Ciência e Tecnologia

01/08/2021 | domtotal.com

BioNTech aposta em vacina de RNA mensageiro contra a malária

'A probabilidade de sucesso é alta', afirmou Ugur Sahin, diretor e co-fundador da BioNTech, um laboratório pioneiro na pesquisa do RNAm

A malária é uma doença transmitida por mosquitos que mata mais de 400 mil pessoas por ano, principalmente crianças na África
A malária é uma doença transmitida por mosquitos que mata mais de 400 mil pessoas por ano, principalmente crianças na África (Olympia DE MAISMONT/Afp)

O laboratório alemão BioNTech, que desenvolveu uma vacina pioneira contra a Covid-19 junto à Pfizer, disse na última segunda-feira (26) que deseja aplicar a promissora tecnologia do RNA mensageiro na malária e que vai desenvolver ensaios de uma vacina no ano que vem.

"A BioNTech tem a intenção de desenvolver a primeira vacina de RNAm para a prevenção da malária", que será produzida no continente africano, disse a empresa em um comunicado. "A probabilidade de sucesso é alta", afirmou Ugur Sahin, diretor e co-fundador da BioNTech, um laboratório pioneiro na pesquisa do RNAm.

Os estudos, que começarão no final de 2022, serão realizados na África e "em outras regiões em que a malária é frequente", mas também na Alemanha, como parte de um programa apoiado pela Organização Mundial da Saúde, pela União Europeia e pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças da União Africana (Africa CDC).

A malária, causada por um parasita transmitido pelos mosquitos, ainda é uma temida doença infecciosa, principalmente na África e entre as crianças, deixando cerca de 400 mil mortes por ano.

Atualmente, não existe nenhuma vacina aprovada contra a malária. "Por várias décadas, os principais desenvolvedores de vacinas abandonaram gradualmente" a pesquisa sobre a doença, lamentou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva conjunta com a BioNTech e a UE.

No entanto, uma vacina candidata desenvolvida pela Universidad de Oxford, a Matrix-M, gerou esperanças em abril, com uma eficácia até agora inédita de 77% nos ensaios de fase II e pode ser aprovada em dois anos.


AFP/Dom Total



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