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06/03/2018 | domtotal.com

Privatização dos serviços de água será debatida em Fórum Mundial

No Brasil, por lei, a água é um bem público e dotado de valor econômico. Como bem público, sua privatização é impossível, explica coordenador do Fórum.

'Existem companhias privadas atuando no setor, assim como existem empresas públicas. Este contexto será debatido no Fórum', afirma.
'Existem companhias privadas atuando no setor, assim como existem empresas públicas. Este contexto será debatido no Fórum', afirma. (Copasa)

O coordenador temático do 8º Fórum Mundial da Água, Jorge Werneck, considera equívoco o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) adotar como uma de suas principais bandeiras ser contrário à privatização da água. Ele lembra que no Brasil, por lei, a água é um bem público e dotado de valor econômico.  Como bem público, explica ele, sua privatização é impossível. Só é privatizável o serviço público, e não o bem.

“O que se tem é que em algumas localidades o serviço de coleta da água, tratamento, distribuição para a população é privatizado. Existem companhias privadas atuando no setor, assim como existem empresas públicas. Este contexto será debatido no Fórum”, explica.

Werneck ressalta ainda que, durante o processo de construção do Fórum, as coordenações envolveram representantes da sociedade mundial. “Convidamos cerca de 600 ONGs [organizações não-governamentais] de todo o mundo. Em todas as mesas de discussão, haverá diversidade e pluralidade de opiniões. Teremos, inclusive, mesas específicas sobre a tragédia de Mariana e sobre os comitês de bacias hidrográficas”.

Essa é a primeira vez que o Fórum terá espaços abertos para a sociedade, com a Vila Cidadã e a Feira de Exposições, para mobilização e com livre acesso para a sociedade. Serão realizados debates técnicos, com várias atividades, festival de cinema e atividades lúdicas.

Na visão do especialista, o Fórum Mundial da Água será uma oportunidade para as pessoas mostrarem suas experiências e, com base nelas, compartilhar e buscar soluções quanto ao acesso à água, inclusive para comunidades quilombolas, indígenas e pequenos agricultores.

“Os sistemas isolados são, sim, um desafio e por isso também são temas dentro do Fórum. Trata-se de uma plataforma de discussão onde as pessoas vão debater e compartilhar experiências, para que a gente solucione os problemas relacionados a  água e saneamento. Os desafios  são muitos ainda pelo mundo e temos que trabalhar nesse sentido do desenvolvimento sustentável  de ter água e saneamento para todos”, finaliza Werneck .


Agência Estado

EMGE

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