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Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura

Teste | Renault Sandero RS Racing Spirit 2019: para quem gosta de acelerar

Série especial incrementa ainda mais a versão esportiva do Sandero RS. Motor 2.0 garante diversão nas pistas, mas proprietário precisa amigo do posto de gasolina!

Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura


Por Thiago Ventura e Amintas Vidal

Entre os hatches compactos fabricados no Brasil, o Sandero seria o menos provável a ganhar uma versão esportiva de verdade. Largo e alto por fora, espaçoso por dentro, suas medidas combinam muito mais com a variante aventureira do modelo, a Stepway. Como sua plataforma também serve de base para o sedan Logan, a picape Oroch e os SUVs Duster e Captur, a versão esportiva do Sandero, a RS, pôde receber o motor 2.0 16V Flex que equipa algumas opções da picape e dos dois SUVs.

Coube à RS, Renault Sport, divisão de competição da marca francesa, preparar esse “esportivo nacional” ao trabalhar o motor 2.0 para chegar aos 150 cv de potência e acertar o modelo para as pistas. Foi a primeira vez que essa equipe desenvolveu um carro de pegada esportiva para um país fora da Europa.

No Brasil existe a tradição das montadoras lançarem versões esportivas dos seus modelos, principalmente dos hatches, mas, ultimamente, elas não passam de esportivos de adesivo, isto é, edições com algumas modificações estéticas, mas nenhum ganho mecânico que altere o comportamento em relação às demais versões. Antes existiam modelos que ganhavam motores de capacidade volumétrica maior, alterando o desempenho em relação às versões “normais”.

Ao adotar o motor maior e modifica-lo para um melhor desempenho, retrabalhar o conjunto de suspensões, freios e escapamento, e ainda redesenhar peças e trocar revestimentos, a Renault não só resgatou os bons tempos dessa tradição como elevou a prática a um novo patamar.

Espírito de corrida

O Sandero RS tem um novo para-choque dianteiro, totalmente redesenhado. Ele ganhou DLR (luzes de posicionamento diurno), spoiler destacado, abertura inferior ampliada e com recortes mais angulados. Essa área recebeu tela de proteção em forma de colmeia e uma moldura saliente que contorna e atravessa o para-choque de ponta a ponta. Na série Racing Spirit ela é pintada em vermelho, tornando-se o elemento mais marcante desta edição especial.

Já o para-choque traseiro teve apenas o extrator redesenhado para receber a ponteira dupla do escapamento e ele também foi pintado nessa cor característica da série. Capas dos retrovisores, adesivos alusivos à série e as pinças das pastilhas de freio completam o conjunto de peças destacado com a mesma cor vermelha. Ela está tão associada à Racing Spirit que a Renault só disponibiliza as cores branca, prata e preto para a carroceria, pois a cor vermelha disponível para o RS “normal” inviabilizaria a aplicação destes detalhes em vermelho sobre a mesma.

Internamente o Sandero RS Racing Spirit se difere pelas cores das faixas que decoram os bancos, pequenos detalhes em vermelho no painel e colunas, teto e puxadores das portas em preto. No mais, manopla do câmbio e volante revestidos em material que imita couro com costura em linha vermelha e pedais com acabamento em alumínio e travas em borracha são comuns a todas as versões RS do Sandero.

Contudo, o carro peca em duas falhas graves no ambiente interno. O  Sandero RS Racing Spirit não tem banco traseiro bipartido, nem encosto de cabeça para o passageiro do meio. Mesmo considerando que é uma versão esportiva, são pecados imperdoáveis. Além disso, o acabamento do painel de portas é muito espartano.

Além destes elementos estéticos que destacam a série, a Racing Spirit já sai de fábrica com o conjunto de rodas de 17’’ Grand Prix com os pneus PS4 Michelin. Este item pode ser comprado como opcional para a versão RS pelo valor de R$ 1.000, mas os outros diferenciais mencionados acima são exclusivos da série especial.

O preço sugerido da Racing Spirit é R$ 69.690 e do RS é R$ 66.790. Tirando as rodas, único opcional disponível, ambos saem de fábrica com os mesmos equipamentos. Os principais são: alarme, duplo air bag, freios ABS, freio a disco nas 4 rodas, ESP / HSA (controle eletrônico de estabilidade / assistente de arrancada em subida), isofix e alerta do cinto de segurança do motorista. Bancos dianteiros esportivos, ar-condicionando automático, direção eletro-hidráulica, comando de satélite no volante, sistema multimídia Media NAV com tela touchscreen 7’’ e navegação GPS, computador de bordo, sensor e câmera de marcha à ré, retrovisores elétricos com repetidores, entre outros.

O motor 2.0 16V flex preparado pela RS sofreu pequenas alterações: novos dutos de admissão e sistema de escape mais largos que resultaram em um ganhos de 2 cv em relação ao modelo original usado nos outros modelos da marca. Sua potencia subiu para 145/150cv às 5.750 rpm e o torque manteve-se em 20,2/20,9 kgfm às 4.000 rpm, sempre com gasolina e etanol respectivamente. Entretanto, o Sandero pesa 1.161kg, o mais leve dos modelos sobre essa plataforma e a relação peso potência dessa versão ficou em bons 7,74Kg/cv. Com 100% de etanol no tanque ele atinge os 100 km/h em 8 segundos e chega aos 202 km/h de velocidade máxima engrenado na sexta marcha.

Sim, ao contrário de diversos carros que atingem a velocidade máxima na penúltima marcha, pois a última é propositalmente longa para uso em estradas com baixa rotação do motor, as relações das marchas e do diferencial do Sandero RS visam apenas o desempenho, sem nenhuma preocupação com o consumo. Elas são curtas e muito próximas umas das outras. Aos 110km/h e em sexta marcha, o motor já está trabalhando às 3.250 rpm e o seu ruído invade a cabine. Nesta mesma marcha o freio motor já começa a prender o carro aos 70km/h, outro momento em que se percebe o quanto as relações de marchas são curtas. Além do desconforto acústico em estradas o consumo também não é animador, ficou entre 10 e 11 km/l com etanol, mesmo andando de forma econômica. Em cidades ele fica relativamente melhor, algo entre 5 e 6 km/l.

O trabalho de acerto da Renault Sport não visou o consumo e sim o desempenho, contudo, foi na pista do Mega Space que o Sandero RS mostrou a que veio. Seus 26 mm a menos na altura da carroceria, o que resultou em um centro de gravidade mais baixo e uma cambagem mais esportiva das rodas, molas mais rígidas, barras estabilizadoras mais grossas e buchas em poliuretano, material que deforma menos, o modelo devorou as curvas do travado miolo do circuito.

Tamanho o acerto, foi difícil levar o carro ao limite da aderência, aquele momento em que o controle de estabilidade começa a intervir. As acelerações também foram surpreendentes. As marchas curtas e próximas fazem a rotação do motor atingir o limite rapidamente e o carro acelera de forma bruta, uma diversão para quem gosta de velocidade. Os freios a discos ventilados de 280 mm de diâmetro na dianteira e a discos sólidos de 240 mm de diâmetro na traseira desaceleram o carro de forma segura. Acertos no sistema de assistência a vácuo reduziram o curso do pedal de freio e também contribuíram para a eficiência das frenagens e o desempenho do “piloto”.

Em resumo, o Sandero RS é um carro para quem gosta de acelerar, trocar as marchas mais constantemente, fazer curvas rapidamente e não está preocupado com o consumo e nem mesmo com o conforto de marcha. Para quem tem acesso a pistas, ele já está pronto para começar a correr em track days, pois a Renault Sport fez um ótimo trabalho, um carro realmente esportivo e oferecido em uma faixa de preço sem concorrentes.

FICHA TÉCNICA: SANDERO R.S. 2.0

Arquitetura Carroceria monobloco, 2 volumes, 5 passageiros, 4 portas
Motor Quatro tempos, bicombustível (gasolina e/ou etanol),

quatro cilindros em linha, 16 válvulas

Tração   Dianteira
Cilindrada 1.998 cm³
Diâmetro x curso                                                82,7mm x 93,0 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima (ABNT) 145 cv (gasolina) @ 5.750 rpm / 150 cv (etanol) @ 5.750 rpm
Torque máximo (ABNT) 20,2 kgfm (gasolina) @ 4.000 rpm / 20,9 kgfm (etanol) @ 4.000 rpm
Alimentação Injeção eletrônica multiponto sequencial
Pneus/rodas 195/55 R16 (opcional 205/45 R17)
Suspensão dianteira MacPherson, triângulos inferiores, amortecedor hidráulicos

telescópicos com molas helicoidais.

Suspensão traseira Rodas semi-independentes, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais com efeito estabilizador.
Freios Dianteiros: discos ventilados de 280 mm de diâmetro e 24 mm espessura.

Traseiros: discos com 240 mm de diâmetro

Direção Eletrohidráulica, diâmetro giro 10,6 m
Câmbio Manual, 6 velocidades e marcha ré
Relações de marcha 1ª…………………. 3,73:1

2ª…………………. 2,10:1

3ª…………………. 1,63:1

4ª…………………. 1,29:1

5ª…………………. 1,02:1

6ª…………………. 0,81:1

Ré……………….. 3,54:1

Diferencial……… 4,12:1

Tanque de combustível 50 litros
Porta-malas 320 litros
Carga útil 458 kg
Peso (em ordem de marcha) 1.161 kg
Entre-eixos 2.590 mm
Comprimento 4.068 mm
Altura 1.499 mm
Largura (sem retrovisores) 1.733 mm
Aceleração 0 a 100 km/h 8,4 segundos (gasolina) / 8,0 segundos (etanol)
Velocidade máxima 200 km/h (gasolina) / 202 km/h (etanol)

 

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Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Carlos Ghosn é CEO da Aliança Global Renault-Nissan e Mitsubishi

Preso por crime fiscal, Renault mantém brasileiro Carlos Ghosn como CEO

Marca francesa já ensaia substituição de executivo suspeito de ocultar valores e utilizar ativos da Nissan em benefício próprio

Carlos Ghosn é CEO da Aliança Global Renault-Nissan e Mitsubishi
Carlos Ghosn é CEO da Aliança Global Renault-Nissan e Mitsubishi

Por Thiago Ventura

Preso por crimes fiscais no Japão, o executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn permanece presidente e CEO do Groupe Renault. Foi o que decidiu o Conselho de Administração da Renault, durante reunião nessa terça (20). Havia a expectativa que ele fosse demitido de imediato.

Apesar disso, o conselho indicou Thierry Bolloré como Vice-Presidente Executivo, assumindo os mesmos poderes que Carlos Ghosn. Durante este período, o Conselho se reunirá regularmente para proteger os interesses da Renault e a sustentabilidade da Aliança com a Nissan e a Mitsubishi.

A Diretoria da Renault decidiu solicitar à Nissan, com base nos princípios de transparência, confiança e respeito mútuo estabelecidos na Carta da Aliança, mais informações sobre o andamento das investigações contra contra Ghosn.

Investigação feita no Japão  aponta que Ghosn e um diretor reportaram valores de compensação nos relatórios da Bolsa de Valores de Tóquio menores do que os reais. Ou seja, eles maquiavam os salários junto às autoridades fiscais japonesas. Além disso, usaram ativos da empresa em benefício próprio. A prática foi realizada por muitos anos.

Presidente do Conselho da Nissan, Ghosn é também o presidente e CEO da Aliança Nissan Renault. O executivo é também presidente do Conselho da Mitsubishi. A japonesa já sinalizou que pretende demiti-lo, assim como a Nissan.

De mocinho à vilão: Carlos Ghosn tem uma das carreiras mais brilhantes do mercado.

Brasileiro CEO da Renault-Nissan é preso por fraude fiscal

De mocinho à vilão: Carlos Ghosn tem uma das carreiras mais brilhantes do mercado.
De mocinho à vilão: Carlos Ghosn tem uma das carreiras mais brilhantes do mercado.

Presidente da aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn foi preso nesta segunda no Japão. Ele o diretor Representativo da marca, Greg Kelly, são suspeitos de fraude fiscal.

Investigação aponta que Ghosn e Kelly reportaram valores de compensação nos relatórios da Bolsa de Valores de Tóquio menores do que os reais. Ou seja, eles maquiavam os salários junto às autoridades fiscais japonesas. A prática foi realizada por muitos anos.

A própria Nissan ficou sabendo da denúncia e colaborou com o Gabinete do Ministério Público do Japão. Investigações internas também confirmam as suspeitas. Por conta da prisão dos executivos, a marca japonesa se manifestou por nota.

“Como a má conduta descoberta através de nossa investigação interna constitui clara violações da marca, o diretor Executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, proporá ao Conselho de Diretores da Nissan a remoção imediata de Ghosn de seus cargos como Presidente e Diretor Representativo. Saikawa também proporá a remoção de Greg Kelly de sua posição como Diretor Representativo.

A Nissan pede desculpas por causar grande preocupação aos nossos clientes e acionistas. Continuaremos nosso trabalho para identificar nossos problemas de governança e conformidade e tomar as medidas apropriadas”, diz a marca.

A prisão de Ghosn reapresenta um abalo na industria global, que passa de herói a vilão. O  CEO possui uma das carreiras mais brilhantes do mundo dos negócios, e grande responsável pela virada na Nissan nas últimas duas décadas

A Nissan estava à beira da falência e graças ao trabalho do franco-brasileiro de origem libanesa, conseguiu se recuperar. Além de ser presidente da Nissan, Ghosn também é presidente e diretor-executivo da Renault e da Mitsubishi Motors.
Apesar de maior e mais caro, Renault Sandero tem segurança pior que o subcompacto Kwid.

Renault Sandero e Logan decepcionam em crash test do LatinNCAP

Modelos franceses recebem apenas uma estrela de segurança das cinco possíveis em teste de segurança

Apesar de maior e mais caro, Renault Sandero tem segurança pior que o subcompacto Kwid.
Apesar de maior e mais caro, Renault Sandero tem segurança pior que o subcompacto Kwid.

Por Thiago Ventura

Má notícia para proprietários do modelo compacto da Renault em teste de colisão revelado nesta terça-feira, na terceira série de resultados de 2018 do Latin NCAP,  o Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e o Caribe. O hatch Sandero e o sedã Logan tiveram desempenho decepcionante com uma estrela para a Proteção do Ocupante Adulto e três estrelas para a Proteção do Ocupante Infantil.

A má nota aconteceu principalmente no impacto lateral. Apesar de Sandero/Logan contar com barras laterais nas portas, a falta de uma estrutura de melhor desempenho e dispositivos de absorção de energia prejudica bastante a segurança dos passageiros.

Além disso, o LatinNCAP criticou a ausência de cintos de três pontos em todos os bancos e por não ter Isofix como equipamento padrão. Esse fato surpreende levando em conta que o Sandero lançado na África, testado pelo Global NCAP, possui cintos de três pontos em todos os assentos, bem como ISOFIX como equipamento padrão. A Renault confirmou que irá melhorar o desempenho de segurança do Sandero/Logan.

Renault-Logan-Crash-Test--2018

“É uma enorme preocupação para o Latin NCAP que ainda um dos modelos mais vendidos na região, como é o Sandero/Logan, ofereça um nível de proteção tão baixo, que não possua ESC e tenha uma proteção mínima contra impactos laterais”, comentou Alejandro Furas, Secretário Geral do Latin NCAP.

Um detalhe instigante é que a dupla teve desempenho pior que o Kwid. O subcompacto é mais barato que Logan e Sandero, mas possui Isofix e quatro airbags, o que garantiu três estrelas no LatinNCAP.

O presidente da Comissão Diretiva do Latin NCAP, Ricardo Morales Rúbio, criticou os maus resultados de modelos mais acessíveis. “Os últimos resultados do Latin NCAP mostram claramente as consequências da falta de regulamentações sólidas em toda a região da América Latina e do Caribe. Os carros mais vendidos ganham, ainda, resultados decepcionantes, sendo isso inaceitável para os consumidores. Alentamos a melhorar esses modelos à brevidade, assumindo ações claras de responsabilidade corporativa que serão refletidas em vidas salvas”, disse.

Na Sala de Realidade Virtual, é possível simular uma linha de produção completa

Fábricas de carros utilizam realidade virtual nas linhas de produção no Brasil

Óculos 3D, joysticks e tela de projeção são utilizados para criar modelos digitais e testar cada etapa da montagem do carro.

Na Sala de Realidade Virtual, é possível simular uma linha de produção completa
Na Sala de Realidade Virtual, é possível simular uma linha de produção completa

Por Thiago Ventura

O que antes parecia aplicação apenas no universo de games e produtos digitais já é realidade na indústria automobilística, inclusive no Brasil. Entre as mudanças do conceito conhecido como ‘Indústria 4.0’,  o uso da realidade virtual facilita a criação de novos processo de produção a cada lançamento.

Um exemplo é da Fiat Chrysler Automóveis (FCA): a montagem de um novo modelo ocorre, primeiro, no ambiente virtual! Nesses espaços, as ferramentas são os óculos 3D, joysticks e a tela de projeção. O objetivo é testar cada etapa da montagem do carro.

“Entre as inovações da Indústria 4.0 está o conceito do Digital Twin, ou seja, gêmeo digital, onde é possível criar e testar processos antes de serem instalados fisicamente”, aponta Fábio Pugliese, especialista de Engenharia de Manufatura da FCA. Um dos softwares utilizado é o IC.IDO, do fornecedor francês ESI. A FCA foi a primeira empresa do setor automotivo no Brasil a utilizar o IC.IDO aplicado à manufatura.

A ferramenta cria uma linha de produção virtual,  idêntica à real, para montagem do modelo. Assim,  é possível antecipar qualquer problema e rever os processos e evitar desperdício de tempo e recursos. O custo para criar a sala de realidade virtual, na planta de Betim (MG),  foi de R$ 1 milhão. Mas a marca afirma que  o investimento já foi recuperado com oito meses de uso!

“É possível mapear todos os movimentos e postura dos operadores na execução das atividades como, por exemplo, a montagem de uma lanterna”, conta Eric Baier, especialista em Simulação Virtual da marca.  Um exemplo de  aplicação recente aconteceu no painel do Fiat Cronos. O processo de montagem da peça foi todo elaborado virtualmente.  Em Goiana (PE), a solução foi aplicada para validação das linhas de produção do Jeep Renegade, Jeep Compass e Fiat Toro.

Através de um óculos, inspetor de qualidade consegue identificar falhas na montagem.
‘Inspetor Robocop’: através de um óculos, funcionário de qualidade consegue identificar falhas na montagem.

Realidade aumentada

Outra exemplo de marca que aplica processo da Indústria 4.0 no Brasil é a Renault. Prestes a completar 20 anos de produção no país, a francesa utiliza em sua planta no Paraná o sistema sistema HTC Vive.

Funcionários da área de Carroceria recebem treinamento em realidade virtual com interatividade em três dimensões. O sistema simula o ambiente de trabalho e todos os processos que serão realizados na linha de produção.

A Renault também utiliza a Realidade Aumentada através de óculos utilizados pelos inspetores de produção. O equipamento exibe imagens com os parâmetros de cada modelo. Ao identificar alguma irregularidade, o óculos exibe sinal visual e sonoro ao inspetor, mostrando o problema.

 

Renault-Kwid

Renault Kwid: carro tem novo recall por falha no berço do motor

Modelo francês pode apresentar defeito no berço do motor: a solda pode se romper, afetando dirigibilidade e provocar acidentes.

Renault-Kwid

Por Thiago Ventura

Marca francesa convocou neste sábado um novo recall para o subcompacto Kwid. Desta vez, o modelo pode apresentar falha no berço do motor: a solda pode se romper, afetando dirigibilidade e provocar acidentes!

Segundo a Renault, o problema aconteceu devido uma não conformidade de execução por fornecedor.  O recall envolve 1.918 unidades, fabricadas entre 9 e 16 de setembro de 2017, com os chassis, não sequenciais, de JJ003408 a JJ998344.

Os proprietários podem comparecer uma das concessionárias da marca a partir deste sábado (20 de janeiro). Os veículos serão analisados e, caso necessário, será feita a substituição do berço do motor. O tempo de reparo não foi informado.

Outro recall

Esse não foi um primeiro recall envolvendo o Kwid. Em novembro, a Renault fez dois chamados para o modelo. Foram 16.798 unidades fabricadas  entre março de 2016 e setembro de 2017 devido  falha no tubo de  combustível. Pelo posicionamento na  montagem da peça, pode ocorrer a perfuração do tubo,  causando vazamento de combustível. Se acontecer, há risco de incêndio.

O  modelo, conhecido pelo slogan de ‘SUV dos compactos’, também pode  apresentar problema no sistema de freio. De acordo com a Renault, podem  surgir trincas e em casos extremos ocasionar ineficiência de frenagem ou  travamento das rodas e perda de dirigibilidade, com risco de causar  acidente. Esse último defeito, envolve 21.802 unidades, fabricadas entre março de 2016 e  novembro de 2017.

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Renault-Sandero-2019

Renault Sandero 2019: veja como vai ficar o modelo reestilizado

Grande novidade do novo Renault Sandero fica pela parte traseira: as lanternas ganharam um prolongamento na tampa do porta malas
Renault-Sandero-2019

Por Thiago Ventura

Projeções técnicas da linha reestilizada do Sandero vazaram na internet. Essas imagens são do registro feito pela marca junto ao INPI, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O Logan e o Stepway também vão receber a mesma alteração.

O carro apresenta um novo para-choque, enquanto a grade e os faróis mantêm o mesmo formato, mas com elementos internos diferentes: frisos horizontais, sendo que o último deles é acompanhado por uma linha no conjunto óptico. Na lateral, tudo está mantido, mas o desenho também revela uma nova oferta de rodas de liga leve.

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A grande novidade fica pela parte traseira: as lanternas ganharam um prolongamento na tampa traseira (muito provavelmente será apenas estético). Já tem gente comentando que lembra o Argo ou HB20, o que não deixa de ser verdade, mas a inspiração está nos modelos da Renault na Europa, como o Megàne ou o SUV Koleos, que deve, enfim achegar ao Brasil em 2018.

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Renault-Sandero-Stepway-2019

Na parte mecânica, segue com os mesmos motores SCe 1.0 12V três cilindros e o 1.6 SCe 16V. A grande novidade será por conta a oferta da transmissão automática do tipo CVT, equipamento que já equipa os “primos” da Nissan. A caixa CVT enterra (enfim!) o automatizado Easy-R.

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Renault-Logan-2019 logan-2019

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.

Carro do futuro será um celular com rodas

Automóvel pode virar um shopping, com entretenimento e compras dentro da cabine.  E as montadoras de veículos já estão de olho nesse mercado!

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.
Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.


Por Thiago Ventura

Que a conectividade já é uma realidade nos carros, isso não é nenhuma novidade. Atualmente, mesmo modelos de entrada e mais acessíveis já contam com oferta de centrais multimídia, com recursos cada vez mais complexos: conexão com aplicativos via Android Auto, Apple Car Play e mesmo serviço de concierge. Mas essa gama de possibilidades vai aumentar.

Isso será possível com a chegada do nível quatro de automação dos veículos. Pode parecer algo para um longo prazo, mas especialistas estimam que esteja disponível comercialmente daqui a cinco ou 10 anos.

Em tempo: o primeiro nível de automação diz respeito a equipamentos de auxílio ao motorista, como o cruise control, o piloto automático, algo já presente há muito tempo. No segundo estágio, há uma automação parcial: os veículos possuem radares e sensores que mapeiam objetos ao redor e tomam alguma decisões. É o caso do Cruise Control adaptativo.

No terceiro nível, os  veículos podem se movimentar por conta própria tanto na parte de aceleração e direção quanto no monitoramento ativo do ambiente. Já existem modelos em oferta, como o BMW Série 5, que atuam assim. Conseguem manter uma condução em rodovias e mesmo trechos urbanos em que o motorista pode tirar as mãos do volante.

O nível quatro já é da automação alta: o condutor poderá até mesmo dormir ao longo da viagem, já que praticamente todas as atividades serão feitas pelo sistema autônoma. Contudo, ainda haverá a figura do volante e controles do carro. No quinto nível, a conversa fica mais séria: tudo será feito pela máquina. O motorista vira um mero passageiro e pode dedicar todo o seu tempo dentro do veículo para fazer outras atividades.

 

Interior do Tesla Model 3: tela de 15" de série com muita conectividade.
Interior do Tesla Model 3: tela de 15″ de série com muita conectividade.



O que a indústria automobilística planeja é o seguinte: a partir do nível quatro, o ambiente do carro é praticamente o mesmo de uma casa ou escritório conectado à internet, em que o motorista poderá fazer outras atividades, dentre elas comprar coisas: pedir pizza, ingressos para shows, roupas e tudo mais. Há ainda a possibilidade de consumir produtos virtuais, como serviços de streaming (Netflix e Youtube Red).

As marcas já estão trabalhando para isso. Já a General Motors, revelou neste mês o lançamento do serviço Marketplace, no qual os proprietários podem pré-comprar café ou gasolina ou fazer reservas de restaurantes, tudo a partir do assento do motorista. Um menu de compras está disponível na central multimídia com produtos (de marcas parceiras da GM): basta selecionar o item desejado e buscar num drive-thru. O pagamento será feito com cartão de crédito, já registrado no carro.

Já a Renault anunciou, na Europa,  a aquisição de 40% do capital de uma editora na França que publica cinco revistas. A montadora francesa revelou pesquisa em que os condutores do velho continente gastam cerca de duas horas por dia em seu deslocamento.

Sem a necessidade de conduzir o veículo, cada motorista poderá utilizar esse tempo tanto para o trabalho, como para diversão. Ele poderá, por exemplo, assistir um filme ou seriado. Os carros já possuem opção do sistema de som de qualidade e a cada lançamento as telas vão ficando maiores e com mais qualidade!

Os veículos autônomos vão abrir novas possibilidades de negócios. Além de fabricantes de automóveis, as montadoras já preparam o caminho para virar difusoras de conteúdo (e publicidade) e serviços. Assim, ao comprar um carro o consumidor não levar somente um meio de transporte, mas um verdadeiro equipamento de entretenimento móvel. Tudo o que o celular é hoje em dia, com a vantagem de levá-lo aonde quiser.

Veja o vídeo sobre o Marketplace da GM:
youtu.be/WysXyfRbC_M

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Renault Kwid Crash Test

Renault Kwid consegue três estrelas no Latin NCAP

Modelo fabricado no Brasil pode não ser o mais seguro, mas está melhor que Onix e Ka. Renault Kwid vem de série com quatro airbags e Isofix.

Renault Kwid Crash Test

Por Thiago Ventura
Portal DomTotal

Subcompacto  francês fabricado no Brasil mostrou-se mais seguro que o indiano e  recebeu três estrelas das cinco possíveis na proteção para adultos e  três para crianças, segundo teste feito pelo Programa de Avaliação de  Veículos Novos para a América Latina e o Caribe, o Latin NCAP. No ano passado, o Renault Kwid fabricado na Índia foi reprovado com zero estrela.

O  modelo foi avaliado em configurações de batida de impacto frontal e  lateral. O Kwid mostrou uma proteção frontal adequada e proteção  marginal contra impactos laterais com uma proteção fraca no peito do  adulto, porém suficiente para alcançar as três estrelas sólidas na  proteção deste ocupante.

No impacto lateral, a  estrutura do Kwid evitou atravessar, de forma excessiva, a barreira de  impacto lateral que, combinado com o airbag do tórax lateral, conseguiu  manter as lesões dos adultos por baixo da alta probabilidade de risco de  vida. Os ocupantes crianças mostraram uma proteção adequada e boa nos  testes de impacto frontal e lateral, pois possui Isofix de série.  Vem ainda com quatro airbags.

“É alentador ver os fabricantes respondendo aos testes do Latin NCAP e do  Global NCAP, bem como às preferências dos consumidores por uma maior  segurança, mesmo nos modelos mais acessíveis”, disse Alejandro Furas,  Secretário Geral do Latin NCAP.

O Kwid pode não ser o mais seguro, mas está melhor que Onix e Ka! Esses modelos receberam zero estrela de proteção para adultos. E sem falar no Fiat Mobi, com apenas uma estrela.