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24/05/2019 | domtotal.com

Morte de brasileiros em apartamento no Chile traz dúvidas sobre Airbnb

O acidente pode ocorrido devido ao mal funcionamento de um aparelho a gás, que pode ter sido o aquecedor de água, o aquecedor geral ou do gás de cozinha.

O apartamento alugado pelo aplicativo Airbnb em Santiago não estava com o certificado de uso de gás em dia.
O apartamento alugado pelo aplicativo Airbnb em Santiago não estava com o certificado de uso de gás em dia. (Stringer/Reuters)

A morte de seis turistas brasileiros intoxicados por monóxido de carbono na quarta-feira em um apartamento alugado pelo aplicativo Airbnb em Santiago, que não tinha certificado de uso de gás em dia, lança dúvidas sobre a forma de operar desta conhecida plataforma de aluguel de residências. 

As vítimas, cinco catarinenses e uma goiana, estavam em Santiago para celebrar o aniversário de uma delas e eram da mesma família: um casal, de 41 e 38 anos, seus filhos, de 14 e 13, e o irmão e a cunhada da mãe dos adolescentes, de 30 e 27 anos.

O motivo da viagem ao Chile era a celebração do aniversário da menina, que faria 15 anos na sexta-feira. Pouco antes de ocorrer a tragédia, a família foi notificada no Chile sobre a morte da avó paterna dos adolescentes vítima de um câncer, o que levou o grupo a antecipar o regresso ao Brasil.

Os turistas passavam uma semana de férias em Santiago e conseguiram alertar seus familiares quando começaram a se sentir mal. Os parentes então alertaram o consulado do Brasil em Santiago. Quando os funcionários brasileiros chegaram ao local junto com a polícia encontraram todos mortos.

Apartamento alugado através da Airbnb

A plataforma Airbnb confirmou que o apartamento em Santiago, no qual seis turistas brasileiros morreram intoxicados com monóxido de carbono, foi alugado por meio dela. Em um comunicado, a plataforma lamenta o acidente e diz que está "acompanhando de perto a situação e trabalhando com urgência para dar apoio às famílias dos hóspedes neste momento tão difícil".

No texto, a plataforma destaca que, apesar de a segurança ser prioridade, são os "anfitriões (donos, ou administradores das casas e apartamentos) que devem certificar que seguem as leis e regulações locais". A empresa disse ainda ter um programa que entrega detectores de fumaça e monóxido de carbono de maneira gratuita aos anfitriões que pedirem. No comunicado, destaca-se também que, em mais de 500 milhões de chegadas de viajantes por intermédio da Airbnb, "os incidentes negativos são extremamente raros".

A companhia americana acrescentou que, se um hóspede reservar um espaço onde o anfitrião não informou se há detectores de fumaça, ou monóxido de carbono, o próprio site indica isso. Assim, insiste a Airbnb, o cliente fica a par e pode tomar as precauções necessárias.

A Superintendência de Eletricidade e Combustível (SEC) confirmou que o prédio onde aconteceu o acidente - perto do centro de Santiago - não contava com um selo verde. A certificação é concedida quando as instalações de gás estão funcionando corretamente.

A SEC abriu uma investigação para esclarecer a origem do ocorrido, centrada em três elementos em funcionamento no imóvel: aquecedor, forno e fogão a gás. A linha principal da investigação é que o acidente aconteceu devido ao mal funcionamento de um aparelho a gás, que pode ter sido o aquecedor de água, o aquecedor geral ou do gás de cozinha, explicou o chefe da SEC, Luis Ávila, à imprensa local.

Moradores do edifício - que foi evacuado por completo - afirmaram que não constataram nenhum cheiro de gás no local horas antes do acidente. O ministério das Relações Exteriores informou através de um comunicado que acompanha a investigação das circunstâncias das mortes pelas autoridades chilenas e os trâmites necessários para o traslado dos corpos.


AFP

EMGE

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