Esporte Copa 2018

28/06/2018 | domtotal.com

Tem Itália na Copa, sim senhor

O time, comandado pelo técnico Gian Piero Ventura, perdeu na repescagem europeia.

Como há sempre um pouco de Itália em tudo que existe ou se faz neste mundo de Dio, isto acontece também na Copa da Rússia.
Como há sempre um pouco de Itália em tudo que existe ou se faz neste mundo de Dio, isto acontece também na Copa da Rússia. (Reprodução)

Por Afonso Barroso*

Sinto falta da Itália. Falta de nunca ter ido lá. É um pecado não conhecer Roma, Milão, Florença, Veneza, Turim, Nápoles... Pois é, só conheço de longe, de arte e de história. Se não me faltou vontade, faltaram-me recursos pra não cometer pecado tão grave. Fazer o quê? Vou acabar levando questo dolore para além da vida.

Mas não é isso que eu quero lamentar hoje, e sim a ausência da seleção italiana nesta Copa do Mundo, na qual poderia chegar ao penta, como o Brasil. O time, comandado pelo técnico Gian Piero Ventura, perdeu na repescagem europeia ao empatar em zero a zero com a Suécia, em Milão. O juizão deixou de marcar dois pênaltis para a Itália nesse jogo. Uma tragédia. É a primeira vez, em 60 anos, que a Azzurra não participa, o que, sem dúvida, empobrece a competição.

No entanto, como há sempre um pouco de Itália em tudo que existe ou se faz neste mundo de Dio, isto acontece também na Copa da Rússia. Lá a presença italiana não está nas luvas de Buffon ou nas chuteiras de Conti, Immobile ou Florenzi. Está, sim, na concentração da seleção japonesa.

Sim, senhoras e senhores, no time do Japão.

Explico: há alguns anos, segundo me informa um ítalo-brasileiro de alta performance jornalística e literária, a Federação Japonesa de Futebol firmou acordo com várias cidades italianas para um intercâmbio esportivo. Pensando no futuro e planejando com calma (coisa bem japonesa), mandaram jogadores jovens, adolescentes de futuro, para a Itália. Chegaram, hospedaram-se em belas e acolhedoras cidades como Orvieto, na Umbria, onde passaram alguns anos vivendo uma rotina produtiva: de manhã, estudavam a língua; à tarde e à noite, jogavam futebol em times das categorias de base de pequenos clubes.

Pois em verdade vos digo que a coisa deu resultado: quatro deles integram hoje a seleção que participa da Copa do Mundo.

São eles os jogadores Inui, Nagatomo, Sakai e Yoshida. Todos falam italiano e jogam o futebol que aperfeiçoaram graças ao intercâmbio firmado pela Federação Japonesa com as “comunes” - designação das prefeituras das agradáveis e hospitaleiras cidades do interior da Itália.

Se alguém duvida dessa informação, aconselho conferir com a ajuda de algum jornalista ou cronista de raiz italiana mais próximo, que pode ser o nosso querido amigo comum Fernando Fabbrini.

*Afonso Barroso é jornalista, redator publicitário e editor.

EMGE

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