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Fiat-Pulse-2022

Pulse é o nome do inédito SUV que será fabricado em Minas

Derivado do Argo, veículo será fabricado em Betim. Fiat Pulse 2022 será lançado neste ano com motor 1.0 turbo para concorrer com Volkswagen Nivus e outros concorrentes

Fiat-Pulse-2022

Chega de mistério! Fiat Pulse é o nome escolhido pela marca italiana para seu inédito SUV compacto produzido no Brasil. O nome do carro foi escolhido através de votação popular, iniciada na final do Big Brother Brasil.

Com uma enquete na plataforma digital suv.fiat.com.br, foram apresentadas três opções: Fiat Pulse, Fiat Domo e Fiat Tuo. Logo o assunto tomou conta das redes sociais, marcando o sucesso da iniciativa ao contabilizar mais de 380 mil votos.

“Pulse é um nome fantástico, que permite inúmeras associações. Tem energia, movimento e é extremamente conectado. Ele expressa a essência e a personalidade do veículo: um SUV com a alma da Fiat, mas que, ao mesmo tempo, possui o seu próprio toque, batimento e ritmo”, afirmou Herlander Zola, diretor do Brand Fiat América do Sul e Operações Comerciais Brasil.

Fiat Pulse

O novo SUV Fiat tem design italiano com linhas robustas e marcantes. O trabalho feito pelo designer Peter Fassbender conseguiu separar bem o modelo do Fiat Argo, do qual é derivado. A novidade terá faróis faróis full LED na dianteira e lanternas em LED na traseira. A Fiat também promete acesso de equipamentos de assistência à condução autônomos.

O Fiat Pulse 2022 vai também oferecer oferecer o Fiat Connect Me, plataforma de serviços conectados, que acaba de ser lançada na nova Toro. Com isso, o modelo deverá ter central multimídia com Android Auto e Apple Car Play sem fio e vai oferecer WiFi a bordo.

O Progetto 363 utiliza uma nova plataforma veicular que será produzida em Betim. Chamada de MLA, possui a promessa de aumentar os níveis de performance, robustez e conforto dos modelos. A Fiat destaca que isso garante possibilidade de utilizar motores turbo flex e de equipamentos eletrônicos sofisticados de apoio à condução.

O carro terá o inédito motor 1.0 Turbo GSE de três cilindros. O bloco será acoplado com uma transmissão automática do tipo CVT. Os números de potência e torque não foram divulgados, mas a expectativa é que seja acima dos 130 cv para ser o 1.0 turbo mais potente do Brasil.

O Fiat Pulse também terá o motor 1.3 Firefly aspirado, que já equipa o Fiat Argo e a nova Fiat Strada. Esse motor tem até 109 cavalos de potência e poderá ser oferecido com o novo câmbio CVT ou transmissão manual de cinco marchas.

SUV Fiat em websérie

Para revelar o novo Fiat Pulse, a Stellantis criou uma plataforma digital do Progetto Fiat 363 e lançou uma websérie com cinco episódios, que foi desenvolvida em parceria com a agência Leo Burnett Tailor Made. Com diversos convidados e especialistas que trabalharam no desenvolvimento do veículo, a cada capítulo foi apresentado os bastidores do desenvolvimento de cada um dos principais pilares do novo SUV da Fiat.

A montadora revelou que o projeto demorou longos três anos, tempo em que a concorrência deitou e rolou com blocos mais modernos e potentes: Polo, Onix e HB20, dentre outros. A Fiat afirma que o bloco passou por mais de 30 mil horas de teste de bancada e promete o melhor de dois mundos: maior performance e maior eficiência.

Derivado do Fiat Argo, o modelo será um ‘SUV subcompacto’, nicho que no passado recente era destinado aos ‘aventureiros’. Brechas na legislação permitem que as montadoras homologuem esses veículos como utilitários esportivos.

Flagra divulgado pelo Carro Esporte Clube mostra o novo veículo com estranhos equipamentos, semelhantes a uma ‘máquina do tempo’. Clique aqui para conferir.

Progetto 363

Em março, a planta de Betim começou a fabricar os novos blocos para a gama Fiat e Jeep. O ‘SUV do Argo’ terá o novo motor 1.0 turbo três cilindros GSE . Nossa aposta é que o motor tenha em torno de 130 cv, para brigar de igual para igual com o 1.0 TSI da Volkswagen. Também será oferecido na versão de entrada com bloco 1.3 FireFly. A transmissão será manual de cinco marchas ou automática do tipo CVT.

Enquanto nós conseguimos foto dessa ‘Máquina do Tempo’, nossos amigos do Autos Segredos tiraram foto da dianteira, inclusive já com peças finais para produção em série. Segundo o site, o carro terá dianteira alta e faróis Full LED. Grades terão filetes horizontais inspirados no conceito Fiat Fastback. Clique aqui para ler a matéria do Autos Segredos.

Design do Projeto 363 no BBB

Além do teaser, a marca divulgou o segundo episódio da websérie exibida no BBB sobre o Progetto Fiat 363. No vídeo, a marca explora um pouco do trabalho de design para criar o SUV.https://www.youtube.com/embed/ZBzrq_bAdpc?version=3&rel=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1&fs=1&hl=pt-BR&autohide=2&wmode=transparent

O episódio mostra um visita do fotógrafo e artista plástico Felipe Morozinia ao Design Center Latam, no Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG) acompanhado de Daniel Gerzson, Chief Designer de Exterior da Stellantis para a América do Sul.

“O processo de desenvolvimento do design de um carro é composto por várias etapas onde os times criativos trabalham em conjunto. Partindo do Exterior e Interior do automóvel, passando pela Modelagem, Cores e Materiais e User Experience é que se transformam ideias em um automóvel. É gratificante que o assunto tenha visibilidade em rede nacional, ainda mais vindo de uma marca como a Fiat, que é premiada neste quesito, e principalmente por trazer a emoção mundialmente conhecida do design italiano”, afirma Peter Fassbender, diretor de Design da Stellantis para a América Latina.https://www.youtube.com/embed/jbKvWspXAMg?version=3&rel=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1&fs=1&hl=pt-BR&autohide=2&wmode=transparent

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Fiat Toro 2022 é revelada com novo visual e preço a partir de R$ 114,5 mil

Picape ganhou novo visual, cluster digital e central multimídia vertical, além do novo motor 1.3 turbo flex. Fiat Toro 2022 tem tudo para manter a liderança e incomodar até mesmo os SUVs

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Thiago Ventura

Marca italiana lançou nesta quinta (22) a nova Fiat Toro 2022, que ganhou visual renovado, mais tecnologia e inédito motor 1.3 turboflex. Picape desenvolvida em estrutura monovolume, num conceito que a Fiat chama de Sport Utility Pick-up (SUP), a Toro tem tudo para roubar as vendas das médias e até mesmo dos SUVs. O modelo tem preço inicial de R$ 114.590.

Fiat Toro 2022: tabela de preços

Versão Preço
Toro Endurance 1.8 Flex AT6 R$ 114.590
Toro Endurance 270 Flex AT6 R$ 119.590
Toro Endurance Diesel AT9 R$ 152.990
Toro Freedom 270 Flex AT6 R$ 131.890
Toro Freedom Diesel AT9 R$ 164.390
Toro Volcano 270 Flex  AT6 R$ 144.990
Toro Volcano Diesel AT9 R$ 177.690
Toro Ranch Diesel AT9 R$ 185.490
Toro  Ultra  Diesel AT9 R$ 187.490

A nova Fiat Toro traz um desenho ainda mais moderno na dianteira, que inclui o Logo Script e a Fiat Flag, novo capô, grade, rodas e bullbar integrado ao para-choque. Tem ainda interior completamente renovado, com novo painel de instrumentos e console central. A mudança permitiu quase dobrar para 26 litros a capacidade de armazenamento dos porta-objetos.

A Fiat Toro 2022 estreia o motor turbo flex mais moderno, potente e de maior torque produzido no Brasil. São 185 cavalos e 270 Nm de torque com etanol. Mantém ainda versões com motor flex aspirado e diesel, com câmbio automático de 6 ou 9 marchas. Para uso urbano ou fora de estrada, com trações 4×2 ou 4×4. Um veículo que permite atender todos os gostos e necessidades de transporte, trabalho ou lazer, proporcionando prazer na direção como poucos veículos no mercado.

Tecnologia e segurança

A picape passa a oferecer em todas as versões cluster digital. Tem ainda nova central multimídia de até 10,1” posicionada na vertical, conexão sem fio para smartphones e uma plataforma completa de serviços conectados. De forma remota e com toda a conveniência, o usuário passa a contar, na palma da mão com seu celular, por exemplo, com serviços de manutenção, segurança e emergência, navegação, assistência virtual e entretenimento no veículo com Wifi dedicado, em uma experiência totalmente imersiva para o cliente.

A Fiat Toro 2022 agora conta com Sistema Avançado de Assistência ao Condutor (ADAS) com frenagem autônoma de emergência, aviso de mudança de faixa e comutação automática dos faróis. Há ainda faróis Full LED, sistema de iluminação frontal 100% em LED que melhora em 30% a performance dos faróis, e Cluster Full Digital 7’’. Conteúdo de série em todas as versões, o painel de instrumentos 100% digital com tela TFT proporciona uma melhor visualização das informações com imagens e mensagens completas.

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Linha de montagem de motores turbo em Betim (foto: Leo Lara)

Com investimento de R$ 400 mi, Stellantis começa a fabricar motores turbo em MG

Fábrica da Stellantis em Betim inicia fabricação do motor 1.3 turbo que vai equipar modelos da Fiat e Jeep. Montadora investiu R$ 400 milhões na planta

Linha de montagem de motores turbo em Betim (foto: Leo Lara)
Linha de montagem de motores turbo em Betim (foto: Leo Lara)

 

A mais nova unidade de produção da Stellantis, localizada no Polo Automotivo Fiat de Betim (MG), inicia a fabricação da família de motores GSE Turbo por ocasião da visita do CEO da Stellantis, Carlos Tavares, em conjunto com Mike Manley, Head of Americas, e Antonio Filosa, COO da Stellantis para a América do Sul. Nesta quarta, foi fabricado a primeira unidade, que é um motor 1.3 turbo a gasolina que vai equipar modelos da Fiat e Jeep.

A fábrica tem capacidade inicial de produção de 100 mil unidades por ano e exigiu recursos da ordem de R$ 400 milhões, incluindo investimentos de fornecedores e Pesquisa & Desenvolvimento. Esta é a primeira fase da planta, que começa a fabricar imediatamente o motor de quatro cilindros turbo e, ainda em 2021, terá expansão com novos investimentos adicionais da ordem de R$ 100 milhões e o início da produção do propulsor de três cilindros turbo.

Com o início da operação da nova planta, Betim torna-se o maior centro de produção de powertrain da América Latina, com capacidade anual de 700 mil motores e 500 mil transmissões. A integração produtiva da nova unidade com as linhas dos motores Fire e Firefly promove alta sinergia de gestão, manutenção, logística e expertise técnica.

Nós adiantamos esse assunto em maio de 2020 durante live com o assessor técnico da Stellantis Ricardo Dilser

“A Stellantis abre uma nova era para nossa presença sustentável na América Latina e o início da produção desse motor GSE Turbo de classe mundial é uma grande notícia para a economia brasileira. Estou convencido de que nossos talentosos e comprometidos funcionários farão o possível para garantir a satisfação de nossos clientes”, disse o CEO da Stellantis, Carlos Tavares, por ocasião de sua primeira visita ao Brasil desde a criação da Stellantis, em janeiro.

“A inauguração desta planta de motores turbo representa um passo estratégico na direção de ampliarmos nossa presença na América Latina. Também traz muitas possibilidades para nossa gama de produtos, pois os motores GSE Turbo reúnem as melhores tecnologias de desempenho e sustentabilidade, com ganhos no consumo de combustível e redução de emissões. Esta nova produção será fonte de grande orgulho e motivação para todos nós”, acrescentou Antonio Filosa, COO da Stellantis para a América do Sul.

Carlos Tavares, Mike Manley e Antonio Filosa
Carlos Tavares, Mike Manley e Antonio Filosa. (Foto: Leo Lara)

Nova planta

Com 12 mil metros quadrados de área produtiva, a nova planta possui duas linhas de usinagem, que compreendem cabeçote e bloco de motor, e uma linha de montagem, dividida em três ciclos: cabeçote, short block e long block. O projeto teve início em 2019 e, seguindo as tendências da Indústria 4.0, as análises técnicas do layout produtivo foram realizadas em 3D, com uso de ferramentas de virtualização para criar e testar os processos de manufatura antes da instalação física.

A realidade virtual também foi empregada para simular a operação de equipamentos e máquinas, em um trabalho integrado com fornecedores para garantir qualidade e eficiência, além da ergonomia correta dos operadores. Ao longo de dois anos, a nova unidade de motores GSE Turbo foi projetada e instalada com a participação de mais de 90 empresas para aporte de soluções tecnológicas e componentes, grande parte delas brasileiras.

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Com tecnologias de alta eficiência e desempenho, a fábrica adota as melhores práticas de manufatura já existentes em unidades fabris do grupo na Europa e na China. “Para garantir os melhores padrões mundiais de qualidade, realizamos benchmarks globais que, somados ao conhecimento acumulado ao longo de 44 anos de atividade do Polo Automotivo de Betim, tornam a nova fábrica de motores uma referência global”, destaca o diretor de Manufatura da Stellantis para a América do Sul, Pierluigi Astorino.


Motor 1.3 de quatro cilindros

Para assegurar alto grau de qualidade e confiabilidade, os processos têm como diferencial a completa rastreabilidade das operações realizadas. Dados como o aperto de parafusos e testes de componentes são armazenados em unidades de memória, chamadas databolt e datatag, que acompanham todo os ciclos produtivos da usinagem e da montagem. A nova unidade segue rigorosos requisitos ambientais e de segurança, em conformidade com as normas ISO 14.001, ISO 50.001 e OHSAS.

Diversidade

A nova fábrica emprega diretamente 350 pessoas, das quais 139 são mulheres. Considerando-se a cadeia produtiva e de desenvolvimento dos propulsores, foram gerados cerca de três empregos indiretos para cada posto de trabalho direto.

Para incorporar novos processos e tecnologias, o time passou por amplo percurso formativo, com treinamentos especializados. “Estamos empenhados em formar equipes cada vez mais diversas. A inclusão enriquece as relações sociais e de trabalho, aumentando o potencial da inovação e, consequentemente, a competitividade dos nossos negócios”, diz Pierluigi Astorino.

Mireli Resende foi contratada em 2019 e hoje é team leader na linha de usinagem do cabeçote do GSE Turbo. Antes de iniciar as atividades na nova fábrica, passou por amplo processo de capacitação e se orgulha dos resultados alcançados. “O motor turbo é produzido por um time diverso. São várias cabeças, mãos e corações, pois aqui produzimos também com paixão. Ver o motor pronto na ponta da linha é uma sensação de dever cumprido, de toda a equipe que está empenhada em produzir com qualidade, eficiência e segurança”, conta Mireli.

Motores com mais tecnologia e benefícios

Com mais economia de combustível, melhor desempenho e menos emissões de CO2, a nova família GSE Turbo que começa a ser produzida na planta de Betim é composta pelos motores T3 (1.0l) e T4 (1.3l), ambos disponíveis nas versões flex e gasolina. Na versão gasolina, o motor de 4 cilindros e trem de válvulas 4V MultiAir III 1.3 (cilindrada de 1.332 cm³) conta com uma potência de 180 cv, torque de 270Nm e taxa de compressão de 10.5:1.

Os motores GSE trazem a tecnologia MultiAir da Stellantis, já presente em outros propulsores de excelente performance. O sistema eletro-hidráulico permite o controle totalmente flexível da duração e da elevação das válvulas de admissão, além do controle de carga do motor sem gerar perdas de bombeamento e contribuindo para reduzir o consumo de combustível do motor em operações de baixa e média carga.

Com qualidade de classe mundial, os motores da família GSE possuem tecnologias para reduzir o tempo de aquecimento do motor, diminuindo as emissões de gases e o consumo de combustível, especialmente em uso urbano (trajetos curtos). O bloco de alumínio, além de reduzir o peso do propulsor, esquenta mais rápido pela menor resistência à condução de calor. Já o trocador de calor do óleo colabora para diminuir o tempo de aquecimento do motor, transferindo calor da água – que esquenta mais rápido – para o óleo, que, atingindo a temperatura ideal, reduz o atrito do motor. Por outro lado, o trocador também evita que o óleo esquente demais, o que traz confiabilidade ao conjunto.


Linha de montagem em Betim (Foto: Leo Lara)

Motor 1.3 turbo e 1.0 turbo

Segundo a Stellantis, a nova geração MultiAir III, presente na família GSE, tem o controle das válvulas ainda mais flexível. O novo perfil de came com pré-levantamento permite a abertura das válvulas de aspiração durante a fase de escapamento, visando à realização do EGR interno, com redução dos óxidos de nitrogênio e aumento da eficiência do motor na carga parcial. Além disso, o perfil de levantamento da válvula de admissão do MultiAir III é mais extenso e possibilita gerenciar a taxa de compressão efetiva do motor, mantendo a tendência à detonação sob controle (independente do combustível utilizado). Isso ocorre com o controle do atraso do fechamento da válvula de aspiração, o que reduz a pressão e a temperatura na câmera de combustão, controlando a detonação sem comprometer o avanço de ignição. Assim, como resultado, consegue-se mais eficiência de combustível nas condições de alta carga, quando se deseja desempenho do veículo.

Os motores da família GSE contam ainda com um sistema avançado de sobrealimentação. O turbocompressor de baixa inércia e volume de ar reduzido entre o compressor e o coletor de admissão leva a uma resposta mais rápida do propulsor. O coletor de escapamento integrado reduz o turbo lag e o tempo de aquecimento do motor e do catalizador, favorecendo o tempo de resposta e um menor consumo de combustível junto com uma rápida reposta ao controle de emissões. Com válvula wastegate eletrônica, os propulsores trabalham ainda com um controle refinado da sobrealimentação, garantindo mais confiabilidade e uma dirigibilidade aprimorada.

Injeção direta de combustível

Equipados com um sistema de combustão inovador para motores de pequena cilindrada unitária, os propulsores 1.0 e 1.3 GSE utilizam injeção direta de combustível. Este é um item fundamental em motores turbo porque reduz a temperatura da mistura dentro da câmara de combustão, diminuindo a tendência à detonação e, portanto, aumentando a eficiência da queima com menor consumo de combustível e melhor desempenho.

Outro destaque do sistema é o ângulo dos injetores de combustível. Posicionados quase verticalmente a 23 graus, as emissões são reduzidas graças ao menor contato do spray com a parede do cilindro. Além de favorecer a formação de mistura, esta característica evita o comprometimento do filme de óleo lubrificante na camisa do cilindro. A direção e o tipo do spray, combinados com o fluxo de alta turbulência criado pelo design otimizado dos condutos de aspiração do cabeçote (dois separados por cilindro), proporcionam excelentes velocidade e estabilidade da combustão.

Outra característica técnica com o mesmo propósito é o termostato elétrico, comandado pela centralina, que faz com que o motor atinja e mantenha sua temperatura ideal de funcionamento com mais velocidade e precisão. Por fim, a corrente de distribuição silenciosa e “for life” reduz o ruído e aumenta a confiabilidade no propulsor por não exigir nenhum tipo de manutenção.

Stellantis-PSA-FCA-Carro-Esporte-Clube

UE aprova, com condições, fusão das montadoras PSA e Fiat Chrysler

Novo conglomerado reúne as marcas marcas Abarth, Fiat, Jeep, Dodge, Lancia, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, além de Comau e Teksid.

Stellantis-PSA-FCA-Carro-Esporte-Clube

A fusão da francesa Groupe PSA e a ítalo-americana Fiat Chrysler Automóveis (FCA) foi aprovada nesta segunda-feira (21) pela União Europeia. Contudo, o bloco estabeleceu condições para proteger a concorrência no setor de veículos.

Com o negócio, as empresas formarão o quarto maior grupo automobilístico mundial sob o nome Stellantis. PSA e FCA se comprometeram a prorrogar acordo da francesa e a Toyota sobre veículos comerciais leves, além de  facilitar o acesso das concorrentes às redes de reparos e manutenção.

“Estamos em condições de autorizar a fusão entre Fiat Chrysler e Peugeot SA, pois seus compromissos facilitarão a entrada e expansão no mercado das caminhonetes comerciais leves. Nos outros mercados em que as duas fabricantes exercem suas atividades, a concorrência continuará a ser apoiada após a fusão”, afirmou Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão responsável pela Concorrência.

Stellantis

O novo conglomerado reúne as marcas marcas Abarth, Fiat, Jeep, Dodge, Lancia, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, além de Comau e Teksid. O agora quarto maior grupo automotivo cobre praticamente todos os segmentos-chave de veículos, desde automóveis de luxo, premium e de passageiros, até SUVs e picapes & veículos utilitários leves.

‘Stellantis’ é a junção do verbo latino “stello”, que significa “iluminar com estrelas”. O conceito deles é que o nome representa o audacioso projeto de integração de empresas e culturas diferentes, com marcas italianas, francesas, americanas e inglesa, dentre outras.

“As origens latinas do nome homenageiam a rica história de suas empresas fundadoras, enquanto a evocação da astronomia captura o verdadeiro espírito de otimismo, energia e renovação que impulsionam essa fusão que está mudando o setor”, diz o comunicado.

O nome Stellantis será usado exclusivamente para se referir ao Grupo, como uma marca corporativa. Os nomes e os logotipos das marcas constituintes do Grupo permanecerão inalterados.

O projeto é que a fusão seja concluída no primeiro trimestre de 2021. Contudo, O processo inclui a aprovação pelos acionistas de ambas as empresas em suas respectivas Assembleias Gerais Extraordinárias e a satisfação de análises antitruste e outros requisitos regulatórios. As assembleias estão marcadas para dia 4 de janeiro de 2021.

Segundo a companhia, o novo grupo tem 46% das receitas derivadas da Europa e 43% da América do Norte, com base nos dados agregados de 2018 de cada empresa. A partir da união, as estratégias para as outras regiões serão reformuladas.

Membros da Conselho da Stellantis

John Elkann (Presidente)
Robert Peugeot (Vice-presidente)
Henri de Castries (Diretor Independente Sênior)
Andrea Agnelli (Diretor não executivo)
Fiona Clare Cicconi (Diretora não executiva)
Nicolas Dufourcq, (Diretor não Executivo)
Ann Frances Godbehere, (Diretora não executiva)
Wan Ling Martello (Diretor não Executivo)
Jacques de Saint-Exupéry, (Diretor não Executivo)
Kevin Scott (Diretor Não Executivo)
Carlos Tavares (CEO)

John Elkann (Chairman)

John Elkann é atualmente Chairman e Diretor Executivo da FCA e se tornará Chairman e Diretor Executivo da Stellantis após a conclusão da fusão. Ele foi nomeado em 21 de abril de 2010 presidente da Fiat SpA, onde anteriormente atuou como vice-presidente a partir de 2004 e como membro do Conselho desde 1997 e se tornou Chairman da FCA em 12 de outubro de 2014. John Elkann também é Chairman e CEO da Exor NV e Chairman da Giovanni Agnelli BV.

John Elkann obteve o bacharelado científico no Lycée Victor Duruy em Paris e formou-se em Engenharia no Politécnico, a Universidade de Engenharia de Turim (Itália). Ainda na universidade, ganhou experiência de trabalho em várias empresas do grupo FCA no Reino Unido e na Polônia (manufatura), bem como na França (vendas e marketing). Ele iniciou sua carreira profissional em 2001 na General Electric como membro da Equipe de Auditoria Corporativa, com atribuições na Ásia, Estados Unidos e Europa. John Elkann é Chairman da Ferrari NV e Ferrari SpA e Chairman do GEDI Gruppo Editoriale SpA e membro do Conselho da PartnerRE Ltd .. John Elkann é membro do Conselho de Curadores e do Comitê de Nomeação do Museu de Arte Moderna (MoMA) . Ele também atua como Chairman da Fundação Giovanni Agnelli.

Robert Peugeot (Vice-presidente)

Robert Peugeot, presidente do conselho da FFP, é atualmente o representante permanente da FFP no Conselho de Supervisão da PSA, membro do Comitê de Finanças e Auditoria da PSA e Chairman do Comitê Estratégico da PSA. Ele atuará como Diretor da Stellantis após a conclusão da fusão. Robert Peugeot ingressou no Conselho de Supervisão da PSA como representante permanente da FFP em 25 de abril de 2014. Robert Peugeot é graduado pela École Centrale de Paris e pelo Institut Européen d’Administration des Affaires (INSEAD).

Robert Peugeot ocupou vários cargos executivos na PSA. De 1998 a 2007, ele foi vice-presidente de Inovação e Qualidade e membro do Comitê Executivo do PSA. Além disso, Robert Peugeot atua como Chairman do Conselho da FFP S.A .; diretor da Établissements Peugeot Frères S.A .; diretor da Faurecia S.A .; diretor da FFP Investment UK Ltd .; Chairman da F&P S.A.S .; diretor administrativo da S.A.R.L. CHP Gestion; diretor administrativo da SC Rodom; representante permanente da F&P S.A.S. no conselho de administração da Safran S.A .; membro do conselho fiscal da Signa Prime; diretora da Sofina S.A .; membro do conselho fiscal da Soparexo S.C.A .; diretor da Tikehau Capital Advisors S.A.S; e representante permanente da Maillot II S.A.S, no conselho de administração da Sicav Armene 2. Ele é um Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito da França e um Cavaleiro da Legião de Honra Francesa.

Henri de Castries (Diretor Independente Sênior)

Henri de Castries atuará como Diretor da Stellantis após a conclusão da fusão. Ele é graduado pela École des Hautes Etudes Commerciales (HEC) e pela École Nationale d’Administration (ENA). Henri de Castries foi Chairman do Conselho de Administração da AXA S.A. de 2000 e presidente e diretor executivo de abril de 2010 a setembro de 2016. Anteriormente, trabalhou para o Gabinete de Inspeção do Ministério das Finanças francês e para o Departamento do Tesouro francês. Além disso, Henri de Castries atualmente atua como diretor da Argus Media Ltd; Chairman da Europe e conselheiro especial da General Atlantic; Chairman do Conselho de Administração da AXA Assurances IARD Mutuelle; Chairman do Conselho de Administração da AXA Assurances Vie Mutuelle; membro do conselho consultivo global da Leapfrog Investments Ltd; diretor do HSBC Holdings plc .; e vice-presidente do Conselho de Administração da Nestlé S.A.

Andrea Agnelli (Diretor não executivo)

Andrea Agnelli atuará como Diretor não executivo da Stellantis após a conclusão da fusão. Andrea Agnelli é presidente da Lamse (desde 2007), uma holding financeira, presidente da Juventus Football Club SpA (desde 2010), presidente da “Fondazione del Piemonte per l’Oncologia” (desde 2017) e presidente da “European Club Association ”(desde 2017, membro do conselho desde 2012).

Ele estudou em Oxford (St. Clare’s International College) e em Milão (Università Commerciale Luigi Bocconi). Andrea Agnelli começou sua carreira profissional em 1999 na Ferrari Idea em Lugano antes de se mudar para Lausanne para ingressar na Philip Morris International, de 2001 a 2004. Em 2005, ele retornou a Turim para trabalhar no desenvolvimento estratégico para IFIL Investments S.p.A. (agora EXOR N.V.).

Andrea Agnelli é também General Partner de Giovanni Agnelli B.V., membro do Conselho de Administração da EXOR N.V., membro do Comité Executivo da UEFA e membro do Conselho Consultivo da BlueGem Capital Partners LLP. Anteriormente, atuou como membro do conselho da Lega Serie A e como membro do conselho da “Fondazione per la mutualità generale negli sport professionistici”. Andrea Agnelli foi nomeado para o conselho de administração da Fiat SpA em 30 de maio de 2004 e tornou-se membro do Conselho de Administração da FCA em 12 de outubro de 2014.

Fiona Clare Cicconi (Diretora não executiva)

Fiona Clare Cicconi atuará como representante dos funcionários no Conselho da Stellantis após a conclusão da fusão. Fiona Clare Cicconi é vice-presidente executiva e diretora de Recursos Humanos da AstraZeneca PLC desde 2014. Fiona Clare Cicconi começou sua carreira na General Electric, onde ocupou várias funções de Recursos Humanos no setor de petróleo e gás. Posteriormente, ela passou vários anos na Cisco, supervisionando Recursos Humanos no sul da Europa e, em seguida, relações industriais e de funcionários na EMEA, antes de ingressar na F. Hoffmann La Roche em 2006. Lá, ela foi mais recentemente responsável por Recursos Humanos globais para Global Technical Technical Operações. Fiona Clare Cicconi é formada em estudos de negócios internacionais pela Leeds Metropolitan University.

Nicolas Dufourcq (Diretor não Executivo)

Nicolas Dufourcq atuará como Diretor da Stellantis após a conclusão da fusão. Nicolas Dufourcq é graduado pela École des Hautes Etudes Commerciales (HEC) e pela École Nationale d’Administration (ENA).

Nicolas Dufourcq começou sua carreira no Ministério da Economia e Finanças da França em 1988 e depois ingressou no Ministério da Saúde e Assuntos Sociais da França em 1992, antes de ingressar na France Telecom em 1994. Em 1998, ele criou a Wanadoo, líder do acesso à Internet, uma subsidiária da France Telecom, e listou-a por € 20 bilhões em 2000. Entre 1998 e 2003, ele foi CEO da Wanadoo e diretor executivo da France Telecom responsável pela Internet, TV a cabo e TV paga.

Nicolas Dufourcq ingressou na Capgemini em 2003, onde era responsável pela região centro e sul da Europa. De 2004 a 2013, ele atuou como diretor financeiro e vice-presidente executivo da Capgemini. Desde 7 de fevereiro de 2013, Nicolas Dufourcq é o CEO da Bpifrance SA. Além disso, Nicolas Dufourcq atua como diretor executivo da Bpifrance Financement S.A .; diretor executivo da Bpifrance Investissement S.A.S .; diretor executivo da Bpifrance Assurance Export S.A.S .; presidente e diretor executivo da Bpifrance Participations S.A .; representante permanente da Bpifrance Participations S.A. no Conselho de Administração da Orange; vice-presidente do conselho fiscal da STMicroelectronics N.V .; e membro do conselho fiscal da Doctolib S.A.S.

Ann Frances Godbehere (Diretora Não Executiva)

Ann Frances Godbehere atuará como diretora não executiva da Stellantis após a conclusão da fusão. Nascida no Canadá, Ann Frances Godbehere começou sua carreira na Sun Life of Canada em 1976 em Montreal, Canadá, e ingressou no M&G Group em 1981, onde atuou como vice-presidente sênior e controladora de vida e saúde, e negócios de propriedades e acidentes em toda a América do Norte.

Ela ingressou na Swiss Re em 1996, após a aquisição do Grupo M&G, e atuou como diretora financeira de 2003 a 2007. De 2008 a 2009, ela foi diretora financeira interina e diretora executiva do banco Northern Rock no período inicial após sua nacionalização. Ann Frances Godbehere também ocupou vários cargos de diretoria não executiva na Prudential plc, British American Tobacco plc, UBS AG e UBS Group AG. Mais recentemente, e até maio de 2019, Ann Frances Godbehere atuou como diretora não executiva da Rio Tinto plc e da Rio Tinto Limited.

Ela também foi diretora sênior independente da Rio Tinto plc. Além disso, Ann Frances Godbehere atua como diretora não executiva da Royal Dutch Shell plc. Ela também é membro do Institute of Chartered Professional Accountants e membro da Certified General Accountants Association of Canada.

Wan Ling Martello (Diretora não Executiva)

Wan Ling Martello atuará como Diretora não executiva da Stellantis após a conclusão da fusão. Atualmente atua como sócia e cofundadora da BayPine, gestora de patrimônio privado, função que exerce desde 2020. De 2015 a 2018, a Sra. Martello atuou como vice-presidente executiva e diretora executiva da Ásia, Oceania e regiões da África Subsaariana na Nestlé.

De 2012 a 2015, a Sra. Martello atuou como diretora financeira da Nestlé e de 2011 a 2012 ela atuou como vice-presidente executiva da Nestlé. De 2005 a 2011, a Sra. Martello foi executiva sênior da Walmart Stores, Inc., uma empresa de varejo, onde atuou como vice-presidente executiva de comércio eletrônico global e vice-presidente executiva, diretora financeira e estratégia. A Sra. Martello atua no conselho de administração do Alibaba Group desde 2015 e da Uber Technologies, Inc. desde 2017. Wang Ling Martello tem MBA pela Universidade de Minnesota e bacharelado científico pela Universidade das Filipinas.

Jacques de Saint-Exupéry (Diretor não Executivo)

Jacques de Saint-Exupéry atuará como representante dos funcionários no Conselho da Stellantis após a conclusão da fusão. Jacques de Saint-Exupéry formou-se na Bordeaux Business School.

Jacques de Saint-Exupéry ocupou vários cargos na PSA desde 1984. Desde 2011, tem trabalhado na equipe de controle de gestão, abrangendo as atividades do departamento de finanças corporativas e tesouraria, bem como o departamento de comunicação financeira.

Além disso, Jacques de Saint-Exupéry está envolvido na atividade sindical desde 2008, inclusive como secretário do conselho de trabalhadores da PSA.

Kevin Scott (Diretor Não Executivo)

Kevin Scott atuará como Diretor não executivo da Stellantis após a conclusão da fusão. Kevin Scott é vice-presidente executivo de tecnologia e pesquisa e diretor de tecnologia da Microsoft desde 2017. A carreira de 20 anos de Kevin Scott em tecnologia abrange a academia e a indústria como pesquisador, engenheiro e líder. Antes de ingressar na Microsoft, Kevin Scott foi vice-presidente sênior de engenharia e operações do LinkedIn de 2011 a 2016. No início de sua carreira, Kevin Scott supervisionou a engenharia de anúncios para celular no Google, incluindo a integração da aquisição da AdMob pelo Google. Na AdMob, Kevin Scott foi responsável pela engenharia e operações da plataforma líder mundial de monetização para celular. Antes de ingressar na AdMob, Scott ocupou vários cargos de liderança no Google nas divisões de pesquisa e publicidade da empresa. Kevin Scott é o fundador da organização sem fins lucrativos Behind the Tech, membro do conselho de curadores do Instituto Anita Borg e diretor da Fundação Scott. Kevin Scott possui um M.S. em ciência da computação pela Wake Forest University, um B.S. em ciência da computação pela University of Lynchburg, e concluiu a maior parte de seu Ph.D. em ciência da computação na Universidade da Virgínia.

Carlos Tavares (Diretor Presidente)

Carlos Tavares é atualmente Presidente do Conselho de Administração da PSA e se tornará CEO e Diretor Executivo da Stellantis após a conclusão da fusão. Ele ingressou no Conselho de Administração da PSA em 1º de janeiro de 2014 e foi nomeado Presidente do Conselho de Administração da PSA em 31 de março de 2014. Carlos Tavares se formou na École Centrale de Paris. Ocupou vários cargos no Grupo Renault entre 1981 e 2004, antes de ingressar no Grupo Nissan. Carlos Tavares foi nomeado vice-presidente executivo, presidente do Management Committee Americas e presidente da Nissan North America em 2009, antes de ser nomeado Chief Operating Officer da Nissan, cargo que ocupou até 2013. Carlos Tavares também atua como diretor da Airbus Holding SA, e é membro do conselho de administração da European Automobile Manufacturers ‘Association (ACEA) .

Fonte: Redação com AFP

Fiat Strada vende mais que carro de passeio e fecha agosto na vice-liderança

Nova geração acelera vendas da picape compacta, que lidera entre os comerciais. Fiat Strada 2021 registrou 8,6 mil emplacamentos em agosto segundo Fenabrave

Thiago Ventura

A picape-compacta Fiat Strada é a grande surpresa no balanço de vendas de veículos no Brasil em agosto. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o modelo da marca italiana registrou 8.675 emplacamentos no mês passado, mantendo no posto de  veículo comercial leve mais vendido no Brasil e segundo lugar entre os veículos automotores. A Strada só perdeu para o best-seller Chevrolet Onix, com 10.591 emplacamentos.

Modelo projetado e destinado primordialmente ao trabalho, a Strada vende mais do que muito carro de passeio. Em agosto, por exemplo, ultrapassou o Hyundai HB20, o sedã Onix Plus e o Ford Ka, dentre outros que figuram entre os mais vendidos.  O desempenho consolida o acerto da Fiat na nova geração da picape, lançada em junho deste ano.  Nas versões Freedom e Volcano cabine dupla, a Strada talvez esteja conquistando clientes de outras categorias.

Ainda na análise dos veículos mais vendidos, destaque para o Volkswagen T-Cross, SUV mais vendido no acumulado deste ano, superando os best-sellers Jeep Renegade e Jeep Compass. O modelo alemão registrou 6.447 emplacamentos, o quarto mais vendido. Outra novidade neste segmento, o Chevrolet Tracker foi o oitavo mais vendido com 5.891 unidades.

 

Confira os  20 carros mais vendidos de agosto no Brasil:

1º Chevrolet Onix: 10.591 unidades

2º Fiat Strada: 8.675

3º Hyundai HB20: 8.465

4º Volkswagen Gol: 7.909

5º Volkswagen T-Cross: 6.447

6º Fiat Argo: 6.033

7º Chevrolet Onix Plus: 5.958

8º Chevrolet Tracker: 5.891

9º Jeep Compass: 5.217

10º Jeep Renegade: 5.202

11º Fiat Toro: 4.818

12º Ford Ka: 4.611

13º Hyundai Creta: 4.420

14º Fiat Mobi: 4.274

15º Volkswagen Polo: 3.419

16º Volkswagen Virtus: 3.235

17º Nissan Kicks: 3.198

18º Volkswagen Saveiro: 3.194

19º Toyota Corolla: 3.187

20º Honda HR-V: 2.795

Queda nas vendas

As vendas de veículos novos registraram uma queda de 13,67% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacadas 299,6 mil unidades em agosto. O número representa um crescimento de 7,35% em relação a julho.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, a comercialização de veículos apresentou queda de 31%, com a venda de 1,8 milhão de unidades. No período de janeiro a agosto de 2019, foram 2,6 milhões.

O segmento de automóveis e veículos comerciais leves registra, de janeiro a agosto, uma retração de 35,7%, com o emplacamento de 1,02 milhão de unidades. Em agosto, a queda ficou em 24,7%, em comparação com o mesmo mês de 2019, com a venda de 173,5 mil automóveis.

Caminhões e motos

No setor de caminhões, a redução nas vendas foi menor, 15,7% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram vendidas no período 8 mil unidades. Nos oito primeiro meses do ano, as vendas de caminhões totalizaram 55,2 mil unidades, uma queda de 15,6% em relação ao período de janeiro a agosto de 2019.

Os emplacamentos de motocicletas tiveram alta de 8,29% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, com a venda de 96 mil veículos de duas rodas. No acumulado do ano, o setor registra queda de 25% em relação ao período de janeiro a agosto do ano passado, com a comercialização de 531,4 mil unidades.

Demanda reprimida e juros baixos

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a alta nas vendas de motos atende a uma demanda reprimida dos meses em que as montadoras paralisaram a produção. “Com a retomada de parte da produção, pelas montadoras, os volumes de emplacamentos vêm crescendo para atender à demanda reprimida. Contudo, ainda permanecem problemas de produção, pela falta de peças e componentes”, ressaltou.

Sobre os resultados de agosto em relação aos veículos em geral, Assumpção acredita que os números mostram que “o mercado vem retomando patamares mais altos de volume e se ajustando ao ‘novo normal’”.

De acordo com o presidente da Fenabrave, as taxas de juros estão atrativas e as pessoas têm comprado carros como forma de se locomover com mais segurança durante a pandemia de coronavírus. “A manutenção da taxa Selic [taxa básica de juros], em níveis baixos, assim como a pandemia, têm estimulado a compra de carros para o transporte individual das pessoas. Além disso, os financiamentos ficaram mais acessíveis”, disse. (Com Agência Brasil)

Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Fiat se reposiciona para consertar erros do passado e tentar voltar à liderança

Marca adota novo logotipo, identidade visual com referência aos anos 90 e destaca tradição ítalo-brasileira. Fiat confirma novos motores turbo, SUVs e câmbio CVT 

Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos
Nova identidade visual aplicada na Fiat Strada 2021 será o padrão para os próximos produtos

Thiago Ventura

Após dormir no ponto e perder a liderança do mercado no Brasil, a Fiat resolveu lançar uma nova ofensiva para retomar seu lugar ao Sol. A estratégia passa por um novo posicionamento da marca, mudança da experiência do consumidor, mas principalmente: novos produtos (leia-se SUVs), tecnologias e motores turbinados.

Na parte comunicacional, a marca quer assumir uma ‘nova cara’, ressaltando sua cultura Ítalo-brasileira e ser também mais ‘pop, encantadora e espontânea’. Isso se aplica no emblema que passa a ser usado nos carros, como vemos nas fotos: sai aquele cuore adotado em 2006 e que remete aos anos 1920 e entra o ‘Fiat Flag’, apenas as quatro letras, numa releitura do padrão adotado no final dos anos 60. Justamente a Strada estreia esse novo design.

O ícone das quatro linhas fez sucesso no Brasil nos anos 90 e essa tradição que a marca busca de referência para imaginar esse novo tempo. Essa representação gráfica das quatro letras se transforma em listras em movimento com cores contrastantes. As peças publicitárias da Fiat terão uma fotografia quente, inspirada nas grifes da moda italianas, com cores contrastantes e valorizando o emocional, tipo um clipe da Anitta. Esses novos padrões serão aplicados também nas concessionárias.

Comparativo entre os logotipos da marca italiana
Comparativo entre os logotipos da marca italiana

Motores turbo e SUVs

Mas falemos do que de fato vai fazer a diferença: conforme já havíamos confirmado aqui no Carro Esporte Clube, a Fiat prepara uma nova geração de motores FireFly turbo 1.0 três cilindros e 1.3 quatro cilindros, produzidos em Betim (MG). Esses blocos começam a chegar já neste ano, ironicamente no Jeep Renegade, que estreia o novo 1.3T no Brasil.

Por falar em Jeep, a Fiat vai corrigir a mancada de não oferecer modelos na categoria mais aquecida no mundo, os SUVs. A FCA priorizou sua brand americana com o Renegade e Compass, mas agora terá dois novos SUVs pra chamar de seu.

Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)
Assim será o novo padrão de concessionárias da marca (foto: Paulo Bareta)

O primeiro dos dois novos utilitários esportivos está planejado para 2021. Trata-se do “‘SUV do Argo’, construído pela mesma plataforma do hatch. Em 2022 chega mais um SUV, inspirado no conceito Fiat Fastback. Se seguir as linhas do modelo, será um sucesso estrondoso.

A Fiat confirmou que vai introduzir o câmbio automático do tipo CVT em vários produtos da gama. Mais um conserto bem vindo: abandona a obsoleta ideia de equipar seus veículos com transmissão automatizada. Um erro fatal cometido nos finados Linea e Bravo, por exemplo.

Picape representa essa 'nova Fiat'
Picape representa essa ‘nova Fiat’
Grupo Stellantis deve ser criado oficialmente em 2021

Stellantis: grupo vai gerenciar a Fiat Chrysler e a Peugeot

Fusão entre a FCA e PSA vai gerar novo conglomerado Stellantis, controlando 14 marcas da indústria automobilística

Grupo Stellantis deve ser criado oficialmente em 2021
Grupo Stellantis deve ser criado oficialmente em 2021

Dando sequência ao processo de fusão 50/50, a Peugeot SA (Groupe PSA) e Fiat Chrysler Automobiles NV (FCA) revelaram nesta quarta qual será o nome corporativo a ser criado: Stellantis. O logotipo é esse que você vê; o símbolo ainda está sendo definido.

‘Stellantis’ é a junção do verbo latino “stello”, que significa “iluminar com estrelas”. O conceito deles é que o nome representa o audacioso projeto de integração de empresas e culturas diferentes, com marcas italianas, francesas, americanas e inglesa, dentre outras.

“As origens latinas do nome homenageiam a rica história de suas empresas fundadoras, enquanto a evocação da astronomia captura o verdadeiro espírito de otimismo, energia e renovação que impulsionam essa fusão que está mudando o setor”, diz o comunicado.

O nome Stellantis será usado exclusivamente para se referir ao Grupo, como uma marca corporativa. Os nomes e os logotipos das marcas constituintes do Grupo permanecerão inalterados.
O projeto é que a fusão seja concluída no primeiro trimestre de 2021. Contudo,essa data pode ser alterada de acordo com a crise da pandemia do novo coronavírus. O processo inclui a aprovação pelos acionistas de ambas as empresas em suas respectivas Assembleias Gerais Extraordinárias e a satisfação de análises antitruste e outros requisitos regulatórios.

O novo conglomerado reúne as marcas marcas Abarth, Fiat, Jeep, Dodge, Lancia, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, além de Comau e Teksid. O agora quarto maior grupo automotivo cobre praticamente todos os segmentos-chave de veículos, desde automóveis de luxo, premium e de passageiros, até SUVs e picapes & veículos utilitários leves.

Segundo a companhia, o novo grupo tem 46% das receitas derivadas da Europa e 43% da América do Norte, com base nos dados agregados de 2018 de cada empresa. A partir da união, as estratégias para as outras regiões serão reformuladas.

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Jovem engenheira é a primeira mulher a comandar fábrica da Fiat Chrysler na América Latina

Em apenas sete anos Juliana Coelho passou de trainee para Plant manager da FCA. Aos 31 anos, vai comandar mais de 5 mil funcionários em PE

JulianaCoelho_FCA_01

Uma jovem engenheira será a primeira mulher a comandar uma fábrica da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) na América Latina. Trata-se de Juliana Coelho, que assume o cargo de Plant manager do Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE).  Juliana sucede o italiano Pierluigi Astorino , que assumiu o cargo de diretor de Manufatura para a América Latina. A fábrica tem mais de 5 mil funcionários e produz os modelos Jeep Renegade, Compass e Fiat Toro. Um novo SUV derivado da picape Toro vai ser também produzido no Nordeste.

“Estou feliz em estrear esse novo ciclo na FCA, é um desafio e eu gosto de desafios”, afirma a pernambucana, que começou sua trajetória no mercado automobilístico dentro do grupo. Juliana iniciou a carreira em 2013, como Especialista de Processo de Pintura, tendo passado por treinamentos on the job em fábricas da FCA na Itália e na Sérvia.

A nova manager entrou como trainee e fez parte do primeiro time de funcionários do Polo Automotivo Jeep.  Foi o primeiro emprego da moça. Desde então vem construindo uma carreira ascendente na empresa. Ela já foi supervisora e gerente da Pintura e gerente da Montagem na Jeep, além de, mais recentemente, ter chefiado a área de VLM (Vehicle Line Manufacturing), responsável por novos desenvolvimentos na manufatura, no Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG).

Pernambucana de Olinda, Juliana formou-se em Engenharia Química porque pensava em seguir carreira na área de petróleo e gás, forte na região. Amava carros porque, quando criança, adorava passear com o pai nos diferentes modelos que ele dirigia pertencentes à locadora onde trabalhava.

Pierluigi Astorino assumiu o cargo de Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina
Pierluigi Astorino assumiu o cargo de Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina

Juliana assume a unidade de Goiana em plena pandemia do coronavírus, diante das previsões de queda de 40% nas vendas. A FCA vê na nova Strada a chance de manter a receita. Mas como o produto é feito em Betim, aumenta a pressão para um bom resultado também em Pernambuco.

. “O Polo Automotivo Jeep vem de um ciclo importante de aprimoramento em excelência em qualidade. Vamos continuar evoluindo dando ênfase ao desenvolvimento de produtos, a contínua melhoria de processos e investindo nas nossas pessoas, sem dúvidas um dos principais diferenciais da Jeep”.

Novo diretor

Aos 38 anos, Pierluigi Astorino iniciou sua carreira no Grupo FCA em 2006, na planta de Mirafiori, Itália. Destacou-se como International Projects Leader, com desenvolvimento de projetos nas plantas do grupo nas quatro regiões do globo. Ele sucede o também italiano Francesco Ciancia, nomeado para liderar a manufatura dos brands Maserati e Alfa Romeo na Itália.

Pierluigi foi um dos dos responsáveis pela implementação da planta Jeep no Brasil por três anos. Após essa experiência, foi responsável pela Engenharia de Manufatura da FCA. Em 2018, retornou à Goiana como Plant manager.

Ana Theresa Borsari, da PSA: única mulher na presidência de empresa da área atualmente
Ana Theresa Borsari, da PSA: única mulher na presidência de empresa da área atualmente

Mulheres na liderança

Não é comum ter mulheres em postos de liderança na área técnica da indústria automobilística no Brasil.  A General Motors (GM) já teve Sonia Campos como diretora da unidade de São Caetano do Sul (SP) de 2011 a 2015, enquanto a PSA Peugeot Citroën teve Ana Isabel Fernandes dirigindo a fábrica de Porto Real (RJ) de 2012 a 2014.

Em nível de presidência, apenas a PSA possui atualmente uma mulher no comando, Ana Theresa Borsari, no cargo desde 2015. Já a GM tem  Marina Willisch como como vice-presidente. O grupo americano também já teve presidentas Denise Johnson e Grace Lieblin no curto período de 2010 a 2012.

Redação com AE

 

fiat-strada-2021-preços-e-valores

Fiat Strada 2021: nova geração chega ao mercado por R$ 63,5 mil

Picape ganhou plataforma e design novos para manter liderança no segmento. Meta da empresa é vender 20% mais da Fiat Strada 2021



A Fiat lançou nesta sexta-feira, de forma online, a nova geração da picape mais vendida no Brasil. A Strada 2021 chega com novo design, inspirado na irmã maior Toro, carroceria quatro portas e opção de motores 1.3 e 1.4. A nova Fiat Strada 2021 já está nas lojas com preço inicial de R$ 63.590. A marca optou por manter a atual no mercado com opção mais básica na versão Hard Working.


Trata-se de um produto completamente novo, com adoção da plataforma MPP, dedicada exclusivamente ao desenvolvimento da nova picape.

Fiat Strada 2021: preços e versões

  • Strada Hard Working CS – R$ 61.590
  • Strada Endurance Plus CS 1.4 Fire (Manual) – R$ 63.590
  • Strada Endurance Plus CD 1.4 Fire (Manual) – R$ 74.990
  • Strada Freedom CS 1.3 Firefly (Manual) –  R$ 69.490
  • Strada Freedom CD 1.3 Firefly (Manual) – R$ 77.990
  • Strada Volcano CD 1.3 Firefly (Manual) – R$ 79.990

 

O head de Design da FCA na América Latina, Peter Fassbender, conta que o projeto para a nova geração da Strada 2021 buscou maior relação com os proprietários do modelo. “Fomos até a cada dos clientes para pesquisar sobre o uso diário, analisando cada tipo de cliente para ter para ter uma boa indicação de que tipo de produto criar”. O designer destaca a criação da grade e o faróis como principais elementos do modelo, aliando o desenho italiano à robustez necessária para um utilitário leve.

 

 

Essa pesquisa com usuário também foi aplicada no desenvolvimento da central multimídia Uconnect. Segundo a Fiat, a navegação do sistema foi pensada para ser mais simples e fácil de operar. O desenvolvimento foi feito pela equipe em Minas Gerais, mas será aplicada em outros mercados do mundo.

Em relação, 90% do projeto do modelo foi feito através de realidade virtual, tecnologia pode analisar 100% das características de motorista e passageiros. O trabalho foi feito pelo Latam Virtual Center, departamento que também analisou as opções de materiais e equipamentos para aprimorar a segurança do modelo. Já a realidade aumentada foi utilizada para conferir cada detalhe final do modelo, desde o ponto de soldagem ou o alinhamento de peças como faróis e tampas.

Uma das grandes novidades é que a  Fiat Strada 2021 agora possui carroceria cabine dupla (CD) com quatro portas, opção inédita no mundo entre as picapes compactas.  Já a versão cabine simples (CS)  agora possui a maior capacidade de carga do segmento, que saltou para 720 kg, numa caçamba que acomoda 1354 litros. A Strada CD por sua vez tem capacidade de carga de 650 kg e 844 litros.

Além disso, a Nova Strada tem maior altura do solo (de até 214 mm) da categoria e oferece ângulos de entrada de até 24º e saída de obstáculos até 28º. Outra métrica interessante, graças à utilização da plataforma MPP, é  o exemplo do diâmetro de giro de apenas 10,7 m, que facilita na hora de manobras.

O modelo é revelado inicialmente nas versões Endurance (CS e CD), Freedom  (CS e CD) e Volcano CD. Futuramente, também será oferecida na versão mais simples Working.  A Fiat anuncia opção dos motores 1.4 EVO de 85/88 cv ou o 1.3 FireFly de 101/109 cv, sempre com câmbio manual de cinco marchas. Futuramente, as versões Freedom CD e Volcano CD terão opção de transmissão automática do tipo CVT.

O modelo apresenta faróis em LED e quatro airbags de série na configuração cabine dupla, além de E-Locker – Controle de Tração Avançado (TC+), controle de estabilidade e assistente de partida em rampa em todas as versões na nova picape.

Duas décadas de liderança 

A liderança absoluta da Fiat entre as picapes compactas por duas décadas no Brasil . No decorrer de seus 22 anos de trajetória, o modelo foi o responsável por diversas inovações no segmento. Em 2014, completou mais de 1 milhão de unidades comercializadas.

Entre em muitas novidades que passaram pela linha estavam a cabine estendida em 1999, a versão Adventure em 2002, o bloqueio eletrônico do diferencial Locker em 2008, a cabine dupla em 2009 e a terceira porta na cabine dupla em 2013.

Fiat-Palio-Economy-2011

Fiat e concessionária são condenadas a indenizar cliente por carro 0 km com defeito

 

Consumidora comprou um Fiat Palio Economy repleto de defeitos e agora vai receber R$ 21.5 mil de indenização por danos morais e materiais

Fiat-Palio-Economy-2011Uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas condenou a Fiat Chrysler Automóveis (FCA)  e uma concessionária de Belo Horizonte a pagar R$ 21.250 de indenização a uma cliente que teve vários problemas com um carro zero quilômetro retirado em 2012. Na primeira instância, as empresas venceram, mas acórdão da 14ª Câmara Cível reformou a sentença, dando ganho de causa para a  cliente.

Segundo relato contido no processo, a cliente comprou um Fiat Palio Economy por R$31.250 em 19 dezembro de 2011 na concessionária Tecar Minas Automóveis e Serviços Ltda. Na data combinada para retirada, 04 de janeiro de 2012, percebeu que o carro estava com a tampa, o para-choques e a lanterna traseiros desalinhados, infiltração embaixo do banco esquerdo dianteiro e arranhão na lataria da lateral esquerda, entre outros.

Em busca dos reparos, a consumidora deixou o carro na oficina da Tecar no dia da sua retirada, e ele ficou lá até o dia 13 do mesmo mês. Após perceber que a empresa não tomou nenhum tipo de providência em relação ao caso, a cliente realizou um boletim de ocorrência e retirou seu veículo da oficina com os defeitos inicialmente constatados, para posterior reparo.

Ela narra que voltou à concessionária por inúmeras vezes para tentar resolver o problema. A consumidora declarou que ficou ao todo, em períodos diferentes, 49 dias sem o carro, retido para reparos.

Insatisfeita com o atendimento da concessionária e da montadora, ingressou com ação na Justiça, querendo ressarcimento dos prejuízos. O processo foi protocolado em agosto de 2012. Somente em outubro de 2019 saiu a sentença. Em Primeira Instância, ela perdeu a ainda foi condenada a pagar custas e honorários para os advogados das duas empresas. O juiz entendeu que o caso não era passível de dano moral e que, uma vez que o carro foi consertado, não havia prejuízo na depreciação.

Em recurso junto à 14ª Câmara Cível, a consumidora reclamou que prova pericial admitiu a existência dos defeitos por ocasião da compra do bem e que, por isso, as avarias no carro não podiam ser atreladas a um possível mau uso. Além disso, outra perícia aponta que o carro dela teria desvalorização de 20 a 30% em relação a um carro em perfeitas condições.

Ao analisar o caso, o desembargador Valdez Leite Machado não concordou com a sentença do juiz,  pois os fatos e provas comprovam que a cliente ficou privada da utilização do carro por alguns períodos significativos, além do desgaste emocional causado pelas inúmeras tentativas de solucionar o problema junto às empresas.

Citando o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que assegura que “ambas respondem por quaisquer danos verificados no veículo zero quilômetro adquirido pelo consumidor”, o magistrado determinou que fabricante e concessionária devem indenizar solidariamente a consumidora.

O desembargador fixou em R$ 6.250 o valor devido em relação à desvalorização do veículo, por ter sido adquirido já com vários problemas, e o valor de R$15 mil, por danos morais, visando punir os responsáveis e evitar a reincidência do ato ilícito. As desembargadoras Evangelina Castilho Duarte e Cláudia Maia seguiram o mesmo entendimento. 

A decisão ainda pode ser questionada em instâncias superiores.