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27/11/2017 | domtotal.com

Alunos finalizam preparativos para segunda edição do Trabalho Interdisciplinar

A exposição será realizada no dia 1º de dezembro, de 18h30 às 22h10, no hall da Escola.

Alunos das turmas A e B participam da segunda edição do Trabalho Interdisciplinar.
Alunos das turmas A e B participam da segunda edição do Trabalho Interdisciplinar. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()
Professor Luiz Carlos Angrisano orienta os alunos durantes as aulas.
Professor Luiz Carlos Angrisano orienta os alunos durantes as aulas. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()
Professor Luiz Carlos Angrisano orienta os alunos durantes as aulas.
Professor Luiz Carlos Angrisano orienta os alunos durantes as aulas. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira.
Estudantes finalizam plantas dos projetos para apresentação na sexta-feira. Foto ()

Unir o conteúdo de todas as disciplinas do semestre para elaborar um projeto sustentável de residência unifamiliar com baixo custo. Esta é a proposta do Trabalho Interdisciplinar desenvolvido pelos alunos do 1º período da Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE), que chega a sua segunda edição neste semestre. Com empenho e criatividade, os alunos trabalham agora para finalizar os projetos, que serão expostos na sexta-feira (1º), no hall da Escola.

Cada um deles é composto por três partes: desenhos arquitetônicos, com planta baixa, de cobertura e de situação, fachada frontal e fachada lateral, e cortes longitudinal e transversal; parte descritiva, contendo as justificativas detalhadas sobre os aspectos técnicos, normas, condições de insolação, ventilação e ambientais; e uma parte prática, constituída de panfletos para divulgação e uma maquete coerente com o projeto arquitetônico.

Neste semestre, o terreno da construção deve ter uma área total de 300 m2, com geometria retangular com 15x20 m. Os alunos devem seguir o código de obras da prefeitura de Belo Horizonte, sendo a escolha do zoneamento livre.

Dinâmica

“O projeto se inicia com professor Luiz e o desenho das plantas. Cláudio Soares, professor de Pré-Cálculo, auxilia os alunos na execução dos cálculos de área total do lote, área total construída e área líquida. O professor Lino de Freitas, de Geometria Analítica, destaca o fator de iluminação nos cômodos das casas projetadas”, explica a professora Cida Cota.

Responsável pela disciplina de Português, Cida trabalha estratégias comunicativas que podem ser utilizadas nas transações de venda, como a argumentação demonstrativa, que explora a razão do cliente, e a retórica, voltada para a emoção desses possíveis consumidores.

A professora Aline Oliveira, por sua vez, ministra a disciplina de Química e auxilia os alunos na escolha de materiais sustentáveis. Estimula também a utilização de processos inovadores para tratamento de efluente ou água, processos de separação, transformação de resíduos, reaproveitamento e reciclagem, entre outros.

“Na disciplina de Introdução à Engenharia, o professor José Antônio discute os trâmites legais para a aprovação do projeto. Por fim, os alunos produzem um relatório, orientados pelo professor Francisco Haas, de Metodologia Científica”, completa Cida.

Ideias

Para destacar a importância da engenharia sustentável, o grupo da aluna Jeandra Santos optou por um telhado com cobertura vegetal, que funcionará como isolante térmico na cobertura da residência. “Ele também contribui para melhorar a qualidade do ar e minimizar o efeito das ilhas de calor. A técnica vem da Europa, é muito utilizada por lá, porque eles têm essa preocupação do impacto do indivíduo no seu espaço. Aqui, infelizmente não temos essa cultura, de reduzir o impacto desde o canteiro de obras”, explica Jeandra.

O grupo inovou ainda no formato da casa, que será sextavada [com seis faces], e trabalhou para reduzir os custos da construção, de forma que o empreendimento seja acessível a um morador de classe média. “A sustentabilidade ainda é um paradigma no Brasil, são muitos os obstáculos que precisamos quebrar. Geralmente o valor desses projetos é alto”, aponta Jeandra.

Já o grupo do estudante Maxwell Gomes apostou em painéis solares para reduzir em 35% os gastos com energia. “Um integrante do grupo já vive essa experiência em casa e resolvemos trazê-la para o nosso projeto”, informa Maxwell, que aprovou a proposta interdisciplinar da atividade, principalmente por aproximar o Português e a Engenharia. “É importante observar a forma de comunicação entre engenheiros, funcionários e alto escalão, e também na área de vendas. Estamos discutindo sobre como utilizar a linguagem como instrumento de Engenharia”, conta o aluno.

O grupo dos alunos Samuel Ronald e Andressa Leão, por sua vez, trouxe para o projeto um material químico inovador: o geopolímero. “Ele tem propriedades químicas bem similares ao cimento comum, porém com mais benefícios ao meio ambiente e custo inferior”, explica Andressa. De acordo com a aluna, geopolímero pode ser fabricado com diferentes materiais, inclusive rejeitos de mineração. “É algo que seria desperdiçado no meio ambiente e passa a ser aproveitado, diminuindo o custo da obra”, completa. Além disso, o aluno Samuel Ronald destaca o caráter aconchegante da casa, que busca atender todos os públicos. “A pessoa vai ter o sentimento: estou em casa, sem o estresse do dia a dia. Vai olhar o quintal e ver uma árvore”, afirma.

Quem também apostou no sentimento de aconchego foi o grupo do estudante Igor Fernandes, mas de uma forma diferente: trazendo um pedacinho do campo para a cidade. “Nosso foco foram dois tipos de cliente. A pessoa que mora no interior, vem para a cidade e não quer perder aquela essência, ou a pessoa que mora na cidade, mas sempre quis ter uma casa de campo”, conta.

Para tanto, a construção será mais compacta, com apenas dois quartos, deixando espaço para a área de lazer, que contará com horta, fogão a lenha e churrasqueira. “Pensamos em colocar também uma mesa grande, para lembrar aqueles cafés de fazenda. Claro, estamos utilizando os recursos de forma sustentável, colocamos painéis de energia solar, mas o nosso foco mesmo foi priorizar a área de lazer”, ressalta.

Patrícia Azevedo/Dom Total

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