, o presidente  afirmou que as multas aplicadas seriam “educativas”, porém a própria Advocacia Geral da União (AGU) explicou que as multas são pra valer.

A decisão em primeira instância proferida em 11 de dezembro   do juiz federal Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara do Distrito Federal, atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Ação Civil Pública em desfavor da União. “A justificativa de possível utilização do sistema como meio de arrecadação (e não como instrumento pedagógico), a despeito de relevante, não parece suficiente à suspensão do sistema em funcionamento”, escreveu o magistrado.

 A AGU recorreu, mas o TRF1 apenas ampliou o prazo para que a PRF tivesse tempo de retomar a fiscalização. O desembargador relator do caso, Caio Marinho, afirmou no despacho que a União não apresentou elementos que indicassem que a suspensão do uso dos radares teria sido substituída por ações efetivas para a segurança e a proteção da vida no trânsito. “Igualmente não houve apresentação dos indicativos que demonstrassem em que medida estaria havendo o uso desvirtuado dos equipamentos (com fins eminentemente de arrecadação)”.

Marinho esclareceu também que a ordem proferida na primeira instância apenas reafirmou o entendimento já consolidado entre os próprios órgãos competentes para legislar sobre o assunto. Nesse aspecto, “é possível a intervenção do Poder Judiciário em matéria de política pública, quando verificada a omissão administrativa na promoção das ações necessárias à implementação dos direitos constitucionalmente reconhecidos”.

A decisão restabelece o uso de três tipos de radares móveis: estáticos (instalados em veículo parado ou sobre suporte), móveis (instalados em veículo em movimento) e portáteis (direcionados manualmente para os veículos).

O governo ainda pode recorrer, mas enquanto isso não acontece fica o alerta: se beber não dirija. E se dirigir, trafegue com prudência e nos limites de segurança. Bom feriado!

Renault-Crash-Test

Para evitar fiasco em crash test, Renault Sandero recebe melhoria na segurança

Quem comprou Renault, Logan e Stepway produzido até 10 de dezembro de 2019 tem um carro mais inseguro do que quem levar o mesmo modelo a partir desta semana

Renault-Crash-Test
Existe uma máxima que aconselha os interessados em um carro recém-lançado a “aguardar algum tempo para ver se não haverá algum problema” com a novidade. Esse ditado foi mais renovado: quem comprou um Renault Sandero, Logan ou Stepway 2020 produzido do lançamento até o dia 10 de dezembro de 2019 terá um carro mais inseguro que os fabricados a partir de 11 de dezembro.  É que a marca francesa foi obrigada a corrigir detalhes na segurança dos modelos para evitar um fiasco no teste de impacto feito pelo Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e o Caribe (LatinNCAP).

 

Equipado de série em todas as versões com quatro airbags (dois frontais e dois laterais), cinto três pontos e encosto de cabeça para os cinco ocupantes  e Isofix para cadeirinhas infantis, Sandero, Logan e Stepway receberam apenas uma estrela para adultos e quatro para crianças no crash test. O resultado já é pífio por si só, mas um fator chamou atenção dos especialistas.

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Airbag do modelo fabricado no Brasil era inferior ao colombiano
Airbag do modelo fabricado no Brasil era inferior ao colombiano. Repare também an estrutura mais simples do banco

O Sandero vendido no Mercosul é fabricado em São José dos Pinhais (PR) e na Argentina, mas o mesmo modelo, produzido pela Renault na Colômbia, recebeu três estrelas de segurança, em resultado divulgado nessa quarta (11).  Ao tentar entender o que aconteceu, o Latin NCAP descobriu que o carro fabricado no Brasil é inferior ao colombiano em três aspectos: tamanho e forma dos airbags laterais, intrusão estrutural na proteção contra impactos laterais e estrutura dos bancos dianteiros.

Segundo a entidade, o  airbag da versão produzida na Colômbia (volume de 22 litros e maior área de cobertura) oferece uma proteção mais robusta em comparação com os airbags das versões produzidas na Argentina e no Brasil (volume de 18 litros e área de cobertura mais restrita. Além disso, os veículos fabricados na Colômbia mostraram uma intrusão estrutural um pouco menor no teste de batida de impacto lateral do que os carros fabricados no Mercosul.  Além disso, a estrutura dos bancos é notoriamente menor e mais frágil.  A impressão é que a Renault colombiana reproduziu o projeto da romena Dacia, onde o Sandero é vendido para o mercado europeu, enquanto a Renault do Brasil e Argentina optaram por simplificar o projeto e reduzir custos.

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Notificada pela entidade, a Renault resolveu agir para evitar a má repercussão de uma nota baixa em seu modelo. A francesa correu contra o tempo e adaptou as mudanças aplicadas pela subisiária colombiana em suas plantas a Argentina e Brasil. Com isso, a segurança de Sandero, Logan e Stepway ficou da seguinte forma:

Todos os Renault Sandero/Logan/Stepway até o número de série (VIN) 93Y5SRZ85LJ319432 (data 10/12/2019) para carros fabricados no Brasil; até VIN 8A14SRYE5LL345154 (data 03/12/19) para veículos fabricados na Argentina, e até VIN 9FB4SR0EGLM157526 (data 18/07/2019) para veículos fabricados na Colômbia são uma estrela para proteção de ocupantes adultos e quatro estrelas para proteção de ocupantes infantis. A partir desses VINS e datas para cada planta de produção, os Renault Sandero/Logan/Stepway têm três estrelas para proteção de ocupantes adultos e quatro estrelas para proteção de ocupantes infantis.

Ou seja, todos que compraram Sandero/Logan/Stepway fabricados até 10/12/2019 têm um carro pior em nível de segurança de quem comprou o mesmo modelo produzido a partir de 11/12/2019.

Apesar de agora três estrelas, o Latin NCAP considera o resultado ruim, pois  o modelo  não possui lembrete de uso do cinto de segurança (SBR) para o passageiro da frente e o nível de disponibilidade do Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) está abaixo dos volumes recomendados.

“O Latin NCAP aprova a reação da Renault em melhorar a segurança dos populares Sandero, Logan e Stepway, bem como a estratégia da Peugeot para melhorar o equipamento do 301. As famílias do Sandero e 301 são modelos muito populares na América Latina, e o Latin NCAP está pressionando fortemente para os modelos mais populares alcançarem níveis de cinco estrelas. Ao mesmo tempo, a decisão da Renault e da Hyundai é decepcionante, pois ainda não oferecem o ESC como equipamento padrão nos modelos avaliados”, comentou, Alejandro Furas, Secretário Geral do Latin NCAP.

 

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Precisamos falar do design do novo Hyundai HB20

Visual polêmico provoca reações no consumidor, mas escolha arriscada pode dar certo

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A primeira impressão de muita gente, inclusive dos fãs da marca,  ao ver a foto da nova geração do HB20 é algo do tipo ‘wtf‘. Os grandes faróis posicionados acima da grade hexagonal com laterais afinadas deram ao carro o inglório apelido de “bagre”.

Ao ver o carro ao vivo, como pudemos conferir em primeira mão para o DomTotal  no lançamento em Comandatuba (BA) e que todos já podem fazê-lo nas concessionárias, chega-se à “segunda fase”.  O carro é mais bonito (ou menos feio) ao vivo do que nas fotos. Por algum mistério da imagem, ver o carro 3D revela ângulos que não ficam bem na fotografia e vídeo. A cor escolhida, vermelho, também não ajudou muito.

Além disso, dá para analisar mais detalhes do HB20 como o interior e as grandes áreas limpas nas laterais, descobrindo alguns aprimoramentos que deram certo no compacto coreano. Isso sem falar na bela traseira em estilo fastback do sedã HB20S.

A terceira fase é quando já se acostuma com o carro. Passamos uma semana com o HB20S e pode acreditar: as opiniões positivas foram muito mais numerosas que negativas. Até mesmo dois “que lindo” escutamos, em geral de pessoas que não acompanham a indústria automobilística, mas que se interessaram em comprar um desse. Pescoços torcidos também foram percebidos no trânsito ao ver o modelo passar (mais pela novidade do que pelas linhas, verdade seja dita).

Traseira nos estilo fastback é um dos pontos altos do HB20S (foto: Thiago Ventura/CEC/DomTotal)
Traseira nos estilo fastback é um dos pontos altos do HB20S (foto: Thiago Ventura/CEC/DomTotal)



Gosto de estacionar carros de teste na porta de estabelecimentos e ver à distância a recepção das pessoas. Muitos ficaram de olho no modelo, apontando detalhes nos faróis e  linhas; até mesmo uma semelhança com o design da Mercedes encontrada na caída da traseira do sedã eu escutei.

Foi uma surpresa tal recepção, ante tantos comentários negativos nas redes sociais. Assim como na política, também no meio dos carros há um grande “fla-flu” entre os fãs de marcas, onde é natural que entusiastas de Onix ou Polo se apressem em depreciar os concorrentes e vice versa. Para além dessa polarização, há uma estratégia clara da marca coreana de oferecer um produto totalmente diferente em relação aos rivais quando o assunto é design.

O visual ainda ajuda a diferenciá-lo da multidão, pois é quase impossível passar incólume,  ame-o ou odeie-o. Minha previsão é que o público alvo vai se acostumar com o design e manter o  HB20 no top 3 de vendas, claro, sem incomodar o líder. 
E você, em qual fase está com o HB20?