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Fiat Strada Volcano 2021: nova geração ganhou mais equipamentos  (Foto: Thiago Ventura)

Fiat Strada ultrapassa Chevrolet Onix e fecha setembro como carro mais vendido

Mercado automotivo tem picape-compacta como carro mais vendido após cinco anos. Confira o ranking de emplacamentos no Brasil 

Fiat Strada Volcano 2021: nova geração ganhou mais equipamentos (Foto: Thiago Ventura)
Fiat Strada Volcano 2021: nova geração ganhou mais equipamentos (Foto: Thiago Ventura)

Thiago Ventura

Nova geração da picape compacta italiana fez bem ao modelo,  que assumiu, pela primeira vez em cinco anos  a liderança mensal dos carros no Brasil. É o que revela balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta sexta (02). Segundo a entidade, a Fiat Strada registrou 11.873 emplacamentos, contra 11.710 do Chevrolet Onix. No acumulado, o modelo da General Motors segue na liderança, assim como a Strada é o veículo comercial leve mais vendido.

A última vez que a Strada foi o carro mais vendido no Brasil aconteceu em março de 2015. Naquele mês, ela ultrapassou o best-seller Fiat Palio.  Nos números de setembro de 2020, completam o Top5 Volkswagen Gol, com 9.134 unidades, Hyundai HB20, com 8.565 emplacamentos e o Fiat Argo, com 7.093.

Também chama atenção nas vendas de setembro o desempenho do Chevrolet Tracker. O modelo da marca americana foi o SUV mais vendido no mês, superando os Jeeps Compass e Renegade. Com 4.729  unidades emplacadas no mês passado, o Volkswagen T-Cross é o SUV mais vendido no país no acumulado do ano, totalizando 41.989 emplacamentos.

Considerando os comerciais leves, além da Strada, a Fiat Toro registrou 5.580 emplacamentos, posição consolidada em sua categoria (média-compacta), mas que segue incomodando as rivais maiores. Por falar nisso, a renovada Chevrolet S-10 emplacou 3.149 unidades, ficando mais próxima no volume mensal da líder Toyota Hilux (3.578).

Alta nas vendas

Setembro registrou o maior resultado mensal do ano, considerando carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Esses veículos somaram 207,7 mil unidades no mês passado, com alta de 13,3% na comparação com agosto. Desde fevereiro, quando tinham sido comercializados 201 mil veículos, até então o maior volume do ano, o mercado não passava das 200 mil unidades.

O resultado mostra uma continuidade da recuperação do mercado após o choque da pandemia, mas ainda em ritmo inferior ao padrão de antes da crise. Em relação a setembro do ano passado, as vendas caíram 11,5%, conforme informou hoje a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de automóveis.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de veículos, num total de 1,37 milhão de unidades, mostraram queda de 32,3% frente o volume dos nove primeiros meses de 2019.

TOP 30: AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES MAIS VENDIDOS EM SETEMBRO DE 2020

1º  Fiat Strada – 11.873
2º  Chevrolet Onix – 11.710
3º  Volkswagen Gol  – 9.134
4º  Hyundai HB20 –  8.565
5º  Fiat Argo  – 7.985
6º  Chevrolet Onix Plus – 7.093
7º  Chevrolet Tracker – 6.403
8º  Jeep Compass – 6.042
9º  Ford Ka –  5.956
10º  Jeep Renegade – 5.748
11º  Fiat Toro – 5.580
12º  Fiat Mobi –  5.447
13º  Hyundai Creta –  5.402
14º  Volkswagen T-Cross – 4.729
15º  Nissan Kicks – 4.025
16º   Renault Kwid – 4.009
17º  Toyota Hilux –  3.578
18º  Volkswagen Polo – 3.360
19º  Toyota Corolla –  3.336
20º   Fiat Uno – 3.334
21º  Honda HR-V  – 3.314
22º  Volkswagen Nivus – 3.203
23º  Volkswagen Viruts –  3.177
24º   Chevrolet S-10 3.149 –
25º   Volkswagen Saveiro –  3.050
26º  Renault Sandero –  2.795
27º  Volkswagen Voyage  – 2.493
28º  Ford Ka Sedan –  2.336
29º  Honda Civic –  2.296
30º   Fiat Fiorino –  2.093

Veja o relatório na íntegra!

Fiat Strada vende mais que carro de passeio e fecha agosto na vice-liderança

Nova geração acelera vendas da picape compacta, que lidera entre os comerciais. Fiat Strada 2021 registrou 8,6 mil emplacamentos em agosto segundo Fenabrave

Thiago Ventura

A picape-compacta Fiat Strada é a grande surpresa no balanço de vendas de veículos no Brasil em agosto. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o modelo da marca italiana registrou 8.675 emplacamentos no mês passado, mantendo no posto de  veículo comercial leve mais vendido no Brasil e segundo lugar entre os veículos automotores. A Strada só perdeu para o best-seller Chevrolet Onix, com 10.591 emplacamentos.

Modelo projetado e destinado primordialmente ao trabalho, a Strada vende mais do que muito carro de passeio. Em agosto, por exemplo, ultrapassou o Hyundai HB20, o sedã Onix Plus e o Ford Ka, dentre outros que figuram entre os mais vendidos.  O desempenho consolida o acerto da Fiat na nova geração da picape, lançada em junho deste ano.  Nas versões Freedom e Volcano cabine dupla, a Strada talvez esteja conquistando clientes de outras categorias.

Ainda na análise dos veículos mais vendidos, destaque para o Volkswagen T-Cross, SUV mais vendido no acumulado deste ano, superando os best-sellers Jeep Renegade e Jeep Compass. O modelo alemão registrou 6.447 emplacamentos, o quarto mais vendido. Outra novidade neste segmento, o Chevrolet Tracker foi o oitavo mais vendido com 5.891 unidades.

 

Confira os  20 carros mais vendidos de agosto no Brasil:

1º Chevrolet Onix: 10.591 unidades

2º Fiat Strada: 8.675

3º Hyundai HB20: 8.465

4º Volkswagen Gol: 7.909

5º Volkswagen T-Cross: 6.447

6º Fiat Argo: 6.033

7º Chevrolet Onix Plus: 5.958

8º Chevrolet Tracker: 5.891

9º Jeep Compass: 5.217

10º Jeep Renegade: 5.202

11º Fiat Toro: 4.818

12º Ford Ka: 4.611

13º Hyundai Creta: 4.420

14º Fiat Mobi: 4.274

15º Volkswagen Polo: 3.419

16º Volkswagen Virtus: 3.235

17º Nissan Kicks: 3.198

18º Volkswagen Saveiro: 3.194

19º Toyota Corolla: 3.187

20º Honda HR-V: 2.795

Queda nas vendas

As vendas de veículos novos registraram uma queda de 13,67% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacadas 299,6 mil unidades em agosto. O número representa um crescimento de 7,35% em relação a julho.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, a comercialização de veículos apresentou queda de 31%, com a venda de 1,8 milhão de unidades. No período de janeiro a agosto de 2019, foram 2,6 milhões.

O segmento de automóveis e veículos comerciais leves registra, de janeiro a agosto, uma retração de 35,7%, com o emplacamento de 1,02 milhão de unidades. Em agosto, a queda ficou em 24,7%, em comparação com o mesmo mês de 2019, com a venda de 173,5 mil automóveis.

Caminhões e motos

No setor de caminhões, a redução nas vendas foi menor, 15,7% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram vendidas no período 8 mil unidades. Nos oito primeiro meses do ano, as vendas de caminhões totalizaram 55,2 mil unidades, uma queda de 15,6% em relação ao período de janeiro a agosto de 2019.

Os emplacamentos de motocicletas tiveram alta de 8,29% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, com a venda de 96 mil veículos de duas rodas. No acumulado do ano, o setor registra queda de 25% em relação ao período de janeiro a agosto do ano passado, com a comercialização de 531,4 mil unidades.

Demanda reprimida e juros baixos

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a alta nas vendas de motos atende a uma demanda reprimida dos meses em que as montadoras paralisaram a produção. “Com a retomada de parte da produção, pelas montadoras, os volumes de emplacamentos vêm crescendo para atender à demanda reprimida. Contudo, ainda permanecem problemas de produção, pela falta de peças e componentes”, ressaltou.

Sobre os resultados de agosto em relação aos veículos em geral, Assumpção acredita que os números mostram que “o mercado vem retomando patamares mais altos de volume e se ajustando ao ‘novo normal’”.

De acordo com o presidente da Fenabrave, as taxas de juros estão atrativas e as pessoas têm comprado carros como forma de se locomover com mais segurança durante a pandemia de coronavírus. “A manutenção da taxa Selic [taxa básica de juros], em níveis baixos, assim como a pandemia, têm estimulado a compra de carros para o transporte individual das pessoas. Além disso, os financiamentos ficaram mais acessíveis”, disse. (Com Agência Brasil)

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SUV com preço a partir de R$ 88 mil é ó carro mais vendido no Brasil

Categoria mais desejada pelo consumidor, SUV é receita de sucesso para montadoras saírem da crise. T-Cross, Tracker, Renegade e Compass despontam entre os 10 mais vendidos

Com preços a partir de R$ 88,7 mil, T-Cross foi o carro mais vendido no Brasil em julho

Thiago Ventura

Em um crescimento surpreendente, o Volkswagen T-Cross fechou julho de 2020 como automóvel mais vendido no Brasil. O veículo que tem preço inicial de R$ 88.790 superou o hatch compacto Chevrolet Onix ao emplacar 10.211 unidades no mês, contra 9.716 do modelo da GM. Em terceiro lugar no mês, ficou o Hyundai HB20, com 7.852 emplacamentos. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Fenabrave. Nesta próxima quinta-feira (6), a Volksawagen lança a linha 2021 do T-Cross

O resultado mostra a força do segmento dos veículos utilitários esportivos (SUV) compactos no mercado nacional. No acumulado do ano, o T-Cross acumula 30.806 unidades, o quinto mais vendido no Brasil. Ele supera com boa folga o rival Jeep Renegade, que acumula 25.444 emplacamentos, o 9º mais vendido. Apesar do efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, esse segmento parece não ter problemas em encontrar clientes dispostos a pagar até mais de R$ 110 mil nas versões mais caras dos SUVs compactos.

Essa retomada com foco nos SUVs se destaca também com o Chevrolet Tracker, que fechou julho como quarto mais vendido com 6.070 unidades e o médio Jeep Compass, com 4.786 emplacamentos, o sexto da lista. Todos esses citados estão na frente de carros compactos e mais baratos como o Volkswagen Gol e o Renault Kwid, novo e décimo mais vendidos respectivamente.

Os bons números dos SUVs vão de encontro com a retomada das vendas na indústria automobilística apontada pela Fenabrave. Segundo a entidade, considerando todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) as vendas registraram crescimento de 43,61% em julho, na comparação com junho deste ano. Foram emplacadas 279.103 unidades, em julho, contra 194.345 no mês anterior.

Porém, quando os número deste ano são comparados a 2019, sem a pandemia, o mercado aponta para retração de 33,67%. No acumulado de janeiro a julho de 2020, a indústria emplacou 1.504.731 veículos emplacados. N mesmo período de 2019 foram emplacadas 2.268.385 unidades.
“Independentemente de termos tido dois dias úteis a mais em julho (23) em relação a junho (21), podemos observar que o mercado vem, gradativamente, se ajustando ao ‘novo normal’ e o índice de confiança começa a melhorar, principalmente, quando vemos uma retração menor do que a esperada nos números de desemprego e melhores níveis de aprovação cadastral para financiamento de veículos”, destacou Alarico Assumpção Jr, presidente da Fenabrave.

TOP 30 automóveis mais vendidos em Julho de 2020

1º VW/T CROSS 10.211
2º GM/ONIX 9.716
3º HYUNDAI/HB20 7.852
4º GM/TRACKER 6.070
5º GM/ONIX PLUS 5.205
6º JEEP/COMPASS 4.786
7º FIAT/ARGO 4.756
8º JEEP/RENEGADE 4.735
9º VW/GOL 4.427
10º RENAULT/KWID 4.274
11º FORD/KA 4.259
12º HYUNDAI/CRETA 4.017
13º VW/POLO 3.610
14º FIAT/MOBI 3.487
15º TOYOTA/COROLLA 3.265
16º VW/VIRTUS 2.642
17º NISSAN/KICKS 2.418
18º HONDA/HR-V 2.377
19º FORD/KA SEDAN 2.253
20º FORD/ECOSPORT 2.078
21º HYUNDAI/HB20S 2.031
22º RENAULT/SANDERO 2.005
23º GM/SPIN 1.831
24º VW/FOX/CROSS FOX 1.776
25º VW/VOYAGE 1.673
26º FIAT/UNO 1.547
27º RENAULT/DUSTER 1.422
28º TOYOTA/YARIS HB 1.415
29º RENAULT/CAPTUR 1.388
30º FIAT/CRONOS 1.337

Novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. (foto Marcelo Camargo/ABr)

Gasolina mais cara e com melhor qualidade obrigatória a partir de 3 de agosto

Produto fica mais próximo do vendido na Europa, com melhora na octanagem e melhor desempenho para os veículos. Mas o preço da nova gasolina vai subir

Novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. (foto Marcelo Camargo/ABr)
Novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. (foto Marcelo Camargo/ABr)

O padrão da gasolina automotiva consumida no Brasil terá aumento de qualidade obrigatório partir desta segunda (3 ). A partir das mudanças, os motoristas devem obter desempenho maior dos veículos, e a fiscalização terá mais facilidade de identificar adulterações. Mas a qualidade maior também pode ter impacto no preço.

A mudança se deve à Resolução nº 807/2020, publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em janeiro. O texto estabelece novos parâmetros para a destilação, a octanagem e a massa específica da gasolina automotiva vendida no país. Especialistas  explicam o que cada uma dessas mudanças significa e como os motoristas vão se beneficiar delas.

A partir de 3 de agosto, 100% da gasolina comprada pelas distribuidoras precisarão atender às especificações. Essas empresas terão 60 dias para vender os produtos que foram comprados antes e não atendem às exigências. Da mesma forma, os postos de gasolina terão 90 dias, a partir de 3 de agosto, para vender os produtos que receberam antes de as especificações se tornarem obrigatórias.

A doutora em química e especialista em regulação da ANP Ednéia Caliman conta que a mudança aproxima o padrão da gasolina no Brasil ao que é praticado na União Europeia, que já havia sido acompanhado por países como a Argentina e o Chile. Os parâmetros também ficarão mais parecidos com os usados nos Estados Unidos.

“A gasolina está sendo melhorada para que os motoristas não sintam problemas com a qualidade, não sintam perda de potência, não sintam falhas de partida, não observem problemas de falha de detonação. Não há necessidade de nenhum ajuste nos veículos para o recebimento dessa gasolina. Muito pelo contrário. Ela está vindo justamente para se adequar às novas tecnologias e mesmo para um veículo antigo, não há nenhum problema.”

Greve de caminhoneiros provoca fila para abastecimento de combustível em posto de gasolina no Rio de Janeiro.
Posto de combustível – Tomaz Silva/Agência Brasil

Ednéia Caliman explica ainda que as mudanças estão alinhadas aos atuais requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões atmosféricas, considerando o cenário das fases futuras do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve – Ibama) e do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística, do governo federal.

Densidade

Uma das principais mudanças é o estabelecimento de um limite mínimo de massa específica para a gasolina automotiva. A partir de agosto, a gasolina vendida às distribuidoras precisará ter 715 quilos por metro cúbico. Antes, os fornecedores só precisavam informar os valores desse parâmetro, e a ausência de um limite mínimo fazia com que a gasolina vendida no Brasil fosse menos densa que a de outros mercados.

A massa específica da gasolina está relacionada à sua densidade, e quanto maior ela for, maior é a capacidade de um mesmo volume de combustível gerar energia. A gasolina mais densa tem mais energia disponível para ser convertida no momento da combustão, e isso fará com que os veículos sejam capazes de circular mais com menos combustível. A redução do consumo poderá ser de 4% a 6%, estimam os estudos que embasaram a mudança publicada pela ANP.

Outra novidade nas especificações é o estabelecimento de uma faixa com limite máximo e mínimo de temperatura para uma evaporação de 50% da gasolina, parâmetro que é chamado de destilação e mede a volatilidade do combustível. Antes, a ANP regulava apenas o limite máximo. Ednéia Caliman explica que um perfil adequado de destilação gera melhora na qualidade da combustão em ponto morto, na dirigibilidade, no tempo de resposta na partida a frio e no aquecimento adequado. Esses ganhos favorecem a eficiência do motor, resume a especialista da ANP.

Resistência à detonação

A terceira mudança mais relevante nas especificações é na medição da octanagem, que é importante para controlar a resistência da gasolina à detonação. Quando o combustível tem uma octanagem adequada, ele resiste mais à detonação, o que faz com que ela ocorra apenas no momento certo dentro do motor. Esse parâmetro evita um problema conhecido como batida de pino, uma ignição precoce que causa danos ao motor.

Antes da resolução publicada neste ano, só havia especificação prevista no país para a octanagem MON e o índice de octanagem (IAD), que é a média aritmética entre as octanagens MON e RON. A diferença entre as duas medições é que a octanagem MON mede a resistência à detonação em uma rotação mais alta, e a octanagem RON mede o mesmo parâmetro em rotações mais baixas. Ednéia explica que a evolução do conhecimento sobre os combustíveis permitiu concluir que o controle da octanagem RON é mais relevante que o da MON, e por isso as novas especificações exigem um mínimo de octanagem RON, que é de 92 para a gasolina comum, e de 97 para a gasolina premium. A partir de janeiro de 2022, o limite mínimo para a gasolina comum subirá para 93.

Especialista em combustíveis da Petrobras, Rogério Gonçalves conta que a empresa começou a adaptar suas refinarias para atender às especificações desde a publicação da resolução e já está cumprindo as exigências que se tornarão obrigatórias em 3 de agosto. A estatal é a maior fornecedora do combustível no país, e Gonçalves afirma que, além de já atender à especificação que vai começar a vigorar este ano, a Petrobras se antecipou em relação à octanagem e já está produzindo a gasolina nos moldes do que será exigido para esse parâmetro em 2022.

Preço

Gonçalves avalia que as novas regras também ajudam no combate ao combustível adulterado. “Muitos fraudadores de combustível adicionam produtos muito leves à gasolina para ganhar volume, produtos baratos”, explica. Ele afirma que, com uma gasolina mais leve, essas fraudes eram mais difíceis de identificar. As especificações que exigem uma gasolina mais densa, por outro lado, tornarão esses crimes mais fáceis de serem identificados.

A gasolina mais pesada e de melhor qualidade também é mais cara para ser produzida e tem maior valor no mercado internacional, que é usado como referência pela Petrobras para definir os preços de seus produtos. Em nota, a empresa afirma que “o ganho de rendimento compensa a diferença de preço da gasolina, porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro”.

A Petrobras explica que o custo de produção é apenas um dos fatores que determina o custo final da gasolina, que também é influenciado pelas cotações do barril de petróleo e do câmbio e pelo custo com frete. “Esses fatores podem variar para cima ou para baixo e são mais influentes no preço do que o custo de formulação. Além disso, vale lembrar que a Petrobras é responsável por apenas 28% do preço final da gasolina nos postos de serviço. As demais parcelas são compostas por tributos, preço do etanol adicionado e margens das distribuidoras e revendedores”, diz a estatal.

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, também avalia que possíveis adulterações na gasolina, com as novas especificações, vão ser mais fáceis de ser identificadas. A federação, que representa mais de 40 mil postos revendedores de combustíveis, diz acreditar que haverá aumento de preços.

“Trabalhamos com margens muito apertadas e nunca temos gordura para absorver eventuais aumentos. Então, quando a refinaria sobe o preço, é um efeito dominó”, afirma Miranda, que torce para que se confirme a previsão de ganho de desempenho nos veículos. “Esperamos que seja verdade, porque aumento de preço é sempre ruim para todo mundo.”

Fonte: Agência  Brasil

Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Fiat se reposiciona para consertar erros do passado e tentar voltar à liderança

Marca adota novo logotipo, identidade visual com referência aos anos 90 e destaca tradição ítalo-brasileira. Fiat confirma novos motores turbo, SUVs e câmbio CVT 

Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos
Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos

Thiago Ventura

Após dormir no ponto e perder a liderança do mercado no Brasil, a Fiat resolveu lançar uma nova ofensiva para retomar seu lugar ao Sol. A estratégia passa por um novo posicionamento da marca, mudança da experiência do consumidor, mas principalmente: novos produtos (leia-se SUVs), tecnologias e motores turbinados.

Na parte comunicacional, a marca quer assumir uma ‘nova cara’, ressaltando sua cultura Ítalo-brasileira e ser também mais ‘pop, encantadora e espontânea’. Isso se aplica no emblema que passa a ser usado nos carros, como vemos nas fotos: sai aquele cuore adotado em 2006 e que remete aos anos 1920 e entra o ‘Fiat Flag’, apenas as quatro letras, numa releitura do padrão adotado no final dos anos 60. Justamente a Strada estreia esse novo design.

O ícone das quatro linhas fez sucesso no Brasil nos anos 90 e essa tradição que a marca busca de referência para imaginar esse novo tempo. Essa representação gráfica das quatro letras se transforma em listras em movimento com cores contrastantes. As peças publicitárias da Fiat terão uma fotografia quente, inspirada nas grifes da moda italianas, com cores contrastantes e valorizando o emocional, tipo um clipe da Anitta. Esses novos padrões serão aplicados também nas concessionárias.

Comparativo entre os logotipos da marca italiana
Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Motores turbo e SUVs

Mas falemos do que de fato vai fazer a diferença: conforme já havíamos confirmado aqui no Carro Esporte Clube, a Fiat prepara uma nova geração de motores FireFly turbo 1.0 três cilindros e 1.3 quatro cilindros, produzidos em Betim (MG). Esses blocos começam a chegar já neste ano, ironicamente no Jeep Renegade, que estreia o novo 1.3T no Brasil.

Por falar em Jeep, a Fiat vai corrigir a mancada de não oferecer modelos na categoria mais aquecida no mundo, os SUVs. A FCA priorizou sua brand americana com o Renegade e Compass, mas agora terá dois novos SUVs pra chamar de seu.

Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)
Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)

O primeiro dos dois novos utilitários esportivos está planejado para 2021. Trata-se do “‘SUV do Argo’, construído pela mesma plataforma do hatch. Em 2022 chega mais um SUV, inspirado no conceito Fiat Fastback. Se seguir as linhas do modelo, será um sucesso estrondoso.

A Fiat confirmou que vai introduzir o câmbio automático do tipo CVT em vários produtos da gama. Mais um conserto bem vindo: abandona a obsoleta ideia de equipar seus veículos com transmissão automatizada. Um erro fatal cometido nos finados Linea e Bravo, por exemplo.

Picape representa essa 'nova Fiat'
Picape representa essa ‘nova Fiat’
HB20S-NOVAGERACAO-22

Precisamos falar do design do novo Hyundai HB20

Visual polêmico provoca reações no consumidor, mas escolha arriscada pode dar certo

HB20S-NOVAGERACAO-22

A primeira impressão de muita gente, inclusive dos fãs da marca,  ao ver a foto da nova geração do HB20 é algo do tipo ‘wtf‘. Os grandes faróis posicionados acima da grade hexagonal com laterais afinadas deram ao carro o inglório apelido de “bagre”.

Ao ver o carro ao vivo, como pudemos conferir em primeira mão para o DomTotal  no lançamento em Comandatuba (BA) e que todos já podem fazê-lo nas concessionárias, chega-se à “segunda fase”.  O carro é mais bonito (ou menos feio) ao vivo do que nas fotos. Por algum mistério da imagem, ver o carro 3D revela ângulos que não ficam bem na fotografia e vídeo. A cor escolhida, vermelho, também não ajudou muito.

Além disso, dá para analisar mais detalhes do HB20 como o interior e as grandes áreas limpas nas laterais, descobrindo alguns aprimoramentos que deram certo no compacto coreano. Isso sem falar na bela traseira em estilo fastback do sedã HB20S.

A terceira fase é quando já se acostuma com o carro. Passamos uma semana com o HB20S e pode acreditar: as opiniões positivas foram muito mais numerosas que negativas. Até mesmo dois “que lindo” escutamos, em geral de pessoas que não acompanham a indústria automobilística, mas que se interessaram em comprar um desse. Pescoços torcidos também foram percebidos no trânsito ao ver o modelo passar (mais pela novidade do que pelas linhas, verdade seja dita).

Traseira nos estilo fastback é um dos pontos altos do HB20S (foto: Thiago Ventura/CEC/DomTotal)
Traseira nos estilo fastback é um dos pontos altos do HB20S (foto: Thiago Ventura/CEC/DomTotal)



Gosto de estacionar carros de teste na porta de estabelecimentos e ver à distância a recepção das pessoas. Muitos ficaram de olho no modelo, apontando detalhes nos faróis e  linhas; até mesmo uma semelhança com o design da Mercedes encontrada na caída da traseira do sedã eu escutei.

Foi uma surpresa tal recepção, ante tantos comentários negativos nas redes sociais. Assim como na política, também no meio dos carros há um grande “fla-flu” entre os fãs de marcas, onde é natural que entusiastas de Onix ou Polo se apressem em depreciar os concorrentes e vice versa. Para além dessa polarização, há uma estratégia clara da marca coreana de oferecer um produto totalmente diferente em relação aos rivais quando o assunto é design.

O visual ainda ajuda a diferenciá-lo da multidão, pois é quase impossível passar incólume,  ame-o ou odeie-o. Minha previsão é que o público alvo vai se acostumar com o design e manter o  HB20 no top 3 de vendas, claro, sem incomodar o líder. 
E você, em qual fase está com o HB20?

Toyota-Corolla-2020

Toyota Corolla 2020: sedã tem seis mil encomendas em 15 dias

Balanço de veículos emplacados em setembro confirma liderança isolada do Toyota Corolla

Toyota-Corolla-2020
Toyota Corolla é o primeiro veículo híbrido flex do mundo.


Por  Thiago Ventura

Pelo visto, o sedã médio japonês vai continuar fazendo a concorrência comer poeira! Segundo a montadora, nos primeiros 15 dias de comercialização do modelo, as concessionárias da Toyota em todo o Brasil receberam quase 6.000 pedidos de clientes e já realizaram cerca de 2.500 emplacamentos (2.100 unidades 2.0L Dynamic Force e 400 híbridos), correspondentes à produção até agora recebida da fábrica de Indaiatuba.

A demanda superou em cerca de 30% a expectativa da Toyota do Brasil para este período inicial de lançamento do modelo em ambas versões.

Em setembro de 2019, o Corolla emplacou 4077  unidades,  número que contempla as duas gerações (19 e 20) do modelo. Na comparação com ano passado, o sedã apresenta retração de 14,6% e queda de 11% em relação a agosto. Porém, considerando os rivais, o Corolla está bem à frente: o Civic vendeu 2.377, pouco mais da metade do líder.

Honda Civic é o segundo mais vendido, mas bem distante do Corolla.
Honda Civic é o segundo mais vendido, mas bem distante do Corolla

A produção inicial das versões híbridas no mês de setembro foi de apenas 5% do mix, como planejado, devido ao início de produção da nova tecnologia, mas esse ritmo deve acelerar para os planejados 22% já em outubro, ajustando a produção à demanda natural.

O Corolla 2020 já pode ser encontrado em toda a rede de concessionárias da marca no País nas versões GLi, XEi e Altis Premium (com motor a combustão 2.0L Dynamic Force) com preços a partir de R$ 99.990 e Altis Híbrido a partir de R$ 124.990.

Sedãs Médios Mais Vendidos em Setembro de 2019
POS. MODELO SET/19 AGO/19 SET/18 % SET 19 % AGO 19 VARIAÇÃO SET/AGO VARIAÇÃO 2019/2018
TOYOTA COROLLA 4077 4621 4774 45,01% 45,71% -11,77% -14,60%
HONDA CIVIC 2377 1736 1913 26,24% 17,17% 36,92% 24,26%
VW JETTA 1107 1231 287 12,22% 12,18% -10,07% 285,71%
CHEVROLET CRUZE 980 1488 1540 10,82% 14,72% -34,14% -36,36%
NISSAN SENTRA 298 242 451 3,29% 2,39% 23,14% -33,92%
KIA CERATO 99 309 110 1,09% 3,06% -67,96% -10,00%
CITROËN C4 LOUNGE 62 365 197 0,68% 3,61% -83,01% -68,53%
MITSUBISHI LANCER 32 49 109 0,35% 0,48% -34,69% -70,64%
FORD FOCUS FASTBACK 23 62 378 0,25% 0,61% -62,90% -93,92%
10º PEUGEOT 408 2 3 23 0,02% 0,03% -33,33% -91,30%
11º HYUNDAI ELANTRA 1 3 152 0,01% 0,03% -66,67% -99,34%
    9058 10109 9934 100,00% 100,00% -10,40% -8,82%

 

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Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)

Código de Trânsito: projeto de Bolsonaro é sandice populista que vai matar inocentes

Ao invés de premiar o bom motorista, mudança no Código de Trânsito Brasileiro beneficia quem comete infrações e crimes de trânsito, ampliando a violência nas ruas e estradas

Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)
Acidente com quatro mortos no PR: quer afrouxar as regras? primeiro reduza ao máximo o número de mortes. (Foto: PRF)

 

Por Thiago Ventura

O trânsito no Brasil é um dos que mais mata no mundo. Somente em 2017, cerca de 37 mil brasileiros morreram e quase 500 mil ficaram feridos nas ruas e estradas – a maior parte deles homens e de idade entre 20 e 39 anos.  Esse número é maior do que algumas guerras pelo mundo. E qual a solução o governo aponta para isso? Afrouxar as regras, enquanto o mundo desenvolvido promove mais restrições.

A mudança foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ)  ao presidente da Câmara e virou o o PL 3.267/2019. Vários itens do Código de Transito Brasileiro (CTB) serão alterados com destaque para o limite de pontos para o motorista perder a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que sobe de 20 para 40 pontos. Além disso, o exame médico para renovação da CNH passou de cinco para 10 anos no caso de motoristas com até 65 anos de idade. Acima disso, o exame passa de três para de cinco em cinco anos.  Aliás, o exame poderá ser feito em qualquer clinica:não haverá mais obrigatoriedade de comparecer apenas nas credenciadas nos Detrans.

O mesmo projeto também altera a legislação sobre o transporte de crianças nos veículos. O PL 3267/2019 acaba com a multa para o motorista que levar bebês e crianças sem o dispositivo de segurança. Atualmente, é uma infração gravíssima (7 pontos) com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo. Se aprovado pelo Congresso, será punida apenas com uma advertência por escrito

O PL também acaba como  exame toxicológico para motoristas profissionais. Atualmente condutores de caminhões e ônibus (das categorias C, D e E) são  obrigados a fazer exame toxicológico ao conseguir a categoria ou  renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O exame detecta o uso de drogas, como por exemplo, os comprimidos chamados de “rebites”, estimulante que faz o cérebro trabalhar mais rápido, reduzindo o sono e o cansaço do motorista.  Ao utilizar tais substâncias, caminhoneiros conseguem rodar por mais horas sem a necessidade de parada.

 

Caminhoneiros sem exame de toxicidade e com porte de arma: Mad Max das estradas.
Caminhoneiros sem exame de toxicidade e com porte de arma: Mad Max das estradas.

 

Bolsonaro também acaba com a multa por dirigir sem o farol aceso durante o dia em estradas e transforma a infração por não utilizar capacete nas motocicletas de gravíssima para média.  O presidente diz combater o que ele chama de industria da multa.  Mas será esse mesmo o problema?

A multa só existe para quem transgride uma lei.  Uma multa por excesso de velocidade pode ser questão de vida ou morte para um eventual atropelamento de pedestre. Ao invés de premiar o bom motorista, a mudança no Código de Trânsito Brasileiro beneficia quem comete infrações e crimes de trânsito ampliando a violência nas ruas e estradas.

Leia também:
Propostas de Bolsonaro sobre CNH e radares podem aumentar número de acidentes

A ideia de acabar com a multa por transportar criança sem cadeirinha é uma sandice que já encontra críticas até mesmo na base aliada do presidente.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),  o uso de cadeirinhas reduz em até 60% o número de mortes de crianças e jovens até 15 anos no transito. Ao isentar de multa, o país estará reduzindo o apelo para o uso do equipamento.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),  a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a ONG Criança Segura Brasil são contrárias ao PL e informam que, entre 2008 e 2017, um total de 75.183 crianças de zero a nove anos foram hospitalizadas em
decorrência de acidentes de trânsito.  De 2001 a 2016, óbitos nessas faixas etárias chegaram a 18.954.  Diante desses números, acabar coma multa é ignorar o óbvio.

O aumento do limite para perda da CNH é outro grande equívoco. Ao ampliar o numero de pontos, o governo permite que motoristas imprudentes cometam mais infrações de transito antes de sofrerem um processo administrativo. É o medo de perder a CNH que faz motorista pensar duas vezes antes de cometer uma infração.  “Ah, mas mas a multa precisa ser educativa e não engordar o bolso das autoridades”, dirão os incautos. Mentira! O brasileiro é mal educado e mal sabe colocar o lixo na lixeira (Art. 172 do CTB, infração média,e multa), que dirá respeitar os limites da legislação de trânsito.

No resto do mundo acontece  justamente o contrário: os países estão fechando o cerco aos imprudentes.  Na Alemanha, o limite é de OITO pontos; algumas infrações como excesso de velocidade já suspendem a habilitação por um mês, independente da pontuação. Em 2017, morreram cerca de 3 mil pessoas no trânsito lá, dez vezes menos que o Brasil. O 7×1 nunca tem fim.

O fim do exame toxicológico representa uma carta branca para que o mal caminhoneiro utilize os rebites e coloque mais vidas em risco.

Se aprovado como está, o projeto que muda o Código de Trânsito Brasileiro vai significar um aumento no numero de acidentes e mortes.  Além de desobrigados a fazer o exame, a MP que libera armas ainda concede o porte a eles.

Passar a renovação de carteira para de 10 em 10 anos também é um contrassenso. Em uma década, mesmo uma pessoa saudável pode ter alterações visuais, físicas e até mentais que podem incapacita-la para dirigir. E após os 65 anos, o atual prazo de três em três anos é perfeitamente adequado.

Assunto polêmico desde a entrada em vigor, a obrigação de manter faróis acesos nas estradas (Lei 13.290/2016) cai por terra diante do abjeto PL.  Na Europa, a regra é aplicada há quase 45 anos  e teve a Finlândia como país pioneiro. No Canadá e nos Estados Unidos, a norma também existe. Um teste da Quatro Rodas provou que o recurso aumenta em mais de 500% a visibilidade do veículo.  Um carro a 120 km/h com farol aceso numa via reta é avistado a 2.000 metros por um outro no sentido contrário na mesma velocidade. Sem o recurso,  é avistado a apenas 300 m. Neste caso, o motorista tem 4,5 s para evitar a colisão; com o farol aceso são 30s.

Ser ‘liberal’ não quer dizer defender a ausência completa do Estado.  Esse existe para mediar as relações entre seus cidadãos, regulando os desvios.  Muitos dos países capitalistas adorados pelo presidente têm regras de trânsito ainda mais rígidas.  O projeto proposto é uma sandice populista sem qualquer embasamento científico com único objetivo agradar quem ignora os riscos de uma condução perigosa ao volante. Quer abrandar as regras? Primeiro trate de reduzir ao mínimo o número de mortos e feridos em acidentes automobilísticos. 

O trânsito do Brasil é um dos piores do mundo, com motoristas mal-educados que não respeitam a lei e muito menos o próximo.  E infelizmente, serão os inocentes, os que  cumprem a legislação e os limites de velocidade que costumam pagar com a vida pela imprudência alheia.

 

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GM ameaça sair do Brasil, governo dá isenção e marca anuncia R$ 10 bi

General Motors ganha 25% de desconto no ICMS para manter operações em São Paulo e gerar 400 empregos

Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.
Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.


Menos de três meses após ameaçar sair do Brasil devido aos prejuízos da operação no mercado local, a  montadora americana General Motors (GM) anunciou que vai investir R$ 10 bilhões em duas fábricas do estado de São Paulo. Segundo o presidente da empresa na América do Sul, Carlos Zarlenga, os recursos serão usados para lançar novos produtos nas unidades de São José dos Campos, no interior do estado, e em São Caetano do Sul, na região do grande ABC.

E por que ela mudou de ideia? É que a GM foi beneficiada por isenção de 25% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedida pelo governo de São Paulo.  A companhia, que já emprega 15 mil pessoas no estado, informou que pretende contratar mais 400 funcionários no processo de ampliação.

O anúncio foi feito nessa terça-feira (19) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, ao lado do governador, João Doria.  A GM não deu detalhes sobre como os recursos serão aplicados ou quais são os valores destinados a cada uma das unidades.

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Segundo o presidente para América do Sul da empresa, foi feita ainda uma intensa negociação com os principais fornecedores. “Muitos segurando [os repasses da] inflação e outros dando até redução de preços”, disse, sobre as condições que foram conseguidas para garantir novos contratos de longo prazo.

A estimativa é que a montadora, além dos 15 mil funcionários, seja responsável por 50 mil empregos indiretos em todo o estado. Para o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, a ampliação das fábricas são uma vitória na “competição mundial por investimentos”. “Estamos aqui impulsionando toda a economia brasileira”, disse.

 

A planta da GM de São Caetano produz atualmente Cobalt, Spin a a pick-up Montana e o Onix Joy, versão básica do Hatch. Com esse investimento a marca planeja lançar novos produtos, mas não revelou quais.

Blefe

O anúncio que iria sair do Brasil (mesmo sendo líder de mercado) alarmou o governo de São Paulo. Para saber se era um blefe ou não, o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles, foi até os EUA conversar com investidores. De acordo com o jornal Valor Econômico, fontes contaram ao secretário que a operação sul-americana tem mesmo dado à companhia americana prejuízo anual em torno de R$ 1 bilhão.

De volta ao Brasil, Meirelles costurou com Doria um pacote de incentivos à indústria automobilística.  A próxima montadora que o governo vai tenta manter é a Ford, que anunciou o fim de linha do Fiesta e caminhões. Certamente todas as outras vão querer mais um incentivo.

Fabricante do carro mais vendido no mercado e com operações no Brasil desde 1925 iria mesmo sair do mercado local? Muito provavelmente não. Mas, pelo susto dado, ganhou pelo menos R$ 400 milhões em incentivo.

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Conheça os carros mais vendidos em 2017: líder de mercado, zero em segurança

Chevrolet Onix é tricampeão entre os automóveis no Brasil, mesmo com resultado negativo no crash test. Jeep Compass brilha entre os SUVs

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Por Thiago Ventura

As vendas de automóveis e comerciais leves apresentaram crescimento de 9,36% em 2017 sobre o ano anterior, mostrando que o setor automotivo enfim saiu da crise.  É o que revela o relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Entre os automóveis de passeio, temos um tricampeão brasileiro. O Chevrolet Onix driblou adversários e resultados negativos de segurança para ser o carro mais vendido no Brasil em 2017 com números para lá de expressivos: 188.654 unidades emplacadas. O hatch da General Motors colocou mais de 80 mil unidades de dianteira sobre o segundo colocado! O Hyundai HB20, com expressivos 105.539.

ASSISTA AO VÍDEO:

O terceiro carro mais vendido no Brasil em 2017 foi o Ford Ka, com 94.893 emplacamentos, seguido de  Volkswagen Gol – 73.919 e Chevrolet Prisma, com 68.988.

Entre os dez automóveis mais vendidos, encontramos o caso do Toyota Corolla, que emplacou mais de 66 mil unidades. Trata-se do sedã médio mais vendido no Brasil. O modelo japonês é o sinônimo dessa categoria em nosso mercado. Para ter ideia do domínio, ele vendeu mais que o dobro do segundo colocado, Honda Civic, que teve 25.871.

Se a trinca de mais vendidos (Onix, HB20 e Ka) permanece sem alteração há mais de três anos, o segmento mais aquecido do planeta a conversa é diferente. Entre os utilitários-esportivos (SUV), temos um novo líder no Brasil:  o Jeep Compass.

Modelo americano produzido em Goiana (PE) ultrapassou o até então mais vendido Honda HR-V ao emplacar 49.197 unidades em 2017. Dentro do segmento, ele é considerado no Brasil como “SUV médio”. Apesar disso, o preço das versões de entrada se aproximam das opções top de linha dos SUVs compactos, o que fez muita gente migrar para o degrau de cima.

Considerando os compactos, o HR-V foi o mais vendido. Na segunda posição, o Hyundai Creta superou o Jeep Renegade e ficou com a vice liderança da categoria.

Líder de mercado, zero em segurança

A General Motors merece ser enaltecida pelo bom trabalho feito com o Chevrolet Onix, tricampeão brasileiro. Soube projetar um veículo com design e cesta de equipamentos  de acordo com os anseios do cliente. O modelo oferece bom custo-benefício com uma boa central multimídia, a MyLink, atual objeto de desejo de muitos motoristas.

Além disso, o carro inovou, ao oferecer opção de transmissão automática de seis velocidades. É bom lembrar que o padrão para  a categoria eram as caixas do tipo automatizada, conhecidas pelos “trancos”.

Com mais de 188  mil unidades vendidas (somam-se todas as versões, incluindo a de entrada Joy e a aventureira Activ), o Onix consolida também garante ao cliente uma boa revenda. Geralmente os modelos mais vendidos e com boa aceitação têm mais liquidez a queda na depreciação.

Porém, o primeiro lugar para o Onix revela um lado negativo. O carro recebeu NOTA ZERO em segurança no crash test feito pelo LatinNCAP. O resultado foi revelado em maio de 2017. Tal alerta em nada adiantou: o carro disparou como mais vendido.

O terceiro colocado, Ford Ka, também foi reprovado no mesmo teste. Em outubro o LatinNCAP concedeu zero estrela ao hatch americano.  O HB20 tem nota de três estrelas no teste de impacto, mas um detalhe. O coreano foi avaliado em novembro de 2016, apenas no impacto frontal. Tanto Onix quanto o Ka, quando tiveram o teste atualizado com as novas normas que incluem batidas laterais zeraram…

Por outro lado, Toyota Corolla e Jeep Compass têm nota máxima sem segurança. O sedã até recebeu uma premiação do LatinNCAP devido proteção extra no impacto para pedestres. O Compass foi avaliado pelo EuroNCAP também com nota máxima; ainda falta testar o modelo feito no Brasil.

 

Carros mais vendidos em 2017

1º – Chevrolet Onix – 188.654
2º – Hyundai HB20 – 105.539
3º – Ford Ka – 94.893
4. Volkswagen Gol – 73.919
5. Chevrolet Prisma – 68.988
6. Renault Sandero – 67.344
7. Toyota Corolla – 66.188
8. Fiat Mobi – 54.270
9. Jeep Compass – 49.187
10. Honda HR-V – 47.775

Chevrolet Onix: tri-campeão em 2017 Não teve pra ninguém no ano passado! Não adiantou crise econômica, Renaut Kwid, Fiat Argo, Volkswagen Polo ou mesmo nota zero no LatinNCAP: o Chevrolet Onix foi mais uma vez o automóvel mais vendido no mercado brasileiro! Foram 188.654 unidades emplacadas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Para ter ideia, foram mais de 80 mil carros sobre o segundo colocado, o Hyundai HB20, que teve 105.539. O Ford Ka completou o pódio, com 94.893 TOP 10 Mais vendidos 1º – Chevrolet Onix – 188.654 2º – Hyundai HB20 – 105.539  3º – Ford Ka –  94.893  4. Volkswagen Gol – 73.919 5. Chevrolet Prisma – 68.988 6. Renault Sandero – 67.344 7. Toyota Corolla – 66.188 8. Fiat Mobi – 54.270 9. Jeep Compass – 49.187 10. Honda HR-V – 47.775 #CarroEsporteClube #Chevrolet #ChevroletOnix #Onix

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Creta fez bonito em 2017:

Hyundai Creta é o SUV compacto mais vendido em novembro. Utilitário-esportivo (SUV) compacto coreano fechou o mês de novembro como o mais vendido da categoria, superando, pela primeira vez, o Honda HR-V.  Foram 4.160 unidades comercializadas e participação superior a 15,5% no segmento, enquanto o HR-V teve um pouco menos. 4.095 emplacamentos. No acumulado do ano, o Creta detém 15% das vendas totais, o que representa agora 36,5 mil unidades. O SUV mais vendido, contudo é o Jeep Compass, considerado como médio no mercado brasileiro. O jipe americano registrou 4.582 emplacamentos em novembro. No acumulado de 2017, passa dos 44 mil veículos vendidos e deve confirmar o 'título' de mais SUV mais vendido do Brasil, superando o HR-V. Os números são da Federaçaõ nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). #CarroEsporteClube #Hyundai #HyundaiCreta #Creta #hyundaimotor #HyundaiBr

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Briga do ano foi Compass x HR-V

Jeep Compass x Honda HR-V: a briga do ano! Dois modelos disputam qual será o mais vendido do ano entre os utilitários esportivos (SUV) no Brasil. No último mês de outubro, o Jeep Compass emplacou 4.963 unidades, contra 4.488 do Honda HR-V. No acumulado do ano por uma pequena diferença, o jipe tomou a liderança:  soma 39.488 unidades, contra 39.414 do japonês. Em terceiro lugar no mês de outubro aparece o Hyundai Creta, com 4.027 unidades. O Jeep Renegade é o quarto, com 3.017 emplacamentos. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Quem será que vai levar essa? Compass ou HR-V? SUVs mais vendidos em outubro de 2017 1º JEEP/COMPASS  4.963  2º HONDA/HR-V 4.488  3º HYUNDAI/CRETA 4.027  4º JEEP/RENEGADE 3.017  5º NISSAN/KICKS 3.556  6º FORD/ECOSPORT 3.254  7º RENAULT/CAPTUR 2.194 8º HONDA/WR-V 1.613 9º RENAULT/DUSTER  1.297  10º TOYOTA/HILUX SW4  1.007  11º GM/TRACKER 949  12º PEUGEOT/2008  860  13º HYUNDAI/IX35  874  14º CITROEN/AIRCROSS  676  15º MITSUBISHI/ASX 488  16º HYUNDAI/TUCSON  439 17º MITSUBISHI/Outlander 329 #CarroEsporteClube #Jeep #JeepCompass #Honda #HondaHRV

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Ford Ka também fica devendo no Crash Test: