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Volkswagen admite erros na ditadura e vai pagar R$ 36,3 mi em reparações

Marca alemã é a primeira empresa estrangeira a reavaliar sua história durante o regime militar no Brasil. Volkswagen colaborou com militares e permitiu tortura dentro das dependências da fábrica de Anchieta

Fábrica de Anchieta (SP) da VW: marca colaborou com regime militar

A Volkswagen do Brasil assumiu o compromisso de destinar R$ 36,3 milhões a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante o governo militar (1964-1985) e a iniciativas de promoção de direitos humanos e difusos. A disponibilização dos recursos foi anunciada nessa quinta-feira em uma nota pública dos Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Ministério Público do Trabalho (MPT). As três instituições firmaram com a Volkswagen um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um acordo extrajudicial que estabelece obrigações à empresa para que não sejam propostas ações judiciais sobre a cumplicidade da companhia com os órgãos de repressão da ditadura.

O acordo firmado é mais um capítulo da política da marca em reconhecer e reparar erros do passado. Em 2016, a Volkswagen contratou um historiador independente para analisar o caso brasileiro. Em nível global, a montadora também busca desvencilhar de capítulos obscuros. Na semana  passada, por exemplo, a marca cassou a concessão de uma revenda no México que usou fotos do período nazista em publicidade

O acordo encerrará três inquéritos civis que tramitam desde 2015 para investigar o assunto. Ao longo das apurações, o MPF, o MPSP e o MPT identificaram a colaboração da Volkswagen com o aparato repressivo do governo militar a partir de milhares de documentos reunidos, informações de testemunhas e relatórios de pesquisadores, um contratado pelo Ministério Público Federal e outro pela própria empresa.

Hiltrud Werner, membro do Conselho de Administração da Volkswagen AG por Integridade e Assuntos Jurídicos, disse: “Lamentamos as violações que ocorreram no passado. Estamos cientes de que é responsabilidade conjunta de todos os atores econômicos e da sociedade respeitar os direitos humanos e promover sua observância. Para a Volkswagen AG, é importante lidar com responsabilidade com esse capítulo negativo da história do Brasil e promover a transparência”.

Do montante total fixado no TAC, R$ 16,8 milhões serão doados à Associação Henrich Plagge, que congrega os trabalhadores da Volkswagen. O dinheiro será repartido entre os ex-funcionários que foram alvo de perseguições por suas orientações políticas, seguindo critérios definidos por um árbitro independente e sob a supervisão do MPT.

Outros R$ 10,5 milhões reforçarão políticas de Justiça de Transição, conjunto de medidas adotadas para o enfrentamento do passado ditatorial, como projetos que resgatam a memória sobre as violações aos direitos humanos e a resistência dos trabalhadores na época. Uma dessas iniciativas é o Memorial da Luta por Justiça, desenvolvido pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política (NPMP).

O projeto receberá R$ 6 milhões dos R$ 10,5 milhões, valor suficiente para a conclusão de sua implantação na sede da antiga auditoria militar em São Paulo. Os R$ 4,5 milhões restantes serão destinados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para o financiamento de novas pesquisas sobre a colaboração de empresas com a ditadura e para a identificação das ossadas de presos políticos encontradas em uma vala clandestina no cemitério de Perus em 1990.

Além disso, a Volkswagen obrigou-se a pagar também R$ 9 milhões aos Fundos Federal e Estadual de Defesa e Reparação de Direitos Difusos. A empresa também publicará em jornais de grande circulação uma declaração pública a respeito do assunto. O TAC prevê ainda que um relatório sobre os fatos investigados será publicado pelas unidades do Ministério Público e que a companhia apresentará sua manifestação jurídica sobre o caso. Todas as medidas devem ser cumpridas assim que os órgãos de controle do MPF e do MPSP confirmarem os arquivamentos dos inquéritos, o que deve ocorrer até o fim deste ano. Estima-se que os desembolsos financeiros definidos no acordo sejam efetuados em janeiro de 2021.

“O ajuste de condutas estabelecido nesta data é inédito na história brasileira e tem enorme importância na promoção da Justiça de Transição, no Brasil e no mundo. O enfrentamento do legado de violações aos direitos humanos praticadas por regimes ditatoriais é um imperativo moral e jurídico. Não se logra virar páginas ignóbeis da história sem plena revelação da verdade, reparação das vítimas, promoção da responsabilidade dos autores de graves violações aos direitos humanos, preservação e divulgação da memória e efetivação de reformas institucionais, sob pena de debilidade democrática e riscos de recorrência”, afirmaram os representantes do MPF, do MPSP e do MPT na nota pública divulgada.

“O Brasil, infelizmente, segue como um caso notável de resistência à promoção ampla dessa agenda e, não por acaso, ecoam manifestações de desapreço às suas instituições democráticas. No mundo, por outro lado, são ainda raros os episódios de empresas que aceitam participar de um processo”.

Estudo

Em 2016, a Volkswagen encomendou um estudo científico independente, apresentado pelo historiador Professor Dr. Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld. À luz da avaliação científica das fontes disponíveis, o Professor Kopper conclui em seu estudo científico independente que houve cooperação entre os agentes de segurança da Volkswagen do Brasil e o antigo regime militar, mas não foram encontradas evidências claras de que essa cooperação foi institucionalizada na empresa. Naquela época, os funcionários poderiam ter sido expostos a violações dos direitos humanos.

Conheça o histórico da fábrica de Anchieta (SP) da Volkswagen

1959: Inaugurada oficialmente a unidade de São Bernardo do Campo
1967: Volkswagen chega ao patamar de meio milhão de unidades produzidas
1970: Milionésimo Volkswagen brasileiro deixa a linha de produção, um VW Sedan 1300
1980: Lançamento do Gol
1982: Lançamento da picape Saveiro
1986: Fusca deixa de ser produzido
1993: Relançamento do Fusca
1999: Marco de 3 milhões de Gol (produzidos na Anchieta e em Taubaté)
2001: Fábrica Anchieta comemora a produção de 10 milhões de veículos
2002: Inauguração da “Nova Anchieta”, representando um marco na indústria automobilística nacional. Foram investidos R$ 2 bilhões na reestruturação da unidade, com destaque para a instalação de 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada
2012: Gol chega à marca de 7 milhões de unidades produzidas na Anchieta e em Taubaté
2013: Fábrica atinge o marco de 1 milhão de unidades produzidas da picape Saveiro
2014: Lançamento da Saveiro Cabine Dupla. Início da produção do Novo Jetta e ano em que a fábrica completa 55 anos, chegando o marco histórico de 13 milhões de veículos produzidos
2015: Lançamento do Novo Jetta nacional
2016: Anchieta inicia a produção do Novo Jetta 1.4 TSI e lança o Novo Gol e a Nova Saveiro
2017: A Anchieta recebe investimentos de R$ 2,6 bilhões para a produção do Novo Polo e Virtus
2018: Inicia a produção do Virtus
2019: Fábrica Anchieta celebra 60 anos e 14 milhões de veículos produzidos
2020: Volkswagen do Brasil inicia produção do Nivus na fábrica Anchieta

Fonte: MPSP e VW

Fiat Strada vende mais que carro de passeio e fecha agosto na vice-liderança

Nova geração acelera vendas da picape compacta, que lidera entre os comerciais. Fiat Strada 2021 registrou 8,6 mil emplacamentos em agosto segundo Fenabrave

Thiago Ventura

A picape-compacta Fiat Strada é a grande surpresa no balanço de vendas de veículos no Brasil em agosto. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o modelo da marca italiana registrou 8.675 emplacamentos no mês passado, mantendo no posto de  veículo comercial leve mais vendido no Brasil e segundo lugar entre os veículos automotores. A Strada só perdeu para o best-seller Chevrolet Onix, com 10.591 emplacamentos.

Modelo projetado e destinado primordialmente ao trabalho, a Strada vende mais do que muito carro de passeio. Em agosto, por exemplo, ultrapassou o Hyundai HB20, o sedã Onix Plus e o Ford Ka, dentre outros que figuram entre os mais vendidos.  O desempenho consolida o acerto da Fiat na nova geração da picape, lançada em junho deste ano.  Nas versões Freedom e Volcano cabine dupla, a Strada talvez esteja conquistando clientes de outras categorias.

Ainda na análise dos veículos mais vendidos, destaque para o Volkswagen T-Cross, SUV mais vendido no acumulado deste ano, superando os best-sellers Jeep Renegade e Jeep Compass. O modelo alemão registrou 6.447 emplacamentos, o quarto mais vendido. Outra novidade neste segmento, o Chevrolet Tracker foi o oitavo mais vendido com 5.891 unidades.

 

Confira os  20 carros mais vendidos de agosto no Brasil:

1º Chevrolet Onix: 10.591 unidades

2º Fiat Strada: 8.675

3º Hyundai HB20: 8.465

4º Volkswagen Gol: 7.909

5º Volkswagen T-Cross: 6.447

6º Fiat Argo: 6.033

7º Chevrolet Onix Plus: 5.958

8º Chevrolet Tracker: 5.891

9º Jeep Compass: 5.217

10º Jeep Renegade: 5.202

11º Fiat Toro: 4.818

12º Ford Ka: 4.611

13º Hyundai Creta: 4.420

14º Fiat Mobi: 4.274

15º Volkswagen Polo: 3.419

16º Volkswagen Virtus: 3.235

17º Nissan Kicks: 3.198

18º Volkswagen Saveiro: 3.194

19º Toyota Corolla: 3.187

20º Honda HR-V: 2.795

Queda nas vendas

As vendas de veículos novos registraram uma queda de 13,67% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacadas 299,6 mil unidades em agosto. O número representa um crescimento de 7,35% em relação a julho.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, a comercialização de veículos apresentou queda de 31%, com a venda de 1,8 milhão de unidades. No período de janeiro a agosto de 2019, foram 2,6 milhões.

O segmento de automóveis e veículos comerciais leves registra, de janeiro a agosto, uma retração de 35,7%, com o emplacamento de 1,02 milhão de unidades. Em agosto, a queda ficou em 24,7%, em comparação com o mesmo mês de 2019, com a venda de 173,5 mil automóveis.

Caminhões e motos

No setor de caminhões, a redução nas vendas foi menor, 15,7% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram vendidas no período 8 mil unidades. Nos oito primeiro meses do ano, as vendas de caminhões totalizaram 55,2 mil unidades, uma queda de 15,6% em relação ao período de janeiro a agosto de 2019.

Os emplacamentos de motocicletas tiveram alta de 8,29% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, com a venda de 96 mil veículos de duas rodas. No acumulado do ano, o setor registra queda de 25% em relação ao período de janeiro a agosto do ano passado, com a comercialização de 531,4 mil unidades.

Demanda reprimida e juros baixos

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a alta nas vendas de motos atende a uma demanda reprimida dos meses em que as montadoras paralisaram a produção. “Com a retomada de parte da produção, pelas montadoras, os volumes de emplacamentos vêm crescendo para atender à demanda reprimida. Contudo, ainda permanecem problemas de produção, pela falta de peças e componentes”, ressaltou.

Sobre os resultados de agosto em relação aos veículos em geral, Assumpção acredita que os números mostram que “o mercado vem retomando patamares mais altos de volume e se ajustando ao ‘novo normal’”.

De acordo com o presidente da Fenabrave, as taxas de juros estão atrativas e as pessoas têm comprado carros como forma de se locomover com mais segurança durante a pandemia de coronavírus. “A manutenção da taxa Selic [taxa básica de juros], em níveis baixos, assim como a pandemia, têm estimulado a compra de carros para o transporte individual das pessoas. Além disso, os financiamentos ficaram mais acessíveis”, disse. (Com Agência Brasil)

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SUV com preço a partir de R$ 88 mil é ó carro mais vendido no Brasil

Categoria mais desejada pelo consumidor, SUV é receita de sucesso para montadoras saírem da crise. T-Cross, Tracker, Renegade e Compass despontam entre os 10 mais vendidos

Com preços a partir de R$ 88,7 mil, T-Cross foi o carro mais vendido no Brasil em julho

Thiago Ventura

Em um crescimento surpreendente, o Volkswagen T-Cross fechou julho de 2020 como automóvel mais vendido no Brasil. O veículo que tem preço inicial de R$ 88.790 superou o hatch compacto Chevrolet Onix ao emplacar 10.211 unidades no mês, contra 9.716 do modelo da GM. Em terceiro lugar no mês, ficou o Hyundai HB20, com 7.852 emplacamentos. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Fenabrave. Nesta próxima quinta-feira (6), a Volksawagen lança a linha 2021 do T-Cross

O resultado mostra a força do segmento dos veículos utilitários esportivos (SUV) compactos no mercado nacional. No acumulado do ano, o T-Cross acumula 30.806 unidades, o quinto mais vendido no Brasil. Ele supera com boa folga o rival Jeep Renegade, que acumula 25.444 emplacamentos, o 9º mais vendido. Apesar do efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, esse segmento parece não ter problemas em encontrar clientes dispostos a pagar até mais de R$ 110 mil nas versões mais caras dos SUVs compactos.

Essa retomada com foco nos SUVs se destaca também com o Chevrolet Tracker, que fechou julho como quarto mais vendido com 6.070 unidades e o médio Jeep Compass, com 4.786 emplacamentos, o sexto da lista. Todos esses citados estão na frente de carros compactos e mais baratos como o Volkswagen Gol e o Renault Kwid, novo e décimo mais vendidos respectivamente.

Os bons números dos SUVs vão de encontro com a retomada das vendas na indústria automobilística apontada pela Fenabrave. Segundo a entidade, considerando todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) as vendas registraram crescimento de 43,61% em julho, na comparação com junho deste ano. Foram emplacadas 279.103 unidades, em julho, contra 194.345 no mês anterior.

Porém, quando os número deste ano são comparados a 2019, sem a pandemia, o mercado aponta para retração de 33,67%. No acumulado de janeiro a julho de 2020, a indústria emplacou 1.504.731 veículos emplacados. N mesmo período de 2019 foram emplacadas 2.268.385 unidades.
“Independentemente de termos tido dois dias úteis a mais em julho (23) em relação a junho (21), podemos observar que o mercado vem, gradativamente, se ajustando ao ‘novo normal’ e o índice de confiança começa a melhorar, principalmente, quando vemos uma retração menor do que a esperada nos números de desemprego e melhores níveis de aprovação cadastral para financiamento de veículos”, destacou Alarico Assumpção Jr, presidente da Fenabrave.

TOP 30 automóveis mais vendidos em Julho de 2020

1º VW/T CROSS 10.211
2º GM/ONIX 9.716
3º HYUNDAI/HB20 7.852
4º GM/TRACKER 6.070
5º GM/ONIX PLUS 5.205
6º JEEP/COMPASS 4.786
7º FIAT/ARGO 4.756
8º JEEP/RENEGADE 4.735
9º VW/GOL 4.427
10º RENAULT/KWID 4.274
11º FORD/KA 4.259
12º HYUNDAI/CRETA 4.017
13º VW/POLO 3.610
14º FIAT/MOBI 3.487
15º TOYOTA/COROLLA 3.265
16º VW/VIRTUS 2.642
17º NISSAN/KICKS 2.418
18º HONDA/HR-V 2.377
19º FORD/KA SEDAN 2.253
20º FORD/ECOSPORT 2.078
21º HYUNDAI/HB20S 2.031
22º RENAULT/SANDERO 2.005
23º GM/SPIN 1.831
24º VW/FOX/CROSS FOX 1.776
25º VW/VOYAGE 1.673
26º FIAT/UNO 1.547
27º RENAULT/DUSTER 1.422
28º TOYOTA/YARIS HB 1.415
29º RENAULT/CAPTUR 1.388
30º FIAT/CRONOS 1.337

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Jovem engenheira é a primeira mulher a comandar fábrica da Fiat Chrysler na América Latina

Em apenas sete anos Juliana Coelho passou de trainee para Plant manager da FCA. Aos 31 anos, vai comandar mais de 5 mil funcionários em PE

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Uma jovem engenheira será a primeira mulher a comandar uma fábrica da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) na América Latina. Trata-se de Juliana Coelho, que assume o cargo de Plant manager do Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE).  Juliana sucede o italiano Pierluigi Astorino , que assumiu o cargo de diretor de Manufatura para a América Latina. A fábrica tem mais de 5 mil funcionários e produz os modelos Jeep Renegade, Compass e Fiat Toro. Um novo SUV derivado da picape Toro vai ser também produzido no Nordeste.

“Estou feliz em estrear esse novo ciclo na FCA, é um desafio e eu gosto de desafios”, afirma a pernambucana, que começou sua trajetória no mercado automobilístico dentro do grupo. Juliana iniciou a carreira em 2013, como Especialista de Processo de Pintura, tendo passado por treinamentos on the job em fábricas da FCA na Itália e na Sérvia.

A nova manager entrou como trainee e fez parte do primeiro time de funcionários do Polo Automotivo Jeep.  Foi o primeiro emprego da moça. Desde então vem construindo uma carreira ascendente na empresa. Ela já foi supervisora e gerente da Pintura e gerente da Montagem na Jeep, além de, mais recentemente, ter chefiado a área de VLM (Vehicle Line Manufacturing), responsável por novos desenvolvimentos na manufatura, no Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG).

Pernambucana de Olinda, Juliana formou-se em Engenharia Química porque pensava em seguir carreira na área de petróleo e gás, forte na região. Amava carros porque, quando criança, adorava passear com o pai nos diferentes modelos que ele dirigia pertencentes à locadora onde trabalhava.

Pierluigi Astorino assumiu o cargo de Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina
Pierluigi Astorino assumiu o cargo de Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina

Juliana assume a unidade de Goiana em plena pandemia do coronavírus, diante das previsões de queda de 40% nas vendas. A FCA vê na nova Strada a chance de manter a receita. Mas como o produto é feito em Betim, aumenta a pressão para um bom resultado também em Pernambuco.

. “O Polo Automotivo Jeep vem de um ciclo importante de aprimoramento em excelência em qualidade. Vamos continuar evoluindo dando ênfase ao desenvolvimento de produtos, a contínua melhoria de processos e investindo nas nossas pessoas, sem dúvidas um dos principais diferenciais da Jeep”.

Novo diretor

Aos 38 anos, Pierluigi Astorino iniciou sua carreira no Grupo FCA em 2006, na planta de Mirafiori, Itália. Destacou-se como International Projects Leader, com desenvolvimento de projetos nas plantas do grupo nas quatro regiões do globo. Ele sucede o também italiano Francesco Ciancia, nomeado para liderar a manufatura dos brands Maserati e Alfa Romeo na Itália.

Pierluigi foi um dos dos responsáveis pela implementação da planta Jeep no Brasil por três anos. Após essa experiência, foi responsável pela Engenharia de Manufatura da FCA. Em 2018, retornou à Goiana como Plant manager.

Ana Theresa Borsari, da PSA: única mulher na presidência de empresa da área atualmente
Ana Theresa Borsari, da PSA: única mulher na presidência de empresa da área atualmente

Mulheres na liderança

Não é comum ter mulheres em postos de liderança na área técnica da indústria automobilística no Brasil.  A General Motors (GM) já teve Sonia Campos como diretora da unidade de São Caetano do Sul (SP) de 2011 a 2015, enquanto a PSA Peugeot Citroën teve Ana Isabel Fernandes dirigindo a fábrica de Porto Real (RJ) de 2012 a 2014.

Em nível de presidência, apenas a PSA possui atualmente uma mulher no comando, Ana Theresa Borsari, no cargo desde 2015. Já a GM tem  Marina Willisch como como vice-presidente. O grupo americano também já teve presidentas Denise Johnson e Grace Lieblin no curto período de 2010 a 2012.

Redação com AE