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Exame OAB: Vias de estudo!

13/08/2015 12:36:40
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Trilha

Hoje ao chegar para trabalhar fui questionado por um aluno se é importante ler a legislação seca para estudar? Esse seu questionamento me despertou para esse artigo, qual seja, para o Exame de Ordem é importante estudar a lei seca?

Em um primeiro momento respondi que sim! É importantíssimo estudar a lei seca, nua e crua, porém é preciso muito mais!

Entretanto a legislação seca não pode de forma alguma ser ignorada! Em um estudo conduzido pela Universidade de Santa Catarina sobre a estruturação do Exame da OAB, conclui-se que as da prova objetiva são formuladas da seguinte maneira:

a) 75,75% das questões enfatizam a memorização das normas;

b) 13,75% são questões com foco na doutrina;

c) 1% abordam aspectos jurisprudenciais e;

d) 9,5% abordam mais de uma fonte do direito.
Ou seja, de forma preponderante o conhecimento da norma é importante para se responder as questôes da primeira etapa.

Mas o estudo não pode ser conduzido só pela leitura da lei. E isso por dois motivos significativos:
1 – É preciso dar contexto à lei, compreendê-la através da explanação dos doutrinadores. Trata-se, na verdade, de expandir a compreensão da norma por meio da leitura de uma doutrina ou do acompanhamento de uma aula. A apreensão conceitual aumenta se uma leitura simultaneamente  com a doutrina é feita, em especial porque os institutos jurídicos nem sempre são lineares, tal como apresentados na norma seca.

2 – Somente adotar um processo de compreensão reduz a capacidade de absorção do conteúdo. Ler é a forma primária como aprendemos, mas, digamos, é preciso fazer mais.

Quando você lê, a informação sai do livro, transita pelos seus olhos, é decodificada pelo seu cérebro e vira memória. Quer dizer, vai para a memória e ficará lá por mais ou por menos tempo.  Todavia se o processo de estudo utilizar apenas a leitura da lei seca, a fixação do conteúdo ocorre, é verdade, mas ocorre com limitações.

Um bom método de estudo não deverá se limitar tão somente a leitura, além dela é importante o examinando resolver exercícios, uma vez que os exercícios moldaram a memória, ajudam na fixação do conteúdo.

Porém da mesma forma que o examinando não deve se ater a leitura da lei seca, não poderá se limitar a complementar os estudos com a simples resolução de exercícios, é preciso mais!

Recomendo a elaboração de resumos,  valendo-se de sua memória. Isso porque o examinado pensará sobre o que estudou, explicando para si mesmo o que aprendeu.
Este já é um terceiro processo, diferente dos dois primeiros. Diferente, mas não desconexo, pois os dois primeiros são importantes para a apreensão do conteúdo.

A diferença está na forma como se trabalha a informação. Há evocação, como na resolução de exercícios, mas este processo exige um pouco além do que meramente se resolver questões, pois aqui não há uma pergunta prévia a ser respondia, e sim a declinação pessoal dos conceitos já anteriormente apreendidos.

Podemos dessa forma concluir que o estudo não pode ser um processo que siga por uma única via, um processo de apreensão de conceitos de forma linear. É preciso usar várias vias  para consolidar o que está sendo estudado.

A limitação a uma única fonte de estudo não permite que o estudante apreenda por inteiro a complexidade de conceitos entremeados no universo jurídico, incluindo aí o Exame de Ordem.  Não é só a leitura da Lei, mas também da doutrina, a resolução de exercícios, a jurisprudência. Com mais fontes de estudos, maior a amplitude da reflexão sobre o objeto de estudo, sobre o conteúdo jurídico alvo do interesse do estudante.

O cérebro é um órgão notável. Ele , em alguma medida, maleável, capaz de se adaptar a uma série de distintos processos. Evidentemente ele possui limites, mas, aqui para o nosso objetivo, quanto mais demandarmos dele, mais ele irá responder. Não é algo que ocorra da noite para o dia, mas isso acontece sim.

O examinando deve saber que não existem “mágicas” quando falamos em estudar. Estudar toma tempo, cansa e demanda até aspectos de ordem emocional. Mas com o tempo, com as metodologias certas, com a percepção de que o conteúdo está sendo devidamente apreendido, o estudante se adapta e torna a aprendizagem um processo bem assimilável.
Tudo depende de disciplina. O resto vem por consequência.

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Trilha

Hoje ao chegar para trabalhar fui questionado por um aluno se é importante ler a legislação seca para estudar? Esse seu questionamento me despertou para esse artigo, qual seja, para o Exame de Ordem é importante estudar a lei seca?

Em um primeiro momento respondi que sim! É importantíssimo estudar a lei seca, nua e crua, porém é preciso muito mais!

Entretanto a legislação seca não pode de forma alguma ser ignorada! Em um estudo conduzido pela Universidade de Santa Catarina sobre a estruturação do Exame da OAB, conclui-se que as da prova objetiva são formuladas da seguinte maneira:

a) 75,75% das questões enfatizam a memorização das normas;

b) 13,75% são questões com foco na doutrina;

c) 1% abordam aspectos jurisprudenciais e;

d) 9,5% abordam mais de uma fonte do direito.
Ou seja, de forma preponderante o conhecimento da norma é importante para se responder as questôes da primeira etapa.

Mas o estudo não pode ser conduzido só pela leitura da lei. E isso por dois motivos significativos:
1 – É preciso dar contexto à lei, compreendê-la através da explanação dos doutrinadores. Trata-se, na verdade, de expandir a compreensão da norma por meio da leitura de uma doutrina ou do acompanhamento de uma aula. A apreensão conceitual aumenta se uma leitura simultaneamente  com a doutrina é feita, em especial porque os institutos jurídicos nem sempre são lineares, tal como apresentados na norma seca.

2 – Somente adotar um processo de compreensão reduz a capacidade de absorção do conteúdo. Ler é a forma primária como aprendemos, mas, digamos, é preciso fazer mais.

Quando você lê, a informação sai do livro, transita pelos seus olhos, é decodificada pelo seu cérebro e vira memória. Quer dizer, vai para a memória e ficará lá por mais ou por menos tempo.  Todavia se o processo de estudo utilizar apenas a leitura da lei seca, a fixação do conteúdo ocorre, é verdade, mas ocorre com limitações.

Um bom método de estudo não deverá se limitar tão somente a leitura, além dela é importante o examinando resolver exercícios, uma vez que os exercícios moldaram a memória, ajudam na fixação do conteúdo.

Porém da mesma forma que o examinando não deve se ater a leitura da lei seca, não poderá se limitar a complementar os estudos com a simples resolução de exercícios, é preciso mais!

Recomendo a elaboração de resumos,  valendo-se de sua memória. Isso porque o examinado pensará sobre o que estudou, explicando para si mesmo o que aprendeu.
Este já é um terceiro processo, diferente dos dois primeiros. Diferente, mas não desconexo, pois os dois primeiros são importantes para a apreensão do conteúdo.

A diferença está na forma como se trabalha a informação. Há evocação, como na resolução de exercícios, mas este processo exige um pouco além do que meramente se resolver questões, pois aqui não há uma pergunta prévia a ser respondia, e sim a declinação pessoal dos conceitos já anteriormente apreendidos.

Podemos dessa forma concluir que o estudo não pode ser um processo que siga por uma única via, um processo de apreensão de conceitos de forma linear. É preciso usar várias vias  para consolidar o que está sendo estudado.

A limitação a uma única fonte de estudo não permite que o estudante apreenda por inteiro a complexidade de conceitos entremeados no universo jurídico, incluindo aí o Exame de Ordem.  Não é só a leitura da Lei, mas também da doutrina, a resolução de exercícios, a jurisprudência. Com mais fontes de estudos, maior a amplitude da reflexão sobre o objeto de estudo, sobre o conteúdo jurídico alvo do interesse do estudante.

O cérebro é um órgão notável. Ele , em alguma medida, maleável, capaz de se adaptar a uma série de distintos processos. Evidentemente ele possui limites, mas, aqui para o nosso objetivo, quanto mais demandarmos dele, mais ele irá responder. Não é algo que ocorra da noite para o dia, mas isso acontece sim.

O examinando deve saber que não existem “mágicas” quando falamos em estudar. Estudar toma tempo, cansa e demanda até aspectos de ordem emocional. Mas com o tempo, com as metodologias certas, com a percepção de que o conteúdo está sendo devidamente apreendido, o estudante se adapta e torna a aprendizagem um processo bem assimilável.
Tudo depende de disciplina. O resto vem por consequência.

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