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O projeto cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), uma espécie de listagem de bons condutores. (Foto Tânia Rego/ABr)

Projeto que altera regras de trânsito é sancionado e mudanças começam em abril

Entre as várias mudanças,  lei ampliar validade da CNH para 10 anos, abranda punição para motoristas infratores  e amplia até 40 pontos o limite para perder a carteira

O projeto cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), uma espécie de listagem de bons condutores. (Foto Tânia Rego/ABr)
O projeto cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), uma espécie de listagem de bons condutores. (Foto Tânia Rego/ABr)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou nessa terça-feira (13) o Projeto de Lei 3267/19, que altera o Código de Trânsito Brasileiro. O texto foi uma iniciativa do próprio governo federal, apresentada no ano passado, e foi aprovado com alterações pela Câmara dos Deputados no último dia 22 de setembro. A lei  número 14.071/2020 está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (14).

A principal mudança é o aumento na validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos para condutores com menos de 50 anos de idade. A nova lei também torna todas as multas leves e médias puníveis apenas com advertência, caso o condutor não seja reincidente na mesma infração nos últimos 12 meses. O projeto cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), uma espécie de listagem de bons condutores.

As novas regras começam a valer depois de 180 dias a partir da publicação da lei. Ou seja, a lei entra em vigor a partir de 11 de abril de 2021. A Secretaria-Geral da Presidência informou que o presidente vetou alguns pontos da nova lei, mas esses vetos ainda não foram detalhados.

“Não era aquilo que nós queríamos, mas houve algum avanço. Com toda a certeza, no ano que vem a gente pode apresentar novo projeto buscando corrigir mais alguma coisa. A intenção nossa é facilitar a vida do motorista”, afirmou Bolsonaro, durante uma live transmitida nas redes sociais, ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

Suspensão da carteira
A nova lei também estabelece uma gradação de 20, 30 ou 40 pontos em 12 meses conforme haja infrações gravíssimas ou não. Atualmente, a suspensão da carteira de motorista ocorre com 20 pontos, independentemente do tipo de infração.

Dessa forma, o condutor será suspenso com 20 pontos se tiver cometido duas ou mais infrações gravíssimas; com 30 pontos se tiver uma infração gravíssima; e com 40 pontos se não tiver cometido infração gravíssima no período de 12 meses.

Os condutores que exercem atividades remuneradas terão seu documento suspenso com 40 pontos, independentemente da natureza das infrações. Essa regra atinge motoristas de ônibus ou caminhões, taxistas, motoristas de aplicativo ou moto-taxistas. Se esses condutores participarem de curso preventivo de reciclagem ao atingir 30 pontos, em 12 meses, toda a pontuação será zerada.
Fonte: Redação e Agência Câmara

Audi e-tron Sportback 2020 - Carro Esporte Clube (3)

Audi e-tron Sportback: dirigimos o carro 100% elétrico de 408 cv

Segundo modelo 100 % elétrico da marca no Brasil, Audi e-tron Sportback surpreende pelo rodar silencioso e divertido com zero emissões de poluentes

 


Thiago Ventura

São Paulo (SP) * – Na corrida pela eletrificação em nível global, a Audi lançou no mercado brasileiro seu segundo veículo 100% elétrico, o e-tron Sportback 2020. O modelo, que divide o mesmo conjunto elétrico do e-tron, tem como destaque o design SUV Coupe, última moda nos utilitários-esportivos das mais diversas faixas de preço. Devido a traseira mais delgada e sensual, o e-tron Sportback 2020 ganhou 10km a mais na autonomia, chegando a 446 quilômetros (ciclo WLTP).  O modelo elétrico é vendido em duas versões com preços a partir de R$ 511,9 mil. Eu dirigi o modelo e conto minhas impressões nesta matéria.

Esqueça aquela história de carros com visual futurista e design dramático. Aqui  é um Audi. Quem não conhece o modelo, dificilmente saberá que é um carro elétrico. E aí está um dos diferenciais: sem ‘inventar muita moda’ no visual, pode cativar os fãs da marca e ainda captar consumidores ávidos por novidade, economia, respeito ao meio ambiente e, até mesmo, excelente performance!

Da dianteira até a coluna B, o design é muito idêntico ao SUV e-tron. A dianteira é marcada pela grade Singleframe octogonal, atual linguagem de estilo da marca, que não é vazada, ladeada pelos faróis Full LED com assistente de farol alto. Na lateral, belas rodas aro 21 com pinças de freio amarelas e, se equipado, vem com o virtual side mirror, pequenas câmeras no lugar dos retrovisores.

A partir da coluna C, o Audi e-tron Sportback 2020 exibe uma caída brusca do teto, gerando uma delgada traseira do veículo. Esse recurso de estilo fez o carro melhorar o coeficiente aerodinâmico e ganhar 10 km a mais na autonomia. Por trás, o lanternas em LED, ligadas por uma linha iluminada que deixa o visual muito bonito, especialmente à noite. Um detalhe interessante, o para-choques traseiro, é claro, não tem o ressalto para saída de escapamento, item básico no design automotivo.

Ao entrar no e-tron, motorista e passageiros são recebidos por uma projeção iluminada com o nome do veículo no chão, um charme só.  A vista do painel é dominada por três grandes telas: o quadro de instrumentos totalmente digital com 12,3″ e dois displays touch, o superior da central multimídia e configurações do carro com 10,1″ e a inferior de 8,6 do sistema de climatização. Duas telas dos opcionais retrovisores virtuais, localizadas na porta, completam o visual hightech. Aliás, tem ainda iluminação ambiente configurável em 30 cores.

Os acabamentos são premium, com couro, plásticos de toque agradável, inserts de tecido e aço escovado. Na versão topo de linha que dirigi, a  Performance Black, vem com bancos dianteiros em couro Alcântara. Ar-condicionado de 4 zonas, teto solar elétrico panorâmico Open Sky, abertura e fechamento elétrica do porta-malas e volante com regulagens elétricas são mimos de série desde a versão de entrada. Tudo com muito luxo e refinamento, como é esperado em um carro de mais de meio milhão de reais.

O Audi e-tron Sportback 2020 tem 4.901 milímetros de comprimento, 2.043 milímetros de largura e 1.616 milímetros de altura. A distância  entre eixos é de 2.928 milímetros e o porta-malas leva 555 litros, sem falar espaço adicional no capô, onde fica guardado o conector para abastecimento.

Carro 100% elétrico empolga

O grande destaque do Audi e-tron Sportback 2020 contudo está no conjunto elétrico. A experiência de guiar um modelo dessa tecnologia é completamente difrente dos modelos a combustão,  um pé no futuro da indústria. No momento restrita aos consumidores de alto padrão de vida, mas em médio prazo (nós torcemos por isso!) para mais pessoas.

O SUV Coupé possui o mesmo conjunto mecânico do e-tron, que  nós já experimentamos em Belo Horizonte. Possui dois motores elétricos que entregam 408 cv de potência e 664 Nm de torque – as forças são distribuídas em 135 kW de potência e 309 Nm de torque na frente e 165 kW de potência e 355 Nm no motor traseiro. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 5,7 segundos e a velocidade máxima é 200 km/h limitada eletronicamente.

Por falar em Audi e-tron, eu já havia feito um teste drive com o modelo! Confira em detalhes neste vídeo:

Eu fiz um teste drive de aproximadamente 55 quilômetros com o modelo elétrico, por autoestrada e marginais congestionadas de São Paulo. Mesmo assim, deu para experimentar bem o que promete o carro.

Para começo de conversa, o carro não produz barulho. É preciso atenção ao painel para perceber que o e-tron já está pronto para partir. Outra mudança, é que o torque abismal de 664 Nm é disponível  a zero rpm. Ou seja, ao pisar no acelerador (principalmente no modo S), o carro te joga para trás numa aceleração vigorosa.  É preciso dosar bem o apetite, em especial nas cidades. E olha que ele possui mais de duas toneladas.

A suspensão a ar e a tração integral quattro, ambas de série, garantem conforto e segurança nas curvas. Os puristas que me desculpem, mas o e-tron é um brinquedo de gente grande muito bom de dirigir.

Compre um carro, leve o posto

O Audi e-tron é abastecido por 36 módulos de bateria com capacidade de 95 kWh localizados no assoalho. Além de garantir estabilidade e baixo centro de gravidade, como são módulos independentes, facilitam e barateiam a eventual troca. Segundo a marca, o carro gasta cerca de 8,5 horas numa fonte padrão AC para carregar 100% da carga. Essa fonte, que é a mesma usada em residências e pontos de carregamentos em estabelecimentos comerciais, tem o gasto semelhante ao de um chuveiro elétrico.

Ou seja, se você tiver um e-tron vai gastar 8,5 horas de consumo de um chuveiro elétrico na conta para rodar cerca de 446 km no ciclo WLTP, sigla para Worldwide harmonized Light vehicles Test Procedure (Procedimento de Teste Global harmonizado para Veículos Leves).

A conta não é simples de fazer. Em primeiro lugar, você não precisa da carga completa para andar, salvo se for pegar uma viagem. Além disso, as baterias são recarregadas na frenagem.  De modo geral, o coupé obtém até 30% de sua autonomia através da recuperação. Por outro lado, vários pontos comerciais oferecem vagas exclusivas com carregador para carros elétricos.

Falando nisso, existem pontos de carregamento rápido DC, que permitem completar a bateria em apenas 40 minutos. Em parceria com a Porsche, Volkswagen e EDP, a Audi tem o plano de instalar 30 estações de recarga ultra rápida localizadas em estradas e rodovias pelo território brasileiro. Serão 29 estações de 150 kW e uma unidade de 350 kW. Porém, as estações são localizadas principalmente em São Paulo, Rio e Paraná.

Logo não precisa deixar seu ‘chuveiro ligado’ 8,5 horas por semana. E, principalmente, não vai gastar com posto de gasolina, com preço por litro variando de acordo com o humor político ou câmbio global. Em resumo, a conta de luz vai ficar mais cara, mas não terá gasto com combustível fóssil. Ou seja você compra o carro e o posto!

Para marcar a estreia do seu segundo modelo 100% elétrico no Brasil, o e-tron Sportback e do  SUV de grande porte Q7, a marca das quatro argolas promoveu o Audi Sky Experience. Os dois modelos puderam ser experimentados numa pista montada no topo do topo de Morumbi Shopping, em São Paulo (SP), numa ação exclusiva para cerca de 150 clientes pré-selecionados.

 

Audi e-tron Sportback 2020: versões, equipamentos e preços

Audi e-tron Sportback Performance 2020- R$ 511.990

Bancos dianteiros elétricos em couro, suspensão a ar adaptativa, ar-condicionado de 4 zonas, teto solar elétrico panorâmico Open Sky, volante com ajuste elétrico de altura, projeção da palavra e-tron na abertura de todas as portas e luzes internas personalizáveis com 30 opções.

Tem ainda: faróis Full LED com assistente de farol alto, controle de cruzeiro adaptativo com assistente de saída de faixa, abertura e fechamento elétrico do porta-malas com sistema hands-free, câmera 360º e oito airbags, dentre outros.

Opcionaispintura metálica e o Pacote Tecnológico (R$ 26 mil), que contempla head-up display, pre sense dianteiro – que avisa o motorista e prepara o veículo para o caso de uma colisão iminente – e o night vision assist.

Audi e-tron Sportback Performance Black 2020 (fotos) – R$551.990,00

Tudo da anterior, mais pacote S-line (soleiras em alumínio e iluminadas, capa do retrovisor externo na cor preta, frisos decorativos em High Gloss Black e pinças de freio laranja), bancos dianteiros em Alcântara, acabamento interno na cor cinza Volcano e teto interior na cor preta. Tem ainda sistema de som Bang & Olufsen 3D, com 16 alto falantes.

Opcionais:  pintura metálica e Pacote Tecnológico, os clientes podem acrescentar os retrovisores virtuais (R$ 13 mil) , faróis full LED Matrix HD com luz de direção dinâmica e o Audi Side Assist. Este último é um pacote que contempla tecnologias inovadoras como o Audi Pre Sense traseiro (reconhece a iminência de uma colisão e regula o tensionamento dos cintos dianteiros, posicionamento de banco e fechamento de teto solar e vidros), o Exit Warning Assist (aviso de perigo quando os passageiros estão saindo do veículo), o Audi Side Assist (aviso de perigo em mudança de faixa) e o Assistente de Tráfego Reverso (informa o condutor sobre a possibilidade de um acidente ao realizar uma manobra traseira com a utilização dos sensores e radares do veículo, além de uma breve utilização dos freios caso necessário).

 

 

Assim como seu irmão e-tron SUV, o Audi e-tron Sportback é

produzido em Bruxelas, na Bélgica, e tem garantia de 4 anos no veículo e 8 anos nas baterias. As duas versões estão disponíveis nas concessionárias Audi Center a partir de R$511.990,00 na versão Performance e de R$551.990,00 na Performance Black – ambos na modalidade venda direta.

*Jornalista viajou à convite da Audi do Brasil

Cerca de 1,4 mil empregados estão em Lay-Off na planta de Camaçari

Ford prorroga lay-off e oferece até R$ 93 mil extras em programa de demissão

Marca americana teve queda na produção devido pandemia do coronavírus e tenta ajustar folha de pagamento para evitar demissão em massa

Cerca de 1,4 mil empregados estão em Lay-Off na planta de Camaçari
Cerca de 1,4 mil empregados estão em Lay-Off na planta de Camaçari

A montadora americana Ford Motor Company fechou fechou acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari (BA) para um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Um dos destaques é um adicional de até R$ 93 mil de salário extra para o funcionário que aderir ao programa.

A Ford também conseguiu prorrogar até o fim de dezembro a suspensão de contratos de trabalho (lay-off) de cerca de 1,45 mil funcionários próprios e de fornecedores que operam dentro do complexo na Bahia. Eles estão fora da fábrica desde março e, segundo o presidente do sindicato, Júlio Bonfim, se houver necessidade o prazo poderá ser estendido até maio.

A Ford é a terceira entre as cinco maiores fabricantes de automóveis do País a anunciar PDV para reduzir a ociosidade de mão de obra nas fábricas, intensificada pela pandemia do coronavírus. Das cinco, apenas Fiat e Hyundai ainda não anunciaram medidas desse tipo.

Pelo PDV, o valor mais alto será pago a quem trabalha na Ford há mais de 17 anos. Para os demais o valor vai variar de R$ 40 mil a R$ 80 mil, dependendo do tempo de contrato. O grupo fechou a fábrica do ABC paulista no ano passado e tem hoje 6,5 mil empregados em Camaçari. Outros 3,5 mil estão nos fornecedores de peças do complexo.

Em nota, a Ford informou que “o objetivo é ajustar os níveis de produção à significativa desaceleração do mercado gerada pela pandemia”. O PDV é voltado aos empregados da área de produção e as inscrições começam a partir de quinta-feira.

Segundo Bomfim, a Ford iniciou o ano com previsão de produzir 215 mil unidades do EcoSport e do Ka, mas a projeção caiu para 136 mil unidades “ou menos”. Para ele, a proposta do PDV da Ford – que tem acordo de não fazer demissões em massa até 2023 – “é a maior do Brasil”.

Ociosidade

Há duas semanas, trabalhadores da Volkswagen aprovaram programa para as quatro fábricas do grupo, que empregam ao todo cerca de 15 mil pessoas, de abertura de PDV que oferece até 35 salários extras para quem é funcionário há mais de 30 anos, valor que também segue uma tabela de acordo com o tempo de serviço.

A Volkswagen iniciou negociações dizendo ter 35% de mão de obra excedente, ou cerca de 5 mil funcionários. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mesmo que não atinja a meta a empresa não fará cortes, mas pode adotar outras medidas de flexibilidade como lay-off. O PDV da General Motors teve adesão de 294 trabalhadores em São Caetano do Sul e de 235 em São José dos Campos (SP). A Renault, com fábrica no Paraná, tem PDV para cortar 747 vagas, número igual ao de demissões feitas em julho e que revogou após greve de funcionários.

Fonte: Redação e AE

Justiça entendeu que cliente dirigiu o veículo de forma imprudente

Cliente terá que indenizar concessionária após danos em veículo de teste drive

Fiat Toro parou de funcionar após motorista tentar atravessar córrego com a picape. Cliente terá que pagar R$ 7 mil para revenda no Sul de Minas

Justiça entendeu que cliente dirigiu o veículo de forma imprudente
Justiça entendeu que cliente dirigiu o veículo de forma imprudente

Em Pouso Alegre, região Sul de Minas, uma concessionária receberá reparação material de aproximadamente R$ 7 mil de uma cliente, porque ela danificou o motor de um carro durante o test-drive. A decisão é da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que determinou o ressarcimento do valor gasto pela empresa no conserto do veículo.

O caso aconteceu em agosto de 2017. A concessionária Via Mondo Automóveis e Peças Ltda, do Sul de Minas,  afirma que a motorista solicitou a realização do teste em um Fiat Toro Volcano. Ela foi até a cidade de Capitólio (MG), onde informou que o carro parou de funcionar após passar em um córrego.

A empresa afirma que os danos ocorridos no veículo decorreram de mau uso, pois a cliente adentrou “indevidamente” com o veículo na água. Por causa disso, várias peças do motor tiveram que ser substituídas.

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Em primeira instância, a Justiça acolheu o argumento da consumidora de que não foi responsável pelos danos, julgando improcedente o pedido de indenização da concessionária.

Termo de compromisso

No recurso ao TJMG, a concessionária alega que a cliente, ao retirar o veículo, assinou um termo de compromisso responsabilizando-se civil e criminalmente por quaisquer fatos oriundos de sua conduta. Além disso, a motorista estava ciente de que havia um trajeto estipulado, que não incluía rios, uma vez que o carro Fiat Toro foi projetado para rodar em vias terrestres e não para travessia de cursos d´água.

A loja aponta o check list de entrada do veículo na oficina, que indicava que este não funcionava, estava todo molhado, sujo ao redor e com a tampa traseira amassada. A consumidora, de acordo com a concessionária, deveria ressarcir as despesas com o conserto, já que assumiu a responsabilidade ao retirar o carro, porém utilizou-se dele com falta de cautela e imprudência. A empresa completou que o seguro cobre sinistros para uso normal do veículo, o que não foi o caso.

Decisão

Para o relator, desembargador Sérgio André da Fonseca Xavier, embora o Fiat Toro seja um veículo para uso nas vias terrestres rural e urbana, a mulher assinou um termo de responsabilidade ao retirar o veículo da concessionária, obrigando-se a responder pelos danos materiais causados a terceiros.

O magistrado completa que, ao tentar atravessar um rio com o veículo, a motorista não fez uso normal deste e também não teve o cuidado devido com o bem de terceiros, assumindo, com sua atitude imprudente, a responsabilidade pelos danos causados.

Assim, ficou decidido que ela deverá indenizar a concessionária em R$ 7.417,79. Acompanharam o relator os desembargadores José Eustáquio Lucas Pereira e Arnaldo Maciel.

Confira o acórdão.

 

Fonte: TJMG

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Volkswagen admite erros na ditadura e vai pagar R$ 36,3 mi em reparações

Marca alemã é a primeira empresa estrangeira a reavaliar sua história durante o regime militar no Brasil. Volkswagen colaborou com militares e permitiu tortura dentro das dependências da fábrica de Anchieta

Fábrica de Anchieta (SP) da VW: marca colaborou com regime militar

A Volkswagen do Brasil assumiu o compromisso de destinar R$ 36,3 milhões a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante o governo militar (1964-1985) e a iniciativas de promoção de direitos humanos e difusos. A disponibilização dos recursos foi anunciada nessa quinta-feira em uma nota pública dos Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Ministério Público do Trabalho (MPT). As três instituições firmaram com a Volkswagen um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um acordo extrajudicial que estabelece obrigações à empresa para que não sejam propostas ações judiciais sobre a cumplicidade da companhia com os órgãos de repressão da ditadura.

O acordo firmado é mais um capítulo da política da marca em reconhecer e reparar erros do passado. Em 2016, a Volkswagen contratou um historiador independente para analisar o caso brasileiro. Em nível global, a montadora também busca desvencilhar de capítulos obscuros. Na semana  passada, por exemplo, a marca cassou a concessão de uma revenda no México que usou fotos do período nazista em publicidade

O acordo encerrará três inquéritos civis que tramitam desde 2015 para investigar o assunto. Ao longo das apurações, o MPF, o MPSP e o MPT identificaram a colaboração da Volkswagen com o aparato repressivo do governo militar a partir de milhares de documentos reunidos, informações de testemunhas e relatórios de pesquisadores, um contratado pelo Ministério Público Federal e outro pela própria empresa.

Hiltrud Werner, membro do Conselho de Administração da Volkswagen AG por Integridade e Assuntos Jurídicos, disse: “Lamentamos as violações que ocorreram no passado. Estamos cientes de que é responsabilidade conjunta de todos os atores econômicos e da sociedade respeitar os direitos humanos e promover sua observância. Para a Volkswagen AG, é importante lidar com responsabilidade com esse capítulo negativo da história do Brasil e promover a transparência”.

Do montante total fixado no TAC, R$ 16,8 milhões serão doados à Associação Henrich Plagge, que congrega os trabalhadores da Volkswagen. O dinheiro será repartido entre os ex-funcionários que foram alvo de perseguições por suas orientações políticas, seguindo critérios definidos por um árbitro independente e sob a supervisão do MPT.

Outros R$ 10,5 milhões reforçarão políticas de Justiça de Transição, conjunto de medidas adotadas para o enfrentamento do passado ditatorial, como projetos que resgatam a memória sobre as violações aos direitos humanos e a resistência dos trabalhadores na época. Uma dessas iniciativas é o Memorial da Luta por Justiça, desenvolvido pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política (NPMP).

O projeto receberá R$ 6 milhões dos R$ 10,5 milhões, valor suficiente para a conclusão de sua implantação na sede da antiga auditoria militar em São Paulo. Os R$ 4,5 milhões restantes serão destinados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para o financiamento de novas pesquisas sobre a colaboração de empresas com a ditadura e para a identificação das ossadas de presos políticos encontradas em uma vala clandestina no cemitério de Perus em 1990.

Além disso, a Volkswagen obrigou-se a pagar também R$ 9 milhões aos Fundos Federal e Estadual de Defesa e Reparação de Direitos Difusos. A empresa também publicará em jornais de grande circulação uma declaração pública a respeito do assunto. O TAC prevê ainda que um relatório sobre os fatos investigados será publicado pelas unidades do Ministério Público e que a companhia apresentará sua manifestação jurídica sobre o caso. Todas as medidas devem ser cumpridas assim que os órgãos de controle do MPF e do MPSP confirmarem os arquivamentos dos inquéritos, o que deve ocorrer até o fim deste ano. Estima-se que os desembolsos financeiros definidos no acordo sejam efetuados em janeiro de 2021.

“O ajuste de condutas estabelecido nesta data é inédito na história brasileira e tem enorme importância na promoção da Justiça de Transição, no Brasil e no mundo. O enfrentamento do legado de violações aos direitos humanos praticadas por regimes ditatoriais é um imperativo moral e jurídico. Não se logra virar páginas ignóbeis da história sem plena revelação da verdade, reparação das vítimas, promoção da responsabilidade dos autores de graves violações aos direitos humanos, preservação e divulgação da memória e efetivação de reformas institucionais, sob pena de debilidade democrática e riscos de recorrência”, afirmaram os representantes do MPF, do MPSP e do MPT na nota pública divulgada.

“O Brasil, infelizmente, segue como um caso notável de resistência à promoção ampla dessa agenda e, não por acaso, ecoam manifestações de desapreço às suas instituições democráticas. No mundo, por outro lado, são ainda raros os episódios de empresas que aceitam participar de um processo”.

Estudo

Em 2016, a Volkswagen encomendou um estudo científico independente, apresentado pelo historiador Professor Dr. Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld. À luz da avaliação científica das fontes disponíveis, o Professor Kopper conclui em seu estudo científico independente que houve cooperação entre os agentes de segurança da Volkswagen do Brasil e o antigo regime militar, mas não foram encontradas evidências claras de que essa cooperação foi institucionalizada na empresa. Naquela época, os funcionários poderiam ter sido expostos a violações dos direitos humanos.

Conheça o histórico da fábrica de Anchieta (SP) da Volkswagen

1959: Inaugurada oficialmente a unidade de São Bernardo do Campo
1967: Volkswagen chega ao patamar de meio milhão de unidades produzidas
1970: Milionésimo Volkswagen brasileiro deixa a linha de produção, um VW Sedan 1300
1980: Lançamento do Gol
1982: Lançamento da picape Saveiro
1986: Fusca deixa de ser produzido
1993: Relançamento do Fusca
1999: Marco de 3 milhões de Gol (produzidos na Anchieta e em Taubaté)
2001: Fábrica Anchieta comemora a produção de 10 milhões de veículos
2002: Inauguração da “Nova Anchieta”, representando um marco na indústria automobilística nacional. Foram investidos R$ 2 bilhões na reestruturação da unidade, com destaque para a instalação de 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada
2012: Gol chega à marca de 7 milhões de unidades produzidas na Anchieta e em Taubaté
2013: Fábrica atinge o marco de 1 milhão de unidades produzidas da picape Saveiro
2014: Lançamento da Saveiro Cabine Dupla. Início da produção do Novo Jetta e ano em que a fábrica completa 55 anos, chegando o marco histórico de 13 milhões de veículos produzidos
2015: Lançamento do Novo Jetta nacional
2016: Anchieta inicia a produção do Novo Jetta 1.4 TSI e lança o Novo Gol e a Nova Saveiro
2017: A Anchieta recebe investimentos de R$ 2,6 bilhões para a produção do Novo Polo e Virtus
2018: Inicia a produção do Virtus
2019: Fábrica Anchieta celebra 60 anos e 14 milhões de veículos produzidos
2020: Volkswagen do Brasil inicia produção do Nivus na fábrica Anchieta

Fonte: MPSP e VW

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Audi A4, Toyota Hilux e Hyundai Sonata: veículos apreendidos do tráfico serão leiloados

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Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais realiza, na quarta-feira (26/8), o quinto leilão de 2020 com veículos apreendidos em operações de combate ao tráfico de drogas e outros crimes relacionados.  O leilão será completamente on-line e entre os destaques há um uma perua importada Audi A4 Avant, um Hyundai Sonata e uma Toyota Hilux.

Nesta edição, serão 23 veículos leiloados, entre carros, motocicletas e um caminhão. De forma inédita, uma pulseira de ouro também estará disponível para lances. Os arremates dos materiais serão exclusivamente on-line (veja os endereços abaixo), respeitando as recomendações de prevenção e combate à covid-19.

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A iniciativa faz parte do projeto “Esforço Concentrado para a Redução dos Bens aguardando Destinação”, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Sejusp.

Como explica a subsecretária de Prevenção à Criminalidade de Minas Gerais, Andreza Gomes, cuja área é responsável pelo gerenciamento dos leilões de bens do tráfico, a realização desse tipo de ação é importante porque o Estado consegue transformar os bens apreendidos em recursos, que são repassados à União e, posteriormente, retornam ao Governo de Minas. “Esse dinheiro que temos arrecadado com os leilões são significativos para a manutenção de políticas de prevenção relacionadas ao tráfico de drogas e à criminalidade de um modo geral”, ressalta.

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Todos os recursos arrecadados, quando de volta a Minas, deverão ser aplicados, especialmente, em ações de redução da oferta e da demanda de substâncias ilícitas, em campanhas, estudos e capacitações relacionadas à temática das drogas. Os recursos obtidos em leilões são também aplicados na própria gestão do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e nas despesas decorrentes do cumprimento das atribuições da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.

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 Como participar

Os lances já podem ser realizados na página https://www.mgl.com.br/leilao/11209/lotes. Neste endereço, os interessados também podem ver fotos e conhecer mais detalhes sobre cada um dos bens disponíveis para o leilão. Quem desejar ver pessoalmente os carros ou a pulseira de ouro deve fazer agendamento prévio. A previsão é que essa visitação (confira o local de disponibilidade de cada bem no link disponibilizado acima) aconteça no dia 25/8.

Para participar do leilão, é preciso se cadastrar no site do leiloeiro público oficial, até 48 horas antes do leilão. Todas as informações necessárias para inscrição, as normas e procedimentos do leilão estão disponíveis no edital: https://d1tx9qwh0jlp9r.cloudfront.net/leiloes/0000011209/arquivos/edital-de-leilao-5f33ccfd7f5e4.pdf

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Peugeot 208 2021: nova geração terá equipamentos avançados de segurança

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A despeito de não ser vendido no Brasil com os modernos motores turbo da PSA, a marca francesa anuncia que o novo 208 terá equipamentos avançados de segurança.  A Peugeot não revelou se a lista abaixo será de série em todas as versões ou apenas na topo de linha. Como não falou, também não descartamos ser um pacote de opcionais…  Mas de concreto, será um modelo compacto com recursos até então disponíveis em veículos de categorias superiores!

Segundo a PSA, com a utilização da plataforma CMP (Common Modular Platform), o  208 teve a possibilidade  de incorporar os recursos Peugeot Driver Assist, Confira a lista de equipamentos que estarão disponíveis no modelo:

Alerta de colisão: avisa o condutor em caso de risco de colisão com o veículo à frente ou com um pedestre atravessando a rua. Dependendo da situação detectada e do nível de alerta configurado pelo motorista, diferentes tipos de avisos podem ser acionados e exibidos no painel de instrumentos.

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Frenagem de Emergência:
 o sistema automático entra em ação para reduzir a velocidade de impacto ou evitar uma colisão caso o motorista não tenha a ação esperada após os alertas de colisão, ou no caso de uma situação súbita de risco de choque. Baseado nas imagens captadas por uma câmera na parte superior do para-brisa, a frenagem automática de emergência atua diretamente nos freios do veículo caso seja detectado o risco de atropelamento ou de batida contra outro carro (rodando na mesma direção ou estacionado).

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Alerta e correção de mudança de faixa: o veículo é equipado com uma câmera na parte superior do para-brisa capaz de reconhecer as linhas (contínuas ou seccionadas) da estrada. É com base no processamento dessas imagens que um alerta é emitido no caso de transposição involuntária das demarcações – tanto das faixas de rolagem como das bordas da via.

O sistema funciona em velocidades superiores a 60 km/h e o alerta é do tipo sonoro e visual. Mais do que o aviso, o sistema promove uma correção na trajetória do veículo: assim que o sistema identifica risco de ultrapassagem involuntária da sinalização de solo, a direção é automaticamente corrigida para manter o carro dentro dos limites da faixa de rolamento.

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Auxílio de farol alto: a câmera de vídeo situada no alto do para-brisa também é utilizada no sistema de ativação automática do facho alto dos faróis. Com ela, o dispositivo tem a capacidade de captar, processar, interpretar e diferenciar as mais variadas fontes luminosas à frente do carro. Assim, o sistema de iluminação alterna automaticamente entre luz alta e luz baixa em função do ambiente. Na prática, ele desativa o farol alto ao detectar veículos no sentido da via ou oposto, voltando a elevar o facho quando a situação assim permitir.

Reconhecimento de placas de velocidade: a câmera de vídeo situada no alto do para-brisa efetua a leitura das placas de velocidade máxima permitida na via. O sistema, então, exibe uma apresentação gráfica da placa no painel de instrumentos (em paralelo, ele também utiliza as informações sobre limites de velocidade contidas nos mapas do sistema de navegação). De alta precisão, o recurso difere as sinalizações destinadas a automóveis (veículos leves) daquelas específicas para veículos pesados.

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Detector de fadiga: o sistema avalia o tempo ininterrupto de condução, a velocidade e o comportamento dinâmico do carro. Se o sistema entender que o motorista está desatento ou viajando por mais de duas horas em velocidades superiores a 65 km/h, um alerta é deflagrado orientando o condutor a fazer uma pausa.

VisioPark 180°: quando engatada a marcha à ré, o sistema multimídia mostra na tela imagens captadas pela câmera de ré, instalada na traseira do carro. Para permitir uma manobra fácil, precisa, rápida e segura, estas imagens são exibidas em três diferentes modos de visualização: Zoom, Standard e 180°, que se revezam de maneira complementar e automática nas diferentes fases da manobra.

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Honda Civic Si: cupê japonês ganha mudanças na linha 2020

Linha 2020 do Civic Si ganha discretas mudanças no design externo e interno, aprimoramentos mecânicos e novos equipamentos de conforto e conveniência

Na linha 2020, o carro ganha novas molduras para os faróis de neblina – que agora também são em LED – com novo desenho com acabamento em preto brilhante e uma barra transversal que acompanha a cor da carroceria. Além disso, oferece novas rodas de liga leve de 18 polegadas com acabamento em preto fosco Na traseira, o Civic Si 2020, mantém o mesmo desenho da linha anterior, mas com barra de LED horizontal que acompanha toda a extensão do aerofólio.

O painel do Civic Si tem novos elementos em vermelho, mesma tonalidade adotada nas novas faixas centrais dos bancos formato concha, com logotipos da versão bordados no encosto.
Para a linha 2020, o Civic Si também recebe sensor de chuva, além do sistema de recarga de celulares sem fio, por indução.

O carro segue equipado com motor 1.5 turbo somente a gasolina com 208 cv aos 5.700 rpm e o torque de 26,5 kgf.m aos 2.100 rpm. O bloco traz injeção direta, duplo comando de válvulas variáveis no cabeçote (Dual VTC) e quatro cilindros. Com esportivo puro-sangue, transmissão manual de seis velocidades. Na linha 2020, o modelo recebe uma relação de marchas 6% mais curta.

Outra novidade, agora o Civic Si ganha Active Sound Control, uma tecnologia que usa o sistema de áudio para amplificar o som do motor durante uma condução mais agressiva, permitindo uma experiência ainda mais imersiva de condução para o motorista. Isso pode ser configurado no seletor de modos de direção.

O Civic Si 2020 é comercializado no Brasil em versão única, cupê de duas portas, com três opções de cores: Platinum White, Crystal Black e Rallye Red. O modelo tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem
Preço: R$ 179.900

Interior tem bancos de tecido e acabamento na cor vermelha

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BMW X3 híbrido faz 31,7 km/l e custa R$ 18 mil a mais que versão de entrada

Marca alemã lança SUV híbrido em duas versões. BMW X3 xDrive30e tem conjunto plug-in híbrido com 290 cv de potência e 420 Nm de torque

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Thiago Ventura

Marca bávara anunciou nessa segunda (17) a chegada de duas versões plug-in híbridas do X3 ao mercado brasileiro. O SUV será oferecido a partir de setembro nas configurações BMW X3 xDrive30e e BMW X3 xDive30e X Line, ambas fabricadas na planta de Spartanburg, Estados Unidos.  Os interessados já podem comprar na a pré-venda, inclusive no Facebook e Instagram oficial da marca.  Os modelos têm preço de R$ 342.950 (xDrive 30e) e R$ 367.950 (versão X Line).

Considerando a versão de entrada a gasolina do carro, a X3 xDrive20i X-Line, modelo 2020,  que tem preço sugerido de R$ 324.920, a novidade chega com um acréscimo de aproximadamente R$ 18 mil. Uma diferença não tão elevada para o público de alto padrão, que pode ser atraído em levar versão híbrida. Nos testes de consumo do Inmetro, o veículo apresentou 29,04 km/le no ciclo urbano e 31,74 km/le no ciclo estrada. Esse ‘km/le’ é a a autonomia por litro equivalente ao combustível utilizando mais de uma fonte de energia, no caso, combustível e eletricidade.

Os novos modelos, que a BMW chama de SAV (Sport Activity Vehicle), vem com motor 2.0  a combustão de quatro cilindros que opera em conjunto com um elétrico, resultando em potência combinada e torque combinado de 420 Nm. O modelo X Line é calçado com rodas de liga leve Y-Spoke 20 polegadas e pneus 245×45 na frente e 275×40 atrás. Já a xDrive30e utiliza modelos V-spoke 19 polegadas que rodam envoltas por pneus BMW Star com tecnologia Run-Flat que medem 245×50.

De acordo com a situação o X3 híbrido pode rodar somente com motor elétrico ou em apoio ao bloco a combustão.  No modo max eDrive, que pode ser ativado por meio do botão eDrive no console central, o novo BMW X3 atinge uma velocidade máxima de 135 km/h com uma unidade de propulsão silenciosa e livre de emissões. Já na configuração Auto eDrive, a direção totalmente elétrica é possível a velocidades de até 110 km/h. O motor de combustão só liga em velocidades mais altas ou quando há uma necessidade de aceleração particularmente elevada.

A bateria  pode ser carregada em tomadas domésticas convencionais por intermédio da utilização de um cabo de carregamento padrão. Desta forma, a bateria pode ser totalmente carregada em menos de seis horas. Já com uma BMW Wallbox de 22kW (incluso sem custo nos novos BMW X3), o mesmo processo de carregamento pode ser concluído em cerca de três horas e meia. A tomada de carregamento está localizada sob um compartimento na parede frontal esquerda do carro.

A autonomia do  X3 híbrido no modo puramente elétrico de até 55 quilômetros (ciclo NEDC) e até 46 km (ciclo WLTP). O consumo combinado de energia está entre 17,2 e 16,4 kWh a cada 100 quilômetros percorridos.

Entre os recursos de série nos modelos, carregador de celular sem fio (wireless charging), Android Auto e a preparação para Apple Car Play, que transfere a interface do iPhone por meio de conexão sem fio. Vem ainda com assistentes de condução semiautônoma: o BMW Driving Assistant permite a direção inteligente em situações como congestionamentos, trânsito lento ou viagens longas. Já o Parking Assistant dispõe de câmera de ré e sensores dianteiros e traseiros que medem os espaços para estacionar automaticamente. Na versão X Line a versão embarcada é o Driving Assistant Plus, que além de todos os recursos, oferece ainda assistente para realização de manobras evasivas, assistente ativo de proteção contra colisão lateral, alerta de tráfego em cruzamentos em casos de visibilidade restrita e assistente auxiliar de troca de faixa
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O SUV oferece 450 litros de volume do porta-malas, uma redução de 100 litros em relação ao X3 convencional, já que a bateria está  sob o banco traseiro, enquanto o tanque de combustível foi posicionado acima do eixo traseiro. Ao rebater o banco traseiro, o espaço de armazenamento pode ser aumentado para até 1.500 litros.

Os novos SUVs vêm com ar condicionado automático digital com controle de três zonas, bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos – e de lombar – para motorista e passageiro dianteiro. O banco traseiro é tripartido. Volante esportivo em couro e tapetes em veludo são os outros requintes. Na versão X Line, o painel de instrumentos é revestido em Sensatec e há acabamentos em alumínio com detalhes em Pearl Chrome.

O X3 xDrive30e  tem ainda teto solar elétrico panorâmico nas duas versões e será oferecido em seis opções de cores: Branco Alpino, Preto Safira, Prata Glacier, Cinza Sophisto, Branco Mineral e Azul Phytonic. Na versão X Line, rack e moldura da janela têm acabamentos em alumínio satinado. Para as duas versões a fabricante alemã reserva quatro opções de revestimento interno, todas elas em couro Vernasca: Preto / Preto; Mocha / Preto com costura Mocha; Oyster / Preto; Bege / Preto.

 

 

Chevrolet Joy: modelo de entrada tem preço sugerido de R$ 55.990

GM oferece Onix Joy para empregado que aderir programa de demissão

Marca americana prorroga Lay-off para mais de três mil funcionários e prepara PDV com diversos atrativos para equalizar finanças

Chevrolet Joy: modelo de entrada tem preço sugerido de R$ 55.990
Chevrolet Joy: modelo de entrada tem preço sugerido de R$ 55.990

A General Motors (GM) resolveu oferecer um Chevrolet Joy 2020 zero quilômetro  com pacote Black ao funcionário que aderir ao programa de demissão voluntária (PDV). O objetivo da empresa é equilibrar o quadro de empregados e evitar demissão em massa, devido aos efeitos da crise causada pela pandemia da Covid-19.

O PDV será aberto apenas nas plantas de São Caetano (SP) e de São José dos Campos (SP).  Os incentivos à demissão variam de 3,5 a sete salários extras para cada ano trabalhado. Se o funcionário tiver mais de 11 anos de casa, pode receber também um Chevrolet Onix Joy, modelo de entrada da marca.

Além do PDV, a GM conseguiu acertar com os sindicatos a extensão do lay-off  até novembro. Os mais de três mil funcionários nessa situação ficam com contratos de trabalhos suspensos. Durante esse período, o trabalhador não recebe salário da empresa e fica amparado pelo seguro desemprego. No caso da GM, a montadora americana vai bancar a diferença por dois meses; no resto, o funcionário recebe até o teto do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), ou seja, cerca de R$ 1,8 mil.

Interior espartano do Chevrolet Joy 2020
Interior espartano do Chevrolet Joy 2020

Segundo apuração do jornal O Estado de São Paulo, trabalhadores das fábricas de São Caetano do Sul (SP) e de Gravataí (RS), onde são produzidos automóveis, já aceitaram a proposta em votação online, assim como os de Joinville (SC), onde são feitos motores. Na unidade de São José dos Campos (SP), que produz picapes e utilitários-esportivos, a votação deve ocorrer nos próximos dias.

A GM informou medidas de férias coletivas, banco de horas, redução de jornada com redução de salário, além de lay-off e PDV serão necessárias para  “preservar empregos e garantir a sustentabilidade do negócio”. A montadora declarou ainda que o plano de R$ 1 bilhão que seria aplicado até 2024 está congelado.

Chevrolet Joy 

Modelo mais básico da GM no Brasil, o Joy é a antiga geração do Onix. Ele vem com motor 1.0 SP/E de até 80 cv e câmbio manual de cinco marchas. O modelo apresenta acabamento em dois tons, volante com moldura em preto high gloss, vidro elétrico, travas e alarme. Além disso, vem equipado com ar condicionado, velocímetro digital e desembaçador elétrico temporizado do vidro traseiro. O Chevrolet Joy tem preço sugerido de R$ 55.990 (Com AE)