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Honda Civic Si: cupê japonês ganha mudanças na linha 2020

Linha 2020 do Civic Si ganha discretas mudanças no design externo e interno, aprimoramentos mecânicos e novos equipamentos de conforto e conveniência

Na linha 2020, o carro ganha novas molduras para os faróis de neblina – que agora também são em LED – com novo desenho com acabamento em preto brilhante e uma barra transversal que acompanha a cor da carroceria. Além disso, oferece novas rodas de liga leve de 18 polegadas com acabamento em preto fosco Na traseira, o Civic Si 2020, mantém o mesmo desenho da linha anterior, mas com barra de LED horizontal que acompanha toda a extensão do aerofólio.

O painel do Civic Si tem novos elementos em vermelho, mesma tonalidade adotada nas novas faixas centrais dos bancos formato concha, com logotipos da versão bordados no encosto.
Para a linha 2020, o Civic Si também recebe sensor de chuva, além do sistema de recarga de celulares sem fio, por indução.

O carro segue equipado com motor 1.5 turbo somente a gasolina com 208 cv aos 5.700 rpm e o torque de 26,5 kgf.m aos 2.100 rpm. O bloco traz injeção direta, duplo comando de válvulas variáveis no cabeçote (Dual VTC) e quatro cilindros. Com esportivo puro-sangue, transmissão manual de seis velocidades. Na linha 2020, o modelo recebe uma relação de marchas 6% mais curta.

Outra novidade, agora o Civic Si ganha Active Sound Control, uma tecnologia que usa o sistema de áudio para amplificar o som do motor durante uma condução mais agressiva, permitindo uma experiência ainda mais imersiva de condução para o motorista. Isso pode ser configurado no seletor de modos de direção.

O Civic Si 2020 é comercializado no Brasil em versão única, cupê de duas portas, com três opções de cores: Platinum White, Crystal Black e Rallye Red. O modelo tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem
Preço: R$ 179.900

Interior tem bancos de tecido e acabamento na cor vermelha

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BMW X3 híbrido faz 31,7 km/l e custa R$ 18 mil a mais que versão de entrada

Marca alemã lança SUV híbrido em duas versões. BMW X3 xDrive30e tem conjunto plug-in híbrido com 290 cv de potência e 420 Nm de torque

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Thiago Ventura

Marca bávara anunciou nessa segunda (17) a chegada de duas versões plug-in híbridas do X3 ao mercado brasileiro. O SUV será oferecido a partir de setembro nas configurações BMW X3 xDrive30e e BMW X3 xDive30e X Line, ambas fabricadas na planta de Spartanburg, Estados Unidos.  Os interessados já podem comprar na a pré-venda, inclusive no Facebook e Instagram oficial da marca.  Os modelos têm preço de R$ 342.950 (xDrive 30e) e R$ 367.950 (versão X Line).

Considerando a versão de entrada a gasolina do carro, a X3 xDrive20i X-Line, modelo 2020,  que tem preço sugerido de R$ 324.920, a novidade chega com um acréscimo de aproximadamente R$ 18 mil. Uma diferença não tão elevada para o público de alto padrão, que pode ser atraído em levar versão híbrida. Nos testes de consumo do Inmetro, o veículo apresentou 29,04 km/le no ciclo urbano e 31,74 km/le no ciclo estrada. Esse ‘km/le’ é a a autonomia por litro equivalente ao combustível utilizando mais de uma fonte de energia, no caso, combustível e eletricidade.

Os novos modelos, que a BMW chama de SAV (Sport Activity Vehicle), vem com motor 2.0  a combustão de quatro cilindros que opera em conjunto com um elétrico, resultando em potência combinada e torque combinado de 420 Nm. O modelo X Line é calçado com rodas de liga leve Y-Spoke 20 polegadas e pneus 245×45 na frente e 275×40 atrás. Já a xDrive30e utiliza modelos V-spoke 19 polegadas que rodam envoltas por pneus BMW Star com tecnologia Run-Flat que medem 245×50.

De acordo com a situação o X3 híbrido pode rodar somente com motor elétrico ou em apoio ao bloco a combustão.  No modo max eDrive, que pode ser ativado por meio do botão eDrive no console central, o novo BMW X3 atinge uma velocidade máxima de 135 km/h com uma unidade de propulsão silenciosa e livre de emissões. Já na configuração Auto eDrive, a direção totalmente elétrica é possível a velocidades de até 110 km/h. O motor de combustão só liga em velocidades mais altas ou quando há uma necessidade de aceleração particularmente elevada.

A bateria  pode ser carregada em tomadas domésticas convencionais por intermédio da utilização de um cabo de carregamento padrão. Desta forma, a bateria pode ser totalmente carregada em menos de seis horas. Já com uma BMW Wallbox de 22kW (incluso sem custo nos novos BMW X3), o mesmo processo de carregamento pode ser concluído em cerca de três horas e meia. A tomada de carregamento está localizada sob um compartimento na parede frontal esquerda do carro.

A autonomia do  X3 híbrido no modo puramente elétrico de até 55 quilômetros (ciclo NEDC) e até 46 km (ciclo WLTP). O consumo combinado de energia está entre 17,2 e 16,4 kWh a cada 100 quilômetros percorridos.

Entre os recursos de série nos modelos, carregador de celular sem fio (wireless charging), Android Auto e a preparação para Apple Car Play, que transfere a interface do iPhone por meio de conexão sem fio. Vem ainda com assistentes de condução semiautônoma: o BMW Driving Assistant permite a direção inteligente em situações como congestionamentos, trânsito lento ou viagens longas. Já o Parking Assistant dispõe de câmera de ré e sensores dianteiros e traseiros que medem os espaços para estacionar automaticamente. Na versão X Line a versão embarcada é o Driving Assistant Plus, que além de todos os recursos, oferece ainda assistente para realização de manobras evasivas, assistente ativo de proteção contra colisão lateral, alerta de tráfego em cruzamentos em casos de visibilidade restrita e assistente auxiliar de troca de faixa
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O SUV oferece 450 litros de volume do porta-malas, uma redução de 100 litros em relação ao X3 convencional, já que a bateria está  sob o banco traseiro, enquanto o tanque de combustível foi posicionado acima do eixo traseiro. Ao rebater o banco traseiro, o espaço de armazenamento pode ser aumentado para até 1.500 litros.

Os novos SUVs vêm com ar condicionado automático digital com controle de três zonas, bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos – e de lombar – para motorista e passageiro dianteiro. O banco traseiro é tripartido. Volante esportivo em couro e tapetes em veludo são os outros requintes. Na versão X Line, o painel de instrumentos é revestido em Sensatec e há acabamentos em alumínio com detalhes em Pearl Chrome.

O X3 xDrive30e  tem ainda teto solar elétrico panorâmico nas duas versões e será oferecido em seis opções de cores: Branco Alpino, Preto Safira, Prata Glacier, Cinza Sophisto, Branco Mineral e Azul Phytonic. Na versão X Line, rack e moldura da janela têm acabamentos em alumínio satinado. Para as duas versões a fabricante alemã reserva quatro opções de revestimento interno, todas elas em couro Vernasca: Preto / Preto; Mocha / Preto com costura Mocha; Oyster / Preto; Bege / Preto.

 

 

Motorista embriagado poderá ser preso em flagrante no caso de acidente com vítima

Projeto em tramitação no Senado Federal endurece as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) no caso de acidente com motorista embriagado

Para senador, CTB é “benevolente” para uma motorista que bebe e pega ao volante (Foto: PRF)

O atual Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é contraditório e “muito brando” contra motoristas bêbados ou drogados que causam acidentes com vítimas. A afirmação é do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que apresentou um projeto para incluir no CTB a determinação para que o condutor embriagado que se envolver em acidente seja preso em flagrante e depois arque com eventual fiança.

Hoje, o Artigo 301 do código diz que nenhum condutor pode ser preso em casos de acidente com vítima, nem arcar com eventual fiança, caso preste socorro, ainda que esteja drogado ou bêbado, o que, para Contarato, é “flagrantemente contraditório”.

“Pensando de forma prática, sequer há capacidade de um indivíduo embriagado ou sob efeito de drogas prestar socorro seguro e efetivo a um acidentado. Ou seja, hoje quem bebe e dirige não é preso em flagrante pelo simples ato de não fugir, uma verdadeira distorção da legislação que merece reparo”, defende na justificativa do PL 3.995/2020.

Hoje, quem é pego dirigindo sob efeito de droga ou de bebida fica sujeito a multa por infração gravíssima, suspensão da carteira de motorista por 12 meses e retenção do veículo. Para Contataro, a legislação é “benevolente” para uma “prática criminosa que mata dezenas de milhares de brasileiros todos os anos”. O senador afirma que o CTB, nesse aspecto, “não é sério” e, por causa disso, ainda é extremamente comum o ato de dirigir sob efeito de entorpecentes, pois o Brasil ainda vê a prática como “um desvio social de grau menor”.

Fonte: Agência Senado

Chevrolet Joy: modelo de entrada tem preço sugerido de R$ 55.990

GM oferece Onix Joy para empregado que aderir programa de demissão

Marca americana prorroga Lay-off para mais de três mil funcionários e prepara PDV com diversos atrativos para equalizar finanças

Chevrolet Joy: modelo de entrada tem preço sugerido de R$ 55.990
Chevrolet Joy: modelo de entrada tem preço sugerido de R$ 55.990

A General Motors (GM) resolveu oferecer um Chevrolet Joy 2020 zero quilômetro  com pacote Black ao funcionário que aderir ao programa de demissão voluntária (PDV). O objetivo da empresa é equilibrar o quadro de empregados e evitar demissão em massa, devido aos efeitos da crise causada pela pandemia da Covid-19.

O PDV será aberto apenas nas plantas de São Caetano (SP) e de São José dos Campos (SP).  Os incentivos à demissão variam de 3,5 a sete salários extras para cada ano trabalhado. Se o funcionário tiver mais de 11 anos de casa, pode receber também um Chevrolet Onix Joy, modelo de entrada da marca.

Além do PDV, a GM conseguiu acertar com os sindicatos a extensão do lay-off  até novembro. Os mais de três mil funcionários nessa situação ficam com contratos de trabalhos suspensos. Durante esse período, o trabalhador não recebe salário da empresa e fica amparado pelo seguro desemprego. No caso da GM, a montadora americana vai bancar a diferença por dois meses; no resto, o funcionário recebe até o teto do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), ou seja, cerca de R$ 1,8 mil.

Interior espartano do Chevrolet Joy 2020
Interior espartano do Chevrolet Joy 2020

Segundo apuração do jornal O Estado de São Paulo, trabalhadores das fábricas de São Caetano do Sul (SP) e de Gravataí (RS), onde são produzidos automóveis, já aceitaram a proposta em votação online, assim como os de Joinville (SC), onde são feitos motores. Na unidade de São José dos Campos (SP), que produz picapes e utilitários-esportivos, a votação deve ocorrer nos próximos dias.

A GM informou medidas de férias coletivas, banco de horas, redução de jornada com redução de salário, além de lay-off e PDV serão necessárias para  “preservar empregos e garantir a sustentabilidade do negócio”. A montadora declarou ainda que o plano de R$ 1 bilhão que seria aplicado até 2024 está congelado.

Chevrolet Joy 

Modelo mais básico da GM no Brasil, o Joy é a antiga geração do Onix. Ele vem com motor 1.0 SP/E de até 80 cv e câmbio manual de cinco marchas. O modelo apresenta acabamento em dois tons, volante com moldura em preto high gloss, vidro elétrico, travas e alarme. Além disso, vem equipado com ar condicionado, velocímetro digital e desembaçador elétrico temporizado do vidro traseiro. O Chevrolet Joy tem preço sugerido de R$ 55.990 (Com AE)

Para encerrar greve, Renault reintegra demitidos e abre novo PDV

Após derrota na Justiça do Trabalho, Renault se viu obrigada a negociar. Plano de Demissão Voluntária tem mais benefícios, mas congela reajustes de quem fica

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Com uma greve de 20 dias  que afetou a entrega de produtos da Renault em toda a rede de concessionários, a marca francesa e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba chegaram a um acordo nessa segunda (10).  A empresa voltou atrás e readmitiu os 747 demitidos há mais de duas semanas, mas abriu um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV),  com incentivo melhor do que o proposto anteriormente.  Caso a proposta seja aprovada, os funcionários retornam ao trabalho na quarta-feira.

A proposta da marca francesa é novamente desligar cerca de 800 funcionários da área de produção em sua fábrica em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. Segundo a Renault, a medida é  para adequar o efetivo à atual demanda do mercado. A francesa alega crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus e informa que deverá produzir neste 2020 186 mil veículos; a previsão no começo do ano era de fabricar 353 mil unidades.

Para forçar a adesão ao PDV, a marca elaborou a seguinte estratégia: para cada funcionário que aderir ao programa,  um do grupo que deseja continuar na empresa voltará ao trabalho. Os que não forem convocados entrarão em lay-off (suspensão de contratos) por cinco meses. Após enxugar o quadro na produção, a Renault planeja PDV para funcionários da área administrativa.  Os trabalhadores terão até esta terça para votar, de forma online, se aceitam ou não.

O novo plano de demissão voluntária prevê o pagamento de seis salários extras, independente do tempo de casa do funcionário. Também a extensão do plano de saúde para toda a família até junho de 2021 e do vale mercado até dezembro próximo. Quem aderir também receberá a primeira parcela do Programa de Participação nos Lucros (PPR) e um abono previsto para 2021.

A marca se viu obrigada a negociar após perder na Justiça do Trabalho. O sindicato conseguiu liminar que considerou a demissão coletiva irregular e determinava dos demitidos. Para o presidente do sindicato, Sérgio Butka, a proposta possibilita a manutenção de empregos daqui para frente e atende as demandas da empresa.

“Com aprovação da proposta teremos garantia de pilares de competitividade que precisamos para o futuro da Renault do Brasil”, diz a montadora em comunicado distribuído aos funcionários.  A marca condiciona as demissões dentro do PDV como forma de negociar a produção de novos modelos no complexo com a matriz da França.

Sem reajustes

O acordo inclui ainda a suspensão de reajustes salariais neste ano e no próximo – será pago um abono de R$ 2,5 mil no período e reposição pelo INPC em 2022. O PPR deste ano deve ficar em R$ 13,9 mil, caso a produção se confirme em 186 mil veículos. Se nos três anos seguintes os volumes a serem definidos serão pagos, respectivamente, R$ 27 mil, R$ 27,5 mil e R$ 28 mil. Novas contratações terão salários 20% inferiores aos atuais.

*Com informações da AE

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SUV com preço a partir de R$ 88 mil é ó carro mais vendido no Brasil

Categoria mais desejada pelo consumidor, SUV é receita de sucesso para montadoras saírem da crise. T-Cross, Tracker, Renegade e Compass despontam entre os 10 mais vendidos

Com preços a partir de R$ 88,7 mil, T-Cross foi o carro mais vendido no Brasil em julho

Thiago Ventura

Em um crescimento surpreendente, o Volkswagen T-Cross fechou julho de 2020 como automóvel mais vendido no Brasil. O veículo que tem preço inicial de R$ 88.790 superou o hatch compacto Chevrolet Onix ao emplacar 10.211 unidades no mês, contra 9.716 do modelo da GM. Em terceiro lugar no mês, ficou o Hyundai HB20, com 7.852 emplacamentos. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Fenabrave. Nesta próxima quinta-feira (6), a Volksawagen lança a linha 2021 do T-Cross

O resultado mostra a força do segmento dos veículos utilitários esportivos (SUV) compactos no mercado nacional. No acumulado do ano, o T-Cross acumula 30.806 unidades, o quinto mais vendido no Brasil. Ele supera com boa folga o rival Jeep Renegade, que acumula 25.444 emplacamentos, o 9º mais vendido. Apesar do efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, esse segmento parece não ter problemas em encontrar clientes dispostos a pagar até mais de R$ 110 mil nas versões mais caras dos SUVs compactos.

Essa retomada com foco nos SUVs se destaca também com o Chevrolet Tracker, que fechou julho como quarto mais vendido com 6.070 unidades e o médio Jeep Compass, com 4.786 emplacamentos, o sexto da lista. Todos esses citados estão na frente de carros compactos e mais baratos como o Volkswagen Gol e o Renault Kwid, novo e décimo mais vendidos respectivamente.

Os bons números dos SUVs vão de encontro com a retomada das vendas na indústria automobilística apontada pela Fenabrave. Segundo a entidade, considerando todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) as vendas registraram crescimento de 43,61% em julho, na comparação com junho deste ano. Foram emplacadas 279.103 unidades, em julho, contra 194.345 no mês anterior.

Porém, quando os número deste ano são comparados a 2019, sem a pandemia, o mercado aponta para retração de 33,67%. No acumulado de janeiro a julho de 2020, a indústria emplacou 1.504.731 veículos emplacados. N mesmo período de 2019 foram emplacadas 2.268.385 unidades.
“Independentemente de termos tido dois dias úteis a mais em julho (23) em relação a junho (21), podemos observar que o mercado vem, gradativamente, se ajustando ao ‘novo normal’ e o índice de confiança começa a melhorar, principalmente, quando vemos uma retração menor do que a esperada nos números de desemprego e melhores níveis de aprovação cadastral para financiamento de veículos”, destacou Alarico Assumpção Jr, presidente da Fenabrave.

TOP 30 automóveis mais vendidos em Julho de 2020

1º VW/T CROSS 10.211
2º GM/ONIX 9.716
3º HYUNDAI/HB20 7.852
4º GM/TRACKER 6.070
5º GM/ONIX PLUS 5.205
6º JEEP/COMPASS 4.786
7º FIAT/ARGO 4.756
8º JEEP/RENEGADE 4.735
9º VW/GOL 4.427
10º RENAULT/KWID 4.274
11º FORD/KA 4.259
12º HYUNDAI/CRETA 4.017
13º VW/POLO 3.610
14º FIAT/MOBI 3.487
15º TOYOTA/COROLLA 3.265
16º VW/VIRTUS 2.642
17º NISSAN/KICKS 2.418
18º HONDA/HR-V 2.377
19º FORD/KA SEDAN 2.253
20º FORD/ECOSPORT 2.078
21º HYUNDAI/HB20S 2.031
22º RENAULT/SANDERO 2.005
23º GM/SPIN 1.831
24º VW/FOX/CROSS FOX 1.776
25º VW/VOYAGE 1.673
26º FIAT/UNO 1.547
27º RENAULT/DUSTER 1.422
28º TOYOTA/YARIS HB 1.415
29º RENAULT/CAPTUR 1.388
30º FIAT/CRONOS 1.337

Novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. (foto Marcelo Camargo/ABr)

Gasolina mais cara e com melhor qualidade obrigatória a partir de 3 de agosto

Produto fica mais próximo do vendido na Europa, com melhora na octanagem e melhor desempenho para os veículos. Mas o preço da nova gasolina vai subir

Novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. (foto Marcelo Camargo/ABr)
Novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. (foto Marcelo Camargo/ABr)

O padrão da gasolina automotiva consumida no Brasil terá aumento de qualidade obrigatório partir desta segunda (3 ). A partir das mudanças, os motoristas devem obter desempenho maior dos veículos, e a fiscalização terá mais facilidade de identificar adulterações. Mas a qualidade maior também pode ter impacto no preço.

A mudança se deve à Resolução nº 807/2020, publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em janeiro. O texto estabelece novos parâmetros para a destilação, a octanagem e a massa específica da gasolina automotiva vendida no país. Especialistas  explicam o que cada uma dessas mudanças significa e como os motoristas vão se beneficiar delas.

A partir de 3 de agosto, 100% da gasolina comprada pelas distribuidoras precisarão atender às especificações. Essas empresas terão 60 dias para vender os produtos que foram comprados antes e não atendem às exigências. Da mesma forma, os postos de gasolina terão 90 dias, a partir de 3 de agosto, para vender os produtos que receberam antes de as especificações se tornarem obrigatórias.

A doutora em química e especialista em regulação da ANP Ednéia Caliman conta que a mudança aproxima o padrão da gasolina no Brasil ao que é praticado na União Europeia, que já havia sido acompanhado por países como a Argentina e o Chile. Os parâmetros também ficarão mais parecidos com os usados nos Estados Unidos.

“A gasolina está sendo melhorada para que os motoristas não sintam problemas com a qualidade, não sintam perda de potência, não sintam falhas de partida, não observem problemas de falha de detonação. Não há necessidade de nenhum ajuste nos veículos para o recebimento dessa gasolina. Muito pelo contrário. Ela está vindo justamente para se adequar às novas tecnologias e mesmo para um veículo antigo, não há nenhum problema.”

Greve de caminhoneiros provoca fila para abastecimento de combustível em posto de gasolina no Rio de Janeiro.
Posto de combustível – Tomaz Silva/Agência Brasil

Ednéia Caliman explica ainda que as mudanças estão alinhadas aos atuais requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões atmosféricas, considerando o cenário das fases futuras do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve – Ibama) e do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística, do governo federal.

Densidade

Uma das principais mudanças é o estabelecimento de um limite mínimo de massa específica para a gasolina automotiva. A partir de agosto, a gasolina vendida às distribuidoras precisará ter 715 quilos por metro cúbico. Antes, os fornecedores só precisavam informar os valores desse parâmetro, e a ausência de um limite mínimo fazia com que a gasolina vendida no Brasil fosse menos densa que a de outros mercados.

A massa específica da gasolina está relacionada à sua densidade, e quanto maior ela for, maior é a capacidade de um mesmo volume de combustível gerar energia. A gasolina mais densa tem mais energia disponível para ser convertida no momento da combustão, e isso fará com que os veículos sejam capazes de circular mais com menos combustível. A redução do consumo poderá ser de 4% a 6%, estimam os estudos que embasaram a mudança publicada pela ANP.

Outra novidade nas especificações é o estabelecimento de uma faixa com limite máximo e mínimo de temperatura para uma evaporação de 50% da gasolina, parâmetro que é chamado de destilação e mede a volatilidade do combustível. Antes, a ANP regulava apenas o limite máximo. Ednéia Caliman explica que um perfil adequado de destilação gera melhora na qualidade da combustão em ponto morto, na dirigibilidade, no tempo de resposta na partida a frio e no aquecimento adequado. Esses ganhos favorecem a eficiência do motor, resume a especialista da ANP.

Resistência à detonação

A terceira mudança mais relevante nas especificações é na medição da octanagem, que é importante para controlar a resistência da gasolina à detonação. Quando o combustível tem uma octanagem adequada, ele resiste mais à detonação, o que faz com que ela ocorra apenas no momento certo dentro do motor. Esse parâmetro evita um problema conhecido como batida de pino, uma ignição precoce que causa danos ao motor.

Antes da resolução publicada neste ano, só havia especificação prevista no país para a octanagem MON e o índice de octanagem (IAD), que é a média aritmética entre as octanagens MON e RON. A diferença entre as duas medições é que a octanagem MON mede a resistência à detonação em uma rotação mais alta, e a octanagem RON mede o mesmo parâmetro em rotações mais baixas. Ednéia explica que a evolução do conhecimento sobre os combustíveis permitiu concluir que o controle da octanagem RON é mais relevante que o da MON, e por isso as novas especificações exigem um mínimo de octanagem RON, que é de 92 para a gasolina comum, e de 97 para a gasolina premium. A partir de janeiro de 2022, o limite mínimo para a gasolina comum subirá para 93.

Especialista em combustíveis da Petrobras, Rogério Gonçalves conta que a empresa começou a adaptar suas refinarias para atender às especificações desde a publicação da resolução e já está cumprindo as exigências que se tornarão obrigatórias em 3 de agosto. A estatal é a maior fornecedora do combustível no país, e Gonçalves afirma que, além de já atender à especificação que vai começar a vigorar este ano, a Petrobras se antecipou em relação à octanagem e já está produzindo a gasolina nos moldes do que será exigido para esse parâmetro em 2022.

Preço

Gonçalves avalia que as novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. “Muitos fraudadores de combustível adicionam produtos muito leves à gasolina para ganhar volume, produtos baratos”, explica. Ele afirma que, com uma gasolina mais leve, essas fraudes eram mais difíceis de identificar. As especificações que exigem uma gasolina mais densa, por outro lado, tornarão esses crimes mais fáceis de serem identificados.

A gasolina mais pesada e de melhor qualidade também é mais cara para ser produzida e tem maior valor no mercado internacional, que é usado como referência pela Petrobras para definir os preços de seus produtos. Em nota, a empresa afirma que “o ganho de rendimento compensa a diferença de preço da gasolina, porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro”.

A Petrobras explica que o custo de produção é apenas um dos fatores que determina o custo final da gasolina, que também é influenciado pelas cotações do barril de petróleo e do câmbio e pelo custo com frete. “Esses fatores podem variar para cima ou para baixo e são mais influentes no preço do que o custo de formulação. Além disso, vale lembrar que a Petrobras é responsável por apenas 28% do preço final da gasolina nos postos de serviço. As demais parcelas são compostas por tributos, preço do etanol adicionado e margens das distribuidoras e revendedores”, diz a estatal.

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, também avalia que possíveis adulterações na gasolina, com as novas especificações, vão ser mais fáceis de ser identificadas. A federação, que representa mais de 40 mil postos revendedores de combustíveis, diz acreditar que haverá aumento de preços.

“Trabalhamos com margens muito apertadas e nunca temos gordura para absorver eventuais aumentos. Então, quando a refinaria sobe o preço, é um efeito dominó”, afirma Miranda, que torce para que se confirme a previsão de ganho de desempenho nos veículos. “Esperamos que seja verdade, porque aumento de preço é sempre ruim para todo mundo.”

Fonte: Agência  Brasil

Criador do Peugeot 208 e do painel i-cockpit, Gilles Vidal vai para a rival Renault

Gilles Vidal foi responsável pela atual identidade visual da Peugeot, em modelos como o 208 e 3008. Gilles Vidal deverá trabalhar em novos projetos para a Renault

Gilles Vidal e uma de suas últimas criações, o Peugeot 208

Criador do novo 208 e  o painel i-Cockpit, dentre vários projetos da Peugeot e Citroën, o designer francês Gilles Vidal saiu da PSA e foi contratado pela rival Renault. Então diretor de design da Peugeot, Vidal se reportará diretamente a Laurens van den Acker, vice-presidente de Design do Groupe Renault. Como novo diretor de Design, a Peugeot nomeou Mattias Hossann, criador do e-Legend.

Gilles Vidal, de 48 anos, era  diretor de design da Peugeot desde 2010. Sob sua gestão, a marca renovou sua identidade estilística, com um posicionamento de alto nível incorporado por carros como 3008 e 508. Dentro do Grupo PSA, ele também esteve no responsável pelo desenvolvimento da Experiência do Usuário (UX) e da Interface do Usuário (UI) e pela criação da agência do Laboratório de Design da Peugeot.

Gilles  começou em 1996 na Citroën, sucessivamente em design de interiores e exteriores, depois como gerente do Citroën C4 e C4 Picasso. Ele foi encarregado da produção dos carros-conceito Citroën e da responsabilidade pelo design avançado, antes de ingressar na marca Peugeot em 2009.

É dele a linguagem atual da Peugeot, com a dianteira no estilo garra de tigre no conjunto óptico. Próximo lançamento dele, o hatch 208 é criação de Vidal.

Renault em crise

A mudança na equipe de design chega num momento delicado para a marca francesa. A montadora Renault registrou uma perda de 7,3 bilhões de euros (US$ 8,581 bilhões) no primeiro semestre, a pior de sua história, em função da crise da saúde e das turbulências de sua parceira japonesa Nissan.

O grupo francês, que já estava em uma situação difícil antes do coronavírus e que no final de maio anunciou o corte de 15 mil vagas de trabalho, informou que não fará previsões financeiras para exercício de 2020, devido à incerteza da pandemia.

“A crise da saúde que vivemos atualmente teve um forte impacto nos resultados do grupo no primeiro semestre e se somou às dificuldades preexistentes”, explicou a diretora-geral adjunta, Clotilde Delbos.

Esses números vermelhos se devem, principalmente, à contribuição da Nissan, da qual a Renault detém 43% das ações, e que provocou perdas de 4,8 bilhões de euros (US$ 5,642 bilhões).

(Com AFP)

Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Fiat se reposiciona para consertar erros do passado e tentar voltar à liderança

Marca adota novo logotipo, identidade visual com referência aos anos 90 e destaca tradição ítalo-brasileira. Fiat confirma novos motores turbo, SUVs e câmbio CVT 

Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos
Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos

Thiago Ventura

Após dormir no ponto e perder a liderança do mercado no Brasil, a Fiat resolveu lançar uma nova ofensiva para retomar seu lugar ao Sol. A estratégia passa por um novo posicionamento da marca, mudança da experiência do consumidor, mas principalmente: novos produtos (leia-se SUVs), tecnologias e motores turbinados.

Na parte comunicacional, a marca quer assumir uma ‘nova cara’, ressaltando sua cultura Ítalo-brasileira e ser também mais ‘pop, encantadora e espontânea’. Isso se aplica no emblema que passa a ser usado nos carros, como vemos nas fotos: sai aquele cuore adotado em 2006 e que remete aos anos 1920 e entra o ‘Fiat Flag’, apenas as quatro letras, numa releitura do padrão adotado no final dos anos 60. Justamente a Strada estreia esse novo design.

O ícone das quatro linhas fez sucesso no Brasil nos anos 90 e essa tradição que a marca busca de referência para imaginar esse novo tempo. Essa representação gráfica das quatro letras se transforma em listras em movimento com cores contrastantes. As peças publicitárias da Fiat terão uma fotografia quente, inspirada nas grifes da moda italianas, com cores contrastantes e valorizando o emocional, tipo um clipe da Anitta. Esses novos padrões serão aplicados também nas concessionárias.

Comparativo entre os logotipos da marca italiana
Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Motores turbo e SUVs

Mas falemos do que de fato vai fazer a diferença: conforme já havíamos confirmado aqui no Carro Esporte Clube, a Fiat prepara uma nova geração de motores FireFly turbo 1.0 três cilindros e 1.3 quatro cilindros, produzidos em Betim (MG). Esses blocos começam a chegar já neste ano, ironicamente no Jeep Renegade, que estreia o novo 1.3T no Brasil.

Por falar em Jeep, a Fiat vai corrigir a mancada de não oferecer modelos na categoria mais aquecida no mundo, os SUVs. A FCA priorizou sua brand americana com o Renegade e Compass, mas agora terá dois novos SUVs pra chamar de seu.

Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)
Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)

O primeiro dos dois novos utilitários esportivos está planejado para 2021. Trata-se do “‘SUV do Argo’, construído pela mesma plataforma do hatch. Em 2022 chega mais um SUV, inspirado no conceito Fiat Fastback. Se seguir as linhas do modelo, será um sucesso estrondoso.

A Fiat confirmou que vai introduzir o câmbio automático do tipo CVT em vários produtos da gama. Mais um conserto bem vindo: abandona a obsoleta ideia de equipar seus veículos com transmissão automatizada. Um erro fatal cometido nos finados Linea e Bravo, por exemplo.

Picape representa essa 'nova Fiat'
Picape representa essa ‘nova Fiat’
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Chevrolet Bolt EV é o carro elétrico mais vendido no Brasil

Modelo importado dos Estados Unidos registra 82 unidades vendidas no Brasil. Chevrolet Bolt EV tem motor de 203 cv e acelera de 0 a 100km/h em 7,3s


A General Motors comemora liderança do seu primeiro veículo 100% elétrico comercializado no Brasil. Segundo a marca o Chevrolet Bolt EV registrou 82 unidades vendidas no mercado nacional no primeiro semestre. Importado dos Estados Unidos, a comercialização é feita por lotes. Com venda restrita a 15 idades, o veículo tem preço de R$ 215 mil.

O Bolt tem 4.165 mm de comprimento, 1.765 mm de largura e 1.595 mm de altura. O entre-eixos é de 2.600 mm, enquanto o peso de 1,6 tonelada, distribuído de forma quase simétrica entre os eixos. O motor tem potência equivalente a 203 cv e acelera de 0 a 100km/h em 7,3s.

A versão única do Bolt EV trazida para o mercado brasileiro é a Premier, já equipada com as baterias de nova geração, que garantem autonomia média de até 416 quilômetros, de acordo com o ciclo norte-americano EPA.

Entre os itens de segurança o hatch elétrico, 10 airbags, assistente de permanência na faixa, alerta de ponto cego, aviso de tráfego traseiro cruzado, alerta de colisão frontal e sistema de frenagem automática com detecção de pedestres para mitigar acidentes.
O modelo oferece ainda câmeras de alta definição para visão 360 graus, que auxiliam manobras de estacionamento e ficam localizadas nas extremidades do veículo, melhorando a visibilidade. Esse recurso contempla a possibilidade de transformar o espelho retrovisor central numa tela que projeta imagens da parte traseira em maior ângulo.

O Bolt EV conta com garantia de três anos para o veículo e de oito anos para as baterias de íon-lítio. Segundo a marca, o plano de revisão é mais simples do que em modelos a combustão, pois não precisa trocar de óleo, velas, correia e diversos filtros, por exemplo.

Até os 240.000 km, os principais serviços de revisão do Bolt EV se concentram nas trocas de itens de desgaste decorrentes do uso do veículo, como o filtro ar-condicionado e as pastilhas dos freios.

O carro está disponível para venda em concessionárias de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Campinas, São José dos Campos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba, São José dos Pinhais (PR), Porto Alegre (RS), Florianópolis, Joinville (SC), Recife (PE) e Vitória (ES).

Elétricos e híbridos

O volume de vendas dos carros eletrificados tem crescido no Brasil. O segmento triplicou de tamanho nos primeiros seis meses do ano, totalizando cerca de 7,5 mil unidades emplacadas. O volume soma os modelos híbridos, que tradicionalmente combinam um motor a combustão com um elétrico auxiliar para reduzir o consumo combustível, e os automóveis puramente elétricos, que se diferem pela emissão zero de poluentes.