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Túlio Mourão no Sempre um Papo

03/02/2020 11:37:04

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O músico e compositor Túlio Mourão é o convidado do Sempre Um Papo para abrir a programação do ano com o lançamento do livro “Alma de Músico” (Ed. Gulliver) em comemoração aos seus 50 anos de carreira do artista. O evento será no dia 4 de fevereiro, terça-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com entrada gratuita. A mediação será de Afonso Borges.

“Alma de Músico” tem como conteúdo principal a vida e a carreira registradas em memórias do autor. A obra envolve o leitor com os relatos das vivências do músico, dispostos de maneira fluída em diversas crônicas.

Como autor de premiadas trilhas sonoras, as crônicas da obra trazem de suas ricas histórias que compõem a Música Popular Brasileira. Mineiro de Divinópolis, Túlio Mourão já se associou a grandes nomes do MPB, como: Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Chico Buarque, Fagner, entre outros. Além disso, já integrou a banda “Os Mutantes”, na época do rock progressivo e participou da gravação do disco “Tudo foi feito pelo sol”, lançado na década de 70.

De acordo com Túlio, a inspiração para escrever suas memórias surgiu da percepção de que os artistas, letristas, jornalistas e compositores, relataram experiências dramaticamente diferentes das que foram vividas por adolescentes na ditadura, sendo algo determinante para decisão de escrever essas memórias.

Túlio explica o porquê dessa diferença e enfatiza a necessidade que os jovens sentiam de dialogar com a sociedade da época: “Isso porque importantes mudanças, crises, questionamentos e modismos afetavam os adolescentes de maneira um tanto particular. A verdade é que, na década de 60 e 70, adolescentes não tinham canal pra vocalizar a tremenda inquietação que lhes chegavam do mundo, e aqui encontraram a mais dura repressão.” – diz.

O autor também menciona sobre a influência que teve de Frei Betto, no momento em que ele enfatiza a relevância de sua história para contextualização de conhecimentos no MPB: “a resistência que me restava, Frei Betto tratou de vencê-las, me convencendo que o conteúdo de minhas vivências e aprendizado se configuravam em informações relevantes para composição de conhecimento e contextualização da cena musical brasileira.” – relata.

Amanhã de 19:30 a 21:00

Palácio das Artes

Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro – Belo Horizonte

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