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Crítica | Enquanto estivermos juntos

19/11/2020 16:29:43

Não tente entender. Apenas acredite.

enquanto estivermos juntos destaque

Sabe quais são as estrelas que brilham mais forte? Aquelas que têm a vida mais curta. É com essa frase do roteiro de Enquanto estivermos juntos ( (intepretada por Britt Robertson) que o filme dos diretores Andrew Erwin e Jon Erwin (os irmãos Erwin) pode ser resumido, e essa obra é uma estrela que brilha mais forte no firmamento cinematográfico.

Baseado em fatos reais, essa é a história sensível e triste do cantor Jeremy Camp que, quando muito jovem, se apaixonou por Melissa Henning, uma garota que conheceu na faculdade. Os dois dão início a um bonito romance quando então ela é acometida por um câncer agressivo – lembra muito o longa Um amor para recordar (2002).

Dessa forma, não há como não falar deEnquanto estivermos juntos sem falar de Deus, mesmo porque Camp é conhecido por ser um artista cristão e com uma fé inabalável Nele.

Assim, muito cedo Camp conheceu uma das piores dores da vida: a perda de alguém muito querido, algo por que ninguém deveria passar, especialmente sendo tão jovem. Mas não há como entender os desígnios divinos. A única certeza da vida é a morte, porém se há uma coisa que também é certa é que Deus nunca dá um fardo maior do que cada um consegue carregar. Jeremy perdeu a mulher – a pessoa que mais amava na vida – quando estavam no auge de seu relacionamento. Seu fardo foi muito pesado, mas fazendo jus ao que acabo de dizer e mesmo em meio a tanto sofrimento, o cantor soube lidar com ele de forma notável.

Interpretado muito bem por K.J. Apa, a trajetória de Camp chega aos cinemas como um belo exemplo de força e determinação, tanto na luta como na perda. Uma de suas músicas mais conhecidas, I Still Believe, que faz parte da trilha do longa, ilustra muito esse fato.

Mas mesmo assim, Enquanto estivermos juntos também mostra como o apoio da família de Jeremy e Melissa foi essencial para que eles atravessassem o momento difícil por que passaram. O rápido background mostrado no começo do filme, mostra como os pais e os irmãos amorosos de Camp ajudaram para que ele se tornasse a pessoa especial que é. Por outro lado, Melissa também tinha na irmã mais velha, Heather, a melhor amiga e confidente. Era ela quem segurava sua mão no momento final.

Dessa forma, não é difícil afirmar que o filme tem uma alta carga de emoção que aumenta quando se sabe que a história é real. Se preparem, porque lágrimas vão rolar!

Algumas pessoas nasceram para brilhar, mesmo que sua passagem pela Terra seja rápida. Melissa foi uma delas, e seu brilho permanecerá ainda por muito tempo, porque Jeremy e sua segunda mulher, Adrianne, se encarregaram disso. Agora, sua força se espalha ainda mais com o filme dos irmãos Erwin. Se continuarmos acreditando, ou pelo menos Enquanto estivermos juntos, Melissa e tantas outras pessoas com histórias parecidas jamais serão esquecidas em meio a essa galáxia estranha que é a vida.

Publicado originalmente em O Cinema é

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