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Hyundai HB20 Premium AT6 2019

Teste | Hyundai HB20 2019 é bonito e anda bem, mas consumo é elevado

Compacto coreano é bem esperto com o motor 1.6. Contudo, consumo é elevado o  Hyundai HB20 Premium 2019 fica devendo alguns equipamentos

Hyundai HB20 Premium AT6 2019 – Foto Thiago Ventura/Carro Esporte Clube


Por Thiago Ventura

Lançado em 2012 com a proposta de ser um carro compacto que preza pelo belo design da Hyundai que cativou o consumidor brasileiro, o HB20 segue cumprindo sua promessa. Além do visual, somam-se o padrão de qualidade na fabricação e bom atendimento na rede. O resultado é que o carro fechou 2018 como o 2º carro mais vendido do Brasil, com 105.506 unidades emplacadas, e a Hyundai como a quarta montadora do Brasil, considerando apenas os automóveis de passeio, na frente de Renault e Fiat por exemplo.

Nós avaliamos o Hyundai HB20 Premium 2019, versão top de linha do compacto coreano. Antes de prosseguir, importante frisar: a marca vai lançar neste ano a nova geração do HB20. Assim, caso você opte por esse modelo, lembre-se de chorar um desconto com o vendedor!

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019



Também vale a pena esclarecer, para quem não sabe, mas é que existem duas Hyundai no Brasil: a Hyundai Motor do Brasil, uma subsidiária direta da marca e a Hyundai Caoa, fruto de parceria entre a coreana e o grupo Caoa. A primeira produz no Brasil o HB20 e o Creta; a segunda importa modelos mais caros (Elantra, Santa Fe) e produz o Tucson. Isso faz toda a diferença em relação ao pós-venda. Feito os informes, seguimos com o HB20 2019.

Apesar de consolidado como segundo carro mais vendido, o coreano viu o Onix abrir grande distância e o Ford Ka se aproximar. Na linha 2019, o HB20 ganhou pequenos detalhes de estilo e agora a oferta da TV Digital em qualquer versão equipada com a central multimídia BlueMedia com tela de 7″.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

Mecânica

O Hyundai HB20 Premium 2019 é equipado com motor Gamma 1.6 16V de 128 cv de potência com etanol e 122 com gasolina. O torque fica nos 161 com combustível de cana e 156 com o fóssil. Ele é acoplado com a transmissão automática de seis velocidades.

O desempenho do Hyundai HB20 Premium 2019  1.6 é muito bom. Ele é bem esperto na cidade e também faz bonito na estrada. O casamento com o câmbio é perfeito. As trocas acontecem no tempo correto, sem trancos. Essa eficiência mecânica é um dos pontos que sempre se destacaram no carro.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

Importante frisar que ele anda bem mais que seus concorrentes diretos, como Onix e o Ka, e até mesmo com o Argo 1.8. (Polo TSI não, é claro). O que sentimos falta foi da opção de trocas manuais com borboletas atrás do volante. São feitas apenas na alavanca de câmbio. Também não possui cruise control.

O grande problema do Hyundai HB20 Premium 2019  é o consumo: o motor cobra sua parte pelo bom desempenho… Andando na cidade, o carro não fez mais que 5,4 km/l com etanol. Na estrada chegou ao máximo nos 9 km/l. Não medimos com gasolina. São números muito ruins para um carro nessa categoria, mesmo automático. Rivais como o Argo 1.3 (automatizado) e o Polo TSI (automático de seis marchas) têm eficiência energética muito melhor que o HB20. E economia de combustível é um quesito muito importante nessa categoria.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

Vida a Bordo

 

O Hyundai HB20 Premium 2019  é um carro compacto, criado para fazer frente ao Gol, então líder lá pelos anos 2010 a 2012. O motorista e passageiro da frente têm bom espaço. O condutor tem todos os comandos bem à mão, com exceção do botão do computador de bordo. O banco oferece ajuste de altura, assim como o volante multifuncional.

Quatro pessoas viajam tranquilas, desde que elas tenham estatura mediana do brasileiro. O quinto lugar, apenas uma criança (e pequena por sinal). Aliás, a linha de cintura alta do modelo acaba gerando um ambiente um pouco claustrofóbico atrás. Alguns rivais, como o Sandero e mesmo o Argo, oferecem bem mais espaço interno.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

Por falar no assento traseiro, o Hyundai HB20 Premium 2019  oferece dois pontos de fixação Isofix com top theater. Porém comete uma falta grave: o passageiro do meio não possui encosto de cabeça, nem cinto de três pontos!

Na versão que aparece nas fotos, a Premium, o HB20 tem bancos de couro marrom. Positivo pelo lado da exclusividade, mas penso que pode ficar enjoativo no longo prazo. No console central, uma tampa móvel cobre o porta-trecos. Um recurso barato que mais carros dessa categoria deveriam ter.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019




Equipamentos

Na linha 2019, a grande novidade é a TV Digital de série em todas as versões equipadas com a central multimídia BlueMedia. O recurso é um mimo bem vindo e para atender a legislação brasileira, o vídeo só funciona com o carro parado. Essa transição é automática e funciona de forma inteligente:quando o carro começa a se movimentar a tela apaga. Isso garante que mesmo naquele rápido minuto no sinal, dê para assistir alguma coisa. Outros modelos que tem o recurso, como o Toyota Corolla por exemplo, só permitem a visualização com o freio de mão puxado.

Sensor de estacionamento traseiro e rebatimento elétrico dos retrovisores são outros dois itens de série nesta versão. Também merece nota o ar-condicionado, que apesar de ser mono zone, é digital e automático.

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019
Hyundai HB20 Premium AT6 2019
Hyundai HB20 Premium AT6 2019



O Hyundai HB20 Premium 2019  vem com quatro airbags, os obrigatórios frontais, mais dois laterais. Contudo, especialmente na opção topo de linha, fazem falta os controles eletrônicos de estabilidade e tração, presentes em correntes mais novos, em especial o Argo e Polo.

Hyundai HB20 Premium AT6 2019



Conclusão

O Hyundai HB20 Premium 2019 com bancos de couro agrada pela montagem bem feita das peças e da beleza de suas linhas. O casamento do motor 1.6 com a transmissão automática de seis velocidades é muito boa em desempenho. Contudo, o modelo coreano peca pela falta de alguns equipamentos de segurança já presentes nos rivais e pelo alto consumo de combustível, mesmo para um modelo automático.

Além disso, ressalto novamente que a nova geração do modelo chega ainda neste ano, prometendo uma revolução em seu principal atributo, o belo design. Contudo, a compra do Hyundai HB20 Premium 2019 segue como escolha para muita gente: 15.304 foram emplacados entre janeiro e fevereiro deste ano, o terceiro mais vendido. Sinônimo de uma boa revenda, num carro já reconhecido pela mídia e público.

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

TABELA DE PREÇOS

HB20 Unique 1.0 5MT –  R$ 44.490
HB20 Comfort Plus 1.0 5MT -R$ 48.990
HB20 1.0 Turbo 6MT –  R$ 53.190
HB20 Comfort Plus 1.6 6MT – R$ 55.590
HB20 Comfort Plus 1.6 6AT – R$ 59.990,00
HB20 R spec 1.6 6AT – R$ 64.990
HB20X 1.6 6MT – R$ 63.990
HB20X 1.6 6AT – R$ 67.990
HB20 Premium (com bancos de couro) – R$ 68.990

 

FICHA TÉCNICA Hyundai HB20 Premium 2019

 

Motor

Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.591 cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 122 cv (gasolina)/128 cv (etanol) a 6.000 rpm e torques máximos de 16 kgfm (g) a 4.500 rpm e 16,5 kgfm (e) a 5.000 rpm

 

Transmissão

Tração dianteira e câmbio automático sequencial de seis marchas

 

Suspensão, roda e pneu

Dianteira, independente, tipo McPherson e barra estabilizadora; traseira independente, com barra estabilizadora / 5,5 x 15 polegadas de liga leve/ 185/60 R15

 

Direção

Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

 

Hyundai HB20 Premium AT6 2019

 

 

Freios

Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD

 

Capacidades

Do tanque, 50 litros; e de carga (ocupantes e bagagem), 459 quilos

 

Porta-malas

300 litros

 

Velocidade máxima

186 km/h (g) e 190 km/h (e) (*)

 

Aceleração (0 a 100 km/h)

11s (g)/10,6s (e) (*)

 

Consumo urbano

11,6 km/l (g) e 8,1 km/l (e) (Dados Inmetro)

 

Consumo rodoviário

13,8 km/l (g) e 9,9 km/l (e) (***)

 

Dimensões (A x B x C x D)

3,92 x 1,68 x 1,47 x 2,50 (m) (**)

 

Preço

R$ 68.990

 

(*) Dados dos fabricantes

(g) gasolina; (e) etanol

 

 

Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura

Teste | Renault Sandero RS Racing Spirit 2019: para quem gosta de acelerar

Série especial incrementa ainda mais a versão esportiva do Sandero RS. Motor 2.0 garante diversão nas pistas, mas proprietário precisa amigo do posto de gasolina!

Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura


Por Thiago Ventura e Amintas Vidal

Entre os hatches compactos fabricados no Brasil, o Sandero seria o menos provável a ganhar uma versão esportiva de verdade. Largo e alto por fora, espaçoso por dentro, suas medidas combinam muito mais com a variante aventureira do modelo, a Stepway. Como sua plataforma também serve de base para o sedan Logan, a picape Oroch e os SUVs Duster e Captur, a versão esportiva do Sandero, a RS, pôde receber o motor 2.0 16V Flex que equipa algumas opções da picape e dos dois SUVs.

Coube à RS, Renault Sport, divisão de competição da marca francesa, preparar esse “esportivo nacional” ao trabalhar o motor 2.0 para chegar aos 150 cv de potência e acertar o modelo para as pistas. Foi a primeira vez que essa equipe desenvolveu um carro de pegada esportiva para um país fora da Europa.

No Brasil existe a tradição das montadoras lançarem versões esportivas dos seus modelos, principalmente dos hatches, mas, ultimamente, elas não passam de esportivos de adesivo, isto é, edições com algumas modificações estéticas, mas nenhum ganho mecânico que altere o comportamento em relação às demais versões. Antes existiam modelos que ganhavam motores de capacidade volumétrica maior, alterando o desempenho em relação às versões “normais”.

Ao adotar o motor maior e modifica-lo para um melhor desempenho, retrabalhar o conjunto de suspensões, freios e escapamento, e ainda redesenhar peças e trocar revestimentos, a Renault não só resgatou os bons tempos dessa tradição como elevou a prática a um novo patamar.

Espírito de corrida

O Sandero RS tem um novo para-choque dianteiro, totalmente redesenhado. Ele ganhou DLR (luzes de posicionamento diurno), spoiler destacado, abertura inferior ampliada e com recortes mais angulados. Essa área recebeu tela de proteção em forma de colmeia e uma moldura saliente que contorna e atravessa o para-choque de ponta a ponta. Na série Racing Spirit ela é pintada em vermelho, tornando-se o elemento mais marcante desta edição especial.

Já o para-choque traseiro teve apenas o extrator redesenhado para receber a ponteira dupla do escapamento e ele também foi pintado nessa cor característica da série. Capas dos retrovisores, adesivos alusivos à série e as pinças das pastilhas de freio completam o conjunto de peças destacado com a mesma cor vermelha. Ela está tão associada à Racing Spirit que a Renault só disponibiliza as cores branca, prata e preto para a carroceria, pois a cor vermelha disponível para o RS “normal” inviabilizaria a aplicação destes detalhes em vermelho sobre a mesma.

Internamente o Sandero RS Racing Spirit se difere pelas cores das faixas que decoram os bancos, pequenos detalhes em vermelho no painel e colunas, teto e puxadores das portas em preto. No mais, manopla do câmbio e volante revestidos em material que imita couro com costura em linha vermelha e pedais com acabamento em alumínio e travas em borracha são comuns a todas as versões RS do Sandero.

Contudo, o carro peca em duas falhas graves no ambiente interno. O  Sandero RS Racing Spirit não tem banco traseiro bipartido, nem encosto de cabeça para o passageiro do meio. Mesmo considerando que é uma versão esportiva, são pecados imperdoáveis. Além disso, o acabamento do painel de portas é muito espartano.

Além destes elementos estéticos que destacam a série, a Racing Spirit já sai de fábrica com o conjunto de rodas de 17’’ Grand Prix com os pneus PS4 Michelin. Este item pode ser comprado como opcional para a versão RS pelo valor de R$ 1.000, mas os outros diferenciais mencionados acima são exclusivos da série especial.

O preço sugerido da Racing Spirit é R$ 69.690 e do RS é R$ 66.790. Tirando as rodas, único opcional disponível, ambos saem de fábrica com os mesmos equipamentos. Os principais são: alarme, duplo air bag, freios ABS, freio a disco nas 4 rodas, ESP / HSA (controle eletrônico de estabilidade / assistente de arrancada em subida), isofix e alerta do cinto de segurança do motorista. Bancos dianteiros esportivos, ar-condicionando automático, direção eletro-hidráulica, comando de satélite no volante, sistema multimídia Media NAV com tela touchscreen 7’’ e navegação GPS, computador de bordo, sensor e câmera de marcha à ré, retrovisores elétricos com repetidores, entre outros.

O motor 2.0 16V flex preparado pela RS sofreu pequenas alterações: novos dutos de admissão e sistema de escape mais largos que resultaram em um ganhos de 2 cv em relação ao modelo original usado nos outros modelos da marca. Sua potencia subiu para 145/150cv às 5.750 rpm e o torque manteve-se em 20,2/20,9 kgfm às 4.000 rpm, sempre com gasolina e etanol respectivamente. Entretanto, o Sandero pesa 1.161kg, o mais leve dos modelos sobre essa plataforma e a relação peso potência dessa versão ficou em bons 7,74Kg/cv. Com 100% de etanol no tanque ele atinge os 100 km/h em 8 segundos e chega aos 202 km/h de velocidade máxima engrenado na sexta marcha.

Sim, ao contrário de diversos carros que atingem a velocidade máxima na penúltima marcha, pois a última é propositalmente longa para uso em estradas com baixa rotação do motor, as relações das marchas e do diferencial do Sandero RS visam apenas o desempenho, sem nenhuma preocupação com o consumo. Elas são curtas e muito próximas umas das outras. Aos 110km/h e em sexta marcha, o motor já está trabalhando às 3.250 rpm e o seu ruído invade a cabine. Nesta mesma marcha o freio motor já começa a prender o carro aos 70km/h, outro momento em que se percebe o quanto as relações de marchas são curtas. Além do desconforto acústico em estradas o consumo também não é animador, ficou entre 10 e 11 km/l com etanol, mesmo andando de forma econômica. Em cidades ele fica relativamente melhor, algo entre 5 e 6 km/l.

O trabalho de acerto da Renault Sport não visou o consumo e sim o desempenho, contudo, foi na pista do Mega Space que o Sandero RS mostrou a que veio. Seus 26 mm a menos na altura da carroceria, o que resultou em um centro de gravidade mais baixo e uma cambagem mais esportiva das rodas, molas mais rígidas, barras estabilizadoras mais grossas e buchas em poliuretano, material que deforma menos, o modelo devorou as curvas do travado miolo do circuito.

Tamanho o acerto, foi difícil levar o carro ao limite da aderência, aquele momento em que o controle de estabilidade começa a intervir. As acelerações também foram surpreendentes. As marchas curtas e próximas fazem a rotação do motor atingir o limite rapidamente e o carro acelera de forma bruta, uma diversão para quem gosta de velocidade. Os freios a discos ventilados de 280 mm de diâmetro na dianteira e a discos sólidos de 240 mm de diâmetro na traseira desaceleram o carro de forma segura. Acertos no sistema de assistência a vácuo reduziram o curso do pedal de freio e também contribuíram para a eficiência das frenagens e o desempenho do “piloto”.

Em resumo, o Sandero RS é um carro para quem gosta de acelerar, trocar as marchas mais constantemente, fazer curvas rapidamente e não está preocupado com o consumo e nem mesmo com o conforto de marcha. Para quem tem acesso a pistas, ele já está pronto para começar a correr em track days, pois a Renault Sport fez um ótimo trabalho, um carro realmente esportivo e oferecido em uma faixa de preço sem concorrentes.

FICHA TÉCNICA: SANDERO R.S. 2.0

Arquitetura Carroceria monobloco, 2 volumes, 5 passageiros, 4 portas
Motor Quatro tempos, bicombustível (gasolina e/ou etanol),

quatro cilindros em linha, 16 válvulas

Tração   Dianteira
Cilindrada 1.998 cm³
Diâmetro x curso                                                82,7mm x 93,0 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima (ABNT) 145 cv (gasolina) @ 5.750 rpm / 150 cv (etanol) @ 5.750 rpm
Torque máximo (ABNT) 20,2 kgfm (gasolina) @ 4.000 rpm / 20,9 kgfm (etanol) @ 4.000 rpm
Alimentação Injeção eletrônica multiponto sequencial
Pneus/rodas 195/55 R16 (opcional 205/45 R17)
Suspensão dianteira MacPherson, triângulos inferiores, amortecedor hidráulicos

telescópicos com molas helicoidais.

Suspensão traseira Rodas semi-independentes, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais com efeito estabilizador.
Freios Dianteiros: discos ventilados de 280 mm de diâmetro e 24 mm espessura.

Traseiros: discos com 240 mm de diâmetro

Direção Eletrohidráulica, diâmetro giro 10,6 m
Câmbio Manual, 6 velocidades e marcha ré
Relações de marcha 1ª…………………. 3,73:1

2ª…………………. 2,10:1

3ª…………………. 1,63:1

4ª…………………. 1,29:1

5ª…………………. 1,02:1

6ª…………………. 0,81:1

Ré……………….. 3,54:1

Diferencial……… 4,12:1

Tanque de combustível 50 litros
Porta-malas 320 litros
Carga útil 458 kg
Peso (em ordem de marcha) 1.161 kg
Entre-eixos 2.590 mm
Comprimento 4.068 mm
Altura 1.499 mm
Largura (sem retrovisores) 1.733 mm
Aceleração 0 a 100 km/h 8,4 segundos (gasolina) / 8,0 segundos (etanol)
Velocidade máxima 200 km/h (gasolina) / 202 km/h (etanol)

 

Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-80 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-82 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-97 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-84 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-72 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-74 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-58 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-52 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-49 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-46 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-29 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-34 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-23 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-8 Renault Sandero RS Racing Spirit 2019-12

Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Honda City EXL tem boa construção e conjunto mecânico eficiente. Fotos: Thiago Ventura

Teste | Honda City EXL é um bom carro, mas comete falta grave

Sedã compacto é bem construído e oferece o renome da marca japonesa. Porém, Honda City fica defasado em relação à concorrência

Honda City EXL tem boa construção e conjunto mecânico eficiente. Fotos: Thiago Ventura
Honda City EXL tem boa construção e conjunto mecânico eficiente. Fotos: Thiago Ventura


Por Thiago Ventura

Sedã compacto japonês ganhou um frescor no visual para encarar velhos e novos concorrentes, em especial Fiat Cronos, Toyota Yaris e Volkswagen Virtus.  Porém, o City tem um ponto fraco com seus oponentes: não tem controle eletrônico de estabilidade e tração, nem mesmo como opcional!

A unidade avaliada é ano/modelo 2018, mas a linha 2019 já está disponível na rede de concessionários. A única novidade do 19 é que a central multimídia vem com Android Auto e Apple Car Play a partir da versão EX (antes só na topo de linha).

Visual

Para encarar a concorrência, o City recebeu novos para-choques que trazem linhas mais horizontais e esportivas e que tornam o visual mais largo, valorizando o porte do sedan. Ficou parecendo um ‘mini
Civic’!  Novas rodas também fazem parte do facelifit.

Na traseira, novo para-choque tem desenho mais horizontal, enquanto as lanternas têm guias em LED, de desenho inédito, nas versões LX, EX e EXL.

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No lado de dentro, o City segue com o mesmo visual da segunda geração. Para a linha 2018, a Honda adotou uma nova cor para o acabamento no painel presente a partir da versão LX, que ganhou um cinza mais escuro,  Além disso, desde a versão DX, o City passa a adotar vidros elétricos com sistema um toque para todos os ocupantes.

Segurança

O Honda City foi desenvolvido para oferecer proteção de alto nível aos seus ocupantes nos diferentes cenários de colisão. O modelo traz a carroceria com tecnologia ACE (Advanced Compatibility Engineering), desenvolvida exclusivamente pela Honda.

Essa estrutura foi projetada para distribuir de maneira uniforme a energia de um impacto, reduzindo a força transferida para a cabine e protegendo os ocupantes. Além disso, a estrutura dispersa de maneira mais uniforme a força transferida para outros veículos envolvidos na colisão.

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A versão EX passa adotar airbags do tipo laterais na linha 2018. A EXL, por sua vez, traz também as bolsas infláveis laterais do tipo cortina, totalizando seis airbags. Todas as versões do Honda City tem série cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes e sistema ISOFIX para cadeirinha infantil.

Contudo, o carro comete um pecado grave: não possui controles eletrônicos de estabilidade e tração em nenhuma versão. Nem mesmo como opcional!

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Ao volante 

Em relação ao desempenho, o motor 1.5 ada conta do recado. Mas se o motorista quer uma tocada mais esportiva, ele deixa a desejar. Na estrada, o conjunto mostra-se bastante econômico, porém, é lento nas retomadas

Conclusão

O City é um bom produto, que goza da boa imagem da marca no Brasil, também referendada pelo bom atendimento pós venda. A reestilização fez bem ao carro, mantendo as linhas gerais da atual geração, mas dando um frescor para se manter atualizado.

Porém, a falta de controle de estabilidade e tração, os novos rivais no mercado e o preço salgado que a Honda cobra pelo modelo acabam fazendo que o City perca valosos pontos em custo/beneficio e principalmente, novos clientes!

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Tabela de Honda City 2019

Honda City 1.5 DX manual: R$ 62.500,00
Honda City 1.5 Personal CVT: R$ 68.700,00
Honda City 1.5 LX CVT: R$ 74.200,00
Honda City 1.5 EX CVT: R$ 79.900,00
Honda City 1.5 EXL CVT: R$ 85.400,00

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Teste | Hyundai Creta Sport 2018: bonito, mas consumo é exagerado

SUV coreano ficou ainda mais bonito com a versão com apelo esportivo. Hyundai Creta Sport tem motor 2.0 com 166 cavalos e transmissão automática

Hyundai-Creta-Sport--2019
Por Thiago Ventura

SUV compacto coreano ganhou nova versão com apelo esportivo. O Hyundai Creta Sport é a opção mais em conta da gama com motor 2.0 e câmbio automático. Espaço interno e design agradam, mas o consumo poderia ser melhor.

Um dos destaques no exterior do SUV compacto é o pacote Black Design, que “pinta” de preto brilhante detalhes que fazem a diferença. O kit traz para-choque frontal com contorno da grade hexagonal em preto brilhante e, no mesmo acabamento, barras de teto longitudinais, retrovisores com luz indicadora de direção, protetores de para-choque dianteiro e traseiro, além de faróis com projetor e luz diurna DRL de LED com marcação em preto no interior. Carro possui ainda rodas de liga leve diamantadas de 17 polegadas.

A diferença entre a unidade avaliada, modelo 2018,  e o SUV que está em oferta, ano/modelo 2019, está em alguns detalhes visuais: moldura em preto brilhante na tampa do porta-malas e emblema “Sport” no revestimento das portas dianteiras.

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Tabela de preços *linha 2019

Hyundai Creta Attitude 1.6 6MT – R$ 77.890
Hyundai Creta Pulse Plus 1.6 6AT – R$ 91.890
Hyundai Creta Sport 2.0 6AT – R$ 97.890
Hyundai Creta Prestige 2.0 6AT – R$ 103.990

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Completam o pacote sistema Start/Stop de parada do motor, vidros elétricos dianteiros e traseiros com função one-touch (descida) para motorista, assento do motorista regulável, volante com regulagem de altura e profundidade, piloto automático, chave canivete, espelhos retrovisores e maçanetas na cor do veículo, proteção plástica do para-choque na cor preta e maçanetas internas também em preto.

 A linha Hyundai Creta 2019 está disponível em oito cores: as tradicionais Branco Polar e Preto Onix, os tons metálicos Prata Metal, Prata Sand, Cinza Titanium e Bronze Terra, e as pinturas perolizadas Verde Forest e Vermelho Chilli.

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Ficha Técnica Hyundai Creta Sport

Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, comando duplo variável, flex
Capacidade: 1.999 cm³
Potência: 166/156 cv a 6.200 rpm
Torque: 20,5/19,1 kgfm a 4.700 rpm
Câmbio: Automático de seis marchas, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira)
Pneus: 215/60 R17
Dimensões
Comprimento: 4,27 m
Largura: 1,78 m
Altura: 1,63 m
Entre-eixos: 2,59 m
Tanque: 55 litros
Porta-malas: 431 litros (fabricante)
Peso: 1.399 kg
Consumo (Conpet):
Urbano: 6,9 km/l / 10 km/l (etanol/gasolina)
Rodoviário: 8,2 km/l / 11,4 km/l (etanol/gasolina)

Volkswagen-Golf-2017

Teste | Volkswagen Golf 1.0 TSI 2017 tem desempenho extraordinário

Hatch médio surpreende com motor 1.0 turbo e cesta generosa de itens de série. Mas falta opção de transmissão automática para o Volkswagen Golf 1.0 TSI

Volkswagen-Golf-2017

Por Thiago Ventura

Vamos combinar, caro leitor: carro com motor 1.0 é visto com preconceito pelo consumidor brasileiro. Também pudera, pois os primeiros veículos surgiram fruto de uma medida do governo que priorizou a litragem do bloco em detrimento da melhor eficiência energética. Os tempos são outros, mas a cisma continua. Por isso a desconfiança com um hatch médio com motor 1.0 é geral. Mas ao dirigir o Volkswagen Golf 1.0 TSI, qualquer dúvida cai por terra: o modelo é muito divertido e anda muito!

Lançado em setembro de 2016, o modelo é equipado apenas com a transmissão manual de seis marchas e padrão de acabamento Comfortline. O motor 1.0 turbo é o mesmo do subcompacto up!, mas retrabalhado para render 125 cavalos e bons 200 Nm de torque. O modelo é fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná. E o motor, produzido na fábrica de São Carlos (SP). O preço sugerido parte de R$ 77.247. Confira o teste: