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11/09/2019 | domtotal.com

Aras nega, a senadores, alinhamento automático com Bolsonaro

Segundo o senador Otto Alencar, o subprocurador afirmou que a indicação do presidente não dará conotação de que ele seguirá o que Bolsonaro deseja.

Por várias vezes Bolsonaro sugeriu que escolheria para a PGR alguém que tivesse um alinhamento com as diretrizes do governo.
Por várias vezes Bolsonaro sugeriu que escolheria para a PGR alguém que tivesse um alinhamento com as diretrizes do governo. (Marcos Brandão/Senado Federal)

Por Maria Carolina Marcello

Brasília - Indicado para chefiar a Procuradoria-Geral da República no lugar de Raquel Dodge, o subprocurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou em uma longa reunião com senadores que não seguirá um alinhamento automático ao presidente Jair Bolsonaro, segundo relato de parlamentar presente no encontro.

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Inicialmente agendada como uma reunião de líderes, a audiência foi ampliada para outros senadores, ocasião em que, de acordo com Otto Alencar (PSD-BA), Aras teria feito uma "exposição" sobre o que pensa da atual conjuntura. "Ele não colocou nenhum alinhamento com o presidente da República", disse Alencar a jornalistas após a reunião.

Alencar ainda ressaltou que "o senador Oriovisto (Guimarães, Podemos-PR), colocou essa questão. Ele respondeu à altura, o próprio Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) estava presente, de que a indicação do presidente não vai dar nenhuma conotação de que ele vai seguir aquilo que o presidente deseja".

A indicação de Aras foi formalizada por Bolsonaro na última quinta-feira, escolha que o presidente já havia definido como a "rainha" do seu governo pela importância do posto.

Em diversos momentos Bolsonaro sugeriu que procurava escolher alguém que tivesse um alinhamento com as diretrizes do governo, mas após anunciar o nome de Aras o presidente disse que, uma vez aprovado pelo Senado, o novo PGR não devia mais satisfação a ele e sim à sociedade.

Para assumir o cargo, Aras precisa ser submetido a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e depois, a uma votação no plenário do Senado. As reuniões entre indicados e senadores individualmente é praxe na Casa, mas a realizada nessa terça-feira (10), mais ampla, é menos comum. Na segunda-feira (9), Aras se reuniu com a atual procuradora-geral, Raquel Dodge, cujo mandato se encerra no dia 17.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), afirmou que Aras aproveitou o encontro com líderes para conversar com outros senadores e afirmou que a intenção, na Casa, é votar a indicação "o quanto antes". "É absolutamente natural, a gente está tendo uma conversa coletiva. É natural os indicados irem a cada um dos gabinetes. Ele está tendo uma prática, que se inovadora, merece um aplauso", afirmou o senador.

Ao sair da reunião, Aras evitou responder perguntas dos jornalistas, mas afirmou que as conversas têm sido "proveitosas". "Neste momento eu estou com as minhas ideias, as minhas posições, sendo observadas e decididas e apreciadas pelo Senado Federal", disse. "Aqui eu me encontro, à espera da minha sabatina. E estarei sendo julgado pelo Senado Federal", afirmou, para justificar porque não responderia aos questionamentos da imprensa.


Reuters

EMGE

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