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Desenvolvimento do motor híbrido flex reuniu engenheiros do Brasil e Japão.

Toyota Corolla 2020 será o primeiro carro híbrido flex do mundo

Nova geração do sedã-médio mais vendido no mercado brasileiro chega em outubro com inédita versão híbrida

Desenvolvimento do motor híbrido flex reuniu engenheiros do Brasil e Japão.
Desenvolvimento do motor híbrido flex reuniu engenheiros do Brasil e Japão.

A Toyota anunciou nesta quarta-feira o lançamento do primeiro carro híbrido flex do mundo. A nova geração do sedã-médio Corolla chega ao mercado brasileiro no último trimestre deste ano e terá opção pelo conjunto com motor que roda com gasolina e etanol associado a um motor elétrico. O desenvolvimento do produto faz parte do investimento de R$ 1 bilhão anunciado em setembro de 2018. O novo Corolla segue em produção na fábrica de Indaiatuba (SP).

O Corolla 2020 é montado sobre a plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture, ou Nova Arquitetura Global da Toyota, em tradução para o português), a mesma utilizada pelo híbrido Prius, o SUV compacto C-HR e o sedã grande Camry. Com essa motorização, o Novo Corolla será o carro movido a etanol mais eficiente do País e o híbrido mais limpo do planeta.

A nova geração do Corolla tem previsão de chegada às concessionárias brasileiras no último trimestre de 2019. Para os mercados latino-americanos onde o veículo é exportado – Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia – a Toyota planeja sua comercialização a partir do primeiro semestre de 2020.

Presidente da Toyota do Brasil, Rafael Cheng, e o governador de São Paulo, João Doria, exibem o novo Corolla.
Presidente da Toyota do Brasil, Rafael Cheng, e o governador de São Paulo, João Doria, exibem o novo Corolla.

O projeto do motor híbrido flex começou em meados de 2015 e envolveu equipes de engenharia do Brasil e do Japão. Em março de 2018, a Toyota anunciou os testes de rodagem com um protótipo híbrido flex no Brasil construído sobre a plataforma de um modelo Prius.

De acordo com estudos feitos pela Toyota do Brasil, o motor híbrido flex, quando abastecido com etanol, possui um dos mais altos potenciais de abatimento da emissão de CO2. Isso leva em conta todo o ciclo de vida do etanol, desde que o biocombustível é extraído da cana-de-açúcar, passando pela disponibilidade nas bombas de abastecimento e sua queima no processo de combustão do motor.

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Corolla no Brasil

O Corolla 2020 terá 4,64m de comprimento, 1,78m de largura e 1.42 de altura. A distância entre eixos se mantém nos 2.70m. A 12ª geração já está em oferta nos mercados europeu e americano. O design do carro no Brasil seguirá o do europeu; nos Estados Unidos o carro é destinado a um público mais jovem, por isso tem visual mais arrojado.

As primeiras unidades do Corolla desembarcaram no Brasil em 1994, quatro anos após o início da abertura de importação no segmento de automóveis no País. Tais mudanças na legislação brasileira em relação ao comércio internacional de veículos assegurou a chegada do Corolla no território nacional, importadas do Japão.

O aumento constante da demanda apoiou o plano da fabricante para viabilizar sua produção local a partir de 1998, na mesma unidade localizada em Indaiatuba (SP). Desde então, com mais de 1 milhão de unidades produzidas no País, o Corolla vem se destacando como um dos veículos de maior sucesso do Brasil. Nos últimos anos, ele mantém a liderança absoluta entre todos os sedãs médios no mercado nacional, com uma fatia de mercado superior a 40%.

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Teste de veículo autônomo da Ford: todos os modelos da marca terão V2X nos EUA a partir de 2022.

Telefonia 5G e tecnologia V2X vão revolucionar a indústria automobilística

Carros conectados a tudo serão realidade em curto prazo. Na CES 2019, Ford confirmou que todos seus modelos terão V2X nos EUA a partir de 2022 

Teste de veículo autônomo da Ford: todos os modelos da marca terão V2X nos EUA a partir de 2022.
Teste de veículo autônomo da Ford: todos os modelos da marca terão V2X nos EUA a partir de 2022.

Por Thiago Ventura

Termina nesta sexta-feira (11) em Las Vegas, nos Estados Unidos a Consumer Eletronics Show (CES) 2019, a maior feira de tecnologia do mundo. Realizada desde os anos 60,  é palco do lançamento de novidades como celulares, televisores, computadores e outros dispositivos. Mas o que isso tem a ver com carros? Tudo!

Já há vários anos que a indústria automobilística participa do evento, antenada nas novas tecnologias que chegarão em breve aos veículos, seja para o infotainment, seja para a condução em si. E nesse aspecto que a CES 2019 tem novidades interessantes que vão revolucionar o nosso modo de dirigir.

O primeiro passo é a telefonia 5G, que teve vários celulares e dispositivos apresentados na feira.  Após anos de desenvolvimento e planejamento, as primeiras implantações da tecnologia 5G nos EUA acontecem neste ano.

InfoC-V2X As características definidoras do 5G incluem velocidade mais rápida, maior capacidade e menor latência em comparação com a tecnologia 4G LTE existente. O 5G é um requisito fundamental para permitir totalmente tecnologias emergentes, como carros autônomos e cidades inteligentes.

O 5G vai permitir o uso comercial dos ‘carros conectados’, um conjunto de tecnologias que são resumidas no termo técnico V2X, que significa ‘Vehicle-to-everything’.

As tecnologias atuais de assistência ao motorista, assim como os futuros veículos autônomos, usam sensores que basicamente “veem” o que está ao redor. com a V2X os automóveis conseguirão “ouvir” e “conversar” com tudo o ser redor, incluindo os outros carros,  pedestres e com a infraestrutura de trânsito para transmitir informações de segurança e ajudar a criar um sistema de transporte inteligente e conectado.

No evento, a Ford anunciou que vai oferecer a tecnologia de comunicação do veículo-com-tudo pelo celular – a chamada por ela de  C-V2X – em todos os seus veículos novos nos Estados Unidos a partir de 2022! A tecnologia V2X da Ford foi desenvolvida em parceria com a Qualcomm, que no mês passado anunciou o Snapdragon 855, primeiro chip da empresa a ter suporte para as novas redes 5G.

InfoC-V2X-2

“Atravessar cruzamentos, por exemplo, será muito mais fácil com a C-V2X, pois os veículos poderão se comunicar entre si para negociar qual tem a preferência. Da mesma forma, um carro envolvido em um acidente pode informar a ocorrência para os demais e um pedestre na pista com telefone celular pode ser localizado pelos veículos, mesmo se estiver fora do campo de visão”, diz Don Butler, diretor executivo de Veículos Conectados da Ford.

Os veículos autônomos são totalmente capazes de operar sem a C-V2X, mas essa tecnologia pode complementar o sistema formado por sensores LiDAR, radar e câmera. Veículos de emergência equipados com transmissores C-V2X, por exemplo, poderão avisar os carros autônomos à frente para abrir caminho, estacionando ou mudando de rota.

O V2X não é exclusividade da Ford: Nissan e Audi também estão desenvolvendo a tecnologia. Continental e Ericsson também estão criado sistemas para os carros conectados.

E quando chegará ao Brasil? Depende da rapidez com que a telefonia 5G será implantada no nosso país. Se consideramos que a 4G ainda não está em presente, inclusive em pontos nas grandes cidades, temos a certeza que vai demorar.

 

 

Ford Mustang 2019: superesportivo terá grafeno em peças do capô.

Ford será a primeira a usar grafeno em seus veículos

200 vezes mais forte do que o aço, grafeno será utilizado em peças do Ford Mustang e na F-150

Ford Mustang 2019: superesportivo terá grafeno em peças do capô.
Ford Mustang 2019: superesportivo terá grafeno em peças do capô.

A Ford será a primeira na indústria automotiva a usar o grafeno em seus veículos – veja o vídeo. Esse novo material leve e incrivelmente resistente, 200 vezes mais forte que o aço, começará a ser aplicado no final do ano em componentes do capô do Mustang e da F-150, podendo equipar também outros carros da marca.

Chamado de “material milagroso” por alguns engenheiros, o grafeno já é usado em telefones celulares e alguns artigos esportivos. Além de extremamente fino e flexível, é um dos melhores condutores do mundo e também um ótimo isolante de som.

O grafeno é um material usado em revestimentos, telefones celulares e até em alguns artigos esportivos – e em breve, será usado sob os capôs ​​em veículos da Ford, o primeiro no setor automotivo

Embora não seja economicamente viável para todas as aplicações, a Ford desenvolveu junto com a Eagle Industries e a XG Sciences uma maneira de usar esse nanomaterial bidimensional em pequenas quantidades. Ele será aplicado na cobertura de linhas de combustível, bombas e motores, como um isolante acústico superpotente para tornar a cabine mais silenciosa.

“A inovação aqui não está no material, mas na forma como ele é usado”, diz Debbie Mielewski, líder técnica de sustentabilidade e novos materiais da Ford. “Com uma quantidade muito pequena, de menos de 0,5%, conseguimos obter melhorias significativas em durabilidade, isolação acústica e redução de peso – aplicações que não têm sido focadas por outros estudos.”

 Prêmio Nobel

O grafeno foi isolado pela primeira vez em 2004, mas os avanços na sua aplicação são relativamente novos. O primeiro experimento para isolar o grafeno foi feito usando grafite de lápis e um pedaço de fita adesiva. Com a fita, foram retiradas camadas de grafite para criar o material. Esse experimento rendeu o prêmio Nobel em 2010 aos seus criadores, Andre Geim e Konstantin Novoselov.

Ford F-150 também estreia novidade. Modelo não tem previsão de ser vendido no Brasil.
Ford F-150 também estreia novidade. Modelo não tem previsão de ser vendido no Brasil.

Em 2014, a Ford começou a estudar com fornecedores o uso do material em peças automotivas. Geralmente, reduzir o ruído na cabine dos veículos significa adicionar mais material e peso, mas com o grafeno é o oposto.

“Uma pequena quantidade de grafeno tem um efeito significativo na qualidade de absorção sonora”, diz John Bull, presidente da Eagle Industries.

Em testes feitos pela Ford e fornecedores, a espuma misturada com grafeno trouxe uma redução de 17% no ruído, uma melhoria de 20% nas propriedades mecânicas e de 30% na resistência ao calor comparado ao material sem grafeno.

“Estamos entusiasmados com os ganhos de desempenho que nossos produtos podem oferecer à Ford e à Eagle Industries, mostrando o potencial do grafeno em múltiplas aplicações”, diz Philip Rose, CEO da XG Sciences.

 

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.

Carro do futuro será um celular com rodas

Automóvel pode virar um shopping, com entretenimento e compras dentro da cabine.  E as montadoras de veículos já estão de olho nesse mercado!

Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.
Renault Symbioz é a aposta da marca para o futuro do automóvel.


Por Thiago Ventura

Que a conectividade já é uma realidade nos carros, isso não é nenhuma novidade. Atualmente, mesmo modelos de entrada e mais acessíveis já contam com oferta de centrais multimídia, com recursos cada vez mais complexos: conexão com aplicativos via Android Auto, Apple Car Play e mesmo serviço de concierge. Mas essa gama de possibilidades vai aumentar.

Isso será possível com a chegada do nível quatro de automação dos veículos. Pode parecer algo para um longo prazo, mas especialistas estimam que esteja disponível comercialmente daqui a cinco ou 10 anos.

Em tempo: o primeiro nível de automação diz respeito a equipamentos de auxílio ao motorista, como o cruise control, o piloto automático, algo já presente há muito tempo. No segundo estágio, há uma automação parcial: os veículos possuem radares e sensores que mapeiam objetos ao redor e tomam alguma decisões. É o caso do Cruise Control adaptativo.

No terceiro nível, os  veículos podem se movimentar por conta própria tanto na parte de aceleração e direção quanto no monitoramento ativo do ambiente. Já existem modelos em oferta, como o BMW Série 5, que atuam assim. Conseguem manter uma condução em rodovias e mesmo trechos urbanos em que o motorista pode tirar as mãos do volante.

O nível quatro já é da automação alta: o condutor poderá até mesmo dormir ao longo da viagem, já que praticamente todas as atividades serão feitas pelo sistema autônoma. Contudo, ainda haverá a figura do volante e controles do carro. No quinto nível, a conversa fica mais séria: tudo será feito pela máquina. O motorista vira um mero passageiro e pode dedicar todo o seu tempo dentro do veículo para fazer outras atividades.

 

Interior do Tesla Model 3: tela de 15" de série com muita conectividade.
Interior do Tesla Model 3: tela de 15″ de série com muita conectividade.



O que a indústria automobilística planeja é o seguinte: a partir do nível quatro, o ambiente do carro é praticamente o mesmo de uma casa ou escritório conectado à internet, em que o motorista poderá fazer outras atividades, dentre elas comprar coisas: pedir pizza, ingressos para shows, roupas e tudo mais. Há ainda a possibilidade de consumir produtos virtuais, como serviços de streaming (Netflix e Youtube Red).

As marcas já estão trabalhando para isso. Já a General Motors, revelou neste mês o lançamento do serviço Marketplace, no qual os proprietários podem pré-comprar café ou gasolina ou fazer reservas de restaurantes, tudo a partir do assento do motorista. Um menu de compras está disponível na central multimídia com produtos (de marcas parceiras da GM): basta selecionar o item desejado e buscar num drive-thru. O pagamento será feito com cartão de crédito, já registrado no carro.

Já a Renault anunciou, na Europa,  a aquisição de 40% do capital de uma editora na França que publica cinco revistas. A montadora francesa revelou pesquisa em que os condutores do velho continente gastam cerca de duas horas por dia em seu deslocamento.

Sem a necessidade de conduzir o veículo, cada motorista poderá utilizar esse tempo tanto para o trabalho, como para diversão. Ele poderá, por exemplo, assistir um filme ou seriado. Os carros já possuem opção do sistema de som de qualidade e a cada lançamento as telas vão ficando maiores e com mais qualidade!

Os veículos autônomos vão abrir novas possibilidades de negócios. Além de fabricantes de automóveis, as montadoras já preparam o caminho para virar difusoras de conteúdo (e publicidade) e serviços. Assim, ao comprar um carro o consumidor não levar somente um meio de transporte, mas um verdadeiro equipamento de entretenimento móvel. Tudo o que o celular é hoje em dia, com a vantagem de levá-lo aonde quiser.

Veja o vídeo sobre o Marketplace da GM:
youtu.be/WysXyfRbC_M

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