Religião

13/09/2017 | domtotal.com

O que descobriu uma convertida do Islã sobre a civilização ocidental?

Sem religião, não pode haver cultura que contribua para o florescimento humano.

A Mesquita Suleymaniye em Istambul.
A Mesquita Suleymaniye em Istambul. (Reprodução/ Catholic Herald/ Getty Images)

Por Francis Phillips

Conversei com uma amiga convertida ao catolicismo depois da missa de ontem. Ela se juntou à Igreja como membro do Ordinariado e falamos dos sacrifícios que alguns convertidos tiveram que fazer em sua jornada para Roma. Eu mencionei para ela um livro que eu estava lendo: Do Islã a Cristo, escrito por Derya Little (Ignatius Press), no qual a autora diz que os muçulmanos que tomam a difícil decisão de se tornarem cristãos correm o risco de morte em alguns países.

Derya Little (um pseudônimo para proteger sua identidade) é uma convertida turca. Em seu livro, ela explica que, embora a Turquia seja nominalmente uma democracia secular e que "você não deveria ser muçulmano demais... você não deveria ser nenhuma outra coisa". A cultura é hostil ao cristianismo, de modo que, após rejeitar a Fé muçulmana de sua infância e tendo passado vários anos como ateia, ficou atraída pelo cristianismo, mas ficou aterrorizada com o que sentia depois de conhecer um casal evangélico americano.

Ela assinalou que: "O que não ajudou no caminho para Cristo, tão pouco trilhado na Turquia moderna, foi o fato de não conhecer cristãos turcos. Eu estava com medo de estar sozinha nesta jornada. Eu estava com medo de perder [o namorado]. Tinha medo da reação dos meus amigos. Estava com medo de não conseguir um trabalho respeitável. Tinha medo de quão imprevisível poderia se tornar o futuro. Eu estava com muito medo".

Então, em uma passagem muito emocionante, Little descreve uma "visão" fugaz que ela experimentou logo depois, o que contrastava a beleza eterna do dom da fé com as atrações triviais da segurança e conforto humanos. Naquele momento "eu decidi aceitar o presente magnífico..." Há mais viradas e revesses na estrada, já que a autora, apesar de reconhecer a diferença que sua fé fez nas vidas dos seus amigos cristãos, começou a questionar a insistência evangélica protestante: "Só a Escritura" e a falta de autoridade na interpretação da Bíblia. Ela leu Mark Shea's By What Authority? Acerca de um evangélico que descobre a tradição católica e, depois de ter ganhado uma bolsa de estudos de pós-graduação no Reino Unido, ela finalmente se tornou católica na Universidade de Durham.

Sua autobiografia toca muitas questões, como também as tensões inerentes ao islamismo, que ela descreve como uma religião não de paz, como é frequentemente reivindicada, é mais uma religião de submissão e medo. "O conceito de que Allah poderia ser nosso pai e amigo é totalmente blasfemo". A relação desigual entre homens e mulheres no Islã e a vida problemática do fundador do Islã aumentaram as dúvidas.

Little é muito honesta sobre o caos moral de sua vida antes da sua conversão, em que o álcool, os relacionamentos e dois abortos desempenharam um papel significativo. O divorcio desagradável dos seus pais na adolescência após o abandono da família por parte de seu pai também causou muito sofrimento. Quando finalmente bateu na porta da única igreja católica em Ancara, para ser recebida por um ancião jesuíta francês, a solução tanto de seu desconforto intelectual quanto da confusão emocional estava à vista.

Little, agora morando nos EUA e felizmente casada com um colega americano convertido quem conheceu em um site de namoro católico, conclui com um provocação, advertindo que "os ocidentais não parecem apreciar que, sem religião, não pode haver cultura que contribua para o florescimento humano", ela diz com grande ênfase: "O que o Ocidente tem para oferecer sem Cristo?".

É uma questão levantada tanto por João Paulo II quanto por Bento XVI e que a UE se recusa a refletir.


Catholic Herald - Tradução: Ramón Lara

EMGE

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