Coronavírus

14/01/2021 | domtotal.com

Ministério da Saúde quer começar vacinação em até 5 dias após aval da Anvisa

Início da distribuição será nas capitais e deve avançar para o interior com o tempo

Brasil já conta com 6 milhões de doses disponíveis, o que deve aumentar ao longo do primeiro semestre
Brasil já conta com 6 milhões de doses disponíveis, o que deve aumentar ao longo do primeiro semestre (AFP)

O Ministério da Saúde informou que prevê o início simultâneo da vacinação contra a Covid-19 em todas as capitais de "3 a 5 dias" após o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pasta disse que o tempo é necessário para que as doses sejam divididas em lotes e enviadas para as maiores cidades de cada estado, de forma que "ninguém fique para trás".

As informações foram divulgadas em entrevista coletiva concedida à imprensa. O início simultâneo em todas as capitais, previsto pelo ministério, contrasta com a intenção do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que disse querer começar aplicar as doses imediatamente após a aprovação, o que pode ocorrer no próximo domingo (17).

"Por que queremos começar com todos ao mesmo tempo? Temos um mote de que ninguém ficará para trás. No SUS, há o princípio da equidade e o da universalidade, de atender a todos", disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. "O Butantan e a Fiocruz são motivos de orgulho, mas não podemos tratar brasileiros de formas diferentes. Ninguém estará seguro até que todos estejam seguros", completou.

Questionado sobre a possibilidade de São Paulo e Rio de Janeiro terem de esperar para começar a vacinação, já que poderão estar com as vacinas em seu território, Franco disse que os estados não estão "perdendo (tempo)", "o Brasil é que está ganhando". Atualmente, 6 milhões de doses estão sob guarda do Instituto Butantan, que por determinação da Anvisa não pode antecipar a distribuição "por uma questão legal", informou o ministério.

A intenção de aguardar a chegada da vacina a todos os estados não representa que as doses estarão em todos os municípios, explicou o ministério. Franco justificou o plano para as capitais em razão das dificuldades de transporte e logística que levar a vacina a todos os 5.570 municípios poderia ter. Mas esclareceu que a capilaridade vai aumentar exponencialmente ao longo dos dias. "A simples aprovação da Anvisa não nos permitiria, num estalar de dedos, fazer a vacina chegar a todos os postos de vacinação", disse o secretário.

O ministério planeja marcar o começo da vacinação no país em um evento no Palácio do Planalto, apesar de o próprio presidente Jair Bolsonaro afirmar que não pretende ser imunizado. A ideia é realizar a primeira imunização no país na próxima terça-feira, dia 19, data em que governadores devem estar em Brasília para participar de reunião com o ministro Eduardo Pazuello.


Agência Estado/Dom Total



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