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Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)

Código de Trânsito: projeto de Bolsonaro é sandice populista que vai matar inocentes

Ao invés de premiar o bom motorista, mudança no Código de Trânsito Brasileiro beneficia quem comete infrações e crimes de trânsito, ampliando a violência nas ruas e estradas

Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)
Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)

 

Por Thiago Ventura

O trânsito no Brasil é um dos que mais mata no mundo. Somente em 2017, cerca de 37 mil brasileiros morreram e quase 500 mil ficaram feridos nas ruas e estradas – a maior parte deles homens e de idade entre 20 e 39 anos.  Esse número é maior do que algumas guerras pelo mundo. E qual a solução o governo aponta para isso? Afrouxar as regras, enquanto o mundo desenvolvido promove mais restrições.

A mudança foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ)  ao presidente da Câmara e virou o o PL 3.267/2019. Vários itens do Código de Transito Brasileiro (CTB) serão alterados com destaque para o limite de pontos para o motorista perder a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que sobe de 20 para 40 pontos. Além disso, o exame médico para renovação da CNH passou de cinco para 10 anos no caso de motoristas com até 65 anos de idade. Acima disso, o exame passa de três para de cinco em cinco anos.  Aliás, o exame poderá ser feito em qualquer clinica:não haverá mais obrigatoriedade de comparecer apenas nas credenciadas nos Detrans.

O mesmo projeto também altera a legislação sobre o transporte de crianças nos veículos. O PL 3267/2019 acaba com a multa para o motorista que levar bebês e crianças sem o dispositivo de segurança. Atualmente, é uma infração gravíssima (7 pontos) com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo. Se aprovado pelo Congresso, será punida apenas com uma advertência por escrito

O PL também acaba como  exame toxicológico para motoristas profissionais. Atualmente condutores de caminhões e ônibus (das categorias C, D e E) são  obrigados a fazer exame toxicológico ao conseguir a categoria ou  renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O exame detecta o uso de drogas, como por exemplo, os comprimidos chamados de “rebites”, estimulante que faz o cérebro trabalhar mais rápido, reduzindo o sono e o cansaço do motorista.  Ao utilizar tais substâncias, caminhoneiros conseguem rodar por mais horas sem a necessidade de parada.

 

Caminhoneiros sem exame de toxicidade e com porte de arma: Mad Max das estradas.
Caminhoneiros sem exame de toxicidade e com porte de arma: Mad Max das estradas.

 

Bolsonaro também acaba com a multa por dirigir sem o farol aceso durante o dia em estradas e transforma a infração por não utilizar capacete nas motocicletas de gravíssima para média.  O presidente diz combater o que ele chama de industria da multa.  Mas será esse mesmo o problema?

A multa só existe para quem transgride uma lei.  Uma multa por excesso de velocidade pode ser questão de vida ou morte para um eventual atropelamento de pedestre. Ao invés de premiar o bom motorista, a mudança no Código de Trânsito Brasileiro beneficia quem comete infrações e crimes de trânsito ampliando a violência nas ruas e estradas.

Leia também:
Propostas de Bolsonaro sobre CNH e radares podem aumentar número de acidentes

A ideia de acabar com a multa por transportar criança sem cadeirinha é uma sandice que já encontra críticas até mesmo na base aliada do presidente.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),  o uso de cadeirinhas reduz em até 60% o número de mortes de crianças e jovens até 15 anos no transito. Ao isentar de multa, o país estará reduzindo o apelo para o uso do equipamento.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),  a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a ONG Criança Segura Brasil são contrárias ao PL e informam que, entre 2008 e 2017, um total de 75.183 crianças de zero a nove anos foram hospitalizadas em
decorrência de acidentes de trânsito.  De 2001 a 2016, óbitos nessas faixas etárias chegaram a 18.954.  Diante desses números, acabar coma multa é ignorar o óbvio.

O aumento do limite para perda da CNH é outro grande equívoco. Ao ampliar o numero de pontos, o governo permite que motoristas imprudentes cometam mais infrações de transito antes de sofrerem um processo administrativo. É o medo de perder a CNH que faz motorista pensar duas vezes antes de cometer uma infração.  “Ah, mas mas a multa precisa ser educativa e não engordar o bolso das autoridades”, dirão os incautos. Mentira! O brasileiro é mal educado e mal sabe colocar o lixo na lixeira (Art. 172 do CTB, infração média,e multa), que dirá respeitar os limites da legislação de trânsito.

No resto do mundo acontece  justamente o contrário: os países estão fechando o cerco aos imprudentes.  Na Alemanha, o limite é de OITO pontos; algumas infrações como excesso de velocidade já suspendem a habilitação por um mês, independente da pontuação. Em 2017, morreram cerca de 3 mil pessoas no trânsito lá, dez vezes menos que o Brasil. O 7×1 nunca tem fim.

O fim do exame toxicológico representa uma carta branca para que o mal caminhoneiro utilize os rebites e coloque mais vidas em risco.

Se aprovado como está, o projeto que muda o Código de Trânsito Brasileiro vai significar um aumento no numero de acidentes e mortes.  Além de desobrigados a fazer o exame, a MP que libera armas ainda concede o porte a eles.

Passar a renovação de carteira para de 10 em 10 anos também é um contrassenso. Em uma década, mesmo uma pessoa saudável pode ter alterações visuais, físicas e até mentais que podem incapacita-la para dirigir. E após os 65 anos, o atual prazo de três em três anos é perfeitamente adequado.

Assunto polêmico desde a entrada em vigor, a obrigação de manter faróis acesos nas estradas (Lei 13.290/2016) cai por terra diante do abjeto PL.  Na Europa, a regra é aplicada há quase 45 anos  e teve a Finlândia como país pioneiro. No Canadá e nos Estados Unidos, a norma também existe. Um teste da Quatro Rodas provou que o recurso aumenta em mais de 500% a visibilidade do veículo.  Um carro a 120 km/h com farol aceso numa via reta é avistado a 2.000 metros por um outro no sentido contrário na mesma velocidade. Sem o recurso,  é avistado a apenas 300 m. Neste caso, o motorista tem 4,5 s para evitar a colisão; com o farol aceso são 30s.

Ser ‘liberal’ não quer dizer defender a ausência completa do Estado.  Esse existe para mediar as relações entre seus cidadãos, regulando os desvios.  Muitos dos países capitalistas adorados pelo presidente têm regras de trânsito ainda mais rígidas.  O projeto proposto é uma sandice populista sem qualquer embasamento científico com único objetivo agradar quem ignora os riscos de uma condução perigosa ao volante. Quer abrandar as regras? Primeiro trate de reduzir ao mínimo o número de mortos e feridos em acidentes automobilísticos. 

O trânsito do Brasil é um dos piores do mundo, com motoristas mal-educados que não respeitam a lei e muito menos o próximo.  E infelizmente, serão os inocentes, os que  cumprem a legislação e os limites de velocidade que costumam pagar com a vida pela imprudência alheia.

 

Criação da nova planta vai gerar 1.2 mil empregos  e terá recursos da Indústria 4.0

Fiat Chrysler anuncia novos motores turbo e R$ 500 mi em investimentos em Minas

Novos motores serão utilizados nos modelos da Fiat, como Argo, Cronos e Toro, além dos modelos Jeep como o Renegade e o Compass

Criação da nova planta vai gerar 1.2 mil empregos e terá recursos da Indústria 4.0
Criação da nova planta vai gerar 1.2 mil empregos e terá recursos da Indústria 4.0 


Por Thiago Ventura

Conforme antecipamos, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciou um investimento de R$ 500 milhões de reais para construir uma nova fábrica no Brasil A planta será erguida em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e há promessa de gerar até 1.200 empregos. A fábrica vai produzir novos motores turbo para a linha Fiat e Jeep.

O anúncio foi uma vitória da indústria nacional, pois tanto Betim como o Sudeste asiático disputavam receber esse investimento. Tanto que esteve presente na cerimônia, realizada nessa quarta (22/05) o CEO mundial da FCA, Mike Manley, além do presidente/COO do grupo para a América Latina, Antonio Filosa e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG).

“Os sólidos resultados apresentados pela América Latina nos últimos trimestres, o potencial de crescimento do nosso mercado e, em especial, a versatilidade e alta qualificação da mão-de-obra brasileira foram fatores fundamentais para trazer esse investimento ao Brasil, que disputava com outros países a possibilidade de receber a nova fábrica de motores turbo”, comentou Filosa.

Os motores começam a ser entregues no final do ano que vem e também serão exportados para a Europa e outros mercados. Serão cinco novos blocos, turbinados, que receberão o nome de GSE: 1.0 três cilindros GSE T3, 1.3 quatro cilindros GSE T4, ambos flex. A FCA está ainda desenvolvendo o GSE E4, de patente desenvolvida no Brasil, com tecnologia turbo voltada apenas à combustão de etanol.

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Não foram revelados dados técnicos completos, mas a FCA revelou que os novos motores turbo têm como base o Firefly, mas com alguns diferenciais importantes. Além do turbocompressor com injeção direta, eles terão quatro válvulas por cilindro (Firefly de aspiração natural tem duas), comando de válvulas Mult Air, patente da marca italiana, sistema eletro hidráulico que permite enorme programação na variação de abertura dos conjuntos de válvulas, tanto no grupo de admissão como no de exaustão. O Eles terão também bloco de alumínio.

O novo aporte se soma aos R$ 8 bilhões previstos para o Brasil até 2024, que contemplam veículos e motores. A expectativa com a planta de motores é empregar 300 funcionários diretos e 900 indiretos. Produção começará em no último quadrimestre de 2020 e o lançamento de modelos equipados com os mesmos, só em 2021. Esses novos motores serão utilizados nos modelos da Fiat, como Argo, Cronos Fiat Toro, além dos modelos Jeep como o Renegade e o Compass.\

Novos lançamentos

A FCA planeja produzir três novos modelos em Betim a partir de 2020. Dois deles marcam a entrada da Fiat no segmento de SUVs, que é o que mais cresce no mercado brasileiro. Os modelos serão derivados do Fiat Argo: “serão veículos que vão chamar a atenção pelo design, desempenho, tecnologia embarcada e nível de conectividade”, destaca Filosa. Outro veículo que vem por aí é uma nova picape compacta.

GNV isento em Minas e investimentos em pesquisa

Durante o evento, o governador Romeu Zema anunciou decreto que isenta veículos movidos a gás natural veícular (GNV) de pagar IPVA no Estado de Minas Gerais. A Fiat relançou recentemente o Grand Siena com preparação para Kit Gás. Além disso, o Estado de Minas prevê o lançamento de um programas de residência tecnológica e pesquisa aprofundada para mestrandos e doutorandos na área de engenharia.

Segundo a marca italiana, objetivos principais do programa são estreitar os laços da FCA com a comunidade acadêmica e ajudar a qualificar as novas gerações de engenheiros e técnicos para as constantes evoluções em curso na indústria automotiva.

Indústria 4.0

A linha de produção dos motores GSE T3 e T4 já nascerá em ambiente da Indústria 4.0, de forte conexão entre pessoas, máquinas, dados e inteligência artificial. Os novos motores serão produzidos no mais avançado processo de manufatura e estarão credenciados para competir nos mais exigentes mercados globais.

Com capacidade para fabricar 100 mil propulsores por ano, a nova planta reunirá todas as etapas produtivas do motor, desde a usinagem do bloco e cabeçote até as linhas de montagem. Todo o processo é conectado a uma central de gerenciamento, no melhor exemplo de interação entre pessoas, máquina e dados. (Colaborou Amintas Vidal/Carro Esporte Clube)

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Fiat Chrysler deve anunciar nova fábrica de motores em Betim dia 22

Fábrica na Grande BH vai produzir motores 1.0 e 1.3 turbo para equipar a linha Fiat e Jeep e abrir novas vagas de empregos diretos e indiretos

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Minas Gerais deverá receber um grande aporte de investimentos na próxima semana. Tudo indica que o Brasil venceu a concorrência com o Sudeste Asiático para a construção de uma nova fábrica de motores do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). A planta vai fabricar novos motores turbo 1.0 e 1.3 para a linha Fiat e Jeep.

É que a marca programou para a próxima quarta-feira (22) na planta de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o anúncio de novos investimentos na região. Executivos globais da FCA, incluindo CEO, Michael Manley, estarão presentes, o que denota que o plano não se restringe ao mercado local. “Será um anúncio muito importante não só para a cadeia produtiva, mas para Minas e o Brasil”, destaca uma fonte. Procuramos o governo de Minas, que informo que “as tratativas com a Fiat estão avançadas”.

Em fevereiro deste ano, o presidente da FCA na América Latina, Antonio Filosa, revelou que Betim e a Ásia disputavam receber a fábrica. Na ocasião, o executivo destacou que Minas estava com 49% das chances de receber o empreendimento, contra 51% da Ásia. “A competitividade dos asiáticos é maior, mas Betim tem mão de obra qualificada”, declarou Filosa. Pelo visto, o Brasil ganhou a disputa.

Uma vez confirmada a nova planta em Minas Gerais, a FCA estima em 18 meses o tempo para desenvolvimentismo e inauguração. Detalhes como capacidade instalada, volume de produção e quantidade de empregos diretos e indiretos a serem criados devem ser revelados dia 22. A fábrica de motores receberia parte dos R$ 8 bilhões em investimentos anunciados pelo CEO da FCA na América Latin em julho de 2018, durante o aniversário de 42 anos da planta de Betim.

Na Europa, Jeep Renegade já possui opção de motor 1.3 turbo a gasolina.
Na Europa, Jeep Renegade já possui opção de motor 1.3 turbo a gasolina.

Segundo informações do jornalista Marlos Ney Vidal, do AutosSegredos, com a nova fábrica está prevista a produção de cinco blocos. Dois deles, seriam os motores três cilindros Firefly 1.0 12V e quatro cilindros 1.3 16V, ambos Turbo Flex que serão usados pelos Jeep Renegade e Compass e nos Fiat Argo, Cronos e Toro.

Uma vez que serão necessários 18 meses para entrega dos motores, os carros só seriam equipados com os mesmos no fim do próximo ano ou mesmo em 2021, apesar de vários concorrentes já oferecerem blocos turbo em seus modelos. Com isso, a FCA deverá importar motores 1.3 turboflex para equipar Jeep Compass e Fiat Toro num primeiro momento. Esses modelos devem ser reestilizados e chegar ao mercado no começo de 2020.

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Peugeot 2008 2020: SUV reestilizado chega por R$ 69,9 mil

Lançamento do novo 2008 é um ponto chave da reestruturação da Peugeot no mercado nacional

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Por Thiago Ventura

Marca do leão lança no mercado brasileiro o SUV 2008 reestilizado, num trabalho de design feito pela equipe Latam. Na prática, o que mudou foi a dianteira, com desenho exclusivo para a América Latina. O 2008 ficou com visual mais próximo de seus “irmãos” maiores 3008 e 5008.

Além disso, o carro teve uma alteração importante em se portfólio de powertrain: agora o modelo é vendido apenas com transmissão automática de seis velocidades. Isso corrige uma escolha no-sense do passado, em que a versão topo de linha com motor turbo era oferecida apenas com câmbio manual…

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O lançamento do novo 2008 também é um ponto chave da reestruturação da empresa no mercado nacional, no plano chamado “Virada Brasil”. Iniciado em 2015, promoveu uma ampla modernização dos produtos no país, além da completa reestruturação do modelo de negócios, passando pela rede de concessionários, serviços e relacionamento com os clientes. Na prática, contudo, tendo em vista o imbróglio com o grupo SHC, resultou no fechamento de revendas da PSA.

“Oferecemos veículos modernos, anunciamos a expansão da rede de concessionárias e passamos a oferecer um compromisso único no mercado: agora, cliente que não estiver satisfeito com o serviço, não paga pelo valor da mão de obra” diz Ana Theresa Borsari, presidente da Peugeot no Brasil.

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Disponível em duas configurações de motorização, 1.6 EC5 VTI, de 118 cv a 5.750 rpm (com etanol) e 1.6 THP, de 173 cv a 6.000 rpm (com etanol), ambas com câmbio automático EAT6 de seis velocidades, produzido pela japonesa AISIN AW, os propulsores contam com torque máximo de 16,1 kgfm a 4.750 e 24,5 kgfm a 4.000 rpm, respectivamente.

Na versão Griffe THP, vem ccom o Grip Control, dispositivo que tem por objetivo auxiliar o motorista na direção ao otimizar a motricidade em diferentes e acidentados terrenos, como neve, areia ou lama. O Grip Control está disponível com 5 ajustes manuais (padrão, areia, neve, lama ou ESP OFF).

PREÇOS E VERSÕES:

Allure (R$ 69.990): central multimídia com tela de 7 polegadas e conexão com Android Auto e Apple CarPlay, ar-condicionado manual, faróis com leds diurnos, retrovisores elétricos, vidros elétricos nas quatro portas, piloto automático, volante multifuncional, 4 airbags, ancoragem de cadeirinhas infantis (Isofix) e rodas de 16 polegadas com calotas.

Allure Pack (R$ 79.990): itens anteriores mais faróis de neblina, volante revestido de couro, câmera de ré, alarme e rodas de liga leve aro 16.

Griffe (R$ 89.990): itens anteriores mais ar-condicionado digital de duas zonas, rodas diamantadas, teto de vidro panorâmico, sensor de chuva e faróis automáticos.

Griffe THP (R$ 99.990): itens anteriores mais seletor de modos de condução (Grip Control) e motorização turbo.

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Porsche Panamera 2014, um dos modelos da marca equipados com motor diesel.

Porsche é multada em 535 milhões de euros devido dieselgate

Marca de luxo alemã utilizou software malicioso que fraudava os resultados das emissões de poluentes em motores a diesel

Porsche Panamera 2014, um dos modelos da marca equipados com motor diesel.
Porsche Panamera 2014, um dos modelos da marca equipados com motor diesel.

A Porsche AG, marca de luxo do Grupo Volkswagen,  terá que pagar uma multa de 535 milhões de euros na Alemanha, devido a fraude dos motores a diesel adulterados, no escândalo que ficou conhecido como ‘dieselgate’.  A multa foi imposta pelo Ministério Público de Stuttgart  e a marca renunciou ao direito de recorrer. O pagamento do montante deve ser feito dentro de seis semanas para o estado de Baden-Württemberg.

O caso dos motores a diesel manipulados foi revelado em setembro de 2015, quando a Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) dos Estados Unidos denunciou a Volkswagen.

A EPA acusou a montadora de ter instalado em 11 milhões de veículos a diesel – 600.000 deles vendidos nos Estados Unidos – um software que manipulava os resultados dos testes de poluição e ocultava as emissões reais, até 40 vezes superiores às permitidas.

Interior do Porsche Macan S diesel 2014.
Interior do Porsche Macan S diesel 2014.

Essa nova multa, dessa vez à Porsche,  é adicionada ao 1,8 bilhão de euros já aplicado a Volkswagen e e Audi na Alemanha após outros processos de sanções similares.

O Ministério Público de Stuttgart encontrou uma violação negligente do dever de supervisão no departamento de desenvolvimento da Porsche AG em relação às emissões de veículos no período de 2009 em diante.  O delito envolve veículos com motores V6 e V8  a diesel, que foram distribuídos no mercado europeu e em outros mercados em todo o mundo. Com relação a uma parte desses veículos – cerca de 99.000 unidades – há notificações da Autoridade Federal de Veículos Automotores contra a Porsche AG.

Ao anunciar que não vai recorrer, a Porsche encerra o processo. A multa, no entanto, não tem impacto nos processos em curso individuais ou nas ações dos clientes.  Em  diesel. No final de  2018, a Porsche anunciou sua completa retirada do diesel e afirmou que agora está totalmente focada no desenvolvimento de motores a gasolina de ponta, motores híbridos de alta performance e mobilidade elétrica. Fonte: Redação e  AFP

 

Interior do Porsche Macan S diesel 2014.
Interior do Porsche Macan S diesel 2014.

Fiat Argo Trekking 2020: versão aventureira chega por R$ 58,9 mil

Novidade tem visual bem resolvido, mas peca pela falta de mais equipamentos de segurança. Fiat Argo chega à linha 2020, confira os preços

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Por Thiago Ventura

Marca italiana lançou a versão aventureira de seu hatch compacto. O Argo Trekking teve a suspensão elevada em 4 cm, chegando a a uma distância do solo (ground clearance) de 21 cm e pneus 205/60R15 91H S-ATR WL, com banda de rodagem para uso misto. Vem equipado com motor Firefly 1.3 com potência de 109 cv e torque de 139 Nm e transmissão manual de cinco velocidades.  A novidade tem visual bem resolvido, mas peca pela falta de mais equipamentos de segurança e estilo.

A versão tem um adesivo preto no capô, faróis com design em LED, moldura da caixa de rodas e do para-choque traseiro na parte inferior, logo Fiat com acabamento exclusivo em cromo escurecido na traseira, ponteira de escapamento trapezoidal com cor exclusiva. O teto é preto com barras funcionais e vem com rodas aro 15 com calotas escurecidas.

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Por dentro, tecido escuro dos bancos faz contraste com a costura laranja, área central com textura quadriculada e o logotipo Trekking bordado. O volante tem logotipo Fiat escurecido assim como a peça central do painel e a moldura do console central e, para completar, as saídas de ar são cromadas.

A a nova versão traz de série o sistema multimídia Uconnect de 7 polegadas touchscreen com Apple CarPlay e Android Auto, vidro dianteiros e traseiros elétricos, retrovisores elétricos e faróis de neblina.

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OPCIONAIS: O cliente pode também incluir rodas de liga leve aro 15 com cor exclusiva (R$ 1.590 e câmera de ré (R$ 700) com linhas dinâmicas. Cores sólidas (vermelho Monte Carlo e branco Banchisa) acrescentam R$ 650, a metálica (cinza Silverstone) custa R$ 1.750 e a perolizada ( branco Alaska) por R$ 2.050. Logo, na prática, um Argo Trekking custa R$ 59.640. Itens como controle eletrônico de estabilidade e tração não disponíveis nem como opcionais!

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Fiat Argo 2020

Além de lançar a nova versão Trekking, a @FiatBr reposicionou toda a linha Argo, reduzindo algumas opções e até mesmo o preço! É o caso da versão Drive 1.3, que teve uma queda de R$ 6.400. Além disso, as opções HGT (foto) e Precision serão oferecidas apenas com transmissão automática de seis marchas.

Na linha 2020, a marca oferece por R$ 899 um kit de de personalização bicolor com teto, retrovisores externos, detalhes no para-choque e aerofólio traseiro com pintura bicolor preta. Esse pack é disponível nas versões Drive 1.0, Drive 1.3, Drive 1.3 GSR, Precision 1.8 AT e HGT 1.8 AT.

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Confira os preços da Linha Argo 2020:

Argo 1.0 (manual) – R$ 48.990

Argo 1.0 Drive (manual) – R$ 52.690

Argo 1.3 Drive (manual) – R$ 53.590

Argo 1.3 Drive GSR (automatizado) – R$ 61.790

Argo 1.3 Trekking (manual) – R$ 58.990

Argo 1.8 Precision AT6 – R$ 63.590

Argo 1.8 HGT AT6 – R$ 69.990
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Desenvolvimento do motor híbrido flex reuniu engenheiros do Brasil e Japão.

Toyota Corolla 2020 será o primeiro carro híbrido flex do mundo

Nova geração do sedã-médio mais vendido no mercado brasileiro chega em outubro com inédita versão híbrida

Desenvolvimento do motor híbrido flex reuniu engenheiros do Brasil e Japão.
Desenvolvimento do motor híbrido flex reuniu engenheiros do Brasil e Japão.

A Toyota anunciou nesta quarta-feira o lançamento do primeiro carro híbrido flex do mundo. A nova geração do sedã-médio Corolla chega ao mercado brasileiro no último trimestre deste ano e terá opção pelo conjunto com motor que roda com gasolina e etanol associado a um motor elétrico. O desenvolvimento do produto faz parte do investimento de R$ 1 bilhão anunciado em setembro de 2018. O novo Corolla segue em produção na fábrica de Indaiatuba (SP).

O Corolla 2020 é montado sobre a plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture, ou Nova Arquitetura Global da Toyota, em tradução para o português), a mesma utilizada pelo híbrido Prius, o SUV compacto C-HR e o sedã grande Camry. Com essa motorização, o Novo Corolla será o carro movido a etanol mais eficiente do País e o híbrido mais limpo do planeta.

A nova geração do Corolla tem previsão de chegada às concessionárias brasileiras no último trimestre de 2019. Para os mercados latino-americanos onde o veículo é exportado – Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia – a Toyota planeja sua comercialização a partir do primeiro semestre de 2020.

Presidente da Toyota do Brasil, Rafael Cheng, e o governador de São Paulo, João Doria, exibem o novo Corolla.
Presidente da Toyota do Brasil, Rafael Cheng, e o governador de São Paulo, João Doria, exibem o novo Corolla.

O projeto do motor híbrido flex começou em meados de 2015 e envolveu equipes de engenharia do Brasil e do Japão. Em março de 2018, a Toyota anunciou os testes de rodagem com um protótipo híbrido flex no Brasil construído sobre a plataforma de um modelo Prius.

De acordo com estudos feitos pela Toyota do Brasil, o motor híbrido flex, quando abastecido com etanol, possui um dos mais altos potenciais de abatimento da emissão de CO2. Isso leva em conta todo o ciclo de vida do etanol, desde que o biocombustível é extraído da cana-de-açúcar, passando pela disponibilidade nas bombas de abastecimento e sua queima no processo de combustão do motor.

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Corolla no Brasil

O Corolla 2020 terá 4,64m de comprimento, 1,78m de largura e 1.42 de altura. A distância entre eixos se mantém nos 2.70m. A 12ª geração já está em oferta nos mercados europeu e americano. O design do carro no Brasil seguirá o do europeu; nos Estados Unidos o carro é destinado a um público mais jovem, por isso tem visual mais arrojado.

As primeiras unidades do Corolla desembarcaram no Brasil em 1994, quatro anos após o início da abertura de importação no segmento de automóveis no País. Tais mudanças na legislação brasileira em relação ao comércio internacional de veículos assegurou a chegada do Corolla no território nacional, importadas do Japão.

O aumento constante da demanda apoiou o plano da fabricante para viabilizar sua produção local a partir de 1998, na mesma unidade localizada em Indaiatuba (SP). Desde então, com mais de 1 milhão de unidades produzidas no País, o Corolla vem se destacando como um dos veículos de maior sucesso do Brasil. Nos últimos anos, ele mantém a liderança absoluta entre todos os sedãs médios no mercado nacional, com uma fatia de mercado superior a 40%.

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Chevrolet Prisma vai ser chamado de Onix Sedã e terá visual do chinês.

Chevrolet confirma nova geração do Prisma no Brasil em 2019

Sedã mais vendido no Brasil vai receber visual do modelo vendido na China e novo motor 1.0 turbo

Chevrolet Prisma vai ser chamado de Onix Sedã e terá visual do chinês.
Chevrolet Prisma vai ser chamado de Onix Sedã e terá visual do chinês.

Por Thiago Ventura

A General Motors confirmou que vai lançar até o fim do ano a nova geração do sedan Prisma. O carro chegará com o visual revelado na China. O carro já está em testes no Brasil, conforme as fotos divulgadas pela montadora americana.

Por aqui a marca começará a fabricar os modelos em setembro, com o sedã sendo o primeiro na linha de produção. O novo Onix Hatchback vem depois, em outubro.

Chevrolet Onix Sedan 2020 ganha ainda um novo painel.
Chevrolet Onix Sedan 2020 ganha ainda um novo painel.

Além do visual, o carro chegará equipado com um motor 1.0 turbo, acoplado com uma transmissão automática de seis velocidades.

Outra mudança é que o Prisma vai abandonar esse nome. O sedã compacto agora vai se chamar Onix Sedan.

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil

O carro terá 4,47 metros de comprimento e 2,60 metros de entre-eixo, que é bem maior que os 4,28 metros e 2,52 metros (respectivamente) do Prisma atual. Assim ele se aproxima do Cobalt, em porte, por isso o sedã maior dará adeus ao mercado com a chegada da nova geração do Prisma.

Ao longo de 2019, a empresa irá promover 11 lançamentos. O primeiro deles foi o Novo Camaro, que chegou às lojas em fevereiro. Outras novidades aguardam sua vez, como o novo Cruze e o novo Cruze Sport6.

“Os novos produtos vão surpreender com o máximo em inovação e tecnologias inéditas. O consumidor elegeu a Chevrolet como a marca preferida e continua a dar aos atuais modelos do Onix e do Prisma a liderança absoluta nas vendas. Além disso, o mercado passa por um momento de transformação, o que abre espaço para acrescentarmos novos produtos dentro do mesmo segmento”, destaca Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul.

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil

 

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil

 

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Hyundai HB20 Premium AT6 2019

Teste | Hyundai HB20 2019 é bonito e anda bem, mas consumo é elevado

Compacto coreano é bem esperto com o motor 1.6. Contudo, consumo é elevado o  Hyundai HB20 Premium 2019 fica devendo alguns equipamentos

Hyundai HB20 Premium AT6 2019 – Foto Thiago Ventura/Carro Esporte Clube


Por Thiago Ventura

Lançado em 2012 com a proposta de ser um carro compacto que preza pelo belo design da Hyundai que cativou o consumidor brasileiro, o HB20 segue cumprindo sua promessa. Além do visual, somam-se o padrão de qualidade na fabricação e bom atendimento na rede. O resultado é que o carro fechou 2018 como o 2º carro mais vendido do Brasil, com 105.506 unidades emplacadas, e a Hyundai como a quarta montadora do Brasil, considerando apenas os automóveis de passeio, na frente de Renault e Fiat por exemplo.

Nós avaliamos o Hyundai HB20 Premium 2019, versão top de linha do compacto coreano. Antes de prosseguir, importante frisar: a marca vai lançar neste ano a nova geração do HB20. Assim, caso você opte por esse modelo, lembre-se de chorar um desconto com o vendedor!

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019



Também vale a pena esclarecer, para quem não sabe, mas é que existem duas Hyundai no Brasil: a Hyundai Motor do Brasil, uma subsidiária direta da marca e a Hyundai Caoa, fruto de parceria entre a coreana e o grupo Caoa. A primeira produz no Brasil o HB20 e o Creta; a segunda importa modelos mais caros (Elantra, Santa Fe) e produz o Tucson. Isso faz toda a diferença em relação ao pós-venda. Feito os informes, seguimos com o HB20 2019.

Apesar de consolidado como segundo carro mais vendido, o coreano viu o Onix abrir grande distância e o Ford Ka se aproximar. Na linha 2019, o HB20 ganhou pequenos detalhes de estilo e agora a oferta da TV Digital em qualquer versão equipada com a central multimídia BlueMedia com tela de 7″.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

Mecânica

O Hyundai HB20 Premium 2019 é equipado com motor Gamma 1.6 16V de 128 cv de potência com etanol e 122 com gasolina. O torque fica nos 161 com combustível de cana e 156 com o fóssil. Ele é acoplado com a transmissão automática de seis velocidades.

O desempenho do Hyundai HB20 Premium 2019  1.6 é muito bom. Ele é bem esperto na cidade e também faz bonito na estrada. O casamento com o câmbio é perfeito. As trocas acontecem no tempo correto, sem trancos. Essa eficiência mecânica é um dos pontos que sempre se destacaram no carro.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

Importante frisar que ele anda bem mais que seus concorrentes diretos, como Onix e o Ka, e até mesmo com o Argo 1.8. (Polo TSI não, é claro). O que sentimos falta foi da opção de trocas manuais com borboletas atrás do volante. São feitas apenas na alavanca de câmbio. Também não possui cruise control.

O grande problema do Hyundai HB20 Premium 2019  é o consumo: o motor cobra sua parte pelo bom desempenho… Andando na cidade, o carro não fez mais que 5,4 km/l com etanol. Na estrada chegou ao máximo nos 9 km/l. Não medimos com gasolina. São números muito ruins para um carro nessa categoria, mesmo automático. Rivais como o Argo 1.3 (automatizado) e o Polo TSI (automático de seis marchas) têm eficiência energética muito melhor que o HB20. E economia de combustível é um quesito muito importante nessa categoria.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

Vida a Bordo

 

O Hyundai HB20 Premium 2019  é um carro compacto, criado para fazer frente ao Gol, então líder lá pelos anos 2010 a 2012. O motorista e passageiro da frente têm bom espaço. O condutor tem todos os comandos bem à mão, com exceção do botão do computador de bordo. O banco oferece ajuste de altura, assim como o volante multifuncional.

Quatro pessoas viajam tranquilas, desde que elas tenham estatura mediana do brasileiro. O quinto lugar, apenas uma criança (e pequena por sinal). Aliás, a linha de cintura alta do modelo acaba gerando um ambiente um pouco claustrofóbico atrás. Alguns rivais, como o Sandero e mesmo o Argo, oferecem bem mais espaço interno.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

Por falar no assento traseiro, o Hyundai HB20 Premium 2019  oferece dois pontos de fixação Isofix com top theater. Porém comete uma falta grave: o passageiro do meio não possui encosto de cabeça, nem cinto de três pontos!

Na versão que aparece nas fotos, a Premium, o HB20 tem bancos de couro marrom. Positivo pelo lado da exclusividade, mas penso que pode ficar enjoativo no longo prazo. No console central, uma tampa móvel cobre o porta-trecos. Um recurso barato que mais carros dessa categoria deveriam ter.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019




Equipamentos

Na linha 2019, a grande novidade é a TV Digital de série em todas as versões equipadas com a central multimídia BlueMedia. O recurso é um mimo bem vindo e para atender a legislação brasileira, o vídeo só funciona com o carro parado. Essa transição é automática e funciona de forma inteligente:quando o carro começa a se movimentar a tela apaga. Isso garante que mesmo naquele rápido minuto no sinal, dê para assistir alguma coisa. Outros modelos que tem o recurso, como o Toyota Corolla por exemplo, só permitem a visualização com o freio de mão puxado.

Sensor de estacionamento traseiro e rebatimento elétrico dos retrovisores são outros dois itens de série nesta versão. Também merece nota o ar-condicionado, que apesar de ser mono zone, é digital e automático.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019
Hyundai HB20 Premium AT6 2019
Hyundai HB20 Premium AT6 2019



O Hyundai HB20 Premium 2019  vem com quatro airbags, os obrigatórios frontais, mais dois laterais. Contudo, especialmente na opção topo de linha, fazem falta os controles eletrônicos de estabilidade e tração, presentes em correntes mais novos, em especial o Argo e Polo.

Hyundai HB20 Premium AT6 2019



Conclusão

O Hyundai HB20 Premium 2019 com bancos de couro agrada pela montagem bem feita das peças e da beleza de suas linhas. O casamento do motor 1.6 com a transmissão automática de seis velocidades é muito boa em desempenho. Contudo, o modelo coreano peca pela falta de alguns equipamentos de segurança já presentes nos rivais e pelo alto consumo de combustível, mesmo para um modelo automático.

Além disso, ressalto novamente que a nova geração do modelo chega ainda neste ano, prometendo uma revolução em seu principal atributo, o belo design. Contudo, a compra do Hyundai HB20 Premium 2019 segue como escolha para muita gente: 15.304 foram emplacados entre janeiro e fevereiro deste ano, o terceiro mais vendido. Sinônimo de uma boa revenda, num carro já reconhecido pela mídia e público.

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

TABELA DE PREÇOS

HB20 Unique 1.0 5MT –  R$ 44.490
HB20 Comfort Plus 1.0 5MT -R$ 48.990
HB20 1.0 Turbo 6MT –  R$ 53.190
HB20 Comfort Plus 1.6 6MT – R$ 55.590
HB20 Comfort Plus 1.6 6AT – R$ 59.990,00
HB20 R spec 1.6 6AT – R$ 64.990
HB20X 1.6 6MT – R$ 63.990
HB20X 1.6 6AT – R$ 67.990
HB20 Premium (com bancos de couro) – R$ 68.990

 

FICHA TÉCNICA Hyundai HB20 Premium 2019

 

Motor

Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.591 cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 122 cv (gasolina)/128 cv (etanol) a 6.000 rpm e torques máximos de 16 kgfm (g) a 4.500 rpm e 16,5 kgfm (e) a 5.000 rpm

 

Transmissão

Tração dianteira e câmbio automático sequencial de seis marchas

 

Suspensão, roda e pneu

Dianteira, independente, tipo McPherson e barra estabilizadora; traseira independente, com barra estabilizadora / 5,5 x 15 polegadas de liga leve/ 185/60 R15

 

Direção

Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

 

Freios

Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD

 

Capacidades

Do tanque, 50 litros; e de carga (ocupantes e bagagem), 459 quilos

 

Porta-malas

300 litros

 

Velocidade máxima

186 km/h (g) e 190 km/h (e) (*)

 

Aceleração (0 a 100 km/h)

11s (g)/10,6s (e) (*)

 

Consumo urbano

11,6 km/l (g) e 8,1 km/l (e) (Dados Inmetro)

 

Consumo rodoviário

13,8 km/l (g) e 9,9 km/l (e) (***)

 

Dimensões (A x B x C x D)

3,92 x 1,68 x 1,47 x 2,50 (m) (**)

 

Preço

R$ 68.990

 

(*) Dados dos fabricantes

(g) gasolina; (e) etanol

 

 

Volkswagen Golf tem motor 1.0 TSI de 128 cavalos.

Volkswagen Golf 1.0 e Golf 1.4 saem de linha no Brasil

Com baixas vendas e público interessado apenas em SUVs, modelos médios deixam o mercado

Volkswagen Golf tem motor 1.0 TSI de 128 cavalos.
Volkswagen Golf tem motor 1.0 TSI de 128 cavalos.


Por Thiago Ventura

Aos poucos, o segmento dos hatches médios vai chegando ao fim no Brasil. A última perda anunciada é o fim de linha do Volkswagen Golf 1.0 e 1.4: eles não são mais fabricados no Brasil. No começo do mês passado, a importação da versão perua Golf Variant já havia sido interrompida. O modelo médio alemão será vendido apenas na opção esportiva Golf GTI, que custa a partir de R$ 149 mil.

O Golf 1.4 já nem aparece no site da Volkswagen; o modelo com motor 1.0 turbo ainda é exibido, mas apenas para terminar os estoques nas concessionárias. Apesar do fim das versões mais acessíveis, a marca ainda pretende oferecer no mercado brasileiro o híbrido Golf GTE – virá importado e apenas como “carro de nicho”.

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A razão do fim do Golf 1.0 e Golf 1.4 é o crescente interesse do público pelo segmento dos SUVs compactos. Com a chegada do Volkswagen T-Cross, que começa as ser vendido em abril, o Golf seria canibalizado.

A efeito de comparação, nos primeiros dois meses de 2019, o Volkswagen Golf  vendeu apenas  526 unidades no Brasil. Somente na pré-venda, o T-Cross registrou 800 reservas em três dias!

O fim de linha do Golf 1.0 e 1.4 é uma grande pena, pois eram bons produtos. O blog Veículos DomTotal já fez o teste com um deles, reveja aqui. Contudo, com baixas vendas, a operação não faz sentido para a montadora.

O Golf  1.0 Comfortline tinha preço de R$ 91.790. Já a opção 1.4 Comfortline começava nos R$ 112.190. O topo de linha GTi, que segue em oferta pode ser seu por  R$ 149.290.

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