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Exame OAB: definir objetivo

06/04/2015 14:38:18

objetivo

Sempre sou questionado por alunos sobre o exame de ordem, sobre a 2ª etapa e sobre o que considero ser essencial para a aprovação. Nessa linha, e numa lista interminável de roteiros, decidir elaborar mais um, mas esse poderá ser facilmente “encorpado” quando o leitor esteja mais disposto a estudar.

Um primeiro passo, antes de qualquer coisa, é definir o objetivo. Quero passar no Exame? Para muitos esse questionamento pode parecer ridículo, mas não é! Quanto ainda permanecem cursando uma faculdade sem saber o motivo que o leva a tanto. Verdadeira “inércia acadêmica”. Diga a você mesmo se quer ou não. Se a resposta for afirmativa, por favor… continue lendo.

Passar no Exame de Ordem é muito mais do que poder advogar! A aprovação é o encerramento de um ciclo. Um encerramento parcial, digamos assim, pois coloca uma estaca, um marco, como a conclusão de um período intenso de academia (no sentido de acadêmico, faculdade).

Se estamos juntos neste pensamento, ou seja, temos um sonho, definimos nosso objetivo (advocacia, concurso público etc), agora precisamos encontrar um meio de chegar, de alcançar.

Mas como alcançar esse objetivo?

Meus amigos, não há um único meio que seja definitivamente o certo e ideal para todos. Existem métodos diferentes para cada pessoa, onde uns se adaptam melhor que outros. Porém existem os que são verdadeiros fracassos, e  normalmente se resumem onde existe descomprometimento, descrença e falta de compromisso.

Assim, para começar separe o material, reserve o local sagrado onde passará horas estudando. Converse com seus familiares a respeito do seu objetivo (isso será indispensável e fundamental, pois são quem “segurarão” as pontas e te auxiliarão em toda caminhada). Converse com quem divide de forma concreta sua história. É uma aprovação conjunta.

Aconselho ainda observar 5 pontos importantes, quais sejam:

1 – Conhecer: Pressupomos que não somos detentores de todo o conhecimento do mundo, sequer de toda a área jurídica (compreenda aqui leis, doutrina, jurisprudência etc). Portanto, é preciso conhecer. A nós mesmos, ao edital e as matérias.

Ler o edital é importantíssimo! Não há como jogar bem um jogo sem dominar suas regras. Tenha o edital ao seu fácil alcance. Conheça o que é cobrado, o que pode cair e ser exigido.

2- Aprender: Após conhecer o cenário, as regras do jogo. É preciso aprender. Não basta saber que cairá acerca da Competência Legislativa da União, é preciso saber como se dá, se há limitações, possibilidade de delegação, etc . Aprender tem relação com seus estudos. Compreender efetivamente a matéria através da leitura de doutrina/aulas transcritas/sinopses, lei seca, jurisprudência, questões comentadas.

3-Revisar: Inegável que os candidatos estão sujeitos a uma carga faraônica de matérias e assuntos a serem lidos. Se você considerar que para cada tema existe um “bendito” que cria a famosa “outra corrente de posicionamento”, dá até vontade de chorar! E as leis extravagantes que não param de ser sancionadas? “SERÁ IMPOSSÍVEL!!!” Impossível, meus amigos, é ficar parado ou desistir diante da dificuldade.

E como fazer para assimilar tudo?! REVISAR! A Revisão é o que nos faz praticamente “decorar” o assunto. Muito embora haja, inclusive, este método de estudo (decorar os textos), pelo menos pra mim é impraticável. Mas, de certa forma, venho treinando minha memória com comprometidos exercícios de REVISAR a matéria que estudei. Tenham por certo, também, que a partir da 2ª revisada o assunto já estará fixado na sua memória.

4-Aplicar e Corrigir: Realizados os estudos, procedidos de responsáveis revisões, é hora de colocar em prática. É necessário o jogo, mas indispensável o treino! Aplicar, aqui, tem o sentido de treino. E nada melhor para treinar do que verdadeira simulação da realidade. Para isso, refaça as provas. É possível encontrá-las no site da organizadora.

Por fim, mesmo realizando sistematicamente a aplicação, através de resolução de exercícios à medida que se avança nos estudos, é importantíssimo a realização de simulados. A diferença é nítida: No simulado você não conferirá o gabarito na sequência (logo após responder a questão) nem mesmo verá a fundamentação. Reserve o mesmo tempo de prova que você terá no dia da sua prova. Certifique-se de que ninguém irá te “atormentar” neste espaço precioso de tempo. Procure uma cadeira tão “confortável” quanto a que te aguarda no dia da sua prova. Se achar necessário, veja se na sua faculdade existe um cantinho pra isso (com uma carteira, por exemplo). Faça o simulado inteiro (Este simulado poderá ser provas passadas, simulados disponibilizados por cursinhos ou, se for o caso, peça ao seu professor para produzí-lo). Identifique os motivos que te levaram a errar a questão e REFAÇA a prova fundamentando cada uma das questões. Tenha certeza que você não irá perder tempo… muito pelo contrário, a chance de errar novamente a mesma questão será próxima do ZERO!

5- Revisar: Após as revise as questões pois será a  prática a ser inserida como rotina na sua vida!

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