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Volkswagen Kombi Samba 23 janelas 70 anos Carro Esporte Clube (17)

Icônica Volkswagem Kombi Samba de 23 janelas faz 70 anos

Versão mais icônica do modelo, Volkswagen Kombi Samba foi revelada em 19 de abril de 1951 no Salão de Frankfurt. Modelo com telo solar e 23 janelas teve 100 mil unidades fabricadas até 1967

Volkswagen Kombi Samba 23 janelas 70 anos Carro Esporte Clube (17)

Volkswagen Kombi Samba: ícone da indústria alemã

Frankfurt am Main, 19 de abril de 1951. O Internationale Automobil-Ausstellung (IAA), o Salão do Automóvel de Frankfurt, abria as portas pela primeira vez após a Segunda Guerra. Naquela edição, a Volkswagen exibiu em seu stand uma linha de montagem do Fusca com muitos jogos de luzes. Mas um modelo roubou a cena: a Volkswagen Kombi Samba 23 janelas, uma inédita versão que virou ícone.

Com a típica sisudez alemã, a Volkswagen chamou apenas de ‘versão especial’, no entanto a diferença com a básica era gritante: pintura bicolor, teto solar e janelas circulares extras, totalizando em 23 janelas na Bulli, como a Kombi é chamada na Alemanha.

Stand da Volkswagen no Salão de Frankfurt de 1951: Kombi Samba roubou a cena

Stand da Volkswagen no Salão de Frankfurt de 1951: Kombi Samba roubou a cena

O interior era mais refinado, com painéis laterais cobertos e acabamentos cromados, criando um ambiente luxuoso (para uma Kombi). O entretenimento musical era garantido com um rádio de válvulas modelo ‘Auto Super’ no painel. A possibilidade de viajar com a família e amigos numa espécie de ‘van cabriolet’ provocou o maior sucesso!

Kombi 23 Janelas virou um sucesso na Europa e EUA nos anos 50 e 60

Kombi 23 Janelas virou um sucesso na Europa e EUA nos anos 50 e 60

Foi lançada nos Estados Unidos como Microbus ‘Deluxe’. Na Alemanha, no entanto, a empresa modestamente manteve a ‘Versão Especial’ e, a partir de 1952, o termo igualmente não emotivo ‘Modelo Especial’.

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Foram os próprios consumidores que cuidaram de criar um nome legal. Foi quando surgiu o ‘Samba’. Nem a Volkswagen sabe de onde surgiu a alcunha. ‘Samba’ poderia ser a sigla em alemão para ‘Sonnendach-Ausführung mit besonderem Armaturenbrett’ (algo como ‘versão de teto solar com painel especial’) ou talvez ‘Sonder Ausführung mit besonderer Ausstattung’ (‘versão especial com características especiais’).

Foto de época mostra a primeira Volkswagen Kombi Samba de 1951

Foto de época mostra a primeira Volkswagen Kombi Samba de 1951

A relação com o ritmo brasileiro não está descartada. Na Holanda, a versão ‘Samba’ entrou na lista oficial de preços em 1954 e daí pegou até o final de sua trajetória.

A produção em série da Volksagen Kombi Samba começou em 27 de junho de 1951 e terminou em julho de 1967, depois de quase 100.000 unidades. Algumas foram enviadas ao Brasil, como podemos ver nessa foto histórica da Volkswagen em São Paulo, mas a versão nunca foi vendida oficialmente por aqui.

Fábrica da Volkswagen no Brasil em 1953, no bairro do Ipiranga, em São Paulo

Fábrica da Volkswagen no Brasil em 1953, no bairro do Ipiranga, em São Paulo

A mais antiga “Samba” conhecida é de um colecionador da Renânia, na Alemanha. Praticamente toda a sua história está documentada. O proprietário ainda tem a nota fiscal original. O veículo custou 9.025 marcos alemães.

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Todas as Sambas sempre tiveram relógio no painel

Todas as Sambas sempre tiveram relógio no painel

As Volkswagen Kombi Samba são as mais desejadas pelos colecionadores. O preço mais alto vendida pelo modelo em leilão é de US$ 302,5 mil. Foi em 2017, pela Barrett-Jackson. Como o Brasil produziu o visual da primeira geração até 1975, as Kombis brasileiras são muito procuradas por importadores e algumas oficinas realizam transformações, convertendo versões Luxo ou Standard em Samba.

Na Europa, a partir de 1963, a Kombi Samba passou a vir com 21 janelas com a mudança da traseira

Na Europa, a partir de 1963, a Kombi Samba passou a vir com 21 janelas com a mudança da traseira

Na Europa, a partir de 1963, a Kombi Samba passou a vir com 21 janelas com a mudança da traseira

Volkswagen Kombi Samba 23 janelas: fatos curiosos

– A pintura era quase sempre bicolor.
– Disponível apenas com acabamento decorativo.
– Sempre tinha um relógio no painel.
– De 1951 até 1963, tinha 23 janelas; de agosto de 63 até 1967, passou a ter 21 janelas devido tampa traseira mais ampla.
– Primeira Kombi Samba tinha apenas 25 cavalos.
– Até 1955 as janelas de canto eram de acrílico Plexiglas, tanto que na Suíça o modelo é chamado de ‘Plexibus’

Ficha Técnica
1951 Dezembro de 1953 Agosto de 1960 Janeiro de 1963 Agosto de 1965
Motor 4-cilindros boxer, refrigerado a ar
Cilindrada 1,131 cc 1,192 cc 1,192 cc 1,493 cc 1.493 cc
Potência 18 kW/25 cv a 3,300 rpm 22 kW/30 cv a 3,400rpm 25 kW/34cv a 3,600 rpm 31 kW/42 cv a 3,800rpm 32 kW/44cv a 4.000 rpm
Velocidade máxima 75 km/h 80 km/h 95 km/h 105 km/h 105 km/h
Dimensões
Comprimento 4,100 mm 4,220 mm 4,300 mm 4,300 mm 4.300 mm
Largura 1,700 mm 1,750 mm 1,800 mm 1,800 mm 1.800 mm
Altura 1,900 mm 1,940 mm 1,940 mm 1,940 mm 1.925 mm
Entre-eixos 2,400 mm 2,400 mm 2,400 mm 2,400 mm 2.400 mm
Peso 1,070 kg 1,110 kg 1,125 kg 1,150 kg 1.150 kg
Capacidade de carga 680 kg 740 kg 740 kg 750 kg 920 kg
Peso máximo permitido 1,750 kg 1,850 kg 1,865 kg 1,900 kg 2.050 kg

Seta no estilo ‘bananinha’

Primeira versão da Kombi tinha motor 1.1 de apenas 25 cavalos!

Volkswagen Kombi fazendo a alegria da criançada desde sempre!

Volkswagen Samba 1965: história de família

Veículo icônico, a Volkswagen Kombi está presente na história de muita gente. Igual essa das fotos abaixo, comprada por Horst Schönbach, que era funcionário da Volkswagen, e sua esposa Renate. O modelo era da fábrica e vendido usado ao empregado, mas ao contrário do que muitos faziam, ao invés de ficar com a unidade por um algum tempo, o modelo ficou na família por mais de 50 anos.

Habilidoso, Horst adaptou um teto removível para transformar o carro num espécie de motorhome. Com a Volkswagen Kombi a família viajou para vários destinos da Europa e rodou mais de 280 mil quilômetros. O veículo foi usado por duas das filhas no casamento.

Velho e doente, o patriarca decidiu vender o veículo em 2015, três anos anos de falecer. O bólido acabou sendo comprado pela divisão de Veículos Comerciais da Volkswagen na Alemanha. Após uma minuciosa restauração, a família foi convidada para rever o veículo, em 2020, num momento de grande emoção!

Renate Schönbach com seus filhos Silvia, Ingo e Marion (da esquerda para direita)

Renate Schönbach com seus filhos Silvia, Ingo e Marion (da esquerda para direita) em 2020

Três gerações da família Schönbach

A Kombi dos Schönbach durante viagem a Dinamarca

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https://youtu.be/2HuyU9t4BTc

Recall-Volkswagen

Recall: Volkswagen vai recomprar veículos no Brasil

Marca alemã vendeu modelos pré-série, não homologados para a venda ao público. VW vai pagar 100% na tabela Fipe nos carros

Recall-Volkswagen
Um recall inusitado da montadora alemã  vai recomprar veículos usados, fabricados entre 2009 e 2017. É isso mesmo! O chamado envolve 194 unidades dos seguintes veículos: os nacionais Golf, Up!, Fox, CrossFox, Saveiro, Gol, Parati, Voyage, os antigos Polo e Polo Sedan e os importados Passat, Passat Variant, Tiguan e CC.

A Vokswagen vai oferecer aos proprietários o 100% do valor da tabela Fipe. O proprietário não é obrigado a vender o veículo, mas caso não queira, terá que assinar um termo de compromisso.

O que aconteceu com os veículos? É que a marca acabou vendendo por engano modelos “pré-série”, que não estavam homologados para a venda ao público. Esses veículos são fabricados para fotos e vídeos publicitários, testes de produção, treinamento da rede, atividades internas e eventos de lançamento e podem vir com peças e detalhes fora das especificações.

Isso pode ser desde algum elemento estético (frisos, adesivos, faróis, cor exclusiva), até peças importantes como correia, rolamentos, cabos, suporte do motor… Os carros também podem ter sido equipados com peças compatíveis de outros modelos. Como seria bem mais difícil identificar qual peça está com inconformidade de cada unidade, a VW achou melhor comprá-los e sucateá-los.

Dessa forma, não dá para saber se o recall inclui alguma falha perigosa que coloca em risco os ocupantes ou se é algum detalhe completamente irrelevante. Assim, de acordo com cada caso, o proprietário pode fazer um bom negócio, como vender um usado em péssimo estado e receber 100% da Fipe ou mesmo manter o carro que se tornará objeto de colecionador no futuro!

Para saber se o seu modelo está envolvido, entre no site da VW ou ligue 0800 019 8866.

 

Confira os chassis (não sequenciais) envolvidos no recall

MODELO ANO-MODELO CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS
Volkswagen Touareg 2013 e 2015  WVGVF67P7DD011212
Touareg 2013 e 2015  WVGVF67P0DD011214
Touareg 2013 e 2015   WVGVF67P9FD000280
Touareg 2013 e 2015  WVGVE67P3FD004165
Touareg 2013 e 2015  WVGVF67P5FD004388
Volkswagen CC 2013 e 2016  WVWBC63C7DE519774
CC 2013 e 2016  WVWBC63C2DE520427
CC 2013 e 2016  WVWBC63C8DE521226
CC 2013 e 2016   WVWBD63C2GE508067
Volkswagen Passat 2013 WVWMG83C7DP009759
Passat 2013 WVWMG83C0DP010154
Passat Variant 2013 WVWRG83C6DE019104
Volkswagen Tiguan 2013 e 2015 WVGSV65N4DW014306
Tiguan 2013 e 2015 WVGSV65N3DW519611
Tiguan 2013 e 2015 WVGSV65NXFW016449
Volkswagen Golf 2015, 2016 e 2017 FW094744 até H4000452
Up! 2014 ET500039 até ET500077
Fox e CrossFox 2015, 2016, 2017 e 2018 F4001762 até J4000040
Saveiro 2009, 2015, 2017 e 2018 9P082682 até JP100759
Volkswagen Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAB49N69P019666
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAB49N79P020017
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAE49N8AP000001
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWDB49N0BP000002
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAB49N5EP000004
Volkswagen Polo Sedan 2009 e 2014 9BWJB49NX8P038428
Polo Sedan 2009 e 2014 9BWJB49N28P038679
Polo Sedan 2009 e 2014 9BWDE49N79P000015
Polo Sedan 2009 e 2014 9BWDB49N7EP000003
Volkswagen Gol 2010, 2011, 2014 e 2016 AP012368 até GP185049
Parati 2009 e 2011  9BWGB45W69P083389
Parati 2009 e 2011  9BWGB05W3BP000001
Parati 2009 e 2011  9BWGB05W0BP025342
Volkswagen Voyage 2010  9BWDB05U0AT034050
Voyage 2010   9BWDA45U5AT035060
Voyage 2010  9BWDB45U4AT039887

 

Muito mudou na indústria automobilística nos últimos 25 anos.

O que mudou numa fábrica de automóveis nos últimos 25 anos?

Do trabalho pesado feito por humanos aos mais novos conceitos de Indústria 4.0.  Dois funcionários da SEAT revelam as mudanças ao longo de um quarto de século

Muito mudou na indústria automobilística nos últimos 25 anos.
Muito mudou na indústria automobilística nos últimos 25 anos.

Inaugurada em 1993, a planta da SEAT (marca do grupo Volkswagen) em Martorell, na grande Barcelona, completa 25 anos. Para comemorar, a  montadora e fez um vídeo e recolheu depoimento de dois funcionários, que revelam as mudanças na indústria automobilística nesse período. Dessa planta vieram alguns modelos da Seat, comercializados no Brasil enter 1995 e 2002, como o Ibiza, Cordoba, Vario e Inca.

‘Quando pisei a fábrica de Martorell pela primeira vez tinha apenas 18 anos e lembro-me que tinham acabado de decorrer os Jogos Olímpicos de Barcelona. Eu era aprendiz e havia uma enorme expetativa entre os companheiros: era tudo novo e dizia-se que esta era a fábrica mais moderna da Europa”. Estas são as palavras de Juan Pérez, o atual responsável da equipe de Processos de Prensagem de chapa, sobre a sua chegada à fábrica da SEAT em Martorell, há 25 anos. Tanto ele como o seu companheiro Victor Manuel Díaz, responsável pelo Trabalho em Equipe, Estandardização e Shopfloor Management, têm sido testemunhas das mudanças na fábrica ao longo deste quarto de século.

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Quando entraram na fábrica, no começo da década de 90, os operários tinham que andar cerca de 10 quilômetros por dia durante o trabalho. “Naquele labirinto, podíamos chegar a andar 10 quilômetros por dia, muito mais do que hoje”, compara Víctor Manuel. Atualmente, os empregados convivem com 125 veículos de condução automatizada – AGV – que se encarregam de transportar 23.800 peças por dia através de rotas invisíveis ao longo de toda a fábrica.

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Outra mudança sentida é a inclusão dos robôs, o que não representou necessariamente  o fim dos empregos.  Em 1993 havia 6.000 trabalhadores na fábrica de Martorell, e agora são o dobro. Os 12.000 empregados atuais partilham as oficinas com mais de 2.000 robôs, que tratam de montar a estrutura do automóvel e que representam cerca de 10% dos robôs industriais existentes em toda a Espanha. “Naquele tempo, montávamos os vidros à mão e eram precisas duas pessoas. Eram muito pesados e grandes. Atualmente, é um robô que faz isso, enquanto nós ficamos com os trabalhos mais leves”, esclarece Juan Pérez.

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Robôs e tecnologia de realidade virtual reduziram o tempo de produção. Há 25 anos, um carro demorava 60 horas para ficar pronto. Agora são apenas 16h. Um grupo de 84 robôs aplica finas camadas de pintura numa estufa, enquanto um scanner de última geração analisa a uniformidade da superfície em apenas 43 segundos.

A produção atual, digitalizada e conectada, permite fabricar 2.300 automóveis por dia, um valor que era de apenas 1.500 há 25 anos. Atualmente, sai da fábrica um modelo a cada 40 segundos. Realidade virtual, impressão 3D ou realidade aumentada, são outros dos avanços que surgiram com a chegada da Indústria 4.0.

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A vida dos operários também melhorou em ergonomia. Víctor Manuel Díaz descreve a mudança: “Antigamente, era preciso pegar numa pesada banqueta que se colocava dentro do automóvel e que utilizava para montar os interiores, o que não se revelava muito cômodo para os operários”. Atualmente, eles utilizam confortáveis cadeiras, chamadas ‘Raku Raku’, facilitam o trabalho do operário, que consegue aceder ao interior do carro sentado e com os materiais ao alcance da mão.

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