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Chevrolet Prisma vai ser chamado de Onix Sedã e terá visual do chinês.

Chevrolet confirma nova geração do Prisma no Brasil em 2019

Sedã mais vendido no Brasil vai receber visual do modelo vendido na China e novo motor 1.0 turbo

Chevrolet Prisma vai ser chamado de Onix Sedã e terá visual do chinês.
Chevrolet Prisma vai ser chamado de Onix Sedã e terá visual do chinês.

Por Thiago Ventura

A General Motors confirmou que vai lançar até o fim do ano a nova geração do sedan Prisma. O carro chegará com o visual revelado na China. O carro já está em testes no Brasil, conforme as fotos divulgadas pela montadora americana.

Por aqui a marca começará a fabricar os modelos em setembro, com o sedã sendo o primeiro na linha de produção. O novo Onix Hatchback vem depois, em outubro.

Chevrolet Onix Sedan 2020 ganha ainda um novo painel.
Chevrolet Onix Sedan 2020 ganha ainda um novo painel.

Além do visual, o carro chegará equipado com um motor 1.0 turbo, acoplado com uma transmissão automática de seis velocidades.

Outra mudança é que o Prisma vai abandonar esse nome. O sedã compacto agora vai se chamar Onix Sedan.

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil

O carro terá 4,47 metros de comprimento e 2,60 metros de entre-eixo, que é bem maior que os 4,28 metros e 2,52 metros (respectivamente) do Prisma atual. Assim ele se aproxima do Cobalt, em porte, por isso o sedã maior dará adeus ao mercado com a chegada da nova geração do Prisma.

Ao longo de 2019, a empresa irá promover 11 lançamentos. O primeiro deles foi o Novo Camaro, que chegou às lojas em fevereiro. Outras novidades aguardam sua vez, como o novo Cruze e o novo Cruze Sport6.

“Os novos produtos vão surpreender com o máximo em inovação e tecnologias inéditas. O consumidor elegeu a Chevrolet como a marca preferida e continua a dar aos atuais modelos do Onix e do Prisma a liderança absoluta nas vendas. Além disso, o mercado passa por um momento de transformação, o que abre espaço para acrescentarmos novos produtos dentro do mesmo segmento”, destaca Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul.

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil

 

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil

 

Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
Novo sedã em desenvolvimento no Campo de Provas da GM no Brasil
GM-ameaça-sair-do-Brasil-e-marca-anuncia-R$-10-bi

GM ameaça sair do Brasil, governo dá isenção e marca anuncia R$ 10 bi

General Motors ganha 25% de desconto no ICMS para manter operações em São Paulo e gerar 400 empregos

Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.
Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.


Menos de três meses após ameaçar sair do Brasil devido aos prejuízos da operação no mercado local, a  montadora americana General Motors (GM) anunciou que vai investir R$ 10 bilhões em duas fábricas do estado de São Paulo. Segundo o presidente da empresa na América do Sul, Carlos Zarlenga, os recursos serão usados para lançar novos produtos nas unidades de São José dos Campos, no interior do estado, e em São Caetano do Sul, na região do grande ABC.

E por que ela mudou de ideia? É que a GM foi beneficiada por isenção de 25% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedida pelo governo de São Paulo.  A companhia, que já emprega 15 mil pessoas no estado, informou que pretende contratar mais 400 funcionários no processo de ampliação.

O anúncio foi feito nessa terça-feira (19) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, ao lado do governador, João Doria.  A GM não deu detalhes sobre como os recursos serão aplicados ou quais são os valores destinados a cada uma das unidades.

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Segundo o presidente para América do Sul da empresa, foi feita ainda uma intensa negociação com os principais fornecedores. “Muitos segurando [os repasses da] inflação e outros dando até redução de preços”, disse, sobre as condições que foram conseguidas para garantir novos contratos de longo prazo.

A estimativa é que a montadora, além dos 15 mil funcionários, seja responsável por 50 mil empregos indiretos em todo o estado. Para o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, a ampliação das fábricas são uma vitória na “competição mundial por investimentos”. “Estamos aqui impulsionando toda a economia brasileira”, disse.

 

A planta da GM de São Caetano produz atualmente Cobalt, Spin a a pick-up Montana e o Onix Joy, versão básica do Hatch. Com esse investimento a marca planeja lançar novos produtos, mas não revelou quais.

Blefe

O anúncio que iria sair do Brasil (mesmo sendo líder de mercado) alarmou o governo de São Paulo. Para saber se era um blefe ou não, o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles, foi até os EUA conversar com investidores. De acordo com o jornal Valor Econômico, fontes contaram ao secretário que a operação sul-americana tem mesmo dado à companhia americana prejuízo anual em torno de R$ 1 bilhão.

De volta ao Brasil, Meirelles costurou com Doria um pacote de incentivos à indústria automobilística.  A próxima montadora que o governo vai tenta manter é a Ford, que anunciou o fim de linha do Fiesta e caminhões. Certamente todas as outras vão querer mais um incentivo.

Fabricante do carro mais vendido no mercado e com operações no Brasil desde 1925 iria mesmo sair do mercado local? Muito provavelmente não. Mas, pelo susto dado, ganhou pelo menos R$ 400 milhões em incentivo.

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Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.

Carro do futuro será um celular com rodas

Automóvel pode virar um shopping, com entretenimento e compras dentro da cabine.  E as montadoras de veículos já estão de olho nesse mercado!

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.
Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.


Por Thiago Ventura

Que a conectividade já é uma realidade nos carros, isso não é nenhuma novidade. Atualmente, mesmo modelos de entrada e mais acessíveis já contam com oferta de centrais multimídia, com recursos cada vez mais complexos: conexão com aplicativos via Android Auto, Apple Car Play e mesmo serviço de concierge. Mas essa gama de possibilidades vai aumentar.

Isso será possível com a chegada do nível quatro de automação dos veículos. Pode parecer algo para um longo prazo, mas especialistas estimam que esteja disponível comercialmente daqui a cinco ou 10 anos.

Em tempo: o primeiro nível de automação diz respeito a equipamentos de auxílio ao motorista, como o cruise control, o piloto automático, algo já presente há muito tempo. No segundo estágio, há uma automação parcial: os veículos possuem radares e sensores que mapeiam objetos ao redor e tomam alguma decisões. É o caso do Cruise Control adaptativo.

No terceiro nível, os  veículos podem se movimentar por conta própria tanto na parte de aceleração e direção quanto no monitoramento ativo do ambiente. Já existem modelos em oferta, como o BMW Série 5, que atuam assim. Conseguem manter uma condução em rodovias e mesmo trechos urbanos em que o motorista pode tirar as mãos do volante.

O nível quatro já é da automação alta: o condutor poderá até mesmo dormir ao longo da viagem, já que praticamente todas as atividades serão feitas pelo sistema autônoma. Contudo, ainda haverá a figura do volante e controles do carro. No quinto nível, a conversa fica mais séria: tudo será feito pela máquina. O motorista vira um mero passageiro e pode dedicar todo o seu tempo dentro do veículo para fazer outras atividades.

 

Interior do Tesla Model 3: tela de 15" de série com muita conectividade.
Interior do Tesla Model 3: tela de 15″ de série com muita conectividade.



O que a indústria automobilística planeja é o seguinte: a partir do nível quatro, o ambiente do carro é praticamente o mesmo de uma casa ou escritório conectado à internet, em que o motorista poderá fazer outras atividades, dentre elas comprar coisas: pedir pizza, ingressos para shows, roupas e tudo mais. Há ainda a possibilidade de consumir produtos virtuais, como serviços de streaming (Netflix e Youtube Red).

As marcas já estão trabalhando para isso. Já a General Motors, revelou neste mês o lançamento do serviço Marketplace, no qual os proprietários podem pré-comprar café ou gasolina ou fazer reservas de restaurantes, tudo a partir do assento do motorista. Um menu de compras está disponível na central multimídia com produtos (de marcas parceiras da GM): basta selecionar o item desejado e buscar num drive-thru. O pagamento será feito com cartão de crédito, já registrado no carro.

Já a Renault anunciou, na Europa,  a aquisição de 40% do capital de uma editora na França que publica cinco revistas. A montadora francesa revelou pesquisa em que os condutores do velho continente gastam cerca de duas horas por dia em seu deslocamento.

Sem a necessidade de conduzir o veículo, cada motorista poderá utilizar esse tempo tanto para o trabalho, como para diversão. Ele poderá, por exemplo, assistir um filme ou seriado. Os carros já possuem opção do sistema de som de qualidade e a cada lançamento as telas vão ficando maiores e com mais qualidade!

Os veículos autônomos vão abrir novas possibilidades de negócios. Além de fabricantes de automóveis, as montadoras já preparam o caminho para virar difusoras de conteúdo (e publicidade) e serviços. Assim, ao comprar um carro o consumidor não levar somente um meio de transporte, mas um verdadeiro equipamento de entretenimento móvel. Tudo o que o celular é hoje em dia, com a vantagem de levá-lo aonde quiser.

Veja o vídeo sobre o Marketplace da GM:
youtu.be/WysXyfRbC_M

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