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Teologia em saída para as periferias

17/05/2019 14:29:25
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Teologia em saída

Por Robson Sávio

O pontificado de Francisco representa uma primavera para a Igreja. Bergoglio, que saiu dos “confins do mundo” e, eleito Papa, se autointitulou Francisco — em homenagem ao santo que “reconstruiu a Igreja”[1] -, retoma e mira seu pontificado tendo como fulcro as principais diretrizes do Concílio Vaticano II (1962 – 1965) e da igreja latino-americana. Propõe um processo de renovação teológico-pastoral a lançar a Igreja para fora de seu esimesmamento (característico nos papados de João Paulo II e Bento XVI), em direção às periferias e seus sujeitos violentados pela “economia que mata”, os pobres.

Estudar para compreender essa revolução – que não é silenciosa, haja vista os inúmeros ataques que são direcionados a Francisco (de Roma) pelo ultraliberalismo econômico e pelo conservadorismo elitista, moralista e dogmático cristão – é fundamental num momento histórico e crucial, que aponta para uma mudança epocal[2] no mundo, com reflexos profundos à instituição que delineia e molda a cultura ocidental: a Igreja Católica.

Numa feliz parceria entre a Universidade Católica de Pernambuco e edições Paulinas, acaba de chegar às livrarias o novo livro do jovem e promissor teólogo Francisco de Aquino Júnior, “Teologia em saída para as periferias” (edições Paulinas, 255 páginas, 2019).

No prefácio da publicação, o reitor da PUC Minas e bispo-auxiliar de Belo Horizonte, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, nos apresenta o autor: Pe. Francisco de Aquino Júnior “cursou Filosofia no Ceará – isto conta! Teologia, em Belo Horizonte, na Faculdade Jesuíta, sob orientação do Prof. Pe. Francisco Taborda – isto diz muito! Na Espanha, estudou o filósofo Xavier Zubiri – isto diferencia! Na Alemanha, durante quatro anos, dedicou-se ao doutorado, sob a batuta intelectual do Prof. Giancarlo Collet, que, desconfio, tem um pé na Europa e outro aqui na América Latina. À luz do pensamento do filósofo e teólogo Pe. Ignacio Ellacuría, jesuíta, exímio pensador e vigoroso profeta, reitor da Universidade Centro-Americana, brutalmente assassinado pelas Forças Armadas de El Salvador, na ditadura, em novembro de 1989, Pe. Aquino escreveu sobre “A Teologia como intelecção do reinado de Deus” – isto o distingue! A Faculdade Católica de Fortaleza, a Universidade Católica de Pernambuco e esporadicamente muitos centros de formação filosófica e teológica, muitos grupos, variadas dioceses têm tido a graça da presença lúcida, profunda, simples de Francisco de Aquino Júnior. Quem não o pode ter presencialmente, pode com ele refletir e estudar por meio de livros e múltiplos artigos publicados.” (pp 11 – 12)

O livro é uma preciosidade para quem deseja envolver-se com a nova e atual releitura teológica do Vaticano II proposta pelo Papa Francisco, condensada na expressão “Igreja em saída”. Mas, não nos enganemos. O Papa deixa claro que não se trata de uma saída eclesial e, principalmente eclesiástica, para um passeio reconfortante; nem para se voltar aos mesmos lugares hierárquicos, clericais e centralizadores de quase sempre. Trata-se de uma saída qualificada: rumo às periferias existenciais e materiais da humanidade. “Falar de teologia em saída para as periferias significa, por um lado, reconhecer ou ao menos insinuar que as periferias do mundo não são (mais) o lugar habitual da teologia e, por outro lado, provocar e propor um deslocamento (ou uma volta) da teologia para as periferias, o que implica reconhecer as periferias como o lugar ou, ao menos, como um lugar teológico fundamental.” (p. 18).

A obra é fundamental para pastoralistas, catequistas e servidores de todos os ministérios eclesiais. Mas, deveria ser degustada, com todo o afinco e profundidade, por professores e estudantes de teologia que, por vezes, preferem dogmatismos ou “teologias dos panos e dos incensos” à teologia missionária de uma Igreja que deve fecundar a cultura, a política e a sociedade num mundo marcado por tantas manifestações de ódio, violência, mentira e múltiplas formas de opressão e morte. Afinal, nunca foi tão importante rememorar os princípios elementares da pregação de Jesus em relação à essência da vida cristã, tão bem resumidos no Sermão da Montanha (capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus): o reino que Jesus, o Cristo, proclamou (ontem) e que precisa de verdadeiros discípulos (hoje) é um reino da contracultura. Ao invés da violência, da guerra, do ódio e da morte, Jesus fala de justiça, misericórdia, piedade, confiança, igualdade e paz. E, ao escolher o pobre (representado nos Evangelhos pelo estrangeiro, o órfão, a viúva e os excluídos social e politicamente) apresenta um desafio radical para que seus discípulos, em todos os tempos, trilhem pelos caminhos da verdadeira e plena libertação. Frente aos sinais que ameaçam a vida, e a vida plena e em abundância para todos, a mensagem de Jesus espanta o conformismo e a alienação. Nada mais necessário e contemporâneo.

Na introdução, Francisco de Aquino Júnior sintetiza o conteúdo da obra: “o livro está organizado em quatro partes que se implicam e se explicam mutuamente. A primeira parte trata do processo eclesial de “saída para as periferias”, desencadeado pelo Concílio Vaticano II e pela Conferência de Medellín, conservado por muitos setores e movimentos eclesiais e retomado pelo Papa Francisco. A segunda parte se confronta com a complexidade e os desafios do mundo dos pobres e marginalizados, particularmente em sua configuração e em seu dinamismo atuais. A terceira parte explicita o vínculo da fé cristã com os pobres e marginalizados, mostrando como isso é constitutivo da fé cristã e não meramente consecutivo a ela nem muito menos algo opcional na fé. A última parte aborda a problemática do compromisso cristão com os pobres e marginalizados em sua complexidade e diversidade de dimensões e formas, destacando a dimensão socioestrutural desse compromisso com seu caráter marcadamente profético, chegando, não raras vezes, ao martírio: expressão máxima de profetismo e prova maior de fidelidade evangélica”. (p. 09).

Para nós, cristãos latino-americanos, o autor alerta: “Convém considerarmos com mais atenção esse movimento e dinamismo teológico-pastorais do Concílio Vaticano II à Igreja latino-americana para que possamos retomar crítica e criativamente o caminho aberto e indicado por eles no contexto que nos toca viver a fé e elaborá-la teoricamente.” (pp 21 – 22).

Nesse sentido, “um tema central e fundamental, a ‘opção pelos pobres’ se tornou na Igreja e na teologia latino-americanas a perspectiva ou o ponto de vista fundamental a partir do qual todas as questões são tratadas e dinamizadas. E não se trata apenas de uma perspectiva ou de um ponto de vista sociológico, mas, antes e mais radicalmente, de uma perspectiva ou de um ponto de vista estritamente teológico, tal como aparece na Sagrada Escritura”. (p. 31).

Nas 250 páginas de sua obra, Francisco, o nordestino, traduz a teologia do Francisco, bispo de Roma, sempre mirando na generosidade da partilha doutro Francisco, o de Assis. Navega por complexos temas, como a realidade e as causas da pobreza e da marginalização; produz uma análise do momento histórico atual, com destaque à globalização neoliberal e às crises ecológica e de sentido; discute as controvérsias teológicas acerca da opção preferencial pelos pobres; trata do caráter e do compromisso eclesial com os pobres e marginalizados; discute as dimensões da caridade e da justiça sob o ponto de vista teológico e pastoral e mostra exemplos da vivência de uma igreja de saída às periferias, no trabalho das pastorais sociais e no caminho do (macro)ecumenismo.

Teologia em saída para as periferias é um bálsamo a sinalizar que em meio a tanto caos, mentiras, ódios e discórdias há o aroma contagioso do Espírito a inebriar mentes e corações na construção do Reino, aqui e agora.

Publicado originalmente no site do Instituto Humanitas, da Unisinos (IHU on line).

[1] A tradição católica registra que São Francisco de Assis estava em oração na Igreja de São Damião, em 1205, quando lhe pareceu ouvir uma voz que saía de um crucifixo detrás do altar. Por três vezes seguidas a voz lhe dizia: “Francisco, vai e reconstrói a minha igreja que, como vês, está ruindo”. Em um primeiro momento, Francisco pensou que se tratava da reforma da pequena capela, que estava mesmo em situação deplorável. Mais tarde, entendera que era preciso outro tipo de reforma mais difícil, mais longa e mais profunda. Vivendo nos tempos das cruzadas, Francisco, o santo dos pobres e da terra, tomou outro caminho para atender a voz que tinha ouvido do crucifixo. Assim, podemos dizer que o Papa Francisco tem honrado o nome que escolheu por meio de gestos, estilo de vida e palavras. Parece que ele continua a ouvir o pedido do Cristo crucificado: “Francisco, vai e reconstrói a minha igreja”.

[2] Diferentemente do conceito de “época de mudanças” utilizado para definir uma série de alterações advindas com a chamada revolução 4.0 (a quarta revolução industrial, ou Indústria 4.0, é um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab para designar a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital), o conceito de mudança epocal se refere a uma profunda mudança de época com transformações rápidas e radicais que atingem profundamente cultura (e os modos de vida, religiosidade, sociabilidade, economia…) dos povos.

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Teologia em saída

Por Robson Sávio

O pontificado de Francisco representa uma primavera para a Igreja. Bergoglio, que saiu dos “confins do mundo” e, eleito Papa, se autointitulou Francisco — em homenagem ao santo que “reconstruiu a Igreja”[1] -, retoma e mira seu pontificado tendo como fulcro as principais diretrizes do Concílio Vaticano II (1962 – 1965) e da igreja latino-americana. Propõe um processo de renovação teológico-pastoral a lançar a Igreja para fora de seu esimesmamento (característico nos papados de João Paulo II e Bento XVI), em direção às periferias e seus sujeitos violentados pela “economia que mata”, os pobres.

Estudar para compreender essa revolução – que não é silenciosa, haja vista os inúmeros ataques que são direcionados a Francisco (de Roma) pelo ultraliberalismo econômico e pelo conservadorismo elitista, moralista e dogmático cristão – é fundamental num momento histórico e crucial, que aponta para uma mudança epocal[2] no mundo, com reflexos profundos à instituição que delineia e molda a cultura ocidental: a Igreja Católica.

Numa feliz parceria entre a Universidade Católica de Pernambuco e edições Paulinas, acaba de chegar às livrarias o novo livro do jovem e promissor teólogo Francisco de Aquino Júnior, “Teologia em saída para as periferias” (edições Paulinas, 255 páginas, 2019).

No prefácio da publicação, o reitor da PUC Minas e bispo-auxiliar de Belo Horizonte, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, nos apresenta o autor: Pe. Francisco de Aquino Júnior “cursou Filosofia no Ceará – isto conta! Teologia, em Belo Horizonte, na Faculdade Jesuíta, sob orientação do Prof. Pe. Francisco Taborda – isto diz muito! Na Espanha, estudou o filósofo Xavier Zubiri – isto diferencia! Na Alemanha, durante quatro anos, dedicou-se ao doutorado, sob a batuta intelectual do Prof. Giancarlo Collet, que, desconfio, tem um pé na Europa e outro aqui na América Latina. À luz do pensamento do filósofo e teólogo Pe. Ignacio Ellacuría, jesuíta, exímio pensador e vigoroso profeta, reitor da Universidade Centro-Americana, brutalmente assassinado pelas Forças Armadas de El Salvador, na ditadura, em novembro de 1989, Pe. Aquino escreveu sobre “A Teologia como intelecção do reinado de Deus” – isto o distingue! A Faculdade Católica de Fortaleza, a Universidade Católica de Pernambuco e esporadicamente muitos centros de formação filosófica e teológica, muitos grupos, variadas dioceses têm tido a graça da presença lúcida, profunda, simples de Francisco de Aquino Júnior. Quem não o pode ter presencialmente, pode com ele refletir e estudar por meio de livros e múltiplos artigos publicados.” (pp 11 – 12)

O livro é uma preciosidade para quem deseja envolver-se com a nova e atual releitura teológica do Vaticano II proposta pelo Papa Francisco, condensada na expressão “Igreja em saída”. Mas, não nos enganemos. O Papa deixa claro que não se trata de uma saída eclesial e, principalmente eclesiástica, para um passeio reconfortante; nem para se voltar aos mesmos lugares hierárquicos, clericais e centralizadores de quase sempre. Trata-se de uma saída qualificada: rumo às periferias existenciais e materiais da humanidade. “Falar de teologia em saída para as periferias significa, por um lado, reconhecer ou ao menos insinuar que as periferias do mundo não são (mais) o lugar habitual da teologia e, por outro lado, provocar e propor um deslocamento (ou uma volta) da teologia para as periferias, o que implica reconhecer as periferias como o lugar ou, ao menos, como um lugar teológico fundamental.” (p. 18).

A obra é fundamental para pastoralistas, catequistas e servidores de todos os ministérios eclesiais. Mas, deveria ser degustada, com todo o afinco e profundidade, por professores e estudantes de teologia que, por vezes, preferem dogmatismos ou “teologias dos panos e dos incensos” à teologia missionária de uma Igreja que deve fecundar a cultura, a política e a sociedade num mundo marcado por tantas manifestações de ódio, violência, mentira e múltiplas formas de opressão e morte. Afinal, nunca foi tão importante rememorar os princípios elementares da pregação de Jesus em relação à essência da vida cristã, tão bem resumidos no Sermão da Montanha (capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus): o reino que Jesus, o Cristo, proclamou (ontem) e que precisa de verdadeiros discípulos (hoje) é um reino da contracultura. Ao invés da violência, da guerra, do ódio e da morte, Jesus fala de justiça, misericórdia, piedade, confiança, igualdade e paz. E, ao escolher o pobre (representado nos Evangelhos pelo estrangeiro, o órfão, a viúva e os excluídos social e politicamente) apresenta um desafio radical para que seus discípulos, em todos os tempos, trilhem pelos caminhos da verdadeira e plena libertação. Frente aos sinais que ameaçam a vida, e a vida plena e em abundância para todos, a mensagem de Jesus espanta o conformismo e a alienação. Nada mais necessário e contemporâneo.

Na introdução, Francisco de Aquino Júnior sintetiza o conteúdo da obra: “o livro está organizado em quatro partes que se implicam e se explicam mutuamente. A primeira parte trata do processo eclesial de “saída para as periferias”, desencadeado pelo Concílio Vaticano II e pela Conferência de Medellín, conservado por muitos setores e movimentos eclesiais e retomado pelo Papa Francisco. A segunda parte se confronta com a complexidade e os desafios do mundo dos pobres e marginalizados, particularmente em sua configuração e em seu dinamismo atuais. A terceira parte explicita o vínculo da fé cristã com os pobres e marginalizados, mostrando como isso é constitutivo da fé cristã e não meramente consecutivo a ela nem muito menos algo opcional na fé. A última parte aborda a problemática do compromisso cristão com os pobres e marginalizados em sua complexidade e diversidade de dimensões e formas, destacando a dimensão socioestrutural desse compromisso com seu caráter marcadamente profético, chegando, não raras vezes, ao martírio: expressão máxima de profetismo e prova maior de fidelidade evangélica”. (p. 09).

Para nós, cristãos latino-americanos, o autor alerta: “Convém considerarmos com mais atenção esse movimento e dinamismo teológico-pastorais do Concílio Vaticano II à Igreja latino-americana para que possamos retomar crítica e criativamente o caminho aberto e indicado por eles no contexto que nos toca viver a fé e elaborá-la teoricamente.” (pp 21 – 22).

Nesse sentido, “um tema central e fundamental, a ‘opção pelos pobres’ se tornou na Igreja e na teologia latino-americanas a perspectiva ou o ponto de vista fundamental a partir do qual todas as questões são tratadas e dinamizadas. E não se trata apenas de uma perspectiva ou de um ponto de vista sociológico, mas, antes e mais radicalmente, de uma perspectiva ou de um ponto de vista estritamente teológico, tal como aparece na Sagrada Escritura”. (p. 31).

Nas 250 páginas de sua obra, Francisco, o nordestino, traduz a teologia do Francisco, bispo de Roma, sempre mirando na generosidade da partilha doutro Francisco, o de Assis. Navega por complexos temas, como a realidade e as causas da pobreza e da marginalização; produz uma análise do momento histórico atual, com destaque à globalização neoliberal e às crises ecológica e de sentido; discute as controvérsias teológicas acerca da opção preferencial pelos pobres; trata do caráter e do compromisso eclesial com os pobres e marginalizados; discute as dimensões da caridade e da justiça sob o ponto de vista teológico e pastoral e mostra exemplos da vivência de uma igreja de saída às periferias, no trabalho das pastorais sociais e no caminho do (macro)ecumenismo.

Teologia em saída para as periferias é um bálsamo a sinalizar que em meio a tanto caos, mentiras, ódios e discórdias há o aroma contagioso do Espírito a inebriar mentes e corações na construção do Reino, aqui e agora.

Publicado originalmente no site do Instituto Humanitas, da Unisinos (IHU on line).

[1] A tradição católica registra que São Francisco de Assis estava em oração na Igreja de São Damião, em 1205, quando lhe pareceu ouvir uma voz que saía de um crucifixo detrás do altar. Por três vezes seguidas a voz lhe dizia: “Francisco, vai e reconstrói a minha igreja que, como vês, está ruindo”. Em um primeiro momento, Francisco pensou que se tratava da reforma da pequena capela, que estava mesmo em situação deplorável. Mais tarde, entendera que era preciso outro tipo de reforma mais difícil, mais longa e mais profunda. Vivendo nos tempos das cruzadas, Francisco, o santo dos pobres e da terra, tomou outro caminho para atender a voz que tinha ouvido do crucifixo. Assim, podemos dizer que o Papa Francisco tem honrado o nome que escolheu por meio de gestos, estilo de vida e palavras. Parece que ele continua a ouvir o pedido do Cristo crucificado: “Francisco, vai e reconstrói a minha igreja”.

[2] Diferentemente do conceito de “época de mudanças” utilizado para definir uma série de alterações advindas com a chamada revolução 4.0 (a quarta revolução industrial, ou Indústria 4.0, é um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab para designar a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital), o conceito de mudança epocal se refere a uma profunda mudança de época com transformações rápidas e radicais que atingem profundamente cultura (e os modos de vida, religiosidade, sociabilidade, economia…) dos povos.

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