Cultura Artes Visuais

20/09/2021 | domtotal.com

Museu de Arte Moderna de SP traz exposição de arte indígena contemporânea

A mostra apresenta trabalhos de 34 artistas indígenas de diferentes etnias

Elisclésio Makuxi, sem título, da série Anna Senkamanto, Anna Komanto
Elisclésio Makuxi, sem título, da série Anna Senkamanto, Anna Komanto Foto (Reprodução)

A mostra Moquém_Surarî: Arte Indígena Contemporânea, segundo os organizadores, quer mostrar ao público que existem outras histórias da arte, sem tentar encaixar a arte indígena em uma narrativa já convencionada. A exposição, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e reúne pinturas, esculturas e obras em diversos suportes de povos indígenas como Yanomami, Pataxó e Guarani Mbya.

Com curadoria de Jaider Esbell, artista macuxi, a exposição integra a rede de parcerias da 34ª Bienal de São Paulo. "Queremos reproduzir um estilhaçamento da história da arte e mostrar como esse tipo de relação temporal é cronicamente negado no Brasil, intelectuais indígenas foram rechaçados, seja na arte ou pensamento no Brasil", disse o curador.

A mostra apresenta trabalhos de 34 artistas indígenas dos povos Baniwa, Guarani Mbya, Huni Kuin, Krenak, Karipuna, Lakota, Makuxi, Marubo, Pataxó, Patamona, Taurepang, Tapirapé, Tikmũ'ũn_Maxakali, Tukano, Wapichana, Xakriabá, Xirixana e Yanomami.

O público terá acesso a obras em suportes diversos, desde desenhos criados por artistas como Ailton Krenak, Joseca Yanomami, Rivaldo Tapirapé e Yaka Huni Kuin; tecelagens de Bernaldina José Pedro; esculturas de Dalzira Xakriabá e Nei Xakriabá; fotografias de Sueli Maxakali e Arissana Pataxó; vídeo de Denilson Baniwa; gravura de Gustavo Caboco; e pinturas de Carmésia Emiliano, Diogo Lima e Jaider Esbell.

A organização destacou a diversidade do corpo artístico, que reúne artistas de Roraima que refletem sobre os efeitos políticos e territoriais das invasões pecuárias da região, passando por artistas indígenas contemporâneos conhecidos no circuito das artes visuais, além de artistas que não têm relação com o mercado de arte contemporânea, mas são mestres das práticas xamânicas e pajés.

A mostra, em cartaz até 28 de novembro, tem entrada gratuita, mas é necessário fazer um agendamento prévio. O MAM fica localizado no Parque Ibirapuera, na capital paulista.


Agência Brasil/Dom Total



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