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Precisamos falar do design do novo Hyundai HB20

Visual polêmico provoca reações no consumidor, mas escolha arriscada pode dar certo

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A primeira impressão de muita gente, inclusive dos fãs da marca,  ao ver a foto da nova geração do HB20 é algo do tipo ‘wtf‘. Os grandes faróis posicionados acima da grade hexagonal com laterais afinadas deram ao carro o inglório apelido de “bagre”.

Ao ver o carro ao vivo, como pudemos conferir em primeira mão para o DomTotal  no lançamento em Comandatuba (BA) e que todos já podem fazê-lo nas concessionárias, chega-se à “segunda fase”.  O carro é mais bonito (ou menos feio) ao vivo do que nas fotos. Por algum mistério da imagem, ver o carro 3D revela ângulos que não ficam bem na fotografia e vídeo. A cor escolhida, vermelho, também não ajudou muito.

Além disso, dá para analisar mais detalhes do HB20 como o interior e as grandes áreas limpas nas laterais, descobrindo alguns aprimoramentos que deram certo no compacto coreano. Isso sem falar na bela traseira em estilo fastback do sedã HB20S.

A terceira fase é quando já se acostuma com o carro. Passamos uma semana com o HB20S e pode acreditar: as opiniões positivas foram muito mais numerosas que negativas. Até mesmo dois “que lindo” escutamos, em geral de pessoas que não acompanham a indústria automobilística, mas que se interessaram em comprar um desse. Pescoços torcidos também foram percebidos no trânsito ao ver o modelo passar (mais pela novidade do que pelas linhas, verdade seja dita).

Traseira nos estilo fastback é um dos pontos altos do HB20S (foto: Thiago Ventura/CEC/DomTotal)
Traseira nos estilo fastback é um dos pontos altos do HB20S (foto: Thiago Ventura/CEC/DomTotal)



Gosto de estacionar carros de teste na porta de estabelecimentos e ver à distância a recepção das pessoas. Muitos ficaram de olho no modelo, apontando detalhes nos faróis e  linhas; até mesmo uma semelhança com o design da Mercedes encontrada na caída da traseira do sedã eu escutei.

Foi uma surpresa tal recepção, ante tantos comentários negativos nas redes sociais. Assim como na política, também no meio dos carros há um grande “fla-flu” entre os fãs de marcas, onde é natural que entusiastas de Onix ou Polo se apressem em depreciar os concorrentes e vice versa. Para além dessa polarização, há uma estratégia clara da marca coreana de oferecer um produto totalmente diferente em relação aos rivais quando o assunto é design.

O visual ainda ajuda a diferenciá-lo da multidão, pois é quase impossível passar incólume,  ame-o ou odeie-o. Minha previsão é que o público alvo vai se acostumar com o design e manter o  HB20 no top 3 de vendas, claro, sem incomodar o líder. 
E você, em qual fase está com o HB20?

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Toyota Corolla 2020: sedã tem seis mil encomendas em 15 dias

Balanço de veículos emplacados em setembro confirma liderança isolada do Toyota Corolla

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Toyota Corolla é o primeiro veículo híbrido flex do mundo.


Por  Thiago Ventura

Pelo visto, o sedã médio japonês vai continuar fazendo a concorrência comer poeira! Segundo a montadora, nos primeiros 15 dias de comercialização do modelo, as concessionárias da Toyota em todo o Brasil receberam quase 6.000 pedidos de clientes e já realizaram cerca de 2.500 emplacamentos (2.100 unidades 2.0L Dynamic Force e 400 híbridos), correspondentes à produção até agora recebida da fábrica de Indaiatuba.

A demanda superou em cerca de 30% a expectativa da Toyota do Brasil para este período inicial de lançamento do modelo em ambas versões.

Em setembro de 2019, o Corolla emplacou 4077  unidades,  número que contempla as duas gerações (19 e 20) do modelo. Na comparação com ano passado, o sedã apresenta retração de 14,6% e queda de 11% em relação a agosto. Porém, considerando os rivais, o Corolla está bem à frente: o Civic vendeu 2.377, pouco mais da metade do líder.

Honda Civic é o segundo mais vendido, mas bem distante do Corolla.
Honda Civic é o segundo mais vendido, mas bem distante do Corolla

A produção inicial das versões híbridas no mês de setembro foi de apenas 5% do mix, como planejado, devido ao início de produção da nova tecnologia, mas esse ritmo deve acelerar para os planejados 22% já em outubro, ajustando a produção à demanda natural.

O Corolla 2020 já pode ser encontrado em toda a rede de concessionárias da marca no País nas versões GLi, XEi e Altis Premium (com motor a combustão 2.0L Dynamic Force) com preços a partir de R$ 99.990 e Altis Híbrido a partir de R$ 124.990.

Sedãs Médios Mais Vendidos em Setembro de 2019
POS. MODELO SET/19 AGO/19 SET/18 % SET 19 % AGO 19 VARIAÇÃO SET/AGO VARIAÇÃO 2019/2018
TOYOTA COROLLA 4077 4621 4774 45,01% 45,71% -11,77% -14,60%
HONDA CIVIC 2377 1736 1913 26,24% 17,17% 36,92% 24,26%
VW JETTA 1107 1231 287 12,22% 12,18% -10,07% 285,71%
CHEVROLET CRUZE 980 1488 1540 10,82% 14,72% -34,14% -36,36%
NISSAN SENTRA 298 242 451 3,29% 2,39% 23,14% -33,92%
KIA CERATO 99 309 110 1,09% 3,06% -67,96% -10,00%
CITROËN C4 LOUNGE 62 365 197 0,68% 3,61% -83,01% -68,53%
MITSUBISHI LANCER 32 49 109 0,35% 0,48% -34,69% -70,64%
FORD FOCUS FASTBACK 23 62 378 0,25% 0,61% -62,90% -93,92%
10º PEUGEOT 408 2 3 23 0,02% 0,03% -33,33% -91,30%
11º HYUNDAI ELANTRA 1 3 152 0,01% 0,03% -66,67% -99,34%
    9058 10109 9934 100,00% 100,00% -10,40% -8,82%

 

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Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)

Código de Trânsito: projeto de Bolsonaro é sandice populista que vai matar inocentes

Ao invés de premiar o bom motorista, mudança no Código de Trânsito Brasileiro beneficia quem comete infrações e crimes de trânsito, ampliando a violência nas ruas e estradas

Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)
Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)

 

Por Thiago Ventura

O trânsito no Brasil é um dos que mais mata no mundo. Somente em 2017, cerca de 37 mil brasileiros morreram e quase 500 mil ficaram feridos nas ruas e estradas – a maior parte deles homens e de idade entre 20 e 39 anos.  Esse número é maior do que algumas guerras pelo mundo. E qual a solução o governo aponta para isso? Afrouxar as regras, enquanto o mundo desenvolvido promove mais restrições.

A mudança foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ)  ao presidente da Câmara e virou o o PL 3.267/2019. Vários itens do Código de Transito Brasileiro (CTB) serão alterados com destaque para o limite de pontos para o motorista perder a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que sobe de 20 para 40 pontos. Além disso, o exame médico para renovação da CNH passou de cinco para 10 anos no caso de motoristas com até 65 anos de idade. Acima disso, o exame passa de três para de cinco em cinco anos.  Aliás, o exame poderá ser feito em qualquer clinica:não haverá mais obrigatoriedade de comparecer apenas nas credenciadas nos Detrans.

O mesmo projeto também altera a legislação sobre o transporte de crianças nos veículos. O PL 3267/2019 acaba com a multa para o motorista que levar bebês e crianças sem o dispositivo de segurança. Atualmente, é uma infração gravíssima (7 pontos) com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo. Se aprovado pelo Congresso, será punida apenas com uma advertência por escrito

O PL também acaba como  exame toxicológico para motoristas profissionais. Atualmente condutores de caminhões e ônibus (das categorias C, D e E) são  obrigados a fazer exame toxicológico ao conseguir a categoria ou  renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O exame detecta o uso de drogas, como por exemplo, os comprimidos chamados de “rebites”, estimulante que faz o cérebro trabalhar mais rápido, reduzindo o sono e o cansaço do motorista.  Ao utilizar tais substâncias, caminhoneiros conseguem rodar por mais horas sem a necessidade de parada.

 

Caminhoneiros sem exame de toxicidade e com porte de arma: Mad Max das estradas.
Caminhoneiros sem exame de toxicidade e com porte de arma: Mad Max das estradas.

 

Bolsonaro também acaba com a multa por dirigir sem o farol aceso durante o dia em estradas e transforma a infração por não utilizar capacete nas motocicletas de gravíssima para média.  O presidente diz combater o que ele chama de industria da multa.  Mas será esse mesmo o problema?

A multa só existe para quem transgride uma lei.  Uma multa por excesso de velocidade pode ser questão de vida ou morte para um eventual atropelamento de pedestre. Ao invés de premiar o bom motorista, a mudança no Código de Trânsito Brasileiro beneficia quem comete infrações e crimes de trânsito ampliando a violência nas ruas e estradas.

Leia também:
Propostas de Bolsonaro sobre CNH e radares podem aumentar número de acidentes

A ideia de acabar com a multa por transportar criança sem cadeirinha é uma sandice que já encontra críticas até mesmo na base aliada do presidente.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),  o uso de cadeirinhas reduz em até 60% o número de mortes de crianças e jovens até 15 anos no transito. Ao isentar de multa, o país estará reduzindo o apelo para o uso do equipamento.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),  a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a ONG Criança Segura Brasil são contrárias ao PL e informam que, entre 2008 e 2017, um total de 75.183 crianças de zero a nove anos foram hospitalizadas em
decorrência de acidentes de trânsito.  De 2001 a 2016, óbitos nessas faixas etárias chegaram a 18.954.  Diante desses números, acabar coma multa é ignorar o óbvio.

O aumento do limite para perda da CNH é outro grande equívoco. Ao ampliar o numero de pontos, o governo permite que motoristas imprudentes cometam mais infrações de transito antes de sofrerem um processo administrativo. É o medo de perder a CNH que faz motorista pensar duas vezes antes de cometer uma infração.  “Ah, mas mas a multa precisa ser educativa e não engordar o bolso das autoridades”, dirão os incautos. Mentira! O brasileiro é mal educado e mal sabe colocar o lixo na lixeira (Art. 172 do CTB, infração média,e multa), que dirá respeitar os limites da legislação de trânsito.

No resto do mundo acontece  justamente o contrário: os países estão fechando o cerco aos imprudentes.  Na Alemanha, o limite é de OITO pontos; algumas infrações como excesso de velocidade já suspendem a habilitação por um mês, independente da pontuação. Em 2017, morreram cerca de 3 mil pessoas no trânsito lá, dez vezes menos que o Brasil. O 7×1 nunca tem fim.

O fim do exame toxicológico representa uma carta branca para que o mal caminhoneiro utilize os rebites e coloque mais vidas em risco.

Se aprovado como está, o projeto que muda o Código de Trânsito Brasileiro vai significar um aumento no numero de acidentes e mortes.  Além de desobrigados a fazer o exame, a MP que libera armas ainda concede o porte a eles.

Passar a renovação de carteira para de 10 em 10 anos também é um contrassenso. Em uma década, mesmo uma pessoa saudável pode ter alterações visuais, físicas e até mentais que podem incapacita-la para dirigir. E após os 65 anos, o atual prazo de três em três anos é perfeitamente adequado.

Assunto polêmico desde a entrada em vigor, a obrigação de manter faróis acesos nas estradas (Lei 13.290/2016) cai por terra diante do abjeto PL.  Na Europa, a regra é aplicada há quase 45 anos  e teve a Finlândia como país pioneiro. No Canadá e nos Estados Unidos, a norma também existe. Um teste da Quatro Rodas provou que o recurso aumenta em mais de 500% a visibilidade do veículo.  Um carro a 120 km/h com farol aceso numa via reta é avistado a 2.000 metros por um outro no sentido contrário na mesma velocidade. Sem o recurso,  é avistado a apenas 300 m. Neste caso, o motorista tem 4,5 s para evitar a colisão; com o farol aceso são 30s.

Ser ‘liberal’ não quer dizer defender a ausência completa do Estado.  Esse existe para mediar as relações entre seus cidadãos, regulando os desvios.  Muitos dos países capitalistas adorados pelo presidente têm regras de trânsito ainda mais rígidas.  O projeto proposto é uma sandice populista sem qualquer embasamento científico com único objetivo agradar quem ignora os riscos de uma condução perigosa ao volante. Quer abrandar as regras? Primeiro trate de reduzir ao mínimo o número de mortos e feridos em acidentes automobilísticos. 

O trânsito do Brasil é um dos piores do mundo, com motoristas mal-educados que não respeitam a lei e muito menos o próximo.  E infelizmente, serão os inocentes, os que  cumprem a legislação e os limites de velocidade que costumam pagar com a vida pela imprudência alheia.

 

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GM ameaça sair do Brasil, governo dá isenção e marca anuncia R$ 10 bi

General Motors ganha 25% de desconto no ICMS para manter operações em São Paulo e gerar 400 empregos

Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.
Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.


Menos de três meses após ameaçar sair do Brasil devido aos prejuízos da operação no mercado local, a  montadora americana General Motors (GM) anunciou que vai investir R$ 10 bilhões em duas fábricas do estado de São Paulo. Segundo o presidente da empresa na América do Sul, Carlos Zarlenga, os recursos serão usados para lançar novos produtos nas unidades de São José dos Campos, no interior do estado, e em São Caetano do Sul, na região do grande ABC.

E por que ela mudou de ideia? É que a GM foi beneficiada por isenção de 25% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedida pelo governo de São Paulo.  A companhia, que já emprega 15 mil pessoas no estado, informou que pretende contratar mais 400 funcionários no processo de ampliação.

O anúncio foi feito nessa terça-feira (19) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, ao lado do governador, João Doria.  A GM não deu detalhes sobre como os recursos serão aplicados ou quais são os valores destinados a cada uma das unidades.

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Segundo o presidente para América do Sul da empresa, foi feita ainda uma intensa negociação com os principais fornecedores. “Muitos segurando [os repasses da] inflação e outros dando até redução de preços”, disse, sobre as condições que foram conseguidas para garantir novos contratos de longo prazo.

A estimativa é que a montadora, além dos 15 mil funcionários, seja responsável por 50 mil empregos indiretos em todo o estado. Para o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, a ampliação das fábricas são uma vitória na “competição mundial por investimentos”. “Estamos aqui impulsionando toda a economia brasileira”, disse.

 

A planta da GM de São Caetano produz atualmente Cobalt, Spin a a pick-up Montana e o Onix Joy, versão básica do Hatch. Com esse investimento a marca planeja lançar novos produtos, mas não revelou quais.

Blefe

O anúncio que iria sair do Brasil (mesmo sendo líder de mercado) alarmou o governo de São Paulo. Para saber se era um blefe ou não, o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles, foi até os EUA conversar com investidores. De acordo com o jornal Valor Econômico, fontes contaram ao secretário que a operação sul-americana tem mesmo dado à companhia americana prejuízo anual em torno de R$ 1 bilhão.

De volta ao Brasil, Meirelles costurou com Doria um pacote de incentivos à indústria automobilística.  A próxima montadora que o governo vai tenta manter é a Ford, que anunciou o fim de linha do Fiesta e caminhões. Certamente todas as outras vão querer mais um incentivo.

Fabricante do carro mais vendido no mercado e com operações no Brasil desde 1925 iria mesmo sair do mercado local? Muito provavelmente não. Mas, pelo susto dado, ganhou pelo menos R$ 400 milhões em incentivo.

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Conheça os carros mais vendidos em 2017: líder de mercado, zero em segurança

Chevrolet Onix é tricampeão entre os automóveis no Brasil, mesmo com resultado negativo no crash test. Jeep Compass brilha entre os SUVs

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Por Thiago Ventura

As vendas de automóveis e comerciais leves apresentaram crescimento de 9,36% em 2017 sobre o ano anterior, mostrando que o setor automotivo enfim saiu da crise.  É o que revela o relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Entre os automóveis de passeio, temos um tricampeão brasileiro. O Chevrolet Onix driblou adversários e resultados negativos de segurança para ser o carro mais vendido no Brasil em 2017 com números para lá de expressivos: 188.654 unidades emplacadas. O hatch da General Motors colocou mais de 80 mil unidades de dianteira sobre o segundo colocado! O Hyundai HB20, com expressivos 105.539.

ASSISTA AO VÍDEO:

O terceiro carro mais vendido no Brasil em 2017 foi o Ford Ka, com 94.893 emplacamentos, seguido de  Volkswagen Gol – 73.919 e Chevrolet Prisma, com 68.988.

Entre os dez automóveis mais vendidos, encontramos o caso do Toyota Corolla, que emplacou mais de 66 mil unidades. Trata-se do sedã médio mais vendido no Brasil. O modelo japonês é o sinônimo dessa categoria em nosso mercado. Para ter ideia do domínio, ele vendeu mais que o dobro do segundo colocado, Honda Civic, que teve 25.871.

Se a trinca de mais vendidos (Onix, HB20 e Ka) permanece sem alteração há mais de três anos, o segmento mais aquecido do planeta a conversa é diferente. Entre os utilitários-esportivos (SUV), temos um novo líder no Brasil:  o Jeep Compass.

Modelo americano produzido em Goiana (PE) ultrapassou o até então mais vendido Honda HR-V ao emplacar 49.197 unidades em 2017. Dentro do segmento, ele é considerado no Brasil como “SUV médio”. Apesar disso, o preço das versões de entrada se aproximam das opções top de linha dos SUVs compactos, o que fez muita gente migrar para o degrau de cima.

Considerando os compactos, o HR-V foi o mais vendido. Na segunda posição, o Hyundai Creta superou o Jeep Renegade e ficou com a vice liderança da categoria.

Líder de mercado, zero em segurança

A General Motors merece ser enaltecida pelo bom trabalho feito com o Chevrolet Onix, tricampeão brasileiro. Soube projetar um veículo com design e cesta de equipamentos  de acordo com os anseios do cliente. O modelo oferece bom custo-benefício com uma boa central multimídia, a MyLink, atual objeto de desejo de muitos motoristas.

Além disso, o carro inovou, ao oferecer opção de transmissão automática de seis velocidades. É bom lembrar que o padrão para  a categoria eram as caixas do tipo automatizada, conhecidas pelos “trancos”.

Com mais de 188  mil unidades vendidas (somam-se todas as versões, incluindo a de entrada Joy e a aventureira Activ), o Onix consolida também garante ao cliente uma boa revenda. Geralmente os modelos mais vendidos e com boa aceitação têm mais liquidez a queda na depreciação.

Porém, o primeiro lugar para o Onix revela um lado negativo. O carro recebeu NOTA ZERO em segurança no crash test feito pelo LatinNCAP. O resultado foi revelado em maio de 2017. Tal alerta em nada adiantou: o carro disparou como mais vendido.

O terceiro colocado, Ford Ka, também foi reprovado no mesmo teste. Em outubro o LatinNCAP concedeu zero estrela ao hatch americano.  O HB20 tem nota de três estrelas no teste de impacto, mas um detalhe. O coreano foi avaliado em novembro de 2016, apenas no impacto frontal. Tanto Onix quanto o Ka, quando tiveram o teste atualizado com as novas normas que incluem batidas laterais zeraram…

Por outro lado, Toyota Corolla e Jeep Compass têm nota máxima sem segurança. O sedã até recebeu uma premiação do LatinNCAP devido proteção extra no impacto para pedestres. O Compass foi avaliado pelo EuroNCAP também com nota máxima; ainda falta testar o modelo feito no Brasil.

 

Carros mais vendidos em 2017

1º – Chevrolet Onix – 188.654
2º – Hyundai HB20 – 105.539
3º – Ford Ka – 94.893
4. Volkswagen Gol – 73.919
5. Chevrolet Prisma – 68.988
6. Renault Sandero – 67.344
7. Toyota Corolla – 66.188
8. Fiat Mobi – 54.270
9. Jeep Compass – 49.187
10. Honda HR-V – 47.775

Chevrolet Onix: tri-campeão em 2017 Não teve pra ninguém no ano passado! Não adiantou crise econômica, Renaut Kwid, Fiat Argo, Volkswagen Polo ou mesmo nota zero no LatinNCAP: o Chevrolet Onix foi mais uma vez o automóvel mais vendido no mercado brasileiro! Foram 188.654 unidades emplacadas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Para ter ideia, foram mais de 80 mil carros sobre o segundo colocado, o Hyundai HB20, que teve 105.539. O Ford Ka completou o pódio, com 94.893 TOP 10 Mais vendidos 1º – Chevrolet Onix – 188.654 2º – Hyundai HB20 – 105.539  3º – Ford Ka –  94.893  4. Volkswagen Gol – 73.919 5. Chevrolet Prisma – 68.988 6. Renault Sandero – 67.344 7. Toyota Corolla – 66.188 8. Fiat Mobi – 54.270 9. Jeep Compass – 49.187 10. Honda HR-V – 47.775 #CarroEsporteClube #Chevrolet #ChevroletOnix #Onix

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Creta fez bonito em 2017:

Hyundai Creta é o SUV compacto mais vendido em novembro. Utilitário-esportivo (SUV) compacto coreano fechou o mês de novembro como o mais vendido da categoria, superando, pela primeira vez, o Honda HR-V.  Foram 4.160 unidades comercializadas e participação superior a 15,5% no segmento, enquanto o HR-V teve um pouco menos. 4.095 emplacamentos. No acumulado do ano, o Creta detém 15% das vendas totais, o que representa agora 36,5 mil unidades. O SUV mais vendido, contudo é o Jeep Compass, considerado como médio no mercado brasileiro. O jipe americano registrou 4.582 emplacamentos em novembro. No acumulado de 2017, passa dos 44 mil veículos vendidos e deve confirmar o 'título' de mais SUV mais vendido do Brasil, superando o HR-V. Os números são da Federaçaõ nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). #CarroEsporteClube #Hyundai #HyundaiCreta #Creta #hyundaimotor #HyundaiBr

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Briga do ano foi Compass x HR-V

Jeep Compass x Honda HR-V: a briga do ano! Dois modelos disputam qual será o mais vendido do ano entre os utilitários esportivos (SUV) no Brasil. No último mês de outubro, o Jeep Compass emplacou 4.963 unidades, contra 4.488 do Honda HR-V. No acumulado do ano por uma pequena diferença, o jipe tomou a liderança:  soma 39.488 unidades, contra 39.414 do japonês. Em terceiro lugar no mês de outubro aparece o Hyundai Creta, com 4.027 unidades. O Jeep Renegade é o quarto, com 3.017 emplacamentos. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Quem será que vai levar essa? Compass ou HR-V? SUVs mais vendidos em outubro de 2017 1º JEEP/COMPASS  4.963  2º HONDA/HR-V 4.488  3º HYUNDAI/CRETA 4.027  4º JEEP/RENEGADE 3.017  5º NISSAN/KICKS 3.556  6º FORD/ECOSPORT 3.254  7º RENAULT/CAPTUR 2.194 8º HONDA/WR-V 1.613 9º RENAULT/DUSTER  1.297  10º TOYOTA/HILUX SW4  1.007  11º GM/TRACKER 949  12º PEUGEOT/2008  860  13º HYUNDAI/IX35  874  14º CITROEN/AIRCROSS  676  15º MITSUBISHI/ASX 488  16º HYUNDAI/TUCSON  439 17º MITSUBISHI/Outlander 329 #CarroEsporteClube #Jeep #JeepCompass #Honda #HondaHRV

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Ford Ka também fica devendo no Crash Test:

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.

Carro do futuro será um celular com rodas

Automóvel pode virar um shopping, com entretenimento e compras dentro da cabine.  E as montadoras de veículos já estão de olho nesse mercado!

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.
Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.


Por Thiago Ventura

Que a conectividade já é uma realidade nos carros, isso não é nenhuma novidade. Atualmente, mesmo modelos de entrada e mais acessíveis já contam com oferta de centrais multimídia, com recursos cada vez mais complexos: conexão com aplicativos via Android Auto, Apple Car Play e mesmo serviço de concierge. Mas essa gama de possibilidades vai aumentar.

Isso será possível com a chegada do nível quatro de automação dos veículos. Pode parecer algo para um longo prazo, mas especialistas estimam que esteja disponível comercialmente daqui a cinco ou 10 anos.

Em tempo: o primeiro nível de automação diz respeito a equipamentos de auxílio ao motorista, como o cruise control, o piloto automático, algo já presente há muito tempo. No segundo estágio, há uma automação parcial: os veículos possuem radares e sensores que mapeiam objetos ao redor e tomam alguma decisões. É o caso do Cruise Control adaptativo.

No terceiro nível, os  veículos podem se movimentar por conta própria tanto na parte de aceleração e direção quanto no monitoramento ativo do ambiente. Já existem modelos em oferta, como o BMW Série 5, que atuam assim. Conseguem manter uma condução em rodovias e mesmo trechos urbanos em que o motorista pode tirar as mãos do volante.

O nível quatro já é da automação alta: o condutor poderá até mesmo dormir ao longo da viagem, já que praticamente todas as atividades serão feitas pelo sistema autônoma. Contudo, ainda haverá a figura do volante e controles do carro. No quinto nível, a conversa fica mais séria: tudo será feito pela máquina. O motorista vira um mero passageiro e pode dedicar todo o seu tempo dentro do veículo para fazer outras atividades.

 

Interior do Tesla Model 3: tela de 15" de série com muita conectividade.
Interior do Tesla Model 3: tela de 15″ de série com muita conectividade.



O que a indústria automobilística planeja é o seguinte: a partir do nível quatro, o ambiente do carro é praticamente o mesmo de uma casa ou escritório conectado à internet, em que o motorista poderá fazer outras atividades, dentre elas comprar coisas: pedir pizza, ingressos para shows, roupas e tudo mais. Há ainda a possibilidade de consumir produtos virtuais, como serviços de streaming (Netflix e Youtube Red).

As marcas já estão trabalhando para isso. Já a General Motors, revelou neste mês o lançamento do serviço Marketplace, no qual os proprietários podem pré-comprar café ou gasolina ou fazer reservas de restaurantes, tudo a partir do assento do motorista. Um menu de compras está disponível na central multimídia com produtos (de marcas parceiras da GM): basta selecionar o item desejado e buscar num drive-thru. O pagamento será feito com cartão de crédito, já registrado no carro.

Já a Renault anunciou, na Europa,  a aquisição de 40% do capital de uma editora na França que publica cinco revistas. A montadora francesa revelou pesquisa em que os condutores do velho continente gastam cerca de duas horas por dia em seu deslocamento.

Sem a necessidade de conduzir o veículo, cada motorista poderá utilizar esse tempo tanto para o trabalho, como para diversão. Ele poderá, por exemplo, assistir um filme ou seriado. Os carros já possuem opção do sistema de som de qualidade e a cada lançamento as telas vão ficando maiores e com mais qualidade!

Os veículos autônomos vão abrir novas possibilidades de negócios. Além de fabricantes de automóveis, as montadoras já preparam o caminho para virar difusoras de conteúdo (e publicidade) e serviços. Assim, ao comprar um carro o consumidor não levar somente um meio de transporte, mas um verdadeiro equipamento de entretenimento móvel. Tudo o que o celular é hoje em dia, com a vantagem de levá-lo aonde quiser.

Veja o vídeo sobre o Marketplace da GM:
youtu.be/WysXyfRbC_M

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New-Fiesta-EcoBoost-Style-&-New-Fiesta--SEL-(2)

Ford lança New Fiesta com visual renovado, mas com câmbio problemático

Linha 2018 do hatch ficou mais cara e é vendida com motor antigo e câmbio Powershift. Enquanto isso, nova geração já é vendida na Europa

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Por Thiago Ventura

Marca americana lançou no Brasil a linha 2018 do Fiesta, que passou por uma leve reestilização. A atual geração chegou no mercado nacional em 2011; em 2013 já havia passado por um facelift. Uma nova geração foi lançada este ano na Europa. E o que a Ford do Brasil resolveu fazer? Dar um discreto tapa no visual no Fiesta vendido por aqui. E aliás, também ficou mais caro. Tal estratégia pode se configurar um verdadeiro tiro no pé.

Os  faróis ganharam novos grafismos internos e a grade recebeu detalhes cromados que lembram efeito 3D. O para-choque foi redesenhado e as molduras dos faróis de neblina estão maiores. A reestilização contempla novas lanternas traseiras, mas só na versão topo de linha.

Do lado de dentro, a novidade é o sistema multimídia SYNC 3 permite uma interação intuitiva com o veículo por comandos de voz ou direto na tela. O sistema é é de série a partir da versão SE Plus AT. O equipamento é compatível com Android Auto e Apple Carplay e vem com som da Sony. Disponível a partir da versão SE Plus AT.

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Câmbio problemático

Apesar de ganhar um ar de novidade com as mudanças no visual, um ponto problemático do carro está mantido. O Ford Fiesta segue com a mesma oferta de motores e câmbio de até então.

O carro tem opção do motor 1.6 Sigma com 125/128cv a 6.500 rpm e torque  154/156 Nm a 5.000 rpm. Há também o turbo 1.0 Ecoboost tem potência de 125 cv e torque de 172 Nm  a gasolina.

A transmissão pode ser manual ou automatizada de dupla embreagem Poweshift, ambas de cinco marchas. Esse câmbio Powershift virou uma verdadeira dor de cabeça para vários proprietários.

Os clientes reclamam de barulho, trepidação, superaquecimento e até necessidade de troca prematura do kit de embreagem. Isso com carros novos, recém saídos de fábrica. A Ford foi alvo de várias ações no Procon se se viu obrigada a arrumar gratuitamente o equipamento. Nos EUA, a marca também foi processada pelo mesmo problema.

Quando lançou o novo EcoSport no Brasil, a Ford, sabiamente, retirou o equipamento. O SUV vem com o novo motor 1.5 TiVCT de 130/137 cv e câmbio automático de seis marchas.

Eis que agora, já no final de 2017, ao lançar o Fiesta 2018, a Ford optou por não só manter o antigo motor 1.6 Sigma, com continuar o oferecendo o problemático Powershift!

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Geração antiga

Além da parte mecânica, a Ford optou por apenas reestilizar o Fiesta de sexta-geração no Brasil. Enquanto isso, na Europa, o hatch já está na sétima, com visual mais moderno, especialmente no interior.

Isso sem falar que para o consumidor europeu, há opção de teto solar panorâmico, motores turbinados EcoBoost com até 140 cv de potência e sistemas de segurança como Adaptive Cruise Control, alertas de tráfego cruzado, saída de faixa e ponto cego, dentre outros.

Enquanto isso, um potencial rival, o Volkswagen Polo, chegou ao Brasil praticamente com o mesmo visual do vendido na Europa.

Tabela de Preços Ford Fiesta 2018

Fiesta SE 1.6 – De R$ 53.660 para R$ 56.690
Fiesta SE Style 1.6 – De R$ 56.590 para R$ 59.590
Fiesta SE Style Plus 1.6 – R$ 62.390
Fiesta SEL 1.6 – De R$ 58.590 para R$ 61.090
Fiesta SEL 1.6 AT – De R$ 59.790 para R$ 65.390
Fiesta SEL Style 1.0 EcoBoost AT – R$ 69.790
Fiesta Titanium 1.6 AT – De R$ 68.990 para R$ 71.190
Fiesta Titanium Plus 1.6 AT – De R$ 73.090 para R$ 75.190