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Para encerrar greve, Renault reintegra demitidos e abre novo PDV

Após derrota na Justiça do Trabalho, Renault se viu obrigada a negociar. Plano de Demissão Voluntária tem mais benefícios, mas congela reajustes de quem fica

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Com uma greve de 20 dias  que afetou a entrega de produtos da Renault em toda a rede de concessionários, a marca francesa e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba chegaram a um acordo nessa segunda (10).  A empresa voltou atrás e readmitiu os 747 demitidos há mais de duas semanas, mas abriu um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV),  com incentivo melhor do que o proposto anteriormente.  Caso a proposta seja aprovada, os funcionários retornam ao trabalho na quarta-feira.

A proposta da marca francesa é novamente desligar cerca de 800 funcionários da área de produção em sua fábrica em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. Segundo a Renault, a medida é  para adequar o efetivo à atual demanda do mercado. A francesa alega crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus e informa que deverá produzir neste 2020 186 mil veículos; a previsão no começo do ano era de fabricar 353 mil unidades.

Para forçar a adesão ao PDV, a marca elaborou a seguinte estratégia: para cada funcionário que aderir ao programa,  um do grupo que deseja continuar na empresa voltará ao trabalho. Os que não forem convocados entrarão em lay-off (suspensão de contratos) por cinco meses. Após enxugar o quadro na produção, a Renault planeja PDV para funcionários da área administrativa.  Os trabalhadores terão até esta terça para votar, de forma online, se aceitam ou não.

O novo plano de demissão voluntária prevê o pagamento de seis salários extras, independente do tempo de casa do funcionário. Também a extensão do plano de saúde para toda a família até junho de 2021 e do vale mercado até dezembro próximo. Quem aderir também receberá a primeira parcela do Programa de Participação nos Lucros (PPR) e um abono previsto para 2021.

A marca se viu obrigada a negociar após perder na Justiça do Trabalho. O sindicato conseguiu liminar que considerou a demissão coletiva irregular e determinava dos demitidos. Para o presidente do sindicato, Sérgio Butka, a proposta possibilita a manutenção de empregos daqui para frente e atende as demandas da empresa.

“Com aprovação da proposta teremos garantia de pilares de competitividade que precisamos para o futuro da Renault do Brasil”, diz a montadora em comunicado distribuído aos funcionários.  A marca condiciona as demissões dentro do PDV como forma de negociar a produção de novos modelos no complexo com a matriz da França.

Sem reajustes

O acordo inclui ainda a suspensão de reajustes salariais neste ano e no próximo – será pago um abono de R$ 2,5 mil no período e reposição pelo INPC em 2022. O PPR deste ano deve ficar em R$ 13,9 mil, caso a produção se confirme em 186 mil veículos. Se nos três anos seguintes os volumes a serem definidos serão pagos, respectivamente, R$ 27 mil, R$ 27,5 mil e R$ 28 mil. Novas contratações terão salários 20% inferiores aos atuais.

*Com informações da AE

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Renault Kwid: carro tem novo recall por falha no berço do motor

Modelo francês pode apresentar defeito no berço do motor: a solda pode se romper, afetando dirigibilidade e provocar acidentes.

Renault-Kwid

Por Thiago Ventura

Marca francesa convocou neste sábado um novo recall para o subcompacto Kwid. Desta vez, o modelo pode apresentar falha no berço do motor: a solda pode se romper, afetando dirigibilidade e provocar acidentes!

Segundo a Renault, o problema aconteceu devido uma não conformidade de execução por fornecedor.  O recall envolve 1.918 unidades, fabricadas entre 9 e 16 de setembro de 2017, com os chassis, não sequenciais, de JJ003408 a JJ998344.

Os proprietários podem comparecer uma das concessionárias da marca a partir deste sábado (20 de janeiro). Os veículos serão analisados e, caso necessário, será feita a substituição do berço do motor. O tempo de reparo não foi informado.

Outro recall

Esse não foi um primeiro recall envolvendo o Kwid. Em novembro, a Renault fez dois chamados para o modelo. Foram 16.798 unidades fabricadas  entre março de 2016 e setembro de 2017 devido  falha no tubo de  combustível. Pelo posicionamento na  montagem da peça, pode ocorrer a perfuração do tubo,  causando vazamento de combustível. Se acontecer, há risco de incêndio.

O  modelo, conhecido pelo slogan de ‘SUV dos compactos’, também pode  apresentar problema no sistema de freio. De acordo com a Renault, podem  surgir trincas e em casos extremos ocasionar ineficiência de frenagem ou  travamento das rodas e perda de dirigibilidade, com risco de causar  acidente. Esse último defeito, envolve 21.802 unidades, fabricadas entre março de 2016 e  novembro de 2017.

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