Religião

01/01/2017 | domtotal.com

Igreja/História: Mundo em guerra de 1917 pressentiu as aparições na Cova da Iria

'A paz faz parte de Fátima', diz Francisco Noronha de Andrade.

Lisboa, 29 dez 2016 (Ecclesia) – Francisco Noronha de Andrade, estudioso e colecionador de documentos ligados às Aparições de Nossa Senhora em Fátima, considera que no início de 1917 houve sinais que pressentiram os acontecimentos na Cova da Iria, num mundo em guerra.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o servita começa por destacar o “sinal” que aconteceu uma semana antes do 13 de maio de 1917, quando o Papa Bento XV escreveu uma carta para que todos os bispos fizessem uma invocação a Nossa Senhora a Paz.

“Queremos que à Grande Mãe de Deus, nesta hora terrível, mais do que nunca se dirija viva e confiante o pedido dos seus filhos aflitíssimos”, lia-se na carta enviada aos prelados do mundo inteiro, assinada no dia 5 de maio de 1917.

Francisco Noronha de Andrade, da Associação dos Servitas, sublinha que “uma semana depois” começam as aparições de Nossa Senhora e recorda, a partir das memórias da irmã Lúcia, que o Anjo de Portugal, nas suas aparições pediu para rezarem pela paz.

“Orai, orai muito, os corações de Jesus e Maria querem atrair sobre a vossa pátria a paz. Eu sou o anjo da guarda de Jesus, o anjo de Portugal”, lê-se nas memórias da vidente que faleceu em 2005.

Nas várias memórias que Francisco Noronha de Andrade tem guardado, num armazém da antiga Editora Romano Torres - recortes de notícias, jornais, revistas -, destaca-se um livro de 1917, onde as crianças pedem no dia 1 de janeiro a proclamação da paz.

“O ano que entra é o ano da paz”, lê-se na obra publicada um ano antes do fim da I Guerra Mundial (1914-1918).

Também a revista ‘Ilustração Portuguesa’ de 1 de janeiro de 1917 faz referência à paz e à pomba branca, que estão presentes em Fátima - “ver-se-á que é a pomba que vence a ave de rapina”.

“A paz está ligada, a paz faz parte de Fátima”, observa o membro da Associação dos Servitas.

Estudioso e entusiasta de Fátima e da sua mensagem, o entrevistado comenta que “sempre existiram” pombas brancas no santuário mariano da Cova da Iria e no seu arquivo tem um jornal no qual se lembra que “o primeiro episódio das pombinhas de Nossa Senhora foi há 60 anos”.

A Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma carta pastoral dedicada ao centenário das Aparições na Cova da Iria que se assinalam no próximo ano (1917 – 2017), intitulada ‘Fátima, sinal de esperança para o nosso tempo’.

“Fátima ergue-se como uma palavra de compromisso, de bem, de promoção de justiça e de paz na valorização da dignidade do ser humano”, referem os bispos católicos.


Ecclesia



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