Criador do Peugeot 208 e do painel i-cockpit, Gilles Vidal vai para a rival Renault

Gilles Vidal foi responsável pela atual identidade visual da Peugeot, em modelos como o 208 e 3008. Gilles Vidal deverá trabalhar em novos projetos para a Renault

Gilles Vidal e uma de suas últimas criações, o Peugeot 208

Criador do novo 208 e  o painel i-Cockpit, dentre vários projetos da Peugeot e Citroën, o designer francês Gilles Vidal saiu da PSA e foi contratado pela rival Renault. Então diretor de design da Peugeot, Vidal se reportará diretamente a Laurens van den Acker, vice-presidente de Design do Groupe Renault. Como novo diretor de Design, a Peugeot nomeou Mattias Hossann, criador do e-Legend.

Gilles Vidal, de 48 anos, era  diretor de design da Peugeot desde 2010. Sob sua gestão, a marca renovou sua identidade estilística, com um posicionamento de alto nível incorporado por carros como 3008 e 508. Dentro do Grupo PSA, ele também esteve no responsável pelo desenvolvimento da Experiência do Usuário (UX) e da Interface do Usuário (UI) e pela criação da agência do Laboratório de Design da Peugeot.

Gilles  começou em 1996 na Citroën, sucessivamente em design de interiores e exteriores, depois como gerente do Citroën C4 e C4 Picasso. Ele foi encarregado da produção dos carros-conceito Citroën e da responsabilidade pelo design avançado, antes de ingressar na marca Peugeot em 2009.

É dele a linguagem atual da Peugeot, com a dianteira no estilo garra de tigre no conjunto óptico. Próximo lançamento dele, o hatch 208 é criação de Vidal.

Renault em crise

A mudança na equipe de design chega num momento delicado para a marca francesa. A montadora Renault registrou uma perda de 7,3 bilhões de euros (US$ 8,581 bilhões) no primeiro semestre, a pior de sua história, em função da crise da saúde e das turbulências de sua parceira japonesa Nissan.

O grupo francês, que já estava em uma situação difícil antes do coronavírus e que no final de maio anunciou o corte de 15 mil vagas de trabalho, informou que não fará previsões financeiras para exercício de 2020, devido à incerteza da pandemia.

“A crise da saúde que vivemos atualmente teve um forte impacto nos resultados do grupo no primeiro semestre e se somou às dificuldades preexistentes”, explicou a diretora-geral adjunta, Clotilde Delbos.

Esses números vermelhos se devem, principalmente, à contribuição da Nissan, da qual a Renault detém 43% das ações, e que provocou perdas de 4,8 bilhões de euros (US$ 5,642 bilhões).

(Com AFP)

Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Fiat se reposiciona para consertar erros do passado e tentar voltar à liderança

Marca adota novo logotipo, identidade visual com referência aos anos 90 e destaca tradição ítalo-brasileira. Fiat confirma novos motores turbo, SUVs e câmbio CVT 

Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos
Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos

Thiago Ventura

Após dormir no ponto e perder a liderança do mercado no Brasil, a Fiat resolveu lançar uma nova ofensiva para retomar seu lugar ao Sol. A estratégia passa por um novo posicionamento da marca, mudança da experiência do consumidor, mas principalmente: novos produtos (leia-se SUVs), tecnologias e motores turbinados.

Na parte comunicacional, a marca quer assumir uma ‘nova cara’, ressaltando sua cultura Ítalo-brasileira e ser também mais ‘pop, encantadora e espontânea’. Isso se aplica no emblema que passa a ser usado nos carros, como vemos nas fotos: sai aquele cuore adotado em 2006 e que remete aos anos 1920 e entra o ‘Fiat Flag’, apenas as quatro letras, numa releitura do padrão adotado no final dos anos 60. Justamente a Strada estreia esse novo design.

O ícone das quatro linhas fez sucesso no Brasil nos anos 90 e essa tradição que a marca busca de referência para imaginar esse novo tempo. Essa representação gráfica das quatro letras se transforma em listras em movimento com cores contrastantes. As peças publicitárias da Fiat terão uma fotografia quente, inspirada nas grifes da moda italianas, com cores contrastantes e valorizando o emocional, tipo um clipe da Anitta. Esses novos padrões serão aplicados também nas concessionárias.

Comparativo entre os logotipos da marca italiana
Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Motores turbo e SUVs

Mas falemos do que de fato vai fazer a diferença: conforme já havíamos confirmado aqui no Carro Esporte Clube, a Fiat prepara uma nova geração de motores FireFly turbo 1.0 três cilindros e 1.3 quatro cilindros, produzidos em Betim (MG). Esses blocos começam a chegar já neste ano, ironicamente no Jeep Renegade, que estreia o novo 1.3T no Brasil.

Por falar em Jeep, a Fiat vai corrigir a mancada de não oferecer modelos na categoria mais aquecida no mundo, os SUVs. A FCA priorizou sua brand americana com o Renegade e Compass, mas agora terá dois novos SUVs pra chamar de seu.

Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)
Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)

O primeiro dos dois novos utilitários esportivos está planejado para 2021. Trata-se do “‘SUV do Argo’, construído pela mesma plataforma do hatch. Em 2022 chega mais um SUV, inspirado no conceito Fiat Fastback. Se seguir as linhas do modelo, será um sucesso estrondoso.

A Fiat confirmou que vai introduzir o câmbio automático do tipo CVT em vários produtos da gama. Mais um conserto bem vindo: abandona a obsoleta ideia de equipar seus veículos com transmissão automatizada. Um erro fatal cometido nos finados Linea e Bravo, por exemplo.

Picape representa essa 'nova Fiat'
Picape representa essa ‘nova Fiat’
Chevrolet-Bolt-Visual-Carro-Esporte-Clube

Chevrolet Bolt EV é o carro elétrico mais vendido no Brasil

Modelo importado dos Estados Unidos registra 82 unidades vendidas no Brasil. Chevrolet Bolt EV tem motor de 203 cv e acelera de 0 a 100km/h em 7,3s


A General Motors comemora liderança do seu primeiro veículo 100% elétrico comercializado no Brasil. Segundo a marca o Chevrolet Bolt EV registrou 82 unidades vendidas no mercado nacional no primeiro semestre. Importado dos Estados Unidos, a comercialização é feita por lotes. Com venda restrita a 15 idades, o veículo tem preço de R$ 215 mil.

O Bolt tem 4.165 mm de comprimento, 1.765 mm de largura e 1.595 mm de altura. O entre-eixos é de 2.600 mm, enquanto o peso de 1,6 tonelada, distribuído de forma quase simétrica entre os eixos. O motor tem potência equivalente a 203 cv e acelera de 0 a 100km/h em 7,3s.

A versão única do Bolt EV trazida para o mercado brasileiro é a Premier, já equipada com as baterias de nova geração, que garantem autonomia média de até 416 quilômetros, de acordo com o ciclo norte-americano EPA.

Entre os itens de segurança o hatch elétrico, 10 airbags, assistente de permanência na faixa, alerta de ponto cego, aviso de tráfego traseiro cruzado, alerta de colisão frontal e sistema de frenagem automática com detecção de pedestres para mitigar acidentes.
O modelo oferece ainda câmeras de alta definição para visão 360 graus, que auxiliam manobras de estacionamento e ficam localizadas nas extremidades do veículo, melhorando a visibilidade. Esse recurso contempla a possibilidade de transformar o espelho retrovisor central numa tela que projeta imagens da parte traseira em maior ângulo.

O Bolt EV conta com garantia de três anos para o veículo e de oito anos para as baterias de íon-lítio. Segundo a marca, o plano de revisão é mais simples do que em modelos a combustão, pois não precisa trocar de óleo, velas, correia e diversos filtros, por exemplo.

Até os 240.000 km, os principais serviços de revisão do Bolt EV se concentram nas trocas de itens de desgaste decorrentes do uso do veículo, como o filtro ar-condicionado e as pastilhas dos freios.

O carro está disponível para venda em concessionárias de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Campinas, São José dos Campos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba, São José dos Pinhais (PR), Porto Alegre (RS), Florianópolis, Joinville (SC), Recife (PE) e Vitória (ES).

Elétricos e híbridos

O volume de vendas dos carros eletrificados tem crescido no Brasil. O segmento triplicou de tamanho nos primeiros seis meses do ano, totalizando cerca de 7,5 mil unidades emplacadas. O volume soma os modelos híbridos, que tradicionalmente combinam um motor a combustão com um elétrico auxiliar para reduzir o consumo combustível, e os automóveis puramente elétricos, que se diferem pela emissão zero de poluentes.

Grupo Stellantis deve ser criado oficialmente em 2021

Stellantis: grupo vai gerenciar a Fiat Chrysler e a Peugeot

Fusão entre a FCA e PSA vai gerar novo conglomerado Stellantis, controlando 14 marcas da indústria automobilística

Grupo Stellantis deve ser criado oficialmente em 2021
Grupo Stellantis deve ser criado oficialmente em 2021

Dando sequência ao processo de fusão 50/50, a Peugeot SA (Groupe PSA) e Fiat Chrysler Automobiles NV (FCA) revelaram nesta quarta qual será o nome corporativo a ser criado: Stellantis. O logotipo é esse que você vê; o símbolo ainda está sendo definido.

‘Stellantis’ é a junção do verbo latino “stello”, que significa “iluminar com estrelas”. O conceito deles é que o nome representa o audacioso projeto de integração de empresas e culturas diferentes, com marcas italianas, francesas, americanas e inglesa, dentre outras.

“As origens latinas do nome homenageiam a rica história de suas empresas fundadoras, enquanto a evocação da astronomia captura o verdadeiro espírito de otimismo, energia e renovação que impulsionam essa fusão que está mudando o setor”, diz o comunicado.

O nome Stellantis será usado exclusivamente para se referir ao Grupo, como uma marca corporativa. Os nomes e os logotipos das marcas constituintes do Grupo permanecerão inalterados.
O projeto é que a fusão seja concluída no primeiro trimestre de 2021. Contudo,essa data pode ser alterada de acordo com a crise da pandemia do novo coronavírus. O processo inclui a aprovação pelos acionistas de ambas as empresas em suas respectivas Assembleias Gerais Extraordinárias e a satisfação de análises antitruste e outros requisitos regulatórios.

O novo conglomerado reúne as marcas marcas Abarth, Fiat, Jeep, Dodge, Lancia, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, além de Comau e Teksid. O agora quarto maior grupo automotivo cobre praticamente todos os segmentos-chave de veículos, desde automóveis de luxo, premium e de passageiros, até SUVs e picapes & veículos utilitários leves.

Segundo a companhia, o novo grupo tem 46% das receitas derivadas da Europa e 43% da América do Norte, com base nos dados agregados de 2018 de cada empresa. A partir da união, as estratégias para as outras regiões serão reformuladas.

Se aprovado no Congresso, farol baixo aceso não será exigido em rodovias de pista dupla (Foto:PRF)

Câmara flexibiliza uso do farol baixo na estrada e torna DRL obrigatório

Projeto livra motorista de multa de R$ 130 em algumas situações, mas pode provocar confusão no dia a dia. Especialista elogia inclusão de luzes de rodagem diurna como item de série nos veículos

Se aprovado no Congresso, farol baixo aceso não será exigido em rodovias de pista dupla (Foto:PRF)
Se aprovado no Congresso, farol baixo aceso não será exigido em rodovias de pista dupla (Foto:PRF)


Thiago Ventura

A polêmica regra que obriga veículos a trafegar com o farol baixo aceso durante o dia nas rodovias será flexibilizada em projeto aprovado na Câmara dos Deputados. É o que diz o Projeto de Lei 3.267/2019, que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e agora será apreciado pelos senadores. Além de mudar regras sobre iluminação nas estradas, texto abre caminho para tornar as luzes de rodagem diurna (DRL) obrigatórias nos novos veículos, novidade considerada boa por especialista em trânsito. “O foco da mudança tem que ser na indústria para que aconteça um aumento efetivo na segurança”, comenta Julyver Modesto de Araújo

O dispositivo polêmico foi instituído pela Lei nº 13.290, 23 de maio de 2016, que determina que o motorista deve manter acesos os faróis do veículo (Art. 40), utilizando luz baixa nas rodovias. Ao trafegar com luzes desligadas, o condutor comete infração média (Art. 250), perde quatro pontos no prontuário e deve pagar multa de R$ 130,16.

O texto atual determina que o equipamento esteja ligado em qualquer rodovia. Em No projeto aprovado pelos deputados em junho, o uso do farol baixo será obrigatório em veículos que não dispuserem de DLR nas rodovias de pista simples, mesmo durante o dia.Ou seja, em rodovias com alguma separação física entre as faixas de direção contrárias, o motorista não precisará acender o farol; nas demais seguirá obrigado.
Aí que entra a confusão: ao trafegar em várias rodovias, o motorista pode esquecer de ligar o farol baixo no trechos exigidos e levar multa.

Segundo Julyver Araújo, consultor e professor de legislação de trânsito e major da reserva da Polícia Militar de São Paulo, o legislador considerou que as rodovias com pista dupla trazem menos riscos devido a separação entre os sentidos de direção, desobrigado o uso da luz baixa. Porém, ele alerta para a confusão que pode ser criada no usuário. “Em termos de segurança viária, o senão é o desconhecimento geral sobre ‘o que é pista’ simples e ‘se devo ou não utilizar’. Isso vai trazer mais segurança?”, questiona. ‘O risco é maior nas rodovias de pista simples, se o condutor não visualizar corretamente um motorista em sentido contrário. Daí a exigência de manter os faróis acesos, quando o veículo não possuir DLR’, completa.

DLR no Sandero R.S. 2019: item pode ser obrigatório em todo os veículos (Foto Thiago Ventura)

Crítico à exigência do farol baixo, Julyver considera como grande avanço o reconhecimento em lei do DLR, bem como a exigência do equipamento como obrigatório nos veículos. Essa mudança precisa ser regulamentada posteriormente pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

“O melhor é se preocupar com a indústria automotiva, que pode ter mais efeito em termos de segurança viária. Ao exigir DLR em todos os veículos, aumenta a segurança como um todo, não deixando a decisão de utilizar à critério do condutor, que pode não utilizar o farol baixo por esquecimento ou desobediência”, afirma o especialista.

O projeto 3.267/2019 está em tramitação do Senado Federal. Caso sofra alterações, poderá retornar para avaliação dos deputados. Após ser aprovado no Congresso, entrará em vigor 180 dias depois de sancionado.

Mudanças no Código de Trânsito

Texto Atual (CTB) Projeto 3.267/2019
Art. 40. O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações:

I – o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação pública;

I – o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias;          (Redação dada pela Lei  nº 13.290, de 2016)     (Vigência)

II – nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz alta, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo;

III – a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar a intenção de ultrapassar o veículo que segue à frente ou para indicar a existência de risco à segurança para os veículos que circulam no sentido contrário;

IV – o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de posição do veículo quando sob chuva forte, neblina ou cerração;

Art. 40. ………………………….

I – o condutor manterá acesos os faróis do veículo, por meio da utilização da luz baixa:

a) à noite;

b) mesmo durante o dia, em túneis e sob chuva, neblina ou cerração;

……………………………………………

IV – (revogado);

……………………………………………

§ 1º Os veículos de transporte coletivo de passageiros, quando circularem em faixas ou pistas a eles destinadas, e as motocicletas, motonetas e ciclomotores deverão utilizar-se de farol de luz baixa durante o dia e à noite.

§ 2º Os veículos que não dispuserem de l de rodagem diurna deverão manter acesos os faróis nas rodovias de pista simples, mesmo durante o dia.”(NR)

 

Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN: “Art. 105. …………………………

……………………………………………

VIII – luzes de rodagem diurna.

……………………………………….”(NR)

    Art. 250. Quando o veículo estiver em movimento:

I – deixar de manter acesa a luz baixa:

a) durante a noite;

b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública;

b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias;               (Redação dada pela Lei  nº 13.290, de 2016)     (Vigência)

c) de dia e de noite, tratando-se de veículo de transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas;

d) de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;

II – deixar de manter acesas pelo menos as luzes de posição sob chuva forte, neblina ou cerração;

III – deixar de manter a placa traseira iluminada, à noite;

Infração – média;

Penalidade – multa.

“Art. 250. …………………………

I – ……………………………….

……………………………………………

b) de dia, em túneis e sob chuva, neblina ou cerração;

c) de dia, no caso de veículos de transporte coletivo de passageiros em circulação em faixas ou pistas a eles destinadas;

d) de dia, no caso de motocicletas, motonetas e ciclomotores;

e) de dia, em rodovias de pista simples, no caso de veículos desprovidos de luzes de rodagem diurna;

II – (revogado);

……………………………………….”(NR)

 

Art. 2º O Anexo I da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), passa a vigorar com as alterações dispostas no Anexo desta Lei.

Art. 3º As luzes de rodagem diurna, de que trata o inciso VIII do caput do art. 105 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), serão incorporadas progressivamente aos novos veículos automotores, fabricados no País ou importados, na forma e nos prazos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

 

Nissan Kicks UEFA Champions League 2020 Carro Esporte Clube (3)

Champions League: conheça o Nissan Kicks inspirado no futebol

SUV compacto é o único do mundo com assinatura da Liga dos Campeões. Nissan Kicks UEFA Champions League custa R$ 99,4 mil
Nissan Kicks UEFA Champions League 2020 Carro Esporte Clube (3)

Thiago Ventura

Série limitada  UEFA Champions League do Nissan Kicks segue em oferta no mercado brasileiro.  Fabricada no Complexo Industrial de Resende (RJ), a novidade é o primeiro e único modelo do mundo com a assinatura da Ligas dos Campeões, que nesta sexta-feira (10) revelou a chaveamento final da temporada.

Derivada da versão SV, é disponível em cor única e exclusiva que combina lataria em  azul Pacific com teto preto. O Nissan Kicks UEFA Champions League 2020 tem a produção limitada a 1 mil unidades, que serão vendidas nos mercados do Brasil, Argentina e Paraguai. Seu preço sugerido atual é de R$ 99.490, mil reais mais caro que no lançamento. Assim como a Liga dos Campeões, também a produção do modelo foi interrompida devido a pandemia do novo coronavírus.

 

Nissan Kicks UEFA Champions League 2020 Carro Esporte Clube (2)

 

O carro oferece  rodas de aro 17 com acabamento preto; aerofólio traseiro; adesivos da UEFA Champions League; bancos revestido com material sintético, costura azul, e tecnologia Zero Gravity para os dianteiros; acabamento azul em volta do ar condicionado; sistema de áudio com rádio AM/FM, entrada auxiliar para MP3, conector USB, bluetooth, conectividade com CarPlay e Android Auto e apresentação inicial especial UEFA Champions League; chave inteligente I-Key com comandos de abertura e fechamento dos vidros de todas as portas do carro com apenas um toque; botão eletrônico de ignição (Push Start); apoio de braço com costura azul e faróis com máscara negra.

Como toda a linha, o  Kicks UEFA Champions League vem com o motor  1.6, que desenvolve de 114 CV e câmbio Xtronic CVT com função “Sport”. Vale a pena?

 

Nissan Kicks UEFA Champions League 2020 Carro Esporte Clube (1)

Proibição da prática foi vetada em 1997 e agora projeto dá regras para tráfego entre as faixas (Foto Marcos Alves/USP)

Projeto aprovado na Câmara legaliza tráfego de moto no corredor de trânsito

Prática não era proibida, mas é muito perigosa para os motociclistas. PL 3.267 altera várias regras do Código de Trânsito Brasileiro

Proibição da prática foi vetada em 1997 e agora projeto dá regras para tráfego entre as faixas (Foto Marcos Alves/USP)
Proibição da prática foi vetada em 1997 e agora projeto dá regras para tráfego entre as faixas (Foto Marcos Alves/USP)


Thiago Ventura

O projeto de lei (PL 3.267/2019 aprovado na Câmara dos Deputados que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) legaliza uma prática que irrita 11 a cada 10 motoristas no trânsito: motocicletas e ciclomotores podem andar no corredor entre as faixas no mesmo sentido. O texto ainda está em tramitação no Senado Federal e após aprovação e sanção presidencial, entra em vigor no prazo de 180 dias.

O projeto de autoria do poder executivo altera vários dispositivos da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), entre eles o artigo 56.  Vetado no texto original, agora o CTB vai oficializa a prática comum nas grandes cidades.  A novidade, contudo, também estabelece algumas regras para os motociclistas.

Segundo o PL 3.267, esses veículos podem trafegar entre as faixas somente quando o fluxo estiver parado ou lento. O texto ainda afirma que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) poderá regulamentar essa operação.

Além disso, o projeto estabelece que as motos, motonetas e ciclomotores podem rodar somente entre as duas faixas mais a esquerda da via e nunca na contramão de direção.  E essa ultrapassagem nunca poderá ser feita entre a faixa da direita e a calçada. Da mesma forma, é vetado que as motores utilizem o espaço ao lado da faixa exclusiva para ônibus à esquerda, como no caso dos sistemas MOVE em Belo Horizonte.

O projeto 3.267 não determina qual a velocidade máxima das motocicletas, motonetas e ciclomotores nessa situação, mas afirma que “deve ocorrer em velocidade compatível com a segurança de pedestres, ciclistas e demais veículos”.

Prática não era proibida

A novidade do assunto contido no projeto é de legalizar a prática, muitas vezes feita de forma arriscada pelos motociclistas. Isso porque a redação original do projeto, em 1997, pretendia proibir esse tráfego entre as faixas, mas o artigo 56 foi vetado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).  Sem o proibição expressa,  a prática não era considerada, por si só, uma infração de trânsito.

Com a nova redação proposta pelo PL 3.267/2019, os condutores poderão fazê-lo, mas agora com regras mais claras.  Porém, o novo texto permite que a conduta seja feita apenas nas cidades. Em estradas, as motos devem permanecer na faixa de rodagem e ultrapassar veículos lentos dentro das regras previstas para a manobra.

Para evitar acidentes, os motociclistas costumam trafegar no corredor de carros buzinando. Apesar de que o movimento será legalizado, a utilizar a buzina para esse fim segue proibido.  O artigo  227 do CTB diz que ‘acionar a buzina de modo constante ou no entorno de hospitais e outros locais proibidos por sinalização e entre as 22h e 6h é infração leve’.  Nesse cado o infrator leva três pontos na CNH e multa no valor de R$ R$ 88,38.

A prática não é proibida, mas muito perigosa. A dica para os motociclistas é andar no corredor quando os veículos estiverem parados. Além disso, o condutor deve evitar pontos cegos para os motoristas de ônibus e automóveis, sinalizando com antecedência o que for fazer. Também é recomendado manter distância segura da moto que vai a frente no corredor e evitar o ‘zig zag’ entre os carros.

Leia como ficará o artigo 56 com o PL 3.267/2019

“Art. 56-A. É admitida a passagem de  entre veículos de faixas adjacentes no mesmo sentido da via quando o fluxo de veículos estiver parado ou lento, conforme regulamentação do Contran.

  • 1º Se houver mais de duas faixas de circulação, a passagem somente será admitida no espaço entre as duas faixas mais à esquerda.
  • 2º Se houver faixa exclusiva para veículos de transporte coletivo à esquerda da pista, esta será desconsiderada para fins do disposto no § 1º deste artigo.
  • 3º Não será admitida a passagem entre a calçada e os veículos na faixa a ela adjacente.
  • 4º A passagem de motocicletas, motonetas e ciclomotores entre veículos de faixas adjacentes deve ocorrer em velocidade compatível com a segurança de pedestres, ciclistas e demais veículos.
  • 5º Os órgãos e entidades com circunscrição sobre a via poderão implementar áreas de espera específicas para os veículos de que trata o caput deste artigo, junto aos semáforos, imediatamente à frente da linha de retenção dos demais veículos, na forma definida pelo Contran.”
JulianaCoelho_FCA_01

Jovem engenheira é a primeira mulher a comandar fábrica da Fiat Chrysler na América Latina

Em apenas sete anos Juliana Coelho passou de trainee para Plant manager da FCA. Aos 31 anos, vai comandar mais de 5 mil funcionários em PE

JulianaCoelho_FCA_01

Uma jovem engenheira será a primeira mulher a comandar uma fábrica da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) na América Latina. Trata-se de Juliana Coelho, que assume o cargo de Plant manager do Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE).  Juliana sucede o italiano Pierluigi Astorino , que assumiu o cargo de diretor de Manufatura para a América Latina. A fábrica tem mais de 5 mil funcionários e produz os modelos Jeep Renegade, Compass e Fiat Toro. Um novo SUV derivado da picape Toro vai ser também produzido no Nordeste.

“Estou feliz em estrear esse novo ciclo na FCA, é um desafio e eu gosto de desafios”, afirma a pernambucana, que começou sua trajetória no mercado automobilístico dentro do grupo. Juliana iniciou a carreira em 2013, como Especialista de Processo de Pintura, tendo passado por treinamentos on the job em fábricas da FCA na Itália e na Sérvia.

A nova manager entrou como trainee e fez parte do primeiro time de funcionários do Polo Automotivo Jeep.  Foi o primeiro emprego da moça. Desde então vem construindo uma carreira ascendente na empresa. Ela já foi supervisora e gerente da Pintura e gerente da Montagem na Jeep, além de, mais recentemente, ter chefiado a área de VLM (Vehicle Line Manufacturing), responsável por novos desenvolvimentos na manufatura, no Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG).

Pernambucana de Olinda, Juliana formou-se em Engenharia Química porque pensava em seguir carreira na área de petróleo e gás, forte na região. Amava carros porque, quando criança, adorava passear com o pai nos diferentes modelos que ele dirigia pertencentes à locadora onde trabalhava.

Pierluigi Astorino assumiu o cargo de Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina
Pierluigi Astorino assumiu o cargo de Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina

Juliana assume a unidade de Goiana em plena pandemia do coronavírus, diante das previsões de queda de 40% nas vendas. A FCA vê na nova Strada a chance de manter a receita. Mas como o produto é feito em Betim, aumenta a pressão para um bom resultado também em Pernambuco.

. “O Polo Automotivo Jeep vem de um ciclo importante de aprimoramento em excelência em qualidade. Vamos continuar evoluindo dando ênfase ao desenvolvimento de produtos, a contínua melhoria de processos e investindo nas nossas pessoas, sem dúvidas um dos principais diferenciais da Jeep”.

Novo diretor

Aos 38 anos, Pierluigi Astorino iniciou sua carreira no Grupo FCA em 2006, na planta de Mirafiori, Itália. Destacou-se como International Projects Leader, com desenvolvimento de projetos nas plantas do grupo nas quatro regiões do globo. Ele sucede o também italiano Francesco Ciancia, nomeado para liderar a manufatura dos brands Maserati e Alfa Romeo na Itália.

Pierluigi foi um dos dos responsáveis pela implementação da planta Jeep no Brasil por três anos. Após essa experiência, foi responsável pela Engenharia de Manufatura da FCA. Em 2018, retornou à Goiana como Plant manager.

Ana Theresa Borsari, da PSA: única mulher na presidência de empresa da área atualmente
Ana Theresa Borsari, da PSA: única mulher na presidência de empresa da área atualmente

Mulheres na liderança

Não é comum ter mulheres em postos de liderança na área técnica da indústria automobilística no Brasil.  A General Motors (GM) já teve Sonia Campos como diretora da unidade de São Caetano do Sul (SP) de 2011 a 2015, enquanto a PSA Peugeot Citroën teve Ana Isabel Fernandes dirigindo a fábrica de Porto Real (RJ) de 2012 a 2014.

Em nível de presidência, apenas a PSA possui atualmente uma mulher no comando, Ana Theresa Borsari, no cargo desde 2015. Já a GM tem  Marina Willisch como como vice-presidente. O grupo americano também já teve presidentas Denise Johnson e Grace Lieblin no curto período de 2010 a 2012.

Redação com AE

 

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BMW Série 3 de entrada muda de nome e ganha equipamentos na linha 2021

BMW 320i agora se chama 320i Sport GP  e passa a oferecer novas rodas e novidades de tecnologia. Preço parte de R$ 226,9 mil
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Marca bávara anuncia chegada da linha 2021 da versão de entrada do Serie 3, que agora passa a chamar 320i GP no lugar de 320i Sport. Além do novo nome, o sedã ganha sistema de concierge, multimídia com navegação e preparação para Apple Car Play, além de sistema de reconhecimento de voz para comunicação com assistente pessoal inteligente.

Esse último chama ‘Live Cockpit’, um assistente pessoal inteligente que utiliza inteligência artificial.O 320i GP 2021 também ganha novo design das rodas, com a substituição dos modelos liga leve V Spoke de 18” pelo mais volumoso modelo de 18” de raios duplos.

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Produzida na fábrica do BMW Group Brasil, em Araquari (SC), a sétima geração do Série 3 vem equipada com um motor BMW TwinPower Turbo de quatro cilindros em linha e 1.998 cm³, com 184 cavalos de potência (5.000 a 6.500 rpm) e torque de 300 Nm (1.350 a 4.000 rpm). O conjunto motriz, que inclui ainda tração traseira e câmbio automático de oito marchas, faz com que o sedã seja capaz de acelerar de 0 (zero) a 100 km/h em 7,1 segundos e atingir a velocidade máxima de 240 km/h.

Entre os principais itens de série, o Série 3 oferece sistemas de condução semiautônoma. Isso inclui o “Parking Assistant”, que estaciona o veículo sozinho e com precisão por meio de câmeras e sensores, e o “Reversing Assist”, que refaz em marcha a ré nos últimos 50 metros percorridos pelo veículo — ideal para uso em vias estreitas para manobras.

O modelo 320i GP é oferecido em seis opções de cores — a novidade Sunset Orange, além de Branco Alpino, Preto Safira, Prata Glacier, Branco Mineral e Cinza Mineral — e duas opções de combinação de revestimento interno: Sensatec Bege/Preto e Sensatec Preto/Preto.

O 320i GP será comercializado por R$ 226.950, mesmo preço que vinha sendo praticado com o 320i Sport até então. Porém, se consideramos o preço de lançamento, que comprou em julho de 2019 pagou R$ 31 mil menos. Naquela época, o sedã custava R$ 195.950

Por @thiagoventuracarros

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